o livro ou o filme?

As pessoas vivem dizendo que o livro é melhor que o filme. Eu já consigo separar as coisas, afinal, são narrativas e tempos diferentes. Nem tudo que funciona no livro funciona na tela. Mas às vezes a comparação é inevitável, especialmente quando um é muito bom e o outro é muito ruim. Em alguns caso, o livro é simplesmente muito difícil de ser adaptado. O site Lovereading fez um infográfico com as batalhas de alguns livros e suas adaptações cinematográficas. livros filmes

nenhum animal foi machucado

Toda produção americana que envolve animais e crianças tem a fiscalização da AHA – American Humane Association. É responsabilidade dela assegurar o bem estar da criança ou do animal durante as filmagens e é ela quem quem emite o certificado “nenhum animal sofreu maus tratos durante a produção do filme”. No ano passado, quando entidades de protetoras dos animais pediram boicote ao filme O Hobbit, a AHA chegou a dizer que cogitava a proibição do uso de animais em produções de entretenimento. Porém, as coisas não parecem ser tão certas assim. Um e-mail obtido pelo Hollywood Reporter  coloca em xeque a credibilidade da associação. Gina Johnson era a representante da AHA nos sets de As Aventuras de Pi e escondeu a quase morte por afogamento do tigre King, usado nas tomadas não-CGI. “Acho que não preciso dizer para não mencionar isso para ninguém, especialmente para o escritório”, diz ela no final. Na época, Gina estava num relacionamento com um produtor executivo do filme.

No ano retrasado, outro caso envolvendo morte de animais em sets  ganhou as manchetes. Segundo o treinador John Smythe, a AHA se recusou a investigar a morte de 27 animais usados em O Hobbit – Uma Jornada Inesperada. Foi ele quem expôs o caso para a associação, que primeiramente disse não ter provas concretas. Depois de dizer que ele mesmo havia enterrados os animais – ovelhas, cavalos e bodes mortos por desidratação e exaustão -, a AHA disse que não poderia investigar, pois as mortes ocorreram durante um hiato da produção. E ficou por isso mesmo. Tanto As Aventuras de Pi quanto O Hobbit ganharam o certificado de que nenhum animal sofreu maus tratos durante a produção.

Já o caso da série Luck foi um pouco diferente. Durante a primeira temporada, dois cavalos acabaram morrendo durante as gravações. E no início das gravações do que seria a segunda temporada, um cavalo precisou ser sacrificado depois de um acidente. A morte do terceiro cavalo foi o que faltava para o cancelamento da série.

Vale a pena ler a matéria completa do Hollywood Reporter para conhecer casos que nunca se tornaram públicos e por que a AHA já não é mais garantia do bem estar animal nos sets.

boa esposa uma ova

the good wifePrimeiramente eu gostaria de dizer que acho The Good Wife a melhor série no ar atualmente. Mesmo um episódio morno, como foi o último, levemente inspirado no Atentado de Boston, consegue manter a alta qualidade de texto e interpretações. É ótimo ver Diane, Cary e Eli com mais destaque, mas sinto falta das cenas de Alicia com Kalinda, que anda muito quietinha pro meu gosto. E Alicia mazinha é o contrário do Will malzinho, tão passional.

Segundamente, acho que Julianna Margulies está com o rosto ridiculamente lindo, mas excessivamente magra de corpo. E terceiramente, talvez o mais importante, eu peço desculpas porque há cinco anos eu escrevo erradamente o sobrenome do Cary. Não é Argos, é Agos!

E só mais uma curiosidade. Sabiam que o marido da Julianna é advogado? Ele vê a série e diz pra mulher: “O episódio foi ótimo, mas na vida real, o caso levaria uns seis anos”. Se lá é assim, aqui seria absurdamente irreal. Mais até que um CSI da vida.

under the dome

em chamasO sucesso de Jogos Vorazes no cinema foi uma certa surpresa. O orçamento era “modesto” e a publicidade passava meio longe do que a gente está acostumado com os grandes blockbusters. O filme fincou raízes e ficou semanas no primeiro lugar dos top 10 das bilheteria mundo afora, e sua popularidade aumentou muito quando entrou para o acervo da Netflix antes mesmo de sair em DVD. Logo, o sucesso de Em Chamas (que estreou primeiro no Brasil) não é nenhuma surpresa.

Ao contrário das outras franquias de olho no público jovem, Jogos Vorazes é uma saga inteligente, muito mais inteligente do que precisava. E ter atores do naipe da Jennifer Lawrence, Woody Harrelson, Stanley Tucci, Donald Sutherland, Philip Seymour Hoffman, Jeffrey Wright, Jena Malone, Elizabeth Banks e Toby Jones só aumenta sua credibilidade.

Uma das coisas que eu não gostei do primeiro filme foi que o diretor Gary Ross deu uma abrandada na violência. Na minha opinião, o horror de matar alguém podia ter sido mais explícito, afinal, nem Katniss nem a maioria dos tributos nunca havia matado um outro ser humano. Em Em Chamas, Katniss e Peeta têm pesadelos com isso e precisam entrar num novo Jogo, uma edição especial que ocorre a cada 25 anos apenas com ganhadores das edições passadas. Ao desafiar o poder da Capital, distúrbios começam a acontecer nos distritos e o presidente força Katniss a intensificar seu “namoro” com Peeta para desviar o foco de todos. Obviamente, as coisas não funcionam do jeito que o presidente quer. Os Jogos começam e os dois precisam sobreviver, porém, há mais coisas além da sobrevivência.

Tal qual O Império Contra-Ataca, Em Chamas funciona como uma catapulta para o glorioso final – que será dividido em duas partes – e termina no momento em que a gente quer mais do filme. As cenas de ação melhoraram bastante, mas as dramáticas continuam muito mais interessantes. São quase duas horas e meia que passam voando.

do outro lado da linha

Para quem viu Gravidade. 

Este curta foi dirigido por Jonás Cuarón, que escreveu Gravidade junto com o pai, Alfonso. Filmado na Groenlândia, o curta pode fazer história no Oscar por ser o primeiro “spin-off” a ser indicado. Sendo ou não indicado, é muito bom ver que Jonás puxou o senso de humanidade do pai.