baryshnikov

É, a sunga vermelha faz falta, mas dá para se acostumar, não? O negócio é outro. Na época do Superman Returns, a Warner teve que dar uma disfarçada na mala do Brandon Routh. Eu vi fotos de bastidores e realmente era uma coisa relevante, nada que a gente nunca tenha visto nas praias daqui, mas acharam que poderia ofender os mais sensíveis. Dito isso, ou o Henry Cavill passa pelo mesmo tratamento ou vai dançar balé. E vocês, o que acharam do novo uniforme?

3ª temporada de tgw

Nada de novo no fronte, então vamos às notícias da terceira temporada de The Good Wife, porque é disso que o povo gosta. Close só no que interessa.

Alan Cumming, o Eli Gold, faria apenas participações especiais na série, mas acabou agradando tanto que assinou contrato para mais 3 temporadas! O ator disse uma vez que assiste tudo pela internet. É tão modernoso e cool que linkou em seu blog um vídeo feito pelo Universal Channel, canal que exibe a série aqui no Brasil, mesmo sem entender do que se trata.

Falando em Cumming, Eli e Kalinda serão parceiros em alguns episódios. Como vimos no final da segunda temporada, Eli transferiu sua empresa para dentro da Lockhart/Gardner e vai precisar de uma investigadora. “O que é engraçado sobre a série é que você consegue misturar diferentes relacionamentos. E a parceria de Archie e Alan foi algo que pareceu muito certo”, disse o produtor Robert King  ao site da TV Line.  Amo Eli e amo Kalinda, tem tudo para dar certo!

Lisa Edelstein saiu de House e vai fazer participação, inicialmente, de três episódios em The Good Wife. Ela será Celeste, advogada de uma companhia de seguros e que conhece Will desde seu primeiro escritório. O relacionamento dos dois não foi detalhado, mas há poker, apostas e segredos na conversa.

Outro que “saiu” de House foi Peter Jacobson, mas apenas em um episódio, ele continua na série médica. Ele vai aparecer logo no primeiro episódio, num caso sobre um estudante muçulmano que mata um colega judeu. Eddie Izzard também fará uma participação, mas que pode ser estendida, em um episódio sobre difamação contra o escritório de Diane e Will.

O nosso homicida favorito, depois de Dexter, voltará para ajudar Alicia em um caso. Colin Sweeney (Dylan Baker), que apareceu em dois episódios da primeira temporada, disse que já tinha acertado seu retorno com a produção quando participou na primeira vez. Meio Hannibal/Clarice, não? Bom, muito cedo para comentar.

Cary ganhará ainda mais espaço na terceira temporada. Os produtores Robert e Michelle King elogiaram muito seu desempenho na segunda temporada e acham que ele será fundamental para o futuro da série. Quem também vai ganhar mais tempo de vídeo será Zach, o filho de Alicia. Ele vai passar a frequentar o escritório para resolver problemas na internet, seja lá o que isso quer dizer.

Diane terá problemas afetivos, ou não. Sabe-se apenas que ela vai se envolver emocionalmente em alguns casos. O perito em balística Kurt não foi citado na nota, mas… Tomara que volte. E com o livro da Sarah Palin!

The Good Wife retorna no dia 25 de setembro. Antes disso, no dia 18, concorre a 9 Emmys, incluindo Série, Atriz, Atriz Coadjuvante (Christine Branski, Archie Panjabi),  Ator Coadjuvante (Josh Charles, Alan Cumming) e Ator Convidado – Drama (Michael J. Fox).

Ah, tudo isso via uc.globo.com. Quem dera se os outros canais cuidassem assim do que exibem!

menos é mais

E no ano em que todos foram à la Gaga, a própria roubou a cena vestindo calça preta e camiseta branca, transvestida de Jo Calderone. You and I foi o melhor número da noite, seguido de Adele (que não combina com VMA), acompanhada apenas de um piano em Someone Like You. A festa aconteceu em Los Angeles e estava recheada de rappers e povo do hip hop, mas o tom foi outro – Chris Brown passou um pouco de vergonha com o exagero de rodopios em sua apresentação, mas a gente releva porque depois veio o tributo à Amy Winehouse. Tony Bennett mostrou um trecho da gravação de Body and Soul e em seguida, Bruno Mars cantou Valerie com dignidade (mais uma vez, qualidade de vídeo ruim). Ah, e teve Britney Spears. Estava bonitinha e desencanada, uma tia bacana. E teve Maria Gadú!

Hahaha. Como eu sou engraçado e criativo!

essa coisa chamada amor

Em algum momento da história, alguém decidiu juntar romance e comédia, o que resultou na fórmula comédia romântica. É sempre assim: homem e mulher que não se bicam descobrem que têm muito em comum. Situações bonitinhas e engraçadinhas depois, o romance passa por uma tormenta, os dois se separam, mas nos 45 minutos do segundo tempo, as coisas se ajeitam e todo mundo termina feliz. É uma fórmula tão eficaz que basta ter nomes carimbados como o de Julia Roberts no elenco que as pessoas vão sem medo assistir.

Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love) parece uma dessas comédias basiconas, mas só até a página dois. Não chega a ser uma dramédia, mas tem seus momentos melancólicos e um pé nos filmes independentes (fica evidente com a trilha). Com um casamento estagnado, Emily (Julianne Moore) pede o divórcio a Cal (Steve Carell), não porque ela não o ama mais, mas porque ela o traiu com um colega do trabalho (Kevin Bacon). Cal, que é um cara legal, acaba saindo de casa e vai afogar sua dor de corno num bar, território do galanteador profissional Jacob (Ryan Gosling). Cansado de ouvir a história de Cal, Jacob resolve fazer uma transformação e torná-lo apto a voltar ao mercado. As coisas mudam quando Jacob baixa a guarda de Don Juan quando conhece Hannah (Emma Stone). Parece até o Hitch do Will Smith, mas o recheio é diferente.

No meio disso tudo, o filho de 13 anos de Cal enfrenta as dores da sua paixão pela babá Jessica, que por sua vez, gosta de Cal. O filme faz jus ao título – Louco, Estúpido, Amor – , pois disseca as bipolaridades e contradições desse negócio chamado amor. Além do elenco fantástico (estou cada vez mais apaixonado por Emma Stone e Ryan Gosling), a direção da dupla Glenn Ficarra e John Requa (da comédia romântica não convencional I Love You Phillip Morris) não deixa nada ficar estridente ou triste demais. O filme tem humor e momentos hilários, mas muito maduro.

a série mais inteligente

Estou revendo uma das séries mais inteligentes que já vi na vida: Studio 60 On the Sunset Strip, criada e escrita pelo gênio Aaron Sorkin (A Rede Social). A série é sobre os bastidores de um programa cômico de esquetes, como o Saturday Night Live, e teve apenas uma temporada (!), cancelada por ser crítica demais, inteligente demais. Na idos de 2006, os Estados Unidos enfrentava muito conflitos internos. A Guerra do Afeganistão e a Invasão do Iraque incendiavam o conservadorismo do povo. Foi o ápice do politicamente correto, tudo podia ser ofensivo.

Os dez primeiros minutos da série são sobre isso – um primor de texto, direção e edição. Um esquete chamado “Crazy Christians” é mais uma vez cancelado pelo alto escalão do canal e em seu lugar é encaixado um outro que ninguém acha a menor graça. O produtor executivo interrompe a abertura do programa e faz um discurso honesto sobre o real contexto americano.

É claro que o produtor é demitido e a recém-contratada presidente do canal (Amanda Peet) precisa colocar as coisas no eixo, então ela recontrata os homens que faziam do Studio 60 uma sátira da sociedade americana, o produtor executivo Danny (Bradley Whitford) e o roteirista Matt (Matthew Perry, quem disse que não havia vida pós-Friends?). O trio, mais o elenco, passam por cima das decisões da diretoria e fazem programas corajosos. E emocionantes. Todos os episódios são redondinhos e com diálogos certeiros, um primor de texto, como os de Six Feet Under e The Good Wife (embora as três séries sejam bem distintas). E ainda tem espaço para o humor (o irmão da inteligência) e romance – impossível não amar a Harriet (Sarah Paulson). Então, meus caros, #ficadica!

quem vê cara não vê documento

Tamanho não é documento. Idade também não, pelo menos no cinema. Muitas vezes os produtores preferem trabalhar com atores mais velhos que aparentam ter menos idade a se aventurar com um iniciante  menor de idade que exige muitos cuidados (não exposição em certas cenas, determinado número de horas de trabalho, acompanhamento escolar etc). Abaixo, alguns atores que fizeram papéis bem mais jovens do que contava na certidão de nascimento.

Ralph Macchio. Este todo mundo sabe. Ralph Macchio tinha 22 anos quando fez o primeiro Karatê Kid, em 1984. Na terceira continuação, de 1989, ele tinha 28 anos, enquanto Daniel tinha 18.


Alan Ruck tinha 29 anos quando interpretou Cameron em Curtindo a Vida Adoidado. Matthew Broderick tinha 24 e Mia Sara, 19 anos.

 

Quando terminou a trilogia De Volta Para o Futuro, Michael J. Fox estava com 29 anos, mas Martin ainda tinha 17.

 

 

Sissy Spacek tinha 26 anos quando foi banhada em sangue e matou seus colegas em Carrie. Um ainda desconhecido John Travolta fazia parte do elenco, então com 22 anos.


Durante a década de 1980, Jennifer Grey era vista como uma atriz promissora, sempre em papéis adolescentes. Em Dirty Dancing, sua personagem era uma moçoila de 17 anos. No entanto, Jennifer já tinha 27. Estranhamente, sua carreira foi pro brejo depois de uma plástica no nariz e ficou mais “nova”.

Em Laranja Mecânica, os delinquentes juvenis de Anthony Burgees estavam na faixa dos 15 anos. Para viver o líder do bando, Alex, Stanley Kubrick escalou Malcom McDowelll, então com 27. É perfeitamente compreensível a escolha de um ator mais maduro para o papel. Mais tarde, Kubrick disse que não teria feito o filme se não fosse por McDowell.

Apesar do tema juvenil, parte do elenco de Grease já tinha deixado a adolescência para trás . A própria Oliva Newton-John estava entrando na casa dos 30, mas a integrante mais “velha” do grupo era a “vilã” Stockard Channing, que tinha 34 anos na época.

John Cho é figura conhecida na tv por participações em diversas séries. Nos Estados Unidos, ganhou popularidade com o filme Madrugada Muito Louca (Harold & Kumar Go to White Castle). Por aqui, ele ficou famoso entre os nerds com o Star Trek de J. J. Abrams. Nunca imaginei que quando ele fez este filme, já tinha 37 anos.  No filme, seu personagem tem 21 anos.

E para terminar, os dois aracnídeos. Tobey Maguire tinha 26 anos quando começou a interpretar Peter Parker. Convenhamos que Tobey parece mais jovem que qualquer ator de Malhação. Agora o novo Homem-Aranha, Andrew Garfield, é mais condizente com sua idade real, 27, embora exista muito garoto de 17 anos que aparenta ter 35. Mas, há sempre um mas, não dá para não amá-lo depois de ver seu depoimento na Comic-Con, além de ser um baita ator cinco estrelas.

dois anos!

O blog vestiu roupa nova para festejar seus dois anos, mas ainda não é permanente, plásticas virão! Afinal, tudo está em constante transformação. Por enquanto eu só tenho a agradecer! Obrigado pela audiência e paciência, tenha certeza de que o bloodyibiza só existe por sua causa, caríssimo leitor! Um viva para o blog, para mim e para você!

Muito obrigado!

por jaga

Eu via muitos desenhos quando eu era criança, mas os do coração eram Caverna do Dragão e Thundercats. Ambos continuam ótimos, o que não se pode dizer de He-Man, por exemplo. Eu gostava tanto dos felinos que tinha quase todos os bonecos (tá, também tinha os do He-Man), mas os dos Thundercats eram mais legais. Quando surgiu a notícia de que o Cartoon Network estava produzindo um reboot da série, fiquei mais ou menos animado. Com um pé bem atrás, para falar a verdade. Ontem eu vi os dois primeiros episódios.

Passada a estranheza dos novos traços, dá para dizer que a versão 2011 é muito bacana e com mudanças radicais. A trama já começa no Terceiro Mundo e tem um teor político que mostra os felinos como criaturas orgulhosas e prepotentes que escravizam mutantes rebeldes. Contrário a este modelo de reinado, o príncipe Lion-O é um desgosto para o rei Claudus, que prefere o outro filho para assumir o trono, Tygra. Sim, Lion e Tygra são irmãos.

Convencidos de que nada os tirará do poder, os felinos são atacados pelo lagartos, liderado por Escamoso, e orquestrados por Mumm-Ra, mais caquético e asqueroso que nunca, que quer a pedra incrustada na Espada Justiceira. O reino dos felinos desaba e a única forma de derrotar Mumm-Ra é encontrando o Livro dos Presságios, que é a jornada desta primeira temporada.

Cheetara faz parte dos clérigos de Jaga, defensores de elite do reino, e acredita nas intenções de Lion. Ela se junta a Lion e Tygra logo no primeiro episódio, sempre que eles estão em desvantagem. Já Panthro é dado como morto por um general que retorna após procurar o Livro dos Presságios, mas obviamente, a gente sabe que ele não morreu. De todas as mudanças de traços, as que eu mais gostei foram as de Wilykit e Wilykat. Os órfãos continuam crianças, mas têm a esperteza de adultos e devem contribuir muito para o sucesso dos Thundercats. E Snarf não fala mais, só mia!

Vale ver. A animação é muito bem feita, tão boa quanto a de 20 anos atrás. A história é ótima e é um máximo ver Thunder, Thunder, Thundecats, Hooo!