atores que não gostam de se ver

Toda vez que eu vejo o interior da casa de alguém e há uma foto enorme da própria na parede, me dá um misto de admiração e horror. Admiração porque é muita autoestima: a pessoa contratou um fotógrafo pra uma sessão, mandou imprimir a foto gigante e ainda contratou alguém pra colá-la na parede. E horror porque eu simplesmente não conseguiria, não suporto me ver em foto e vídeo. Por incrível que pareça, alguns atores também detestam se ver nas telas.

Maggie Smithdownton abbey maggie smithApós seis temporadas de Downton Abbey, ela ainda não viu um único episódio da série. Ela diz que é muito perfeccionista e que encontra muitos defeitos em sua atuação, então prefere não ver algo que não poderia consertar. A produção já deu um box com todas as temporadas, mas ela não tem o menor interesse e disse estar aliviada de ter terminado a série – usar corselet era terrível.

Matthew Fox e Naveen Andrewslost naveen andrews matthew foxO Jack e Sayid de Lost disseram que nunca viram um episódio da série. Eles liam os roteiros, achavam a história interessante, se emocionavam, mas nunca pararam pra ver o resultado final.

Jared Letoclube de compras dallas jared letoO forever young ganhou o Oscar de ator coadjuvante por Clube de Compras Dallas, porém, ainda não viu a montagem final (ou será que já?). Na época do lançamento, ele confessou que pediu para a produção arrumar um saco de dormir ou uma tenda para que ele pudesse dormir durante a premiere.

Julianne Mooreo setimo filho julianne mooreOutra que não consegue sentar e ver seus próprios filmes. Ela disse que seu interesse é mais na produção que no resultado final.

Adam Drivergirls adam driverAo ver o piloto de Girls, Adam se criticou tanto que nunca mais assistiu a um episódio da série. Mas O Despertar da Força ele viu.

Johnny Deppo turista johnny deppEle jurou para si mesmo que jamais veria um filme seu. Ele apenas lamenta perder o trabalho de seus colegas de elenco. Talvez seja por isso que ele esteja fazendo tanto filme ruim. O que nos leva para…

Angelina Jolie. Ele declarou que não gosta de se ver nas telas e há um ou dois filmes dela que ela não viu. Se for O Turista, nenhum dos protagonistas viu o filme, como bem confessou o Johnny Depp no Globo de Ouro. Enfim, assim como Julianne Moore, ela prefere o processo ao resultado final. Quando la tem alguma dúvida sobre sua filmografia, ela pergunta ao marido.

 

o hotel do ryan murphy

ahs hotelA impressão que eu tenho é que o Ryan Murphy descobriu os filmes do David Fincher e teve uma revelação: “vou juntar tudo em American Horror Story: Hotel”. Mais do que nunca, a série picota, copia, cola, remenda e faz um mosaico que é mais Romero Britto que Gaudí. Sai o serial killer dos sete pecados capitais, entra o dos dez mandamentos (ótimo jeito de esticar a novela, Record). E não é apenas Se7en que está em AHS, há também pinceladas de O Clube da Luta e Zodíaco, fora o carpete de O Iluminado e outras mil “homenagens”. O resultado é o de sempre: inconsistência.

São tantas referências pipocando que em alguns momentos a série parece ser uma paródia. O visual é deslumbrante, disso não dá pra reclamar. AHS sempre foi esteticamente linda, às vezes um tanto forçada, mas linda. O problema é que ela é mais estilo que qualquer outra coisa. Talvez por isso Lady Gaga funcione bem neste meio (não, monters, não acho que a Gaga é apenas uma imagem). Ainda não dá para afirmar se ela está bem, pois suas falas foram bastante vagas, mas sua imagem como a vampira Condessa Elizabeth é o tema da temporada – embora isso não signifique muita coisa em narrativa. A pobreza do texto faz a gente se sentir constrangido por atores tão maravilhosos como Kathy Bates, Sarah Paulson e Denis O’Hare. Mas que bom que são eles, senão, a série seria simplesmente terrível.

Voltando a falar da Gaga, ela foi a única a ter uma fala boa, improvisada (segundo Murphy), ao elogiar a estrutura óssea do rosto do Matt Bomer – aliás, não só rosto, a bunda dele foi tão comovente quanto a da Paolla Oliveira. Ela se mostra realmente dedicada e encarou de cara um ménage à quatre. Um acerto de Murphy foi usar sua imagem e colocá-la como coadjuvante, e não como substituta da Jessica Lange. Kathy Bates teve, ainda bem, muito mais tempo de tela. A Condessa deve ganhar mais espaço e falas nos próximos episódios, mas acho que Gaga vai se sair bem.

No fim das contas, AHS Hotel é a mesma promessa que o Ryan Murphy faz em todas as temporadas. Mas a gente quer ver o próximo episódio, sabe se lá por quê.

a treta da boa esposa

the-good-wife-tretaThe Good Wife estreou sua sétima temporada (e possivelmente última) com excelentes críticas. Mas o assunto de hoje foi outro. Quando a série fechou sua sexta temporada, todo mundo estranhou a última cena da Alicia com Kalinda. Parecia que elas tinham gravado a cena separadamente e foram juntadas na edição. E foi assim mesmo, confirmado pela própria Julianna Margulies em entrevista ao Vulture.

Margulies disse que ela fez a cena exatamente como Robert King havia planejado. E que não contracenou com Archie Panjabi por causa de um conflito na agenda. Com todas as letras, ela disse que Panjabi estava fora do país na produção de The Fall. Mas Panjabi desmentiu esta versão no Twitter. Disse que no dia da gravação, estava em Nova York (onde a série é gravada) e estava pronta para a gravação.

Tudo isso só reacendeu as teorias de que as duas não se dão bem. Desde o 14º episódio da quarta temporada (Red Team/Blue Team) que elas não dividiam uma mesma cena. Quando a sexta temporada da série foi anunciada, Panjabi disse que aquela seria sua última temporada. O motivo: um contrato para estrelar uma série da Fox (até agora nenhuma notícia de série). Mas qual é a treta entre as duas?

Dizem que nem o elenco sabe o real motivo, mas que elas não se bicam, a equipe inteira sabe. Até nas festas da produção as duas iam em horários diferentes para não se encontrarem. Uns falam que o motivo da briga seria o marido de Panjabi, mas nenhum detalhe foi revelado. O mais provável é a inveja. Kalinda se tornou uma coadjuvante com grande número de fãs, o que não teria agradado Margulies. E tudo teria piorado quando Panjabi ganhou o Emmy em 2010, e Margulies, não. Com Kalinda sendo jogada para escanteio, Panjabi teria confrontado Margulies e as duas teriam brigado feio. Tão feio que a CBS deixou passar uma cena tão mal feita. Questionada sobre a rixa entre as duas, Margulies disse que não passa de boato.

Muitos falam que Julianna Margulies tem fama de diva, mas segundo o informante do Zé (que fez figuração na série), ela é bem simpática com todos. Nojentinha mesmo é uma colega de elenco.

as mulheres da televisão

Viola Davis arrives at the 2015 HBO Primetime Emmy Awards After Party at Pacific Design Center on Sunday, Sept. 20, 2015, in West Hollywood, Calif. (Photo by Rich Fury/Invision/AP)

Viola Davis arrives at the 2015 HBO Primetime Emmy Awards After Party at Pacific Design Center on Sunday, Sept. 20, 2015, in West Hollywood, Calif. (Photo by Rich Fury/Invision/AP)

Goste você ou não, Sex and the City mudou muito o papel da mulher na televisão. Na época em que foi ao ar o derradeiro episódio, em 2004, Will & Grace fez um episódio (No Sex ‘n’the City) em que Jack e Karen procuravam por uma nova série para substituir Carrie e cia. A regra era dar 5 segundos para cada programa.

Jack: – Homem gordo, mulher magra. Homem gordo, mulher magra. Homem gordo, mulher magra.

Karen: – Homem feio, mulher bonita? A América não está preparada para isso.

No fim dos anos 1990, a tv americana era recheada de sitcoms, e a maioria era assim. As personagens tinham quatro arquétipos: a adolescente nerd e atrapalhada, a adolescente bonitona mas não muito esperta, a mãe destrambelhada ou a mãe esperta e chata. Poucas eram as mulheres independentes com mais de 30 anos. Passados 10 anos, quanta coisa mudou para melhor.

O Emmy 2015 teve a proeza de confirmar que o papel da mulher na tv cresce em quantidade e qualidade. Entre as atrizes indicadas em drama, duas eram negras. E venceu Viola Davis (How to get Away With a Murder, da midas Shonda Rhimes), que cobrou mais oportunidades para atrizes negras. Em outras categorias, Regina King levou o Emmy de atriz coadjuvante em minissérie/telefilme (American Crime), e Uzu Aduba ganhou o Emmy de atriz coadjuvante – drama (Orange is the New Black). E de todas as atrizes indicadas, apenas três não tinham mais de 40 anos.

Duas diretoras foram vencedoras. Lisa Cholodenko, por Olive Kitteridge, uma minissérie essencialmente feminina e que também corou a escritora Jane Anderson e a protagonista e idealizadora Frances McDormand. A outra diretora foi Jill Soloway, criadora, produtora e roteirista de Transparent. Assim como Soloway, Lena Dunham também acumula várias funções. A criadora e protagonista de Girls já ganhou um Globo de Ouro como atriz e teve oito indicações ao Emmy nos últimos três anos. Não é um feito pra qualquer um.

As melhores séries da atualidade, mesmo não tendo mulheres como protagonistas, são guiadas por elas. São personagens fundamentais para que a história avance: The Good Wife, Homeland, Game of Thrones, Penny Dreadful, How to Get Away, American Horror Story, The Americans, Orphan Black e tantas outras. O cenário da tv ainda não é de igualdade. Há pouco tempo, Jane Fonda e Lily Tomlin reclamaram que seus cachês como protagonistas de Grace and Frankie foram menores que dos coadjuvantes Sam Waterston e Michael Sheen. Mas pelo menos já é bem melhor que no cinema, onde apenas quatro mulheres foram indicadas ao Oscar de direção. E isso numa história de 87 anos. Entre 15 diretores, apenas uma é mulher.

Os estúdios dizem que querem contratar mais diretoras, mas que atualmente, estão investindo menos em comédias e dramas – gêneros “mais femininos”, segundo eles. O boom ainda pertence aos super heróis. Vale lembrar que hoje, as mulheres estão indo mais ao cinema que os homens. Mas e na tv? Bom, na tv, heroínas já são realidade. Agente Carter estreou muito bem na ABC e volta para a segunda temporada, enquanto Supergirl e Jessica Jones estreiam até novembro. No mais, a evolução continua.

*post singelo e que merecia mais aprofundamento, mas de coração.

emmy 2015 – de onde vem, o que faz e pra onde vai

emmy-awardsAntes do Fall Season começar, a tv celebra tudo o que aconteceu neste último ano, ou melhor, de 1 de junho de 2014 a 31 de maio de 2015. Na tv americana, os principais canais revezam a transmissão, a casa da 67a edição é a Fox, que convocou Andy Samberg (Brooklyn Nine-Nine, SNL) pra apresentar. Aqui no Brasil, o Warner vai transmitir tudo, ao vivo, a partir das 21h. Todos os indicados estão listado aqui. A novidade deste ano é que acabou aquela história de poder escolher o gênero (comédia/drama) na hora de inscrever uma série. Se tem mais de 30 minutos, é drama. Assim, Orange is the New Black, por exemplo, deixou de ser comédia.

E agora eu começo a fazer minhas previsões:

Série comédia – Transparent. Veep também tem boas chances.

Atriz comédia – Amy Schumer (Inside Amy Schumer). Acho que ela desbanca Julia Louis-Dreyfus (Veep).

Ator comédia – Jeffrey Tambor (Transparent),

Atriz coadjuvante comédia – Allison Janey (Mom).

Ator coadjuvante comédia – Titus Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt). Pinot noir!

Série drama – Mad Men. Game of Thrones tem uma boa chance.

Atriz drama – Taraji P. Henson (Empire). Viola Davis (How to Get Away With a Murder) está na cola.

Ator drama – Jon Hamm (Mad Men). Pelo amor, um Emmy pra este homem que não usa cueca!

Atriz coadjuvante drama – Uzu Aduba (OITNB). Mas queria que a Christina Hendricks (Mad Men) ganhasse.

Ator coadjuvante drama – Jonathan Banks (Better Call Saul).

Minissérie – Olive Kitteridge.

Atriz de minissérie –  Frances McDormand (Olive Kitteridge) ou Queen Latifah (Bessie).

Ator de minissérie – David Oyelowo (Nightingale).

É isso!

rapidinha nos bastidores – variados 4

Que saudade da rapidinha!

Rocky Horror Showrocky horror showO orçamento do filme foi de 1,2 milhão de dólares e rendeu quase 140 milhões. O set não tinha aquecimento nem banheiro. Quando Susan Sarandon reclamou pros chefões do estúdio, eles disseram que ela estava reclamando demais. Ela pegou pneumonia depois da cena na piscina. Tim Curry disse que foi convidado pelo príncipe Charles e a princesa Diana para um evento. Charles nem o reconheceu, mas Diana deu uma risadinha e disse que o filme completou a sua educação.

O Grande Hotel Budapeste grande hotel budapesteA pintura Boy With Apple foi feita especialmente para o filme pelo pintor Michael Taylor. A pintura é uma homenagem ao estilo húngaro.

Jurassic World jurassic world Boa parte do filme foi filmada no Havaí, mas algumas externas foram feitas no parque Six Flags, em New Orleans, que ficou submerso e abandonado depois do furacão Katrina, em 2005. Para mais detalhes do parque, ver este post.

Mestres do Universo mestres do universo Frank Langella disse que Esqueleto é um dos melhores personagens que já interpretou. Não pelo lado artístico, mas porque seu filho era um grande fã do desenho. O figurino da Malígna era tão pesado e desconfortável que deixou inúmeros hematomas na atriz Meg Foster. Dolph Lundgren seria dublado, já que ele não falava inglês muito bem. Com o cronograma atrasadíssimo, ficou a voz original mesmo.

O Labirinto do Fauno labirinto do fauno Quando Doug Jones leu o roteiro, ele não sabia que o filme seria falado em espanhol, já que tinha lido um roteiro traduzido. O diretor Guillermo Del Toro sugeriu que ele decorasse a pronúncia, mas ele preferiu estudar espanhol.

A Fantástica Fábrica de Chocolate fantastica fabrica de chocolate O filme é uma adaptação do livro Charlie and the Chocolate Factory, algo como Charlie e a Fábrica de Chocolate. Para promover o lançamento do chocolate Wonka, o título do filme foi mudado para Willy Wonka and the Chocolate Factory. O chocolate Wonka, produzido pela Quaker (a da aveia), que financiou o filme, acabou não acontecendo na época, pois derretia ainda na prateleira. Outros produtos Wonka foram lançados em alguns países, e anos mais tarde, a Wonka foi pra Nestle, que financiou boa parte do orçamento do filme de 2005.

O Massacre da Serra Elétrica TCM Michael Wolfe O orçamento do filme foi tão restrito que eles filmaram tudo em quatro semanas, trabalhando todos os dias por 16 hora, sob o sol do verão texano. O ator Gunnar Hansen (Leatherface) tinha apenas uma camisa, e como ela estava tingida para as cenas, não podia ser lavada. Depois de alguns dias, ninguém queria ficar perto dele. Nem ele aguentava o cheiro. O esqueleto que aparece no final do filme é verdadeiro, pois um de plástico custava muito mais caro. A casa usada no filme foi alugada e serviu como base pra equipe, que descobriu uma plantação de maconha nela. Para evitar problemas, eles chamaram a polícia, que nunca apareceu.

Contatos Imediatos de Terceiro Grau encontros imediatos de terceiro grauOs alienígenas que aparecem no fim do filme foram feitos pelas meninas de Mobile, Alabama. Steven Spielberg achou que elas se moviam de forma mais graciosa que os meninos.

a dona da tv

shondaEm 2003, Shonda Rhimes foi indicada ao Framboesa de Ouro por ter escrito o roteiro de Crossroads – Amigas Para Sempre. Caso você não saiba, Crossroads foi a tentativa da Britney Spears de iniciar uma carreira cinematográfica. Claro, se não fosse pela Britney, o filme teria passado despercebido. Dois anos depois, ela começou sua escalada para o topo da televisão americana com um tapa buraco nas noites de domingo da ABC, nascia Grey’s Anatomy.

Nos dias atuais, sua produtora Shondaland é responsável por três dos maiores hits da tv: Grey’s, Scandal e How to Get Away With a Murder. As três séries são exibidas nas noites de quinta, conhecidas como as mais concorridas da tv. E já tem um possível próximo sucesso, The Catch, que estreia logo após a segunda temporada de How to Get Away With a Murder, em janeiro. Em comum está o fato de todas essas séries terem mulheres como protagonistas. E tanto em Scandal quanto em How to Get Away, mulheres negras.

Shonda é a terceira de seis irmãos. Nascida em Illinois, filha de uma administrada de universidade e um professor universitário, ela se formou em Língua Inglesa e Estudos Cinematográfico pela universidade Dartmouth. Anos mais tarde, em São Francisco, virou roteirista. Seu primeiro sucesso na tv foi o roteiro do telefilme da HBO Introducing Dorothy Dandridge. Grey’s Anatomy nasceu depois que o projeto de uma série sobre correspondentes de guerra foi por água abaixo com a invasão do Iraque. Ao saber que a ABC procurava uma série médica, Shonda se dedicou ao projeto com interesse, já que foi voluntária em hospital durante os anos de faculdade.

O sucesso foi instantâneo. Os seis episódios iniciais viraram nove e uma segunda temporada foi logo anunciada. Com a série, Shonda disse ter aprendido a virar chefe. Mais especificamente, quando precisou lidar com os conflitos no elenco – Isaiah Whashington acabou demitido após causar mal estar num caso homofóbico que envolveu T.R. Knight, Patrick Dempsey e Katherine Heigl. Mais que um sucesso de público e crítica, Grey’s se tornou um sucesso de faturamento pra ABC e pavimentou o caminho de Shonda como produtora executiva. E foi a partir da série que ela criou seu segundo sucesso, mais modesto, mas que durou seis temporadas, o spin-off Private Practice.

Scandal, que estreou em 2012, foi a primeira série protagonizada por uma atriz negra a ser renovada para uma segunda temporada. Pode parecer pouca coisa, mas desde 2009 isso não acontecia. A questão racial é uma preocupação para Shonda, que acredita que minorias devem se ver retratadas na ficção de forma natural. Não apenas negros, mas homossexuais também, comuns em todas as suas séries. Olivia Pope, a protagonista de Scandal, catapultou a persona Kerry Washington, que entrou para a lista de pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time. Aliás, Shonda também está na lista. Kerry trabalhou na campanha de Obama e, dizem as más línguas, causa muito ciúme em Michele Obama.

A terceira temporada de Scandal foi mais curta por causa da gravidez de Kerry. Numa entrevista, ela falou sobre a diferença entre ter um chefe e uma chefe: “Eu estava conversando com uma atriz que estava com medo de contar pro seu chefe que estava grávida. Eu disse: ‘Quando contei pra minha, ela começou a literalmente pular no meu trailer’. Duvido que um showrunner homem faria isso”. Shonda tem três filhos, dois adotados e a terceira por barriga de aluguel.  shonda, ellen, kerry, viola

Peter Nowalk foi roteirista e produtor de Grey’s Anatomy e Scandal antes de criar How to Get Away With a Murder, a sensação do último fall season. Viola Davis, a complexa protagonista, foi indicada ao Emmy 2015 e já passou pelo Globo de Ouro.

Vira e mexe, Shonda é acusada de não merecer tantos elogios, pois suas séries são popularescas sensacionalistas. Pode até ser, mas o carrinho da montanha-russa da Shondaland já a colocou no seletíssimo patamar dos grandes realizadores da tv americana, aqueles que produzem conteúdos duradouros e que rendem muitos dividendos. E quem faz dinheiro, manda e impera.

As três séries retornam no fim de setembro com novos episódios. Além da nova série, The Catch, Shonda tem mais quatro projetos anunciados.

boas notícias pra quem gosta de fantasia

miss-peregrines-home-for-peculiar-childrenA adaptação de O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares finalmente deu notícias após a escalação da Eva Green, que vai interpretar a personagem do título. Um teaser lembra o “loop day”, essencial para a trama, que zera o dia e faz os personagens viverem o mesmo dia sempre.

A direção é do Tim Burton (rezemos pra ser bom) e o roteiro é da competente Jane Goldman (Stardust, Kick-Ass, X-Men: Primeira Classe, A Mulher de Preto e Kingsman). Na história, Jacob cresce na Flórida ouvindo as surreais histórias do avô, quando vivia num orfanato. Quando este é misteriosamente morto, Jacob descobre que as histórias eram reais e parte em busca do Orfanato da Srta. Peregrine.

A escalação é bem interessante. Asa Butterfield (Hugo Cabret) como Jacob, Eva Green, apesar de muito jovem, como a Srta. Peregrine (dá pra reclamar?) e Allison Janney, curiosamente, vai ser o Dr. Golan. Completam o elenco Samuel L. Jackson, Judi Dench, Rupert Everet e Chris O’Dowd. O filme encontra-se em pós-produção e tem estreia prevista para março de 2016.

Sério, torcendo muito pro Tim Burton voltar a fazer filme bom! E tomara que minha parte favorita do livro vá pra tela.

O mundo entrou em alvoroço quando a Netflix anunciou uma série baseada em Desventuras em Série. Isso porque todo mundo espera uma continuação do filme (que nem é tão bom, ma bem interessante) até hoje. O anúncio foi feito no fim do ano passado. Desde então, apenas um trailer fan made surgiu na internet. Só agora a gente começa a ter mais detalhes, e que detalhes legais. A direção vai ficar nas mão do Barry Sonnenfeld (A Família Addams, MIB e os dois primeiros episódios de Pushing Daisies), que também será produtor executivo, assim como o showrunner Mark Huddis (True Blood).

Se tem alguém pra contar uma história sombria com humor negro é o Sonnenfeld, que chegou a quase dirigir o filme. O autor dos livros, Lemony Snicket (ou Daniel Handler), comemorou a adaptação.

A série ainda não tem elenco definido nem data de lançamento, mas cogita-se algum momento de 2016.

o line-up de ouro 2015/16

Muito cedo pra falar de Oscar, mas a certeza é de que os indicados, assim como ocorreu este ano, não serão filmes populares. Com o anúncio dos filmes que serão exibidos no seletíssimo Telluride Festival, a gente já começa a entender o extrato de 2015.

steve jobsSteve Jobs. Direção do Danny Boyle e roteiro do Aaron Sorkin. No elenco, Michael Fassbender e Kate Winslet. É aquele filme com troca maluca de atores e diretores. David Fincher era o diretor, mas a Sony não quis pagar o cachê cobrado nem dar controle criativo total. E com Fincher, Jobs seria papel de Christian Bale. Com a saída de Fincher, entraram Danny Boyle e Leonardo DiCaprio, que desistiu e passou a bola para Bale, que também recusou achando não estar pronto para o papel. E assim apareceu Fassbender. Mas o Sorkin queria o Tom Cruise. Enfim, em outubro o filme começa sua via crucis pelos festivais de Nova York e Londres, mais ou menos o caminho que A Rede Social percorreu.

carolCarol. Novo filme do Todd Haynes, sempre muito delicado com o universo feminino. Em Carol, uma jovem (Rooney Mara, ganhadora da Palma de melhor atriz em Cannes) se apaixona por uma mulher mais velha, a Carol do título (Cate Blanchett). No elenco ainda estão Sarah Paulson, Kyle Chandler e um jovem ator muito bom chamado Cory Michael Smith, que está em Gotham.

black massBlack Mass (Aliança do Crime). A volta por cima do Johnny Depp depois de tantos filmes ruins. Ele vive Whitey Bulger, irmão de senador, mafioso e informante do FBI. O elenco é tão bom que não caberia num só parágrafo, então vai só um nome: Benedict Cumberbatch. O filme acaba de ser exibido no Festival de Veneza e depois vai passar nos de Toronto e Londres.

beasts of no nationBeasts of No Nation. No dia 16 de outubro, Beasts vai estrear simultaneamente nos cinemas, na internet e na Netflix. Sim, a Netflix pagou 12 milhões pelos direitos! É também o primeiro trabalho que veremos do Cary Fukunaga, depois da alucinante primeira temporada de True Detective. O filme é baseado na história de Agu, um menino soldado obrigado a lutar na guerra civil de algum país esquecido da África. Idris Elba está no elenco. E é assustador!

o regressoThe Revenant (O Regresso). Depois da consagração de Birdman, Alejandro González Iñárritu retorna com um filme que já é uma lenda. A história é baseada em fatos reais, sobre um homem (Leonardo DiCaprio) que se vinga dos colegas que o abandonaram para morrer depois de um ataque de urso. O filme já é uma lenda por causa dos seus bastidores, um caos: estouro de orçamento, atrasos e muitas brigas, uma vez que as locações eram em lugares de condições extremas, a fotografia não usou luzes artificiais e a decisão de filmar como um plano contínuo, como em Birdman, dificultou tudo ainda mais. O filme ainda está em pós-produção, mas o trailer é de cair o queixo!

suffragetteSuffragette. Parece ser o filme britânico do ano. Carey Mulligan, Meryl Streep e Helena Bonham Carter vivem as primeira feministas britânicas a lutar com mais força pelo direito ao voto. Ao verem que manifestações pacifistas não dão resultados, elas arriscam tudo que têm para que todas as mulheres tenham seus direitos garantidos.
spotlightSpotlight
. Escrito e dirigido por Tom McCarthy (Up!, O Agente da Estação, O Visitante, Ganhar ou Ganhar) o filme é sobre a reportagem vencedora do Pulitzer que revelou décadas de casos de pedofilia dentro da igreja católica. Michael Keaton (ele voltou mesmo), Liev Shreiber, Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Stanley Tucci, John Slattery e Billy Cudrup estão no elenco. O filme acaba de passar por Veneza e ainda tem Telluride e Toronto pela frente.

macbethMacbeth. O diretor Justin Kurzel não é muito conhecido pelo público, mas já ganhou o prêmio do juri numa mostra no Festival de Cannes e foi indicado este ano por Macbeth. Ele também já grudou no Fassbender, pois também vai dirigi-lo na adaptação de Assassin’s Creed. Apesar da pouca badalação, o filme está pegando pesado no quesito “elogios da crítica”, como bem mostra o novo trailer. E a Lady Macbethe é a Marion Cotillard, ou seja… Que casal!

Vamos ver se teremos algumas surpresas. Vale dizer que Que Horas Ela Volta estreou em algumas salas nos EUA e foi muito elogiado.

os 10 anos do fim de sfu

sfuHá um histórico de posts sobre Six Feet Under neste blog. E a razão de celebrar os 10 anos do seu episódio final é simplesmente porque ela é, na minha opinião, a melhor série já produzida. E com o melhor final de todos os tempos. Para relembrar um pouco a família Fisher, um apanhado do que foi o apoteótico final.

SPOILER, obviamente. E não leia se você nunca viu a série – SFU é uma experiência de vida.

  • Quando os roteiristas começaram a trabalhar a quinta temporada, eles sabiam que seria a última. Embora a ideia era que Nate morresse – e isso estava certo desde o início, já que “Nate era um cara que estava fugindo de sua mortalidade desde sempre”, nas palavras do criador Alan Ball – eles não queriam que o final fosse com a morte dele. Até que um dos roteiristas sugeriu matar todos os personagens. A equipe toda riu no início, então viram que era uma boa ideia. Depois acertaram que Nate deveria morrer três episódios antes do final.
  • Alan Ball se isolou numa cabana para escrever o episódio final – Everyone’s Waiting. Ele disse ter chorado copiosamente. Os sete minutos finais foram escritos como uma montagem bem específica, já com a música Breath Me em mente.
  • Breath Me foi uma sugestão do supervisor musical Gary Calamar. Sia ainda estava longe de ser a estrela que é hoje, aliás, ela é grata pelo bom uso de sua música na série. E Breath Me já tinha sido escolhida para o vídeo promocional da temporada. Cold Wind, do Arcade Fire, quase foi a música do promo, mas acabou entrando num dos episódios.
  • Como cada parte da sequência final foi escrita com precisão, não havia material extra para a edição, o que fez o editor Michael Ruscio penar. Ele também teve que alongar a música, que começa a ser cantada exatamente quando o carro de Claire começa a andar, uma referência a abertura da série, quando a roda da maca gira. E no trecho “be my friend”, Claire reencontra Ted.
  • A última cena filmada foi a de Claire dirigindo na estrada para uma nova vida. Usaram um helicóptero e uma van. Ball quis que a série terminasse assim porque começou com uma morte no carro. E Claire foi a última a morrer porque ela era a artista, a que via tudo.
  • Lauren Ambrose ainda chora quando lembra da gravação da cena em que tira a foto da família na varanda de casa. Ela disse que o fim da série mexeu muito com ela, afinal, a série foi praticamente sua formação como atriz.

Parei de rever o final porque comecei a me descontrolar e meu coração começou a doer. É sério.

Por onde anda o elenco?

Peter Krause terminou de fazer Parenthood e já está no elenco de The Catch, série da ABC, produzida pela Shonda Rhimes. A série deve estrear no fall season deste ano.

Depois de Dexter, Michael C. Hall tem diversificado bastante sua área de atuação. Fez os filmes Versos de um Crime e Julho Sangrento. Tem feito bastante dublagens e fez Hedwig and the Angry Inch. Em 2016, ele estará no elenco do filme Christine.

Lauren Ambrose fez participações em séries e estará nos novos episódios de Arquivo X.

Frances Conroy esteve nas quatro temporadas de American Horror Story, onde reencontrou a colega Kathy Bates. Ela não foi confirmada para a quinta temporada – Hotel – e tudo indica que ficará mesmo de fora, pois está no elenco da série Casual, do Jason Reitman.

Rachel Griffiths tem alternado trabalhos nos Estados Unidos e na Austrália. Depois de Brothers & Sisters, ela chegou a fazer mais uma série em solo americano, Camp, que teve só uma temporada, e uma participação em Walt nos Bastidores de Mary Poppins. Na Austrália, tem feito filmes e minisséries.

Matthew St. Patrick tem feito várias participações em séries. A última foi na temporada final de Sons of Arnachy.