às quartas vestimos rosa

meninas malvadas lindsay
Meninas Malvadas é As Patricinhas de Beverly Hills dos anos 00. E o filme acabou de fazer 10 anos. Mas ele é tão importante assim para se merecer tanta celebração? Não e sim. Obviamente não é um marco cinematográfico, mas o humor e a esperteza do roteiro da Tina Fey marcou quem era adolescente no longínquo ano de 2004, quando Lindsay Lohan era boa moça , e Amy McAdams, Amanda Seyfried e Lizzy Caplan ainda estavam em ascensão. A seguir, curiosidades sobre a formação do elenco.

Lindsay Lohan era a menina prodígio que estava crescendo e ganhando papéis maiores. Ela tinha acabado de filmar Sexta-Feira Muito Louca quando recebeu o roteiro de Meninas Malvadas. Ela seria Regina e estava muito feliz em fazer uma vilã num papel coadjuvante. O papel de Cady ainda estava em aberto, pois o teste de Rachel McAdams não tinha sido muito bom (ela tinha 24 anos e pareceu madura demais). Foi quando Sexta-Feira estreou e fez um sucesso maior que o esperado. A chefona da Paramount então exigiu que Lohan fosse a mocinha Cady.meninas malvadas tina fey

Assim, McAdams passou a ser Regina, desbancando Amanda, que tinha feito o teste o se saído muito bem. Amanda acabou sendo Karen, a loira burra que faz a previsão do tempo com os seios. Lohan tinha 17 anos na época e Amy Poehler, que fez a mãe de Regina, é apenas sete anos mais velha que McAdams.meninas malvadas rachel

Embora se passe em Chicago, o filme foi gravado em Toronto. A única lenda de bastidores é que Scarlett Johansson não fez teste para o filme, mas para A Vida Secreta de Walter Mitty, que o diretor Mark Waters estava planejando filmar com Owen Wilson como protagonista. O filme não foi adiante e saiu do papel no ano passado, com Ben Stiller.

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patrulha estelar

E saiu o elenco do Star Wars Episódio VII! A surpresa pra mim foi ver o Andy Serkins e Max Von Sydow, que é um luxo! Aliás, o elenco todo é ótimo: Adam Driver (que escapou da cilada do filme do Superman com o Batman), John Boyega (Atque ao Prédio),  Domhnall Gleeson (Harry Potter), Oscar Isaac (Drive e Inside Llewyn Davis) e Daisy Ridley (Mr. Selfridge). Especula-se que Driver será um vilão, mas nenhum papel foi detalhado. Aliás, o elenco ainda não está fechado e dizem que Lupita Nyon’go deve se juntar para num papel de grande destaque.

O melhor de tudo é que a direção é do J.J.star wars 7

viva a tv

Me irrita quando falam mal da televisão. Geralmente quem o faz não vê televisão ou a vê com a visão de vinte anos atrás. Bom, em vinte anos, a televisão mudou muito, morreu e renasceu. Em muito em breve, televisão e cinema serão uma coisa só. Trocarão figurinhas até a separação ser oficialmente declarada.

Hoje, neste exato dia, o já não tão raro eclipse das séries está acontecendo. Quase no mesmo horário, três séries classe AAA vão ao ar: Game of Thrones, Mad Men e The Good Wife. Não se trata apenas da grandiosidade de suas produções, e sim sobre o poder de uma narrativa muito mais inteligente, ousada e poderosa que de qualquer estreia do fim de semana nos cinemas.

got cersei jaimeNo episódio passado de Game of Thrones, a cena de estupro e incesto perturbou os espectadores mais sensíveis, algo até incompreensível, já que houve uma cena de incesto logo no piloto e Westeros não é nenhuma terra de Ursinhos Carinhosos. É verdade que um estupro é sempre chocante, mas a origem da cena no livro a justifica. Aliás, todas as cenas de nudez, sexo e violência são justificadas. Chocante ou não, a cena acabou causando reflexão e discussão, algo não muito comum vindo de um produto de entretenimento. A mesma polêmica aconteceu na quinta temporada de Mad Men, quando Joan aceitou dormir com um cliente em potencial. Mad Men, que cobre a década de 1960, volta e meia começa alguma discussão sobre o quanto avançamos socialmente ou continuamos na mesma.

tgw finnJá The Good Wife contraria todas as leis da tv aberta e planejou com muita antecedência a morte de um dos personagens principais. Sem alarde (Scandal faria uma contagem regressiva), Will foi morto e a série virou a mesa pela segunda vez numa única temporada. O que parecia ser um resto de temporada depressivo, tem se mostrado o contrário. A série não tem medo algum de jogar seus personagens no fogo.

Antes da estreia da atual temporada de GOT, a HBO entregou, talvez, a melhor série do ano. True Detective conseguiu unir um texto conciso e preciso, uma direção inspirada e atuações excepcionais. Foi um banquete para o mais exigente dos expectadores.

fargoO futuro próximo mostra que a televisão está na sua melhor forma. Já viram Fargo? Os irmãos Coen voltam ao universo que criaram em 1996 e fazem uma série (ou minissérie) excelente. Tem aquele olhar exótico sobre a própria cultura e os personagens bizarros/normais que caem perfeitamente em atores Billy Bob Thornton e Martin Freeman. Fora o refinadíssimo humor negro. Destaque para a desconhecida Allison Tolman, que faz a policial Molly.

the knickE proximamente tem a série do Steven Soderbergh, The Knick, e a do Sam Mendes, Penny Dreadful. Alguém ainda tem coragem de dizer que televisão não presta?

fechem as portas e janelas, as bruxas voltaram

salemAmerican Horror Story abriu as portas do novo filão no mundo das séries: o terror por terror. Até então, tínhamos apenas True Blood, que sempre flertou mais com o trash, e aquelas séries românticas à la Crepúsculo. Salem é a primeira a estrear seguindo a receita de AHS, mas não poderiaM ser mais diferentes. É difícil não comparar as duas, já que a terceira temporada caiu no universo da bruxaria.

Enquanto a série do Ryan Murphy usa todas as referências pop que pode, Salem se leva a sério. E muito. Não há nada surpreendente, mas o clima é pesado e claustrofóbico. A bruxaria apresentada é um tanto bizarra, mas o terror mesmo vem dos “homens de bem”, os puritanos, fazendo um paralelo direto com os dias de hoje, em que o medo de desconhecido tem feito governos e instituições a adotar medidas radicais.

Salem começa justamente com o julgamento de um homem que se masturbou ao ver uma mulher nua. É o pano de fundo para apresentar os personagens principais: o herói e a mocinha. O herói é John Alden (Shane West), que não acredita em bruxaria e sofre com a péssima peruca que lhe arranjaram. Apaixonado por Mary (Janet Montgomery), os dois têm a última noite de amor antes dele ir para a guerra. Mary engravida e faz um aborto com ajuda da bruxa Tituba (Ashley Madekwe). Sete anos depois, John retorna a Salem e encontra tudo mudado. A paranoia com a bruxaria só aumentou e Mary se casou com o velho Sibley, o ex-manda-chuva que se tornou um inválido controlado por ela. Sim, ela virou uma bruxa poderosa. E é isso. As bruxas estão de volta e salve-se quem puder no fim do século XVII. Ou XXI. No geral, a série me surpreendeu porque minhas expectativas eram bem baixas. Agora é esperar a estreia de Penny Dreadful.

o gosto do brasileiro a cabo

A verdade é que há mais pesquisas sobre o comportamento do povo na internet que na tv paga. Mas saiu a lista das cinco séries mais vistas pelos brasileiros em 2013, o que não quer dizer muita coisa.

1) Vai que Cola. Humorístico do Multishow que, sinceramente, não vejo graça alguma, assim como quase todos os programas do canal.

2) Sai de Baixo. As reprises sempre foram um sucesso, mas ganharam um gás a a mais quando o Viva produziu quatro episódios inéditos no ano passado.

3) The Walking Dead. Achava que estaria em primeiro ou segundo lugar.

4) American Horror Story. Também exibida pela Fox, casadinha com TWD, e com o mesmo público-alvo.

5) CSI: NY. Surpresa para mim, achava que Criminal Minds fosse mais popular. E entre os CSIs da vida, sempre achei que o NY fosse o menos visto.

Fonte: Associação Brasileira de Produtoras Independentes de TV.

james franco s&m

interior leather barEu ainda não sei o que é Interior. Leather Bar, filme meio documentário ou experimento dirigido por James Franco e Travis Mathews. Tampouco sei responder se gostei.

A premissa é o que Franco e Mathews imaginam dos 40 minutos cortados e jamais exibidos publicamente de Parceiros da Noite, filme dirigido por William Friedkin em que o Al Pacino faz um detetive que se infiltra no mundo sadomasoquista gay para pegar um serial killer. A premissa na verdade é uma desculpa para documentar a produção, pois da recriação saem apenas duas sequências, o resto é a reação dos envolvidos.

O protagonista é Val Lauren, amigo de Franco que passa o filme inteiro desconfortável e preocupado, principalmente diante das cenas de sexo explícito. E só. Você vê até o final porque espera que vai ter uma grande sacada do que é aquilo, mas nada acontece. O único sinal de propósito é a conversa entre Val e Franco, que fala sobre a hipocrisia da sociedade diante da pornografia e do sexo gay.

Interior. Leather Bar está disponível na Netflix.

eu não sabia, e você? – o predador

o predadorJean-Claude Van Dame estava empolgadíssimo para ser o vilão de O Predador. Ele achava que ia mostrar toda a sua flexibilidade e ainda ia dar porrada no Schwarzenegger. A expectativa virou raiva quando ele foi fazer a prova do figurino, uma roupa vermelha para se tornar invisível diante do verde.

Van Dame achou que ia aparecer daquele jeito e começou a reclamar que ia parecer um super-herói, que a roupa era ridícula… Até que o chefe de efeitos visuais Steve Johnson jogou a pá de cal. “Jean-Claude, não te contaram? Você vai passar a metade do filme invisível”. Ele reclamou tanto que foi demitido e substituído por Kevin Peter Hall. 

botão de emergência

Ótimos essas propagandas da HBO Go. Nada mais constrangedor que ver uma super cena de sexo com os pais por perto. 

Mais aqui. Falando em HBO, o canal acabou fechando com o serviço streaming da Amazon. Os assinantes premium poderão ver séries completas como Sopranos, Six Feet Under, The Wire, Deadwood e Sex and the City, assim como filmes, programas e documentários. Algumas séries atuais também serão transmitidas

rapa do feriadão

Feriadão com A Desolação de Smaug, Fruitvale Station, A Dama Enjaulada e Boys.

SmaugAntes tarde do que nunca, finalmente vi o segundo Hobbit. Perdi no cinema porque meu fim de ano foi super corrido e depois viajei. Sim, poderia ter baixado, mas um filme desses deve ser visto com a melhor qualidade possível. Mesmo sem Gollum, A Desolação de Smaug é melhor, mais divertido e empolgante. Fora a delícia de rever Legolas e Kate, que um dia já namorou um hobbit. A cerejona do bolo foi ouvir Beneditct Cumberbatch dizendo “I am fire! I am death!”.

fruitvale stationFruitvale Station passou batido no Festival do Rio e também no circuito nacional. Foi o filme independente mais aclamado de 2013 e conta a história real de Oscar. Na verdade, seu último dia de vida, quando foi estupidamente morto por um policial na noite de Ano Novo.

Santo ele não era. Ex-membro de gangue e com uma vida irresponsável, ele decide que precisa andar na linha para ficar com a namorada e a filha. O filme começa com imagens reais (há vários vídeos na internet) do momento em que o policial dispara a arma. O choque é geral! A partir daí o filme volta para a meia-noite do dia 30 de dezembro. Oscar tenta conseguir de volta seu emprego no supermercado, faz compras para o aniversário da mãe, fala com amigos, cuida de um cachorro, conta a verdade para a namorada e tem um mini-flashback decisivo sobre sua última passagem pela prisão. Todos os acontecimentos do dia, aparentemente banais, são importantes para o trágico fim. É a repetição do que acontece diariamente, nos EUA e aqui, mas que ficamos sem saber por falta de registro. Atuações fantásticas de Michael B. Jordan como Oscar e Melonie Diaz como a namorada Sophina.

a dama enjauladaA Dama Enjaulada devia estar na sessão Clássico da Semana, mas não acho que mereça tal status. Não é ruim, mas acho o filme um tanto cínico, pois acaba sendo bastante moralista quando tenta criticar o egoísmo da sociedade moderna. Na véspera do feriado de 4 de Julho, a rica sra. Hilyard fica sozinha em sua mansão. O filho único se desgruda dela, decidido a viver sua vida (uma ligeira insinuação de que é gay), mas para ela, é apenas uma viagem. Como fez uma cirurgia no quadril, ela se desloca entre os andares através de um elevador, mas por causa de um curto circuito, ele deixa de funcionar, obrigando-a a acionar o alarme. O barulho acaba atraindo um mendigo bêbado, que entra e rouba a casa, em seguida ele chama a prostituta Elaine para fazer o rapa, mas acaba chamando a atenção de um trio de marginais.

O terror começa quando todos estão na casa e o líder dos marginais, Randall (James Caan, a cara do Marlon Brando), passa a controlar com crueldade o destino da sra. Hilyard e de seus “comparsas”. E é aí que entra o moralismo e também a falta de explicação de vários fatos, como por que Elaine não foge enquanto todos estão no banheiro? Nenhum dos personagens consegue estabelecer empatia com o espectador. A sra. Hilyard é patética, o mendigo dá raiva e os marginais são asquerosos.

O filme acabou fazendo fama por conta de sua violência explícita, algo pouco visto em 1964. É um suspense que prende, mas no final, fica um gostinho moralista.

garotosBoys ou Jongens é um telefilme holandês sobre a descoberta da sexualidade. O bonzinho e tímido Sieger tem 15 anos e consegue subir de nível na equipe de atletismo. Com isso, ele passa também a fazer revezamento, é quando conhece Marc, mais exibicionista e bastante seguro. Claro que não é uma paixonite explosiva, tudo acontece aos poucos. Ao mesmo tempo em que não consegue desgrudar de Marc, Sieger também fica confuso com sua sexualidade, mas em nenhum momento vira um dilema dramático. Afinal, Sieger se aproxima de Marc não porque ele é um garoto, mas porque é quem melhor o entende. Simpático.