2013, o ano em que seremos melhores

Nada vai mudar abruptamente de hoje para amanhã, mas acho que é da nossa natureza dividir a vida em ciclos. Se o nosso calendário está começando um novo, que a gente comece junto. Pensamento positivo para todos nós. Não espere que o ano seja bom para você, seja melhor para 2013.

A todos, meus desejos de saúde, compreensão e muitas pequenas alegrias! Let’s have a kiki!

2013

tudo de bom de 2012

E finalmente minha lista de favoritos de 2012. Em cinema e televisão, é claro! Não é um top, não tenho esta habilidade de eleger os dez mais, então está sem ordem de preferência – acredite, eu reduzi esta lista ao máximo! Mas se você acompanhou este blog durante o último ano, sabe bem que produções me impressionaram mais. Em cinema, é interessante ver a quantidade de blockbusters. No ano passado, a lista teve mais mistura. Já em televisão não teve muita novidade, nenhuma estreia me pegou ou viveu para contar história.

Cinema
as vantagens de ser invisivel

As Aventuras de Pi. Nem preciso justificar, basta descer alguns posts ou clicar aqui.

Argo. Filmaço do início ao fim.

As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne. Pura diversão.

As Vantagens de Ser Invisível. Talvez seja o filme que mais me tocou.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Acho incrível o que Christopher Nolan faz com Batman, a densidade e inteligência que ele colocou nos três filmes. O último realmente fechou com chave de ouro. Impressionante.

O Hobbit. É tão bom rever os amigos. Melhor ainda quando se tem uma cena memorável entre Bilbo e Gollum.

O Impossível. A bravura de ser humano e se envolver numa história impressionante.

A Separação. Continuo pensando neste filme.

Moonrise Kingdom. Era o filme que eu mais esperava este ano. Wes Anderson não me decepcionou e fez um dos filmes mais bonitinhos e simpáticos de 2012.

Pina. É algo inexplicável, só vendo para entender esta beleza. E em 3D.

Operação Invasão. Nunca imaginei que um filme indonésio me surpreenderia tanto.

O Segredo da Cabana. O filme mais legal, divertido e louco do ano. Para rever sempre!

Shame. Acho que é um tipo de filme raro hoje em dia. Só Paul Thomas Anderson e Steve McQueen conseguem estas coisas.

Menções honrosas:

O Espetacular Homem-Aranha. Polêmica! Ok, eu entendo que a história não foi das melhores, mas amei o tema e Andrew Garfield no papel.

Anjos da Lei. As gargalhadas de ser idiota. No bom sentido.

Paranorman. É tão bom ver uma animação sem medo de “assuntos difíceis”.

Killer Joe. Uma galinha degolada correndo num cassino.

Televisão.game of thrones

Game of Thrones – segunda temporada. É a série mais impressionante de todos os tempos: a grandiosidade, a qualidade de produção e, acima de tudo, a qualidade artística. A Batalha de Água Negra foi impecável, mas nada mais legal que os dragões da Daenerys.

Hit & Miss. Provavelmente não teria visto a série se Chloë Sevigny não estivesse no elenco. Um travesti assassino de aluguel que descobre que tem um filho. Não teve como não se simpatizar por Mia e as crianças perdidas. É aquela história absurda que aos poucos se torna normal.

Mad Men. Passar um ano sem Don Drapper, Peggy, Joan e cia foi dose. A série mudou seu formato em alguns episódios, o que eu achei bom. Mas bom mesmo foi que a temporada foi essencialmente comandada pelas mulheres. The Other Woman foi chocante.

The Slap. Série (ou minissérie) australiana que me surpreendeu pela naturalidade. Do elenco aos cenários, tudo foi facilmente identificável e próximo demais. A única coisa que não gostei foi da narração em off.

Sherlock – segunda temporada. A temporada foi melhor que a primeira, os três episódios foram afiadíssimos e o gancho para a próxima foi inesquecível (nível escotilha de Lost). De todas as produções que estão adaptando Sherlock Holmes atualmente, esta é, sem sombra de dúvidas, a melhor.

A tv brasileira: Acho que a televisão brasileira mudou bastante este ano, e para melhor. Sim, ainda tem muita coisa ruim ou simplesmente sem graça, mas novos programas e produções deram um sopro de renovação – Didi e Casseta & Planeta foram cancelados, por exemplo, houve mais investimento na qualidade técnica das séries e uma necessidade de ser menos tosco.avenida brasil

Avenida Brasil. Veio para concluir que o público mudou e que não se pode mais fazer novela como antes – é só ver o fracasso de Guerra dos Sexos e Salve Jorge. Mesmo cometendo alguns deslizes, teve momentos impecáveis. E só de não ter feito todo mundo casar e engravidar no último capítulo, já foi bom demais.

Cheias de Charme. A novela provou que não é preciso apelar nem fazer núcleos de pagode para chamar a mítica classe C para a frente da tv. Teve bom humor, dinamismo, rapidez e esperteza. Justamente o que sua sucessora não tem.

Na Moral. Assim como Mariah Carey deveria cantar apenas músicas natalinas, Pedro Bial deveria ficar só neste programa. Ele estava solto, à vontade e teve a competência de fazer debates sérios sem cair no pedantismo.

Profissão Repórter. Sei lá há quantos anos o programa existe, mas continua sendo o melhor programa jornalístico da tv aberta.

Sessão de Terapia. É possível fazer série dramática no Brasil. É só chamar o Selton Mello – sem querer desmerecer o povo da O2 e Conspiração, mas o cara dirigiu mais de 40 episódios super densos.

o extrato do imbloodyibiza 2012

Peraí que o ano ainda não acabou e amanhã vai ter post, mas não dá para não divulgar o extrato que o WordPress me mandou sobre este humilde blog.

Foram 44 mil visualizações, 372 posts e 643 imagens. No entanto, os posts mais acessados foram escritos em 2010 e 2011: Logorama, Nem Toda Nudez Será Castigada, Mulheres que Amamos: Kate Winslet, Filme Maldito e O Bonequinho Se Matou.

Os termos mais procurados foram “kate winslet”, “johnny walker”, “hieronymus bosch”, “ewan mcgregor nu” e “estupro filme”. Muitos dos visitantes vieram parar aqui através do Google, Facebook e Google Reader. Estas pessoas vieram de 118 países, principalmente Brasil, Portugal e Estados Unidos.

O post mais comentado do ano foi o Post Econômico: Mad Men, The New Girl, The Good Wife, Imortais, Once Upon a Time, Uma Vida Melhor. E atenção para o top de maiores comentadores de 2012 – estes números não são absolutos, pois o WordPress não considerou os comentários feitos usando o login do Facebook.

1º José Eduardo – 194 comentários (tudo isso?)

2º Mayara – 123 comentários

3º Fausto – 77 comentários (eu acho que foram bem mais…)

O que tem para 2013? Tem mais blog, muchas cositas más e o post número 1000!!!

Para você que visitou o blog em 2012, meu obrigado! Ainda nos vemos este ano, mas conto com sua presença em 2013!

um conto de natal

o impossivelNo dia 26 de dezembro de 2004, um tsunami devastou o sul da Ásia, matando quase 175 mil pessoas e deixando 1,5 milhão de pessoas desabrigadas. Entre as vítimas, muitas famílias de turistas que passavam o fim de ano no calor das praias paradisíacas, e o filme O Impossível conta a extraordinária história de uma delas.

Geralmente a gente sabe o que esperar de um filme desses, claro, é difícil fugir dos lugares comuns e facilmente se cai num sentimentalismo quase barato. O Impossível tem sentimentalismo, mas está longe de ser um filme de emoções baratas. A família é espanhola, a Belón, mas no filme ela fala inglês, uma escolha do diretor Juan Antonio Bayona (O Orfanato) para atingir uma plateia maior – e foi uma das maiores bilheteria do cinema na Espanha. Maria (Naomi Watts), Henry (Ewan McGregor) e os três filhos vão passar as festas na Tailândia. O tsunami os atinge e eles se separam. A primeira parte do filme se concentra na sobrevivência de Maria e do filho mais velho, Lucas (Tom Holland – fantástico). Depois, vemos o desespero de Henry tentando dar segurança aos outros filhos e à procura de Maria e Henry.

O que Bayona faz é apostar no nosso envolvimento com a família, e para isso ele precisa de um elenco mais que talentoso. Como já disse acima, Tom Holland, que havia apenas dublado a versão inglesa de Arietty, brilha igualmente com Naomi Watts. Eu gosto da Naomi, mas fazia tempo que não a via tão bem em cena. Também gosto muito do Ewan McGregor, acho que ele passa uma vulnerabilidade facilmente identificável, e que aqui, fica melhor do que nunca. Os três (e também os pequeninos Samuel Joslin e Oaklee Pendergast) se expõem de forma muito natural, sem exageros.

Os cinco se reencontram no final, isso fica acertado desde o início, é uma história muito bonita e também de sorte. A diferença é que Bayona não se interessa por aqueles momentos que fazem o filme ficar apelativo. Quando Maria é socorrida por moradores de uma vila, ele apenas mostra que existe solidariedade mesmo quando as coisas estão muito ruins, ele não deixa Lucas agradecer ao homem que os levou ao hospital. E no caminho para o hospital, vemos as tragédias de pessoas que não tiveram a mesma sorte que os Belón, e só. É um filme sentimental, mas com as melhores das intenções.

me conta uma história

as aventuras de piÀs vezes me perguntam por que eu gosto tanto de filmes. Bom, eu tenho uma necessidade maluca por histórias e uma queda por tudo que é visual. Quando um cineasta consegue pegar uma história fantástica e usar tudo que o cinema pode oferecer, o resultado é um poder absoluto sobre mim. Eu não sei explicar, é algo transcendental, sem exageros. Ang Lee é um dos cineastas vivos mais sensíveis, refinados e simples do mundo, e ao contar a vida de Pi nas telas, ele me arrebatou. Há tanta beleza que dá vontade de chorar.

As Aventuras de Pi é a adaptação de A Vida de Pi (por que não este título?), de Yann Martel, que, por sua vez, se inspirou em Max e os Felinos, de Moacyr Scliar. No livro do Scliar, Max, um jovem judeu, foge da Alemanha nazista para o Brasil num navio cargueiro que transporta animais para um zoológico. O navio é propositalmente afundado e Max se vê num bote com uma onça. Já na história de Martel, Pi é um jovem indiano que vai com a família e os animais do zoológico para o Canadá. No meio do caminho, o navio naufraga e Pi é o único sobrevivente, junto com o tigre de Bengala Richard Parker. Scliar pensou em processar Martel por plágio, mas após uma longa conversa entre os dois, ficou por isso mesmo.

Pi, assim como eu, tem uma urgência por histórias, é por isso que segue tantos caminhos espirituais – ele é um cristão, muçulmano e hindu – e tenta encontrar uma comunhão entre natureza, matéria e espírito, enquanto seu pai é pragmático, acredita apenas em fatos, na razão e na ciência. Mas o dono da história é Pi, e é ele quem nos conta tudo, e nada é mais poderoso que contar uma história. Felizmente, Ang Lee entendeu isso perfeitamente, fez amarras e depois soltou todos os nós, deixando Pi à deriva para encontrar seu caminho, primeiro na companhia de uma zebra, um orangotango e uma hiena, depois, só na companhia de Richard Parker. E que companhia!

Um livro, uma fofoca, uma música, um filme, enfim, uma história pertence única e exclusivamente a quem a conta, então, não necessariamente, se amarra apenas no que aconteceu, mas no que a pessoa acredita ser melhor para contar. E depois, quando atinge outras pessoas, tudo muda, ganha outros significados, interpretações, quartos, ambiguidades… Essa é a mágica, esse é o poder da história. As Aventuras de Pi é justamente sobre isso, é mais que uma fábula.

As imagens são fantásticas. Como eu disse lá em cima, Ang Lee é refinado e simples. Em entrevistas, ele disse que agora entende as complicações de se filmar na água e com um tigre (o tigre verdadeiro fez pouquíssimas cenas, nas outras, a perfeita computação gráfica do mesmo estúdio que deu vida ao Cesar de O Planeta dos Macacos e o leão de Nárnia). As filmagens devem ter sido complexas mesmo, mas o que se vê na tela é livre de qualquer complicação. Tudo é orgânico, até o 3D. Eu esqueci que estava de óculos, e mesmo que eles me incomodassem, valeria a pena só para ver o mar se fundindo com o céu ou a fúria da vida que acontece mais para o final do filme. Fora isso, os créditos iniciais mostrando os animais do zoológico são como pinturas de Henri Rousseau. A Índia de Ang Lee não tem cores vibrantes, são como doceria francesa. E falando em Índia, ninguém seria melhor Pi que o novato Suraj Sharma.

as pastorinhas já estão chegando

charlie brownCreio que este é o último post antes do Natal. Então, meus queridos, meninos e meninas, eu desejo, do fundo do meu coração, que vocês tenha um Natal lindo, iluminado e repleto de todas as coisas boas. Que vocês, suas famílias e amigos estejam rodeados das melhores energias e se divirtam bastante. Feliz Natal!

rapidinha nos bastidores – natal

Eu prestei bem atenção este ano e comprovei que a tv paga passou filmes natalinos o ano i-n-t-e-i-r-o. E filmes ruins, desses com cachorros com gorro ou criancinhas de gravata. Com isso, eu gostaria de dizer que filme natalino fora de época tem um gosto horrível. Se ainda fossem estes filmes, talvez eu ainda perdoaria.

papai noel as avessasPapai Noel às Avessas. Seguramente é o filme natalino mais desbocado que existe. “Fuck” e suas variações são ditas 159 vezes, “shit” aparece 73 vezes. Na versão sem  censura, “fuck” sobe para 170 vezes. Antes de Billy Bob Thornton assumir o papel, Bill Murray e Jack Nicholson se mostraram bastante interessados, mas tiveram que recusar porque já estavam comprometidos com Encontros e Desencontros, e Alguém Tem que Ceder, respectivamente.

a felicidade nao se compraA Felicidade Não Se Compra. Este filme é de 1946, até então, os filmes que precisavam de neve usavam cereais (como Sucrilhos) pintados de branco. O problema era que este efeito fazia muito barulho e os diálogos tinham que ser dublados posteriormente. Frank Capra queria que o som fosse direto, então a equipe de efeitos especiais inventou um outro jeito de fazer neve, usando espuma (de extintor de incêndio), sabão e água, tudo misturado e atirado em alta pressão, criando o efeito da neve caindo silenciosamente. 6 mil galões de “neve” foram usados no filme. O departamento de efeitos especiais do estúdio foi premiado por conta da “nova neve”.

A cena da ponte foi filmada num estacionamento e fazia 32ºC, por isso James Stewart aparece suando. Todo o filme foi filmado num período de muito calor, fez tanto calor que Frank Capra deu um dia de folga para que todos se recuperassem. Tanto Capra quanto Stewart declararam que A Felicidade Não Se Compra é o filme favorito em suas carreiras, especialmente para Stewart, por ter sido seu primeiro filme depois da guerra.

o estranho mundo de jackO Estranho Mundo de Jack. O filme é baseado num poema de três páginas do próprio Tim Burton. Ele disse que teve a ideia quando viu a decoração de Halloween ser trocada pela de Natal numa loja. No poema, os três únicos personagens são Jack, Zero e o Papai Noel. Muita gente acha que a animação foi dirigida por Burton, e ele queria dirigir, mas estava ocupado com Batman O Retorno e a pré-produção de Ed Wood, então Henry Selick entrou no seu lugar.

No total, 100 pessoas trabalharam durante três anos para o filme ficar pronto. Danny Elfman, usual parceiro de Burton, não só compôs a trilha sonora como também dublou Jack nas canções, pois o dublador original, Chris Sarandon, disse que sua voz não era boa quando cantava. Durante a produção, Burton e Elfman tiveram algumas diferenças criativas, por isso Burton chamou Howard Shore para fazer a trilha sonora de Ed Wood.

esqueceram de mimEsqueceram de Mim. Kevin foi escrito especialmente para Macaulay Culkin por John Hughes depois de ter trabalhado com ele em Quem Vê Cara Não Vê Coração. O personagem de John Candy foi inspirado no seu mesmo personagem em Antes Só do que Mal Acompanhado, também de Hughes. Cady filmou sua participação em apenas um dia, durante 23 horas de filmagem! Mesmo Kevin tendo sido criado para Culkin, o diretor Chris Columbus testou centenas de garotos para ter certeza de que Culkin era o ator ideal.

A neve que aparece no filme era feita de cera e plástico. Depois das filmagens, a produção doou a neve para a Lyric Opera of Chicago, que a utilizou diversas vezes em óperas. A foto da namorada de Buzz que Kevin encontra na caixa é de um menino vestido de menina. Chris Columbus achou que seria cruel fazer graça com um menina por conta de sua aparência.

Há uma lenda em Esqueceram de Mim. As pessoas que acreditam que Elvis não morreu também acreditam que ele fez figuração no filme. A “aparição” acontece na cena em que a mãe de Kevin tenta comprar uma passagem no balcão da empresa aérea. Elvis seria um homem barbudo que espera na fila.

pobres zumbis

walking deadThe Walking Dead é a série de maior audiência da AMC, e também da tv paga americana. No entanto, vive sofrendo cortes de orçamento, foi o que aconteceu entre as duas primeiras temporadas, resultando na saída de Frank Darabont da cadeira de showrunner. Na tela, o resultado foi uma metade de temporada arrasta e chata (uma eternidade na fazendinha do Hershel). Quem assumiu a cadeira de Darabont foi Glen Mazzara, que conseguiu fazer uma bela limonada e ainda fez crescer a audiência, mas ele está indo embora. Mais uma vez cortes no orçamento. E justo no momento em que a história se expande, com novos personagens e cenários sendo introduzidos. The Walking Dead foi renovada, mas ainda sem showruner.

Os colegas de Mazzara, Kurt Sutter e Shawn Ryan (os três trabalharam juntos em The Shield), respectivamente criadores de Sons of Anarchy e Last Resort, decidiram se manifestar contra a AMC. “De tempos em tempos vemos essas coisas como o que aconteceu com Glen Mazzara. Eles continuam desrespeitando roteiristas, cagam para os telespectadores e enterram o canal”, disse Sutter. Já Shawn pergunta por que alguém venderia um bom projeto para a AMC quando existem tantos canais como a HBO, Showtime, Starz, Cinemax, FX e TNT. “Todos sabem que a AMC cortou Breaking Bad mais do que devia. Agora você tem diferenças criativas com a série de maior sucesso e sua salvadora?”.

Zumbi sempre sofre.

como encolher um hobbit

Lá na época de O Senhor dos Anéis, Peter Jackson teve um trabalho quase insano ao filmar cenas envolvendo hobbits, anões, elfos e homens. Personagens de diferentes estaturas eram filmados separadamente e só colados no mesmo quadro na pós-produção. Nem cortando pernas daria para filmar tudo de uma vez. Agora, com o Hobbit, as coisas ficaram mais “fáceis”. Os atores ainda filmam separadamente, mas ao mesmo tempo. Por exemplo, nas cenas dentro da casa de Bilbo, Martin Freeman fazia a cena no set verdadeiro e Ian McKellen era substituído por uma haste verde, enquanto isso, ao lado, no slave set, Ian McKellen trabalhava tendo também uma haste como referência. Entre os dois sets, Peter Jackson via como a cena ficava.

hobbit setshobbit gandalfhobbit bilbohobbit peter

franco s&m

Lembra que o James Franco se associou ao diretor Travis Mathews num projeto meio pornô gay sobre os 40 minutos cortados (e destruídos?) de Parceiros da Noite (Cruising)? Então, saiu o “trailer”, já que o filme foi selecionado para o Festival de Sundance. A versão de Interior. Leather Bar que será exibida é diferente da que vai ser projetada em algumas galerias de arte. Ainda não está claro o que este projeto é exatamente. Sabe-se que há muita metalinguagem e sexo explícito, aí entra Travis Mathews, um diretor de filmes/documentários “pornô de arte”, como I Want Your Love.  “Não é um remake, é sobre nós fazendo este filme, as razões por trás dele e a jornada de Val Lauren (ator, como ele mesmo e como personagem de Al Pacino em Parceiros) durante um dia no set. Como Parceiros da Noite, é uma história contada através de suas experiências”, disse Mathews.

James Franco tentou fazer um remake do filme, mas sem conseguir os direitos, optou por “reencenar” estes 40 minutos perdidos. Parceiros da Noite é um filme de 1980, sobre um jovem policial (Al Pacino) que se infiltra no submundo sadomasoquista gay para encontrar um serial killer.