quando todos se vão

E finalmente saiu o trailer da 4ª temporada de Downton Abbey. Minha relação com a série ainda é estranha. Amo quando assisto, mas não gosto das coincidência usadas como solução para praticamente todos os problemas. Seja uma gripe espanhola que deixa todo mundo doente mas só mata uma para deixar um casal livre e desimpedido ou uma herança que salva tudo em cima da hora. De qualquer forma, esta será a primeira sem Dan Stevens e Siobhan Finneran no elenco. A saída da personagem dela será apenas mencionada e deve acontece no pulo de seis meses entre as duas temporadas. Shriley MacLaine voltará a fazer participação especial, assim como Paul Giamatti (irmão de Cora) e a soprano Kiri Te Kanawa. Ah, e ainda vai ter o primeiro personagem negro da série, o cantor de jazz interpretado por Gary Carr. 

Downton volta dia 22 de setembro no Reino Unido. Nos EUA, só no dia 05. O GNT ainda não divulgou nenhuma data.

Anúncios

a turma do mr. Schneebly

Não, Mr. S. Escola de Rock fez 10 anos (!!!) e um evento marcou a data em Austin, Texas. O elenco foi reunido e teve exibição do filme, uma apresentação da banda e uma festa. A maioria dos garotos não trabalha mais com cinema. Do grupo, Miranda Cosgrove é a que mais conhecida. Grande parte deles acabou de se formar na universidade e alguns têm a própria banda. Que fofos! Eu gostava do menino estilista: “você é gordo e cafona”.escola de rock 10 anosescola de rock 10 anos 2escola de rock

 

os adoráveis monstros humanos

Doug Jones. Assim como Andy Serkis é mestre em captura de movimento, Doug Jones é um especialista em personagens sob maquiagem pesada. É ele quem está por trás do Abe dos filmes do Hellboy, o Fauno e Homem Pálido de O Labirinto do Fauno, o Surfista Prateado e até do zumbi de Abracadabra.labirinto do fauno doug jones

Bolaji Badejo. Ele era um estudante de artes gráficas quando foi escolhido para vestir a roupa do Alien de 1979. Pesou, é claro, seus 2,18 metros de altura.  Jogadores de basquete também fizeram testes para o papel, assim como Peter Mayhew, que fez o Chewbacca.alien bolaji badejo

Michu Mezarus. Toda vez que ALF precisava correr ou andar por aí, era ele quem vestia a fantasia. Michu é húngaro e vai fazer 74 anos no próximo dia 20. Ah, ele tem 84 cm de altura.Alf Michu Meszaros

Katsumi Tezuka e Haruo Nakajima. Nas décadas de 1950 e 1960, Tóquio foi seguidamente devastada por kaijus, começou com o Gojira (Godzila, para nós), em 1954. gojira katsumi tezuka e haruo nakajima

Ricou Browning e Ben Chapman. A Universal fazia filmes de monstros na década de 1950. Em O Monstro da Lagoa Negra (1954), Borwning fazia o monstro na água, enquanto Chapman era a criatura em terra.o monstro da lagoa negra ricou browning e ben chapman

Kenny Baker. Com 1,12 m, ele foi O R2-D2 nos três Star Wars. Em O Retorno de Jedi, ele ganhou mais um papel, o Ewok que rouba a “moto”.star wars kenny baker

Peter Mayhew. Ainda em Star Wars, Mayhew foi o Chewbacca nos três filmes. Ele tem a mesma altura de Badejo, 2,18 m, e pôde escolher entre fazer o peludo ou Darth Vader. Ele preferiu ser o bonzinho, enquanto David Prowse não hesitou em ser o vilão. Durante as filmagens de O Império Contra-Ataca, Mayhew ficou doente e foi substituído. Depois de restabelecido, o diretor Irvin Kershner decidiu refilmar as cenas porque os movimentos do dublê não combinavam com os de Mayhew.STAR WARS CRAZE HITS DISNEY WORLD

Max Schreck. Havia uma lenda que Max Schreck era um vampiro de verdade e por isso fez tão assustadoramente Nosferatu e outros filmes de horror. Ele morreu jovem, aos 56 anos, de problemas cardíacos.Nosferatu

realidade científica

O drama é o gênero mais respeitado e considerado de primeira grandeza pela maioria porque drama é drama em qualquer lugar do mundo. E como bem disse a Pam, consideramos o sofrimento uma virtude. Já a comédia é mais limitada. O que é considerado engraçado no Brasil, não necessariamente é na França ou na China, e vice-versa. Já a fantasia e a ficção-científica nasceram e sempre foram considerados subgêneros por muitos. Injustamente. É verdade que diretores como Stanley Kubrick, Ridley Scott e tantos outros do mesmo quilate já fizeram filmes fantásticos de ficção científica e fantasia, mas no acervo há mais filmes à la Michael Bay que qualquer outra coisa.

De uns tempos para cá, aos poucos, a ficção científica tem conquistado mais respeito. Lunar, Splice, Antiviral… Finalmente as pessoas estão vendo nela um espelho do mundo presente. Este ano, quatro filmes de ficção científica/fantasia serão exibidos no concorrido Festival de Veneza. É praticamente um recorde. “A falta de perspectiva é um dos temas predominantes no painel de filmes da mostra deste ano. É a constatação de uma situação problemática, em alguns casos, trágica”, disse Alberto Barbera, presidente do festival.

gravidadeGravidade está fora de competição, mas arrancou elogios mais que generosos na sessão para imprensa. “O que Tubarão foi para o mar é o que Gravidade é para o espaço”, disse o editor da Empire.  Já o site Cine Vue disse que é um “sci-fi imersivo e inteligente”. No filme de Alfonso Cuarón e seu filho Jonás, Sandra Bullock e George Clooney são dois astronautas perdidos na imensidão da órbita terrestre, sem lenço, documento nem ônibus espacial.

captain harlockunder the skinJá o japonês em CG Space Pirate Captain Harlock é um pouco mais pipoca, sobre um pirata espacial que luta por justiça numa coalisão de planetas corrupta. Do diretor Jonathan Glazer (Sexy Beast, Reencarnação) vem Under the Skin, que tem uma premissa básica igual ao de A Experiência: Linda e deslumbrante extraterrestre captura homens para comê-los no interior da Escócia. O filme é baseado no livro homônimo e usa Scarlett Johansson como uma alienígena para discutir questões políticas e éticas.

zero theoremEnquanto não consegue filmar seu Dom Quixote, Terry Gilliam apresenta The Zero Theorem, feito com baixíssimo orçamento e Christoph Waltz, Matt Damon e Tilda Swington no elenco. Watz faz Qohen Leth, um gênio da computação e reclusivo homem que tenta solucionar o teorema do título, simplesmente a razão da existência.

expresso do amanhãFora de Veneza, o sul-coreano com raiz francesa Expresso do Amanhã (Snowpiecer) se passa num mundo apocalíptico, mas talvez seja mais crítico que seus colegas. Os únicos sobreviventes na Terra vivem num trem sem destino onde são divido em classes. Insatisfeitos, os de classe inferior começam uma revolução.

Expresso do Amanhã e Gravidade têm previsão de estreia para outubro no Brasil. E ainda tem Elysium e Jogos Vorazes: Em Chamas.

por pouco

Recentemente, a Academia elegeu uma presidente, Cheryl Boone Isaacs, e sua primeira decisão foi criar o departamento de diretores de elenco. São eles os responsáveis por encontrar atores que se encaixem nos papéis. Por exemplo, você imagina alguém no lugar de Jodie Foster e Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes? Eu não, mas às vezes as escolhas podem ser difíceis – ou não. Aqui alguns atores que quase conseguiram papéis.

Jeremy Sisto – Titanic. Em 1996, Hollywood estava habitada por jovens atores com carreiras promissoras em Hollywood. Jeremy Sisto era um deles, o galanzinho de As Patricinhas de Beverly Hills ao lado de Paul Rudd. Ele fez teste para Titanic, mas o papel, como todo mundo sabe, ficou com Leonardo DiCaprio. Pesou na decisão de James Cameron o pedido de Kate Winslet, que nem estava confirmada como Rose. As filmagens foram complicadas, ainda mais para uma atriz de 19 anos que nunca havia feito um filme daquela escala (e protagonista). Em várias entrevistas, Winslet disse que não teria conseguido acabar o filme se não fosse por DiCaprio.

Tom Selleck – Os Caçadores da Arca Perdida. Tom Selleck era huge em 1980 e foi escolhido para ser Indiana Jones. O problema era que Selleck fazia televisão, a série Magnum, e as gravações bateriam com as filmagens. Foi aí que Harrison Ford ficou com o papel, por decisão de Spielberg, já que George Lucas achava que o ator estava marcado demais por Han Solo de Guerra nas Estrelas. Para o azar de Selleck, uma greve de roteiristas adiou as gravações de Magnum e ele poderia ter feito o filme. 

Chris Klein – Mamma Mia! Ok, este filme não é nenhum marco e muito menos o papel, que ficou com Dominic Cooper, mas o teste de Klein é hilário. Ninguém sabe se ele estava de sacanagem, sem medicação ou super louco, mas ele assim é mais interessante que ele normal. 

Kurt Russell – Star Wars. Ele quase foi Han Solo, mas Harrison Ford ficou com o papel no último minuto. Nos anos 1970, Russell era a cara da Disney, tinha assinado um contrato de dez anos com o estúdio, então fazer Star Wars, ainda nesta década, seria um redirecionamento na carreira. Nos anos 1980, Russell passou a fazer filmes de ação e ficou marcado como um anti-herói. 

Marlo Brando – Juventude Transviada. Este filme só estreou oito anos depois deste teste de 1947. Na verdade, o roteiro parcial de Juventude era usado para fazer testes, como o de Brando, aos 23 anos. Quando James Dean estrelou o filme, o roteiro já era outro. 

cultura bitch ou por trás dos óculos escuros

bling ringSofia Coppola deve ser uma pessoa interessante, mas ela é tão discreta e tímida que o único jeito de saber mais sobre ela é vendo seus filmes. Desde As Virgens Suicidas, seu primeiro filme como diretora, ela fala, direta ou indiretamente, sobre o vazio da juventude. Ela não tem pretensão de fazer nenhuma monografia sobre o assunto e nem coloca os jovens como heróis, está num meio termo entre John Hughes e Gus Vant Saint. O interesse dela é no impacto desse vazio na vida das pessoas. Seja Charlotte perdida em Tóquio em Encontros e Desencontros ou Johnny Marco sem rumo algum no Chateau Marmont de Um Lugar Qualquer.

Sendo filha de quem é e criada em Los Angeles, Bling Ring parece ser um filme pessoal e, ao mesmo tempo, muito distante de Sofia. A trama é baseada no artigo The Suspect Wore Louboutins, publicado pela Vanity Fair em 2010, sobre um grupo de adolescentes de classe média alta que invadia e roubava casas de celebridades como Paris Hilton, Rachel Bilson e Orlando Bloom. A polícia só chegou até eles depois que Lindsey Lohan cedeu as imagens de vigilância da sua casa para o TMZ e denúncias anônimas começaram a pipocar, já que o grupo não fazia muita questão de manter suas atividades em segredo e tinham centenas de fotos no Facebook.

Marc (o ótimo Israel Broussard) é o fio condutor do filme. O garoto solitário e inseguro que encontra em Rebecca (Katie Chand) uma espécie de irmã, amiga e comparsa. É ela quem vê nos roubos um antídoto para o tédio e o envolve cada vez mais no mundinho superficial da parte rica de Los Angeles. Os dois estudam numa escola alternativa para quem já tentou outras escolas e só precisa se formar de algum modo. E num lugar que tem uma escola assim (numa entrevista, Angelina Jolie disse que fazia terapia só para ganhar créditos), os pais ou são distantes ou vivem numa outra dimensão, como a mãe de Nicki (Emma Watson) e Sam (Taissa Farmiga), que completam a gangue com Chloe (Claire Julien).

Sofia fala desse vácuo existencial que talvez ela sinta (ou sentiu) e também fala da tentativa de preenchê-lo. É a obsessão por celebridades e a necessidade de ter o mesmo estilo de vida delas. No caso de Bling Ring, os meios passaram dos limites – e é interessante também como a gente julga celebridades do naipe Paris Hilton e acha que elas merecem ser roubadas ou que não há nada de errado nisso. Quando o filme termina, alguns podem ter a sensação de que faltou substância ou que ele é irrelevante. Para essas pessoas, eu sugiro que abram o Facebook e notem quantas pessoas parecem ter uma vida tão incrível a ponto de fazer você querer se encolher em posição fetal de tanta depressão.

armário break

wentworth millerWentworth Miller não precisava sair do armário simplesmente porque não tinha motivo, sempre me pareceu muito bem resolvido. Rumores existiam desde a época de Prison Break, mas ele nunca fez estardalhaço sobre o assunto.

Agora, ao ser convidado pelo St. Petersburg International Film Festival [Miller produziu e assinou o roteiro de Segredos de Sangue], ele saiu do armário da forma mais elegante e clara possível: “No entanto, como um homem gay, eu devo recusar” [clique para ler a declaração na íntegra].

Em junho passado, o Parlamento russo aprovou uma lei que proíbe a “propaganda gay”. Se antes já era difícil, desde então, gays, lésbicas e simpatizantes são duramente recriminados no país com prisões, multas e até deportações no caso de estrangeiros. Pronto para sediar a Olimpíadas de Inverno de 2014, o país está na corda bamba da opinião pública internacional, mas o barulho ainda é pequeno. Mais pessoas deviam fazer como Miller.

a beleza da matança

the killingA impressão que eu tenho é que todo mundo em The Killing fede a cachorro molhado e cigarro. Chove o tempo todo em Seattle, ninguém usa guarda-chuva ou capa, todo mundo fuma (dentro do carro, inclusive) e passam dias sem ver um chuveiro, uma cama e um prato de comida. No entanto, a série é linda. O texto anda devagar, são momentos de reflexão e de total introspecção. Mireille Enos é tão boa que a gente acha que os movimentos da Sarah são da própria atriz. Aquele pescoço travado, olhos vidrados e sorriso estranho – precisei ver entrevistas para checar isso e não, Mireille é o oposto de Sarah, sorridente e com um timbre de voz amável. Já Joen Kinnaman… tem como não amar?

The Killing é a versão americana da série dinamarquesa Forbrydelsen. Estreou com bastante burburinho mas perdeu metade da audiência ao esticar o “quem matou Rose Larsen?” até a segunda temporada. Com a audiência em baixa, o canal AMC cancelou a série, para a tristeza dos fãs. Meses depois, a Netflix decidiu resgatar a série junto com a Fox e o AMC, e assim The Killing retornou para sua terceira temporada. E que temporada! Só por Sarah e Holder a série já vale, mas quando coloca-se Peter Sarsgaard como um louco no corredor da morte, a série explode. Ele está assustador ao mesmo tempo em que é compassivo. O décimo episódio (oitavo na Netflix), Six Minutes, é emocionalmente exaustivo, um show dele com Enos. Na série ele é Ray Seward, um homem hiper violento acusado de ter matado cruelmente a mulher três anos atrás. Quando uma prostituta adolescente aparece morta com as mesmas características da mulher de Seward, Holder é o único a enxergar a semelhança.

Neste momento, Holder tem um novo parceiro e se prepara para tentar uma promoção, já Sarah está fora da polícia e trabalha nas barcas. Aparentemente feliz, ela tem uma casinha e um namorado, até que Holder aparece pedindo os arquivos do caso. Aí Sarah volta a ser detetive e deixa a vidinha feliz para trás. A temporada mergulha no mundo dos adolescentes de rua, que por algum motivo preferem ficar longe de casa e estar à mercê de um serial killer. A diferença entre esta temporada e as duas primeiras é que esta tem um cenário mais amplo, e embora a família continue sendo um tema, o conceito também se expande. Felizmente o caso fecha no último episódio da temporada, que imediatamente faz você querer uma quarta.

The Killing ainda não foi renovada, embora as chances sejam grandes. Dedos cruzados. E alguém dê um Emmy para Sarsgaard e Ennos.

vermelho básico

true bloodEntão a sexta temporada de True Blood serviu mesmo para fazer uma limpeza na série. Só por isso valeu a pena – e também para ver as sessões de psicanálise da Pam. Os lobisomens se foram, os outros transmorfos também e Sam não tem mais nenhum parente chato se metendo em confusão. Apesar de gostar do Terry, deram um final digno a ele (mas precisava usar metade de um episódio?). As fadas também se dizimaram! A série voltou ao básico e ainda colocou os pingos nos is. Willa, James e Violet continuarão na série, assim como Eric e Pam – de algum jeito.

Que venham os vampiros zumbis! Bon Temps voltou a ser legal.