a chave e a fechadura

Eu admito que chorei vendo o trailer, não porque ele é sentimental (tá, é um pouquinho), mas porque o livro me fez chorar – coisa muito rara de se acontecer. Mas vamos analisar friamente: Stephen Daldry dirigindo um filme sobre um menino “prodígio” (Billy Elliot), Max von Sydow , Viola Davis e James Gandolfini, além de Sandra Bullock num filme sério. Tem como não criar expectativas?

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judd apatow para meninas

Missão Madrinha de Casamento fez surpreendente sucesso no verão americano e é realmente engraçado – à la Jude Apatow. Além de ele ser o produtor, o filme é escrachado, escatológico e melancólico, assim como O Virgem de 40 Anos. A protagonista é a “musa” de Apatow, Kristen Wiig, excelente comediante e também excelente nos momentos dramáticos. Ela é Annie, uma fracassada em todos os quesitos da vida e que vê sua relação com a melhor amiga (Maya Rudolph) mudar depois que esta fica noiva. A primeira parte do filme é hilariante, principalmente as cenas da disputa de discursos e da prova de vestidos (a coisa mais nojenta que vi nos últimos anos). A outra metade, quando tudo vai pro beleléu, é triste (triste de triste, não de ruim), mas Kristen Wiig é tão boa que dá conta do recado. A cena de abertura, a transa com Ted (Jon Hamm), é um resumo do filme, é engraçada e amarga ao mesmo tempo.

Bridesmaids funciona por causa do seu elenco. Além de Rudolph e Wiig, que me mata de rir no SNL, o restante do elenco também é ótimo, todas vindas da televisão.  Rose Byrne (Damages), a vencedora do Emmy Melissa McCarthy (Mike & Molly), e Jessica St. Clair (Weeds) e Ellie Kemper (The Office). A comparação com Se Beber, Não Case vai até certo ponto – sim, há uma viagem para Las Vegas e diálogos escancarados sobre sexo – porque Bridesmaids é um filme para meninas (e isso não é ruim). Não se deixe enganar pela pose vagaba no cartaz.

festival do rio 2011

E eu fiquei bem animadinho com os títulos que li. Foi só uma passada de olho para dar pulinhos de alegria e pensar se dá para ver tudo que quero – afinal, tenho trabalho! Vamolá!

Drive. Já foi falado diversas vezes aqui no blog e, desde então, as críticas são cada vez mais entusiasmadas. Se eu tivesse que escolher apenas um filme para ver, seria este. E não tem previsão de estreia no Brasil.

We Need to Talk About Kevin. Precisamos Falar Sobre Kevin, em português. Também já foi muito comentado por aqui. Além das excelentes críticas, tem a amada Tilda Swinton como protagonista.

Tyrannosaur. É sobre um homem autodestrutivo que encontra um ponto de redenção quando conhece uma mulher. Mas esta guarda um segredo de resultados devastadores para os dois.

Sleeping Beauty. Causou comentários em Cannes. É mais curiosidade que qualquer outra coisa. Uma jovem precisa de dinheiro e acaba de prostituindo de uma forma nada usual. Ela ingere remédio para dormir e recebe homens em seu quarto. Uma Bela Adormecida para adultos.

Inquietos. Romance de Gus Van Sant. Uma jovem em estado terminal conhece jovem que frequenta funerais e vê o fantasma de um piloto camicaze.

3. Filme de Tom Tykwer, de Corra Lola Corra, O Perfume e Trama Internacional. A história é um triângulo amoroso diferente. Um casal passa a ter encontros extraconjugais com o mesmo homem. Sim, “eu com ela, eu sem ela, eu com ele” e por aí vai.

Ganhar ou Ganhar. Win Win, no original. A típica comedinha dramática independente que eu amo.

Hanna. Assim como O Solista, terceiro longa de Joe Wright, Hanna não estreou nos cinemas brasileiros e ia ser lançado diretamente em DVD em outubro, mas se está na programação do festival… Sei lá, só sei que quero ver Saoirse Ronan como uma Hit Girl sendo caçada pela Cate Blanchett.

o homem que amava seus espectadores

Senhoras e senhores, o segundo trailer de Os Homens que Não Amavam as Mulheres, com quase quatro minutos! Alguma dúvida de que este filme vai estourar a boca do balão? Alguma dúvida que Rooney Mara será megamente elogiada e que Daniel Craig vai virar fetiche? O filme estreia no final de dezembro nos EUA. Por aqui, só em 10 de fevereiro (sim, fevereiro!).

barnabas

A primeira foto oficial de Dark Shadows, novo filme de Tim Burton com Johnny Depp e Helena Bonham Carter. Na história, o vampiro Barnabas (Depp) desperta sedento de sangue e procurando seu antigo amor. Na foto: Helena, Chloe Moretz, Eva Green, Gulliver McGrath, Bella Heathcote, Johnny Depp, Ray Shirley, Jackie Earle Haley, Jonny Lee Miller e Michelle Pfeiffer. O filme estreia nos EUA em maio de 2012.

e o cinema, hein?

Tenho algumas notícias boas e ruins, vou começar pelas ruins porque as boas nos dão alguma esperança:

1 – Eddie Murphy será o apresentador do Oscar 2012. Isso é realmente ruim? Só vendo para saber, mas ninguém está levando muito fé, e com razão. Desde Dreamgirls ele não faz um filme bom (não que o filme seja excelente, mas ele está ótimo nele), é um desperdício de talento (porque ele sabe fazer muito mais que derivados de O Professor Aloprado), porém, o Oscar será dirigido pelo limitado Brett Ratner (X-Men 3, A Hora do Rush), com quem acaba de filmar Roubo nas Alturas (Tower Heist). Tomara que dê certo.

2 – Deu a louca nas distribuidoras brasileiras (entenderam a pegadinha?). A tendência já tinha começado há algum tempo, mas agora ela vem com força total: filmes dublados. Conan, com Jason Momoa, estreou na sexta-feira passada com raríssimas cópias legendadas, e nesta sexta, o filme de Glee vem com apenas cópias dubladas. Essa mania de dublar tudo está dominando a tv paga, que mira nas crescentes classes C e D.

Agora, as notícias boas:

1 – Capitão Nascimento venceu Bruna Surfistinha na indicação brasileira para o Oscar de Filme Estrangeiro de 2012. Tropa de Elite 2 disputará uma das 5 vagas da categoria, mas acredito que não entrará (o Oscar dá muitas bolas foras e o filme não atende ao perfil da Academia), talvez consiga uma indicação ao Globo de Ouro (muito talvez). O filme é excelente, muito melhor que o primeiro, mas…

2 – Sairam os primeiros títulos internacionais do Festival do Rio 2011. Tem muito filme esperado! A Pele que Habito (de Pedro Almodóvar), Inquietos (de Gus Van Saint), Drive (de Nicolas Winding Refn), Tyrannosaur (de Paddy Considine), A Separação (de Asghar Farhadi) etc. O Festival começa dia 6 de outubro e vai até o dia 18. Quem é de São Paulo, pode esperar a Mostra Internacional.

modern emmy

E o Emmy deste ano consagrou de vez Modern Family como a melhor comédia da televisão americana. Todo o elenco principal foi indicado, além de duas indicações para melhor direção e uma para roteiro. O saldo da noite foi o prêmio de Melhor Série Comédia, a vitória de Julie Bowen (magérrima), Ty Burrell, Melhor Direção para Michael Alan Spiller (episódio do Halloween), e Roteiro para a dupla Steve Levitan e Jeffrey Richman (episódio Caught in The Act). E se a cerimônia foi burocrática, isso só aumentou a projeção de Modern Family. Digamos que Modern Family é a nova 30 Rock ou a Família Soprano das comédias.

Mas fora Modern Family, o Emmy foi legal? Teve partes boas como a vitória de Peter Dinklage (o anão Lannister), Julianna Margulies como Melhor Atriz em Série Drama, surpresas como os prêmios para Margo Martindale por Justified e a zebra Melissa McCarthy pela sitcom Mike & Molly, as saias-justas Charlie Sheen e Rick Gervais, o medley do Saturday Night Live com Michael Bolton,  e Jane Lynch em Mad Men.

Meu coração estava dividido entre Mad Men, The Good Wife e Game of Thrones, mas o primeiro acabou abocanhando o prêmio máximo da noite, e foi merecido – diria isso de qualquer uma das séries, menos Friday Night (nada contra, nunca vi). Falando nisso, não engoli o prêmio de Melhor Roteiro Drama indo para Friday Night Lights quando o episódio das malas Sansonites de Mad Men também concorria ao mesmo prêmio. Francamente, este episódio é de se apaludir de pé!

Que venha o próximo Emmy, com mais novidade e um pouquinho mais de glamour, porque é disso que o povo gosta!

um clássico sci-fi

Com o lançamento do livro Alien Vault: The Definitive Story Behind the Film, de Ian Nathan, Ridley Scott decidiu revirar o baú e mostrar imagens de Alien, entre storyboards e fotos. E é um momento propício, já que Prometheus, que estreia em junho de 2012, funcionará como um prelúdio. Neste post de outubro de 2010, há curiosidades sobre o filme. Via Empire.

Ridely Scott tinha dúvidas sobre o personagem de Ian Holmes, Ash. Se ele dormiu, se ele e a Companhia sabiam das criaturas, se ele tinha um pênis, já que era um androide e tentou estuprar Ripley com uma revista… Na foto, Ridley dirige Ian Holmes e Sigourney Weaver.

Esta é a imagem do Space Jockey que foi mostrada à Fox para contratar o designer Giger. O estúdio não gostou da ideia, mas Giger acabou contratado e desenhou tudo relacionado a Alien. Na outra foto, a construção do Space Jockey.

A vestimenta foi inspirada numa HQ do francês Moebius e foi um pesadelo para o elenco. Uma equipe de enfermeiros estava sempre no set, caso alguém desmaiasse. Scott diz que adorava a falta de visão e a dificuldade de movimentos do uniforme, o que tornava tudo muito verossímil no filme.

A planta da nave Nostromo e o storyboard desenhado pelo próprio Ridley Scott antes da produção começar. 

Nas fotos abaixo, Veronica Cartright e Tom Skeritt ensaiam o pouso da Nostromo no planetoide , e a horripilante cena do Alien saindo do peito.