chibatada no estômago

12 anos de escravidao12 Anos de Escravidão é uma porrada. Como o tema pede, ele é desconfortável e sádico, um contraste com as lindas imagens compostas pelo diretor Steve McQueen e o diretor de fotografia Sean Bobbitt.

McQueen tentava escrever um roteiro sobre um homem sequestrado e transformado em escravo quando sua mulher lhe apresentou a história de Solomon Norethup, um negro nascido livre e escravizado depois de aceitar uma proposta de emprego. Chiwetel Ejiofor foi a primeira escolha para o papel, que ele recusou num primeiro momento, depois percebeu que seria o papel de sua vida. E realmente é. O trabalho de Chiwetel é magistral, algo que ele deve se orgulhar profundamente.

12 Anos é e não é um filme sobre escravidão. McQueen, que não tem antepassados escravos, apresenta a escravidão tanto ao espectador quanto a Solomon. Como um homem que nasceu e sempre viveu livre, letrado e pai de família, precisa sobreviver numa situação sub-humana? Não é o trabalho exaustivo, injusto e desumano que assusta, e sim a mentalidade de ter pessoas como propriedade, como mercadoria.

O elenco coadjuvante também é de se aplaudir de pé. O nosso querido e venerado Benedict Cumberbatch faz uma participação como um escravocrata “bonzinho”, mas quem brilha mesmo é a estreante Lupita Nyong’o e o magnânimo Michael Fassbender, como o senhor mais deplorável da Louisiana.

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