a menina do vento

nausicaaNausicäa do Vale do Vento não é meu filme preferido do Miyazaki, mas é um dos melhores que ele já fez. O revi neste fim de semana depois de muitos anos. Reparei como ele dialoga bem com Laputa, tão bem que a história até poderia ser uma continuação no universo deste. Não apenas os traços são parecidos e os cameos (isso é muito comum nos filmes dele), mas é como se Nausicäa tivesse uma ligação com Sheeta. Talvez Nausicäa seja uma descendente distante, mais de mil anos, número referente ao período em que os Gigantes dominaram o mundo.
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No início do filme, quando o avião Torumekia cai no vale, Nausicäa passa de planador e faz contato visual com a menina Pejite dentro do avião, praticamente a mesma cena inicial de Laputa, quando Sheeta é vista do lado de fora do zeppelin. De repente, a menina Pejite também seja uma descendente de Sheeta. Os flashbacks também são semelhantes, ambas andam num campo dourado.

Os aviões, tão comuns nos filmes do Miyazaki, também são parecidos. E esta seria a prova de que Nausicäa se passa mais de um milênio depois de Laputa. A tecnologia é mais avançada, é como se fossem versões atualizadas das aeronaves de Laputa. Pela lógica narrativa, também seria assim.

Enfim, é minha teoria. Nausicäa foi o segundo filme do Studio Ghibli, de 1984, dois anos antes do lançamento de Laputa. Ele é baseado nos dois primeiros volumes do mangá escrito pelo próprio Miyazaki. Este ano faz 30 anos e continua moderníssimo.

Sim, eu pensei numa versão live action e só consigo imaginar a Rooney Mara no papel.

Atualização: Li isto depois de publicar o post, mas parece que em entrevistas, Miyazaki disse que os dois filmes se passam no mesmo mundo, de forma complementar.

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vou te pegar, vou te comer

Há alguns posts que são hits neste blog, dois deles tratam exatamente de lugares abandonados. Você pode vê-los aqui e aqui. Eu morro de medo! A coisa que mais me apavora quando viajo de carro ou ônibus é ver aqueles casebres abandonado na beira da estrada. Tenho medo até do apartamento dos meus tios que vira e mexe fica vazio, mas é um medo diferente, pois é concentrado apenas num cômodo (que não entro sozinho de jeito nenhum). Também tenho medo de encontrar uma cabeça quando tiro o lixo, e isso desde criança.

Pois bem, ao mesmo tempo que me mete medo, também me fascina. Esta semana vi um vídeo de um casal que sobe o Sathorn Unique, em Bangkok, não terminado e abandonado desde 1997. Muita gente acha que o lugar é mal-assombrado, mas isso todo mundo acha de qualquer lugar sinistro. Eu jamais entraria no prédio, mais pelo medo de altura e de encontrar gente que de assombração. Então eu pensei, “deve ter vídeos de lugares abandonado”. E tem. Muitos! E alguns são assustadores mesmo sem mostrar nada.

A casa com algo embrulhado. 

A estranha casa dos anos 60-70. 

E o Sarthorn Unique. 

mudanças de tática nos emmys

A quarta temporada de Shameless, atualmente no ar, é a mais dramática de todas, levando seus personagens ao extremo. Emmy Rossum tem colecionado elogios por sua atuação e os fãs não param de discutir os rumos da série – ok, essa última parte foi exagero meu. No entanto, John Wells decidiu mudar de tática e vai inscrever Shameless nas categorias de Comédia no próximo Emmy. Assim, a série evita a concorrência com pesos pesados e tem mais chances de indicação. Até hoje, a série teve apenas três indicações ao prêmio, todas para Joan Cusack como atriz convidada, sendo que ela aparece em 38 dos 49 episódios.

A mesma estratégia foi usada pela ABC e Marc Cherry com Desperate Housewives. Embora fosse mais drama que comédia, suas atrizes sempre conseguiam uma indicação na categoria. Tomara que Shameless desbanque Modern Family.

E a HBO decidiu que True Detective vai concorrer como Série Dramática, e não como Minissérie, que era o esperado, já que se trata de uma série antológica, como American Horror Story. Se concorresse nesta categoria, levava tudo. É muita confiança no taco, já que a série vai competir com o final de Breaking Bad e outras séries de peso. Vai ser um Emmy bem competitivo.

sem aviso prévio

Post só para quem viu o 15º episódio da 5ª temporada de The Good Wife. Marque para ler.the good wife

Robert e Michelle King prometeram uma virada de mesa na quinta temporada, algo que a gente já sabia que ia acontecer desde os instantes finais da quarta. E eles viraram a mesa, literalmente até. Mas depois de Hitting the Fan, quando a gente vibrou com os olhares, as lágrimas, os telefonemas e a mãozinha da Alicia, a série caiu numa sequência irregular de episódios. Não me entenda mal, pois até um episódio barrigudo de The Good Wife é muito bom, mas a série entrou em banho-maria. E de repente, do nada, algo terrível aconteceu. O casal King botou o fogo no máximo.

Sem qualquer alarde ou aviso, Will foi morto. Foi chocante, inesperado e triste. Por trás das câmeras, Josh Charles já queria sair da série. No meio da temporada passada, ele comunicou seu desejo aos King, que imediatamente avisaram Julianna Margulies, que também bate o ponto como produtora. Foi ela quem o convenceu a ficar por mais meia temporada e ainda lhe deu o direito de dirigir dois episódios (um deles ainda vai ao ar). Logo, a morte de Will foi arquitetada desde o ano passado e adiada para que a vida de Diane fosse resolvida e Alicia e cia abrissem um novo escritório.

Do elenco principal, Josh Charles era o único que tinha contrato por temporada. Do ponto de vista da série, acho que foi algo bom. Will e Alicia nunca se encontravam no momento certo e dificilmente o laço com Peter seria cortado, afinal, essa é a dádiva e a maldição dela. Bom que a última conversa dos dois foi num tom amistoso. Com a morte do Will, acho que vamos ver facetas ainda não exploradas de cada personagem. Vai ser incrível.

bloody awards – vencedores

Antes de mais nada, eu gostaria de agradecer a todos que participaram desta brincadeira. Foi divertidíssimo ver as respostas de vocês! Algumas confirmações, surpresas e nenhuma unanimidade. Depois comentem o que acharam. And the Bloody goes to…

CINEMA

Melhor Filme : Foi um empate! Gravidade estava reinando quase absoluto, mas o Lobo de Wall Street o alcançou. Cada um teve 46% do votos!melhor filmeOutros indicados (em ordem decrescente de votos): 12 Anos de Escravidão, Capitão Phillips e A Caça.

Melhor Ator – cinema: Uma das categorias mais disputadas. Leonardo DiCaprio ganhou por pouco de Matthew McConaughey. Teve 36% dos votos.

Outros indicados: Tom Hanks, Chiwetel Ejiofor e Joaquin Phoenix.

Melhor Atriz – cinema: Cate Blanchett era unanimidade até o quarto dia de votação. Ela teve 57% dos votos.

Outras indicadas: Sandra Bullock, Meryl Streep, Amy Adams e Judi Dench.

Melhor Ator Coadjuvante – cinema: Mais uma categoria disputadíssima. No final, por um nariz, Jared Leto levou a teve 43% dos votos.

Outros indicados: Barkhad Abdi, Daniel Brühl, Michael Fassbender e Jonah Hill.

Melhor Atriz Coadjuvante – cinema: Lupita Nyong’o ganhou bonito.

Outras indicadas: Jennifer Lawrence, Julia Roberts, Sally Hawkins e Margot Martindale.

Melhor Direção: Alfonso Cuarón por Gravidade.

Outros indicados: Steve McQueen, Martin Scorsese, Paul Greengrass e Ron Howard.

Melhor Roteiro: A categoria mais equilibrada. 12 Anos de Escravidão, escrito por John Ridley, teve 29% dos votos.

Outros indicados: Spike Jonze (Ela), Woody Allen (Blue Jasmine), Alfonso e Jonás Cuaron (Gravidade) e Terence Winter (O Lobo de Wall Street).

Melhor Edição: Quase uma unanimidade. Gravidade levou a melhor com 93% dos votos. Mérito de Alfonso Cuarón e Max Sanger.

Outros indicados: Thelma Schoonmaker ( O Lobo de Wall Street), Alisa Lepselter (Blue Jasmine),  Christopher Rouse (Capitão Phillips) e Joe Walker (12 Anos de Escravidão).

Melhor Trilha Original: Também Gravidade. Trilha composta por Steven Price.

Outros indicados: William Butler e Owen Pallett (Ela), Michael Giacchino (Além da Escuridão: Star Trek), Alexandre Desplat (Philomenae Hans Zimmer (12 Anos de Escravidão).

Melhor Direção de Arte: O Grande Gastby levou a melhor. Trabalho de Catherine Martin e Beverley Dunn.

Outros indicados: Andy Nicholson, Rosie Goodwin e Joanne Woollard (Gravidade), Adam Stockhausen e Alice Baker (12 Anos de Escravidão), Judy Becker, Heather Loeffler (Trapaça), e K.K. Barrett e Gene Serdena (Ela).   

TELEVISÃO

Melhor Série: Também teve empate! Breaking Bad e The Good Wife dividem o prêmio! Cada uma teve 29% dos votos. melhor sérieOutras indicadas: True Detective, Game of Thrones e Mad Men.

Melhor Ator – televisão: Bryan Cranston.

Outros indicados: Matthew McConaughey, Michael Sheen, Jon Hamm e Woody Harrelson.

Melhor Atriz – televisão: Essa categoria teve virada de mesa nos últimos dias. A boa esposa Julianna Margulies levou a melhor no final.

Outras indicadas: Elisabeth Moss, Mireille Enos, Emmy Rossum e Taylor Schilling.

Melhor Ator Coadjuvante – televisão: Aaron Paul.

Outros indicados: Josh Charles, Peter Dinklage, Matt Damon e Peter Sarsgaard.

Melhor Atriz Coadjuvante – televisão: Fiquei surpreso com o resultado e confesso meu voto. Até o início da semana, Michelle Fairley estava ganhando. Deu Anna Gunn com 57% dos votos. Quem fez a campanha por Breaking Bad, fez muito bem!

Outras indicadas: Christine Baranski, Emilia Clarke e Merritt Wever.

Melhor ShowrunnerVince Gilligan (Breaking Bad).

Outros indicados: David Benioff e D.B. Weiss (Game of Thrones), Michael e Michelle King (The Good Wife), Nick Pizzolatto (True Detective) e Lena Dunham (Girls).

Melhor Episódio: Ozzymandias (Breaking Bad).

Outros indicados: Hitting the Fan (The Good Wife), The Rains of Castamere (Game of Thrones), Who Goes There (True Detective) e And Now His Watch Is Ended (Game of Thrones).

Melhor Roteiro – televisão: Breaking Bad.

Outros indicados: The Good Wife, True Detective, Game of Thrones e Shameless.

Melhor Trilha – televisão: O resultado só foi decidido ontem, pois Girls, Grey’s e True Detective se revesavam na pole. Quem ficou com o prêmio foi Girls.

Outros indicados: Grey’s Anatomy, True Detective, Looking e True Blood.

Melhor Direção de Arte – televisão: Game of Thrones.

Outros indicados: Breaking Bad, Mad Men, Masters of Sex e True Detective.