vip, vipão e vipinho

leoHá tempos que um nome não é garantia de boa bilheteria em Hollywood. Will Smith, Tom Cruise, Julia Roberts já não estão com essa bola toda. Hoje, segundo o The Hollywood Reporter, a nova Lista A de Hollywood é esta:

O rei é Leonardo DiCaprio, que ganhou 25 milhões pra fazer O Lobo de Wall Street.

Ganhando 20 milhões por filme, estão empatados Sandra Bullock, Robert Downey Jr., Matt Damon e Denzel Washington. Sandra teve a sorte de ter feito um acordo de ganhar 20% sobre o primeiro faturamento de Gravidade, pelo qual levou pra casa 70 milhões. Hoje em dia, este tipo de acordo não é mais oferecido.

Angelina tem o cachê variando entre 15 e 20 milhões. Para fazer Malévola, ela ganhou 15, mas para uma possível continuação, ela vai ganhar 20. Outro que está no mesmo patamar é Bradley Cooper. Ele ganhou 15 milhões para fazer o terceiro Se Beber Não Case.

Entre 10 e 15 milhões é o cachê de Jennifer Lawrence, Melissa McCarthy, Mark Wahberg e Dwayne Johnson.

Seth Rogen é o mais pobrecito da lista. Ganha 8.4 milhões por filme. Como diz o artigo, é cada vez mais raro um cachê de dezenas de milhões de dólares. A maioria dos atores que conseguem estes valores fazem acordos sobre o lucro, ou seja, ganham apenas quando o filme se paga – ou seja de novo, quando ele fatura três vezes mais o seu orçamento.

 

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tá todo mundo voltando

Ai que saudade que eu estava de postar! Juro. A vidinha tumultuada por uma pequena nova habitante é que não estava me permitindo. Muita coisa já rolou neste mundinho pop/alternativo, então nem adianta comentar aqui. Bora pra frente.

Assim como eu voltei, os queridinhos da Madison Avenue e o povo de Westeros também estão vindo de mala e cuia. Este post abre as alas para Mad Men e Game of Thrones.

game of thrones wars to comeO que se sabe é que todos os personagens que querem um trono estão num processo de transição e bem longe de onde começaram na história. The Wars to Come, o título do primeiro episódio da temporada, é uma prévia do que vem por aí. Vai ser a temporada dos dragões. O episódio abre com um flashback. Não,  não é do Ned, mas da Cersei, que vai até a floresta consultar uma feiticeira para conhecer o seu futuro. E é de Cersei que será um dos pontos altos da temporada. O primeiro episódio já começa a fazer desvios mais acentuados em relação aos livros. Aliás, a série vai avançar além da narrativa dos livros, pois Seu Martin anda enrolando muito para lançar as continuações. Mas sem pânico, porque Martin já detalhou desfechos aos produtores da série. As histórias vão caminhar para um destino comum. Com algumas boas diferenças, é claro.

A 5ª temporada de Game of Thrones estreia dia 12 de abril. Vai ter sinal aberto, HBO?

mad men jon hammMad Men também volta com um título significativo – The End of an Era. Da última vez que vimos Don, ele estava sentado numa lanchonete com Peggy e Pete – aquela cena linda de Waterloo. Os últimos sete episódios adentram na década de 70, com um Don ainda mais deslocado. Como sempre, Matthew Weiner não deixou vazar nenhum detalhe. Teorias de como a série vai acabar não faltam – mas eu não caio mais, a Megan não morreu até agora. Realmente vai ser o fim de uma era, Mad Men pode não atrair mais tanto buzz como anos atrás, mas se manteve impecável por 7 temporadas.

Mad Men retorna no dia 5 de abril.

mais pesado que o céu

Pode rir, mas na minha cabeça, eu seria o melhor amigo do Kurt Cobain se o tivesse conhecido. Não sou o maior fã do Nirvana, deixo claro. Quando Kurt morreu, eu ainda era um pirralho e só o conhecia dos recortes de revistas que minha irmã juntava para colar na agenda. Mas quando ouvi Smells Like Teen Spirit pela primeira vez, quis saber imediatamente quem era seu autor. O engraçado é que chorei quando li brevemente sobre sua vida e morte. Assim, como eu, milhões de pessoas sentem o mesmo por ele, e pela primeira vez, um documentário vai tão fundo na sua tumultuada vida pessoal. Kurt Cobain – Montage of a Heck passou pelo Festival de Sundance e Berlin, e estreia na HBO americana no dia 4 de maio.

mad exposição

Há um ano a curadora Barbara Miller trabalha diretamente com a produção de Mad Men para montar a exibição Matthew Weiner’s Mad Men, que abre as portas neste mês no Museum of the Moving Image, em Astoria, Nova York. É a maior exposição já montada sobre a série, com cenários, figurinos originais, o roteiro original de 1992 e anotações pessoais de Weiner. Um delírio! mad men anotaçoes mad men caixa don mad men cozinha mad men cozinha detalhe mad men figurinos mad men sala dos roteiristas mad men scdp As anotações do Matthew Weiner para os roteiristas, a caixa de segredos do Don, a cozinha de Don e Betty, o figurino, a sala dos roteiristas e o escritório do SCDP a partir da 4ª temporada.

A exposição vai até meados de junho.

duas comédias para abrir o ano

Como já disse mil vezes aqui, séries de comédia não são o meu forte. Já expliquei também porque a comédia é vista como a prima pobre das artes dramáticas. Resumidamente, o que é triste, emocionante e dramático é assim em qualquer lugar do mundo. Já a comédia não agrada a todos. O que é engraçado aqui pode não ser considerado engraçado lá, e vice-versa. Este nariz de cera foi só para dizer que séries cômicas não me prendem facilmente, mas gostei de duas estreias na televisão.

last man on earthA primeira é The Last Man On Earth, a prova de que todo homem é bobo e toda mulher é chata. A história se passa em 2020, depois de uma epidemia que matou toda a humanidade, menos Phil (Will Forte – gosto tanto dele), que passou um ano viajando pelos EUA à procura de algum sobrevivente. Phil é um cara mediano. Não é especialmente inteligente, bonito nem nada, mas tem conhecimento suficiente para coletar obras de arte, relíquias históricas e o roupão do Hugh Hefner. Num primeiro momento, ser o único habitante da Terra é um sonho, mas a solidão vem e ele se vê como o náufrago do Tom Hanks. Quando a razão de viver acaba, eis que aparece uma mulher! Seria a linda da Alexandra Dadario? Não, mas a mulher mais chata do universo, Carol (Kristel Schaal), que insiste em seguir regras e leis num mundo pós-apocalíptico. E ela quer repovoar o mundo!

O argumento é dos diretores Christopher Miller e Phil Lord (ambos de Tá Chovendo Hambúrguer, Uma Aventura Lego e Anjos da Lei) para um filme. Will Forte escreveu o episódio piloto (que na verdade são dois episódios seguidos) e também bate ponto como produtor. A série é da Fox, mas parece ser de canal a cabo. Não só porque o investimento é alto, mas o tratamento difere dos colegas da tv aberta. Há nuances, silêncios, nada de piada cronometrada, e um estilo de humor próprio. Não é de dar cambalhotas de tanto rir, mas tem seu charme e interesse.

XXX KIMMY SCHMIDT TV A ENTA outra série também difere no estilo, fugindo totalmente do sarcasmo e cinismo que cobre todas as produções atuais. The Umbreakable Kimmy Schmidt é uma criação da dupla de 30 Rock, Tina Fey e Robert Carlock. Dá pra dizer que The Umbreakable Kimmy Schmidt é uma dose café com leite de 30 Rock, mas sua protagonista compensa o humor mais fofo.

Durante 15 anos, Kimmy Schmidt (Ellie Kemper) viveu num abrigo nuclear com outras mulheres vítimas de uma seita apocalíptica. Ao serem resgatadas, elas viram as mulheres-topeiras e se tornam uma comoção nacional. Kimmy resolve então tentar a vida em Nova York, onde seu entusiasmo e inocência são suas armas. Ela acaba dividindo o apartamento com Titus, um ator fracassado e desempregado da Broadway, e consegue um emprego como babá na casa da lunática Jacqueline (Jane Krakowski).

Kimmy foi especialmente escrita para Ellie Kemper, que consegue fazer uma personagem empolgada e positiva sem cair na irritação e infantilidade. Acerto total! O texto tem seus altos e baixos, mas quando tem seu momento 30 Rock, é de dar gargalhadas. Destaque para a participação especial de Martin Short como o cirurgião plástico Dr. Franff.

The Umbreakable Kimmy Schmidt nasceu como uma série do mid-season da NBC. Ao perder o interesse na série, a Netflix a comprou e já com o acordo para a segunda temporada – win win. Os sete primeiros episódios precisaram ser reeditados, pois estavam montados para ter intervalos comerciais. É uma série simpática e bem inteligente.

 

netflix cada vez mais big

Todo dia leio algo sobre a Netflix. Seja o acidental vazamento da 3ª temporada de House of Cards ou o merchan do Silvio Santos. E as notícias são sempre interessantes.

Ela acabou de acertar uma parceria com a produtora Appian Way, do Leonardo DiCaprio. O primeiro trabalho dessa parceria já está no catálogo, é o documentário indicado ao Oscar Virunga, que mostra a luta para preservar o parque nacional Virunga, no Congo, habitat de trocentas espécies de fauna e flora, inclusive dos gorilas das montanhas. Contra a preservação há guerrilhas e companhias estrangeiras de olho no petróleo existente num lago do parque. As produções desta parceria não foram detalhadas, mas sabe-se que serão documentários e séries de não-ficção focadas no meio ambiente.

A Netflix comprou os direitos internacionais de The Returned, o remake de Les Revenants da A&E. Nos EUA e no Canadá, a série estreia dia 9 de março. No resto do mundo, no dia seguinte. Como não é uma produção original, será disponibilizado um episódio por semana, como Better Call Saul.

O canal também comprou o novo filme do Cary Fukunaga (True Detective), Beats of No Nation, por 12 milhões de dólares. A polêmica é porque a Netflix vai lançá-lo simultaneamente com o cinema, o que gerou um boicote de quatro redes.

Sem passar por um piloto, a Netflix aprovou a produção da série The OA, de Brit Marling e Zal Batmanglij (ambos de O Sistema). O enredo não foi divulgado, a única coisa que se sabe é que será protagonizada por Marling.

Sexta agora, dia 6 de março, tem estreia. É a nova série criada pela Tina Fey: The Umbreakable Kimmy Schmidt. Estreia já com bastante elogios!

Abaixo, as próximas estreias. Tem Padilha e Wagner Moura em Narcos, ainda sem previsão mas com uma possível 2ª temporada já engatada. netflix

– Me dá assinatura vitalícia também, dono da Netflix. Falo bem há um tempão, poxa!