os 10 anos do fim de sfu

sfuHá um histórico de posts sobre Six Feet Under neste blog. E a razão de celebrar os 10 anos do seu episódio final é simplesmente porque ela é, na minha opinião, a melhor série já produzida. E com o melhor final de todos os tempos. Para relembrar um pouco a família Fisher, um apanhado do que foi o apoteótico final.

SPOILER, obviamente. E não leia se você nunca viu a série – SFU é uma experiência de vida.

  • Quando os roteiristas começaram a trabalhar a quinta temporada, eles sabiam que seria a última. Embora a ideia era que Nate morresse – e isso estava certo desde o início, já que “Nate era um cara que estava fugindo de sua mortalidade desde sempre”, nas palavras do criador Alan Ball – eles não queriam que o final fosse com a morte dele. Até que um dos roteiristas sugeriu matar todos os personagens. A equipe toda riu no início, então viram que era uma boa ideia. Depois acertaram que Nate deveria morrer três episódios antes do final.
  • Alan Ball se isolou numa cabana para escrever o episódio final – Everyone’s Waiting. Ele disse ter chorado copiosamente. Os sete minutos finais foram escritos como uma montagem bem específica, já com a música Breath Me em mente.
  • Breath Me foi uma sugestão do supervisor musical Gary Calamar. Sia ainda estava longe de ser a estrela que é hoje, aliás, ela é grata pelo bom uso de sua música na série. E Breath Me já tinha sido escolhida para o vídeo promocional da temporada. Cold Wind, do Arcade Fire, quase foi a música do promo, mas acabou entrando num dos episódios.
  • Como cada parte da sequência final foi escrita com precisão, não havia material extra para a edição, o que fez o editor Michael Ruscio penar. Ele também teve que alongar a música, que começa a ser cantada exatamente quando o carro de Claire começa a andar, uma referência a abertura da série, quando a roda da maca gira. E no trecho “be my friend”, Claire reencontra Ted.
  • A última cena filmada foi a de Claire dirigindo na estrada para uma nova vida. Usaram um helicóptero e uma van. Ball quis que a série terminasse assim porque começou com uma morte no carro. E Claire foi a última a morrer porque ela era a artista, a que via tudo.
  • Lauren Ambrose ainda chora quando lembra da gravação da cena em que tira a foto da família na varanda de casa. Ela disse que o fim da série mexeu muito com ela, afinal, a série foi praticamente sua formação como atriz.

Parei de rever o final porque comecei a me descontrolar e meu coração começou a doer. É sério.

Por onde anda o elenco?

Peter Krause terminou de fazer Parenthood e já está no elenco de The Catch, série da ABC, produzida pela Shonda Rhimes. A série deve estrear no fall season deste ano.

Depois de Dexter, Michael C. Hall tem diversificado bastante sua área de atuação. Fez os filmes Versos de um Crime e Julho Sangrento. Tem feito bastante dublagens e fez Hedwig and the Angry Inch. Em 2016, ele estará no elenco do filme Christine.

Lauren Ambrose fez participações em séries e estará nos novos episódios de Arquivo X.

Frances Conroy esteve nas quatro temporadas de American Horror Story, onde reencontrou a colega Kathy Bates. Ela não foi confirmada para a quinta temporada – Hotel – e tudo indica que ficará mesmo de fora, pois está no elenco da série Casual, do Jason Reitman.

Rachel Griffiths tem alternado trabalhos nos Estados Unidos e na Austrália. Depois de Brothers & Sisters, ela chegou a fazer mais uma série em solo americano, Camp, que teve só uma temporada, e uma participação em Walt nos Bastidores de Mary Poppins. Na Austrália, tem feito filmes e minisséries.

Matthew St. Patrick tem feito várias participações em séries. A última foi na temporada final de Sons of Arnachy.