taquicardia

E de repente eu vi esta imagem:walt ryan goslingMinhas pupilas dilataram, meu coração se encheu de esperança e o cérebro disse que era fake. Rezando, pedindo para que fosse verdade e que eu estava desinformado, fui checar. Well, é o fake mais bonito que já fizeram. Poxa, queria tanto que fosse verdade…

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a herança do chucky

Eu tenho quatro medos “irracionais”: borboletas/mariposas, encontrar uma cabeça na lixeira do prédio (juro, desde criança, fico com um pé do lado de fora), palhaços e bonecos. Graças ao bom Deus, nem eu  nem minha irmã nunca gostamos de bonecos, então vocês imaginam o horror que eu passava toda vez que o SBT reprisava Brinquedo Assassino, e os malditos ainda passavam o comercial justamente nos intervalos dos desenhos! Fora que no colégio se multiplicavam as histórias dos bonecos do Fofão e da Xuxa.chucky

Já há muito tempo que os filmes viraram comédia trash, no entanto, a nova encarnação do Chucky (diretamente para o dvd) promete voltar ao gênero pelas mãos de seu criador. Se eu vou ver? Óbvio que não, prefiro dar de cara com o Pinhead que com o Chucky.

Mais assustador que o Chucky são suas inspirações, como o boneco Robert (procure no Google, me borro de medo). E aí, me contem seus medos “irracionais”.

quando don se viu no espelho

mad men in care ofMatthew Weiner jogou um monte de iscas e nós fomos atrás, só para, no fim, ele vir com uma rede de arrastão.

A temporada passada terminou com uma pergunta a Don: – Você está sozinho? A sexta temporada foi a resposta, sim. No Havaí, no primeiro episódio da temporada, Don lia O Inferno de Dante e durante os 13 episódios ele desceu cada camada de seu inferno pessoal. Do outro lado da janela, o mundo mudava violentamente em 1968 e Don foi finalmente atingido pelo o que achava estar alheio. Que final de temporada! Brilhante! Uma bomba como o final da terceira e emocionante como o carrossel da primeira temporada. Don se viu no espelho e percebeu que o caos que o engolia só poderia terminar se ele se reconciliasse com Dick. As crianças, o olhar trocado com Sally, seria o primeiro passo da faxina?

Enquanto isso, dentro da agência, Don foi colocado de quarentena depois de inúmeras ações auto-sabotadoras. Vimos Peggy sentando na cadeira de Don e arrumando sua bagunça. Justamente ela, que começou a temporada cheia de si, feliz com as decisões que tinha tomado, mas que passou a temporada aguentando as consequências de decisões que foram tomadas por ela: a fusão das agências, o apartamento, as contas e o relacionamento com Chaough. Já Pete se mostrou eficiente no trabalho e se confirmou como a figura tragicômica da série, pobre coitado, perdeu o pai num acidente aéreo e a mãe num “acidente” marítimo.

É interessante ver que neste último episódio, a “redenção” de Don serviu para concluir o tema da temporada. A sexta temporada foi sobre pais e filhos. Todos os personagens masculinos são distantes de seus filhos. Roger, meio que por pena, foi aceito no almoço de Ação de Graças de Joan e na vida do filho, Pete quase não se despediu da filha e Chaough reavaliou sua decisão. E nós vimos os filhos gritarem por atenção desde o início: a fuga da amiga de Sally, a própria Sally, a carência de Bobby, o filho de Sylvia e Arnold, o orgulho da filha do Roger. E se a gente rebobinar a fita, o único momento feliz de Don foi quando ele levou Bobby para ver O Planeta dos Macacos.

“Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo. São crianças como você. O que você vai ser quando você crescer?”, já dizia Pais e Filhos.

Agora deixa eu ir que eu tenho que tomar meu antidepressivo, já me antecedendo para o fim.

kill billith

true bloodDuas coisas passaram por minha cabeça ao ver os dois primeiros episódios da sexta temporada de True Blood. 1) a série está exagerando no trash (e eu amo como TB é trash, mas a dose está acima do recomendado). 2) esta pode ser a última temporada ou as coisas vão mudar.

Ficou clara a vontade de concentrar a história novamente em Bon Temps e também de se reconectar com a primeira e ótima temporada. Humanos contra vampiros, vampiros lutando por seus direitos e a simplificação dos personagens coadjuvantes – talvez uma enxugada? Sam está novamente sozinho, Lafayette não tem mais trauma nem Jesus, e Tara voltou a ser mal educada junto de Pam. No quesito triângulo romântico, acho bom que Sookie está cada vez mais afastada de Bill e mais próxima de Eric, o personagem mais atarefado do momento. Enquanto isso, Alcide continua sem função a não ser ficar pelado, mas o vejo cada vez mais longe assim como a matilha. Espero estar certo.

Esta necessidade de voltar ao básico partiu de Mark Hudis, que assumiu a cadeira de showrunner no ano passado, quando Alan Ball deixou a série para tocar Banshee no Cinemax. Hudis foi produtor executivo da série a partir da quarta temporada, mas em março deste ano houve outra reviravolta. Com a temporada prestes a estrear, Hudis passou a cadeira para Brian Buckner, produtor desde os primórdios da série. Oficialmente, Hudis deixou o cargo para desenvolver novos projetos dentro da HBO. Buckner deve manter a linha de Hudis, mas é estranho a HBO ainda não ter anunciado a renovação da série, algo que sempre ocorre na estreia.

True Blood continua como uma das principais audiências da HBO, perdendo apenas para Game of Thrones. No entanto, o canal já tem novos projetos em desenvolvimento: American Gods, Dark Tower, Wolf Hall e True Detective.

monstros e robôs

Só del Toro salva? Na semana retrasada, quando o Homem de Aço estreou muito bem, os executivos respiraram aliviados. No fim de semana seguinte, o filme caiu para o terceiro lugar, atrás de Universidade Monstro e, quem diria, de Guerra Mundial Z, o problemático filme produzido pelo Brad Pitt. Neste ano de blockbusters se dando mal, parece que a última esperança é o bom e velho del Toro com seu Círculo de Fogo.

E se os robôs gigantes de Pacific Rim não salvarem a pátria? Não sei, ainda tem Elysium em agosto, mas este post é só para colocar o lindo pôster do filme.circulo de fogo

o game of thrones da warner

Era uma vez um reino muito rico chamado Warner, líder de mercado e que era governado por dois reis (ou um rei e sua Mão). Os nomes deles eram Alan Horn e Barry Meyer, respectivamente. Um dia, o rei Horn desistiu de ser rei e a Mão Meyer anunciou que se aposentadoria ao fim do seu mandato, em janeiro passado. Com isso, uma grande guerra se armou entre três homens, todos muito influentes no reino: Bruce Rosemblum (Warner TV), Jeff Robinov (chefe de estúdio) e Kevin Tsujihara (home entertainment e novas mídias). A guerra durou quatro árduos meses e Tshujihara foi o vencedor. Rosemblum se desligou do estúdio e depois se mudou para a Legendary (sim, aquela mesma que aparece no início de todos blockbusters do estúdio), que é quem praticamente financia os filmes em troca de grande parte dos direitos e receitas.

Dentro da Warner, Robinov e Tsujihara não se bicavam e a relação entre os dois foi ficando cada vez pior. Robinov acreditava no poder das franquias e blockbusters, foi dele a decisão de fechar a Warner Independent, enquanto Tsujihara achava que o cinema (e qualquer obra audiovisual) devia ser mais diversificado e explorado em diferentes mídias e plataformas. No final das contas, Robinov se demitiu e quer ser chefe em outro estúdio. Ninguém ocupará seu cargo, três executivos tiveram seus cargos renomeados e cobrirão as funções que eram de Robinov. Mas por que o bafafá todo? Aí entra a questão do dinheiro.

A parceria da Warner com a Legendary termina este ano e as duas partes estavam em negociações. Boom! A Legendary quer crescer e decidiu não renovar com a Warner, já levando consigo a franquia Harry Potter (pelo que dizem) e à procura de um outro estúdio para distribuir e fazer o marketing de suas próximas produções. Como ficará a Warner e quem vai andar de mãos dadas com a Legendary? Isso ninguém sabe, a única conclusão é que definitivamente Hollywood não funciona mais como antes.

vamos à disney

No início deste ano eu fui para a Disney. Não viajei exclusivamente para ir ao parque, mas já que estava em Orlando, seria bobeira não dar uma passada. Eu tinha sete anos quando fui pela primeira vez, e nem foi para o Magic Kingdom, foi para outra Disney, e lembro que foi um dia mágico. Sabe quando as noivas dizem que não se lembram exatamente como foi o dia do casamento, apenas que foi maravilhoso? Então, foi assim. Agora, mais crescidinho, achei que a visita seria pura nostalgia, e não foi. Foi igualmente mágico, até melhor, porque eu aproveitei mais e ainda vi os detalhes que fazem do parque da Disney o que ele é.

Antes de mais nada, há diversos parques da Disney pelo mundo, mas tudo começou na Califórnia com a a Disneyland. Dez anos depois, na década de 1960, nasceu a Disney World em Orlando, que hoje engloba quatro parques: Magic Kingdom (a Disneyland de Orlando), Epcot Center, Animal Kingdom e Hollywood Studios. Apesar de terem muitas semelhanças, as Disneylands têm também muitas diferenças, o castelo é um bom exemplo, mas a ambientação é sempre a mesma. Aqui vão algumas curiosidades sobre os parques.

magic kingdomPara começar, a Disney não tem uma equipe, empregados ou funcionários, ela tem um elenco. Os funcionários são treinados e tratados para que acreditem que estão o tempo todo dentro de um show, desde o segurança que controla o estacionamento até a atriz que faz a Cinderela. E eles precisam saber tudo sobre seu personagem. Quem faz a Mary Poppins tem que saber falar “supercalifragilisticexpialidocious” de trás pra frente. Esse cuidado é perceptível no atendimento super simpático de todos os funcionários ou atores.

O Magic Kingdon tem um subsolo gigante, que é por onde os funcionários chegam, as entregas são feitas e para onde vai o lixo sugado por pequenos canos escondidos no chão. O parque é limpíssimo, mesmo depois das paradas dos personagens, quando papel picado é jogado. Imediatamente uma equipe aspira a sujeira. Também no subsolo ficam túneis que ligam as “ilhas” do parque e os bastidores. Cada personagem tem sua ilha, se o ator ou mero funcionário está no intervalo ou o personagem precisa se apresentar em outra área, ele usa os túneis, pois nenhum personagem pode ser visto fora de sua área, assim como só há apenas um Mickey. Dois Mickeys aparecendo simultaneamente é proibido. Cores no chão também indicam ao ator quando ele pode sair do personagem, a preocupação é que se alguém entrar nos bastidores, a fantasia se quebraria.mk tunel anos 70 mk tunel

O castelo da Disneyland da Califórnia é igual ao do logo dos filmes. A ponte levadiça deste castelo só foi movimentada duas vezes: na inauguração e na reforma do parque nos anos 1980. Como nos filmes, há “cabeças” do Mickey escondidas em vários lugares, de diferentes formas, os chamados hidden mickeys, há até mapas mostrando onde eles estão. Há outros easter eggs, como telefones que reproduzem diálogos de filmes, como se fosse uma linha cruzada. Pouca gente sabe, mas dentro dos parques há clubes secretos e exclusivos, como o Club 33, na Disneyland. Fica numa porta verde na área de New Orleans. A lista de espera é de anos (mais fácil ser convidado) e o preço também é muito salgado (para ser membro, paga-se 25 mil dólares + dez mil anuais). Neste clube, as obras de artes e móveis são originais, a comida é mais que refinada e o serviço é ultra vip.club 33

Ainda na Disneyland, dentro do parque fica o apartamento que foi do próprio Walt, hoje usado para eventos e caridade. Vez ou outra alguma celebridade se hospeda nele, como Suri Cruise. Mas isso pouco importa para nós mortais, afinal, os parque foram projetados para que todos se sintam num mundo fantástico. Por exemplo, quando se passa as catracas da entrada, damos de cara com a Main Street, a rua que leva às ilhas e que é uma réplica da cidade de Marceline, onde Disney passou a infância. A escala das construções da Main Street faz com que ela pareça muito maior para quem chega e mais curta para quem está saindo, tudo para que o visitante não tenha a sensação de que andou muito. Nos meses quentes, a Main Street é aromatizada com baunilha, nos feriados, com menta.

Uma das coisas que mais me impressionou foi o paisagismo. Todos os parques são divididos em áreas bem distintas. No caso do Magic Kingdom, são seis áreas: Main Street, Adventureland, Frontierland, Liberty Square, Fantasyland e Tomorrowland. E você não nota que saiu de uma área e entrou em outra. Por incrível que pareça, você não consegue ver outro pedaço do parque.  Como já disse no outro parágrafo, o parque é limpíssimo e não há um chiclete grudado no chão, isso porque o parque não vende chiclete. As roupas dos funcionários também devem ser limpas, um dia de lavanderia na Disney equivale, em média, a 44 anos de lavanderia de uma pessoa.

Depois que os portões se fecham, o parque passa a ser habitado por centenas de gatos que controlam a população de roedores. Eu não disse que só pode ter um Mickey no parque? Além dos gatos, outros funcionários fazem a manutenção de tudo. Bonecos animados de várias atrações funcionam sem parar, pois desligar e religá-los toda noite custaria mais energia e dinheiro. Os funcionários odeiam passar perto dessas atrações de madrugada, dizem que é horrível ouvir o barulho deles no silêncio da madrugada.mk guarda roupa anos 70mk guarda roupa 2

Todas estas curiosidades sobre os parque da Disney podem até parecer bobas, mas eu garanto que fazem toda a diferença. Fui ao Islands of Adventure, da Universal (personagens da Marvel, Jurassic Park, Harry Potter…), e apesar de ser um mega parque e ter as melhores atrações, não tive o mesmo encantamento. Quando se sai da Disney, dá uma depressão danada, ainda mais ao som da trilha de Ratatouille. Para quem quer saber mais, acho que vale o passeio Backstage Magic, um tour de sete horas oferecido pelo próprio parque.