o hotel do ryan murphy

ahs hotelA impressão que eu tenho é que o Ryan Murphy descobriu os filmes do David Fincher e teve uma revelação: “vou juntar tudo em American Horror Story: Hotel”. Mais do que nunca, a série picota, copia, cola, remenda e faz um mosaico que é mais Romero Britto que Gaudí. Sai o serial killer dos sete pecados capitais, entra o dos dez mandamentos (ótimo jeito de esticar a novela, Record). E não é apenas Se7en que está em AHS, há também pinceladas de O Clube da Luta e Zodíaco, fora o carpete de O Iluminado e outras mil “homenagens”. O resultado é o de sempre: inconsistência.

São tantas referências pipocando que em alguns momentos a série parece ser uma paródia. O visual é deslumbrante, disso não dá pra reclamar. AHS sempre foi esteticamente linda, às vezes um tanto forçada, mas linda. O problema é que ela é mais estilo que qualquer outra coisa. Talvez por isso Lady Gaga funcione bem neste meio (não, monters, não acho que a Gaga é apenas uma imagem). Ainda não dá para afirmar se ela está bem, pois suas falas foram bastante vagas, mas sua imagem como a vampira Condessa Elizabeth é o tema da temporada – embora isso não signifique muita coisa em narrativa. A pobreza do texto faz a gente se sentir constrangido por atores tão maravilhosos como Kathy Bates, Sarah Paulson e Denis O’Hare. Mas que bom que são eles, senão, a série seria simplesmente terrível.

Voltando a falar da Gaga, ela foi a única a ter uma fala boa, improvisada (segundo Murphy), ao elogiar a estrutura óssea do rosto do Matt Bomer – aliás, não só rosto, a bunda dele foi tão comovente quanto a da Paolla Oliveira. Ela se mostra realmente dedicada e encarou de cara um ménage à quatre. Um acerto de Murphy foi usar sua imagem e colocá-la como coadjuvante, e não como substituta da Jessica Lange. Kathy Bates teve, ainda bem, muito mais tempo de tela. A Condessa deve ganhar mais espaço e falas nos próximos episódios, mas acho que Gaga vai se sair bem.

No fim das contas, AHS Hotel é a mesma promessa que o Ryan Murphy faz em todas as temporadas. Mas a gente quer ver o próximo episódio, sabe se lá por quê.

as mulheres da televisão

Viola Davis arrives at the 2015 HBO Primetime Emmy Awards After Party at Pacific Design Center on Sunday, Sept. 20, 2015, in West Hollywood, Calif. (Photo by Rich Fury/Invision/AP)
Viola Davis arrives at the 2015 HBO Primetime Emmy Awards After Party at Pacific Design Center on Sunday, Sept. 20, 2015, in West Hollywood, Calif. (Photo by Rich Fury/Invision/AP)

Goste você ou não, Sex and the City mudou muito o papel da mulher na televisão. Na época em que foi ao ar o derradeiro episódio, em 2004, Will & Grace fez um episódio (No Sex ‘n’the City) em que Jack e Karen procuravam por uma nova série para substituir Carrie e cia. A regra era dar 5 segundos para cada programa.

Jack: – Homem gordo, mulher magra. Homem gordo, mulher magra. Homem gordo, mulher magra.

Karen: – Homem feio, mulher bonita? A América não está preparada para isso.

No fim dos anos 1990, a tv americana era recheada de sitcoms, e a maioria era assim. As personagens tinham quatro arquétipos: a adolescente nerd e atrapalhada, a adolescente bonitona mas não muito esperta, a mãe destrambelhada ou a mãe esperta e chata. Poucas eram as mulheres independentes com mais de 30 anos. Passados 10 anos, quanta coisa mudou para melhor.

O Emmy 2015 teve a proeza de confirmar que o papel da mulher na tv cresce em quantidade e qualidade. Entre as atrizes indicadas em drama, duas eram negras. E venceu Viola Davis (How to get Away With a Murder, da midas Shonda Rhimes), que cobrou mais oportunidades para atrizes negras. Em outras categorias, Regina King levou o Emmy de atriz coadjuvante em minissérie/telefilme (American Crime), e Uzu Aduba ganhou o Emmy de atriz coadjuvante – drama (Orange is the New Black). E de todas as atrizes indicadas, apenas três não tinham mais de 40 anos.

Duas diretoras foram vencedoras. Lisa Cholodenko, por Olive Kitteridge, uma minissérie essencialmente feminina e que também corou a escritora Jane Anderson e a protagonista e idealizadora Frances McDormand. A outra diretora foi Jill Soloway, criadora, produtora e roteirista de Transparent. Assim como Soloway, Lena Dunham também acumula várias funções. A criadora e protagonista de Girls já ganhou um Globo de Ouro como atriz e teve oito indicações ao Emmy nos últimos três anos. Não é um feito pra qualquer um.

As melhores séries da atualidade, mesmo não tendo mulheres como protagonistas, são guiadas por elas. São personagens fundamentais para que a história avance: The Good Wife, Homeland, Game of Thrones, Penny Dreadful, How to Get Away, American Horror Story, The Americans, Orphan Black e tantas outras. O cenário da tv ainda não é de igualdade. Há pouco tempo, Jane Fonda e Lily Tomlin reclamaram que seus cachês como protagonistas de Grace and Frankie foram menores que dos coadjuvantes Sam Waterston e Michael Sheen. Mas pelo menos já é bem melhor que no cinema, onde apenas quatro mulheres foram indicadas ao Oscar de direção. E isso numa história de 87 anos. Entre 15 diretores, apenas uma é mulher.

Os estúdios dizem que querem contratar mais diretoras, mas que atualmente, estão investindo menos em comédias e dramas – gêneros “mais femininos”, segundo eles. O boom ainda pertence aos super heróis. Vale lembrar que hoje, as mulheres estão indo mais ao cinema que os homens. Mas e na tv? Bom, na tv, heroínas já são realidade. Agente Carter estreou muito bem na ABC e volta para a segunda temporada, enquanto Supergirl e Jessica Jones estreiam até novembro. No mais, a evolução continua.

*post singelo e que merecia mais aprofundamento, mas de coração.

rapidinha nos bastidores – variados 4

Que saudade da rapidinha!

Rocky Horror Showrocky horror showO orçamento do filme foi de 1,2 milhão de dólares e rendeu quase 140 milhões. O set não tinha aquecimento nem banheiro. Quando Susan Sarandon reclamou pros chefões do estúdio, eles disseram que ela estava reclamando demais. Ela pegou pneumonia depois da cena na piscina. Tim Curry disse que foi convidado pelo príncipe Charles e a princesa Diana para um evento. Charles nem o reconheceu, mas Diana deu uma risadinha e disse que o filme completou a sua educação.

O Grande Hotel Budapeste grande hotel budapesteA pintura Boy With Apple foi feita especialmente para o filme pelo pintor Michael Taylor. A pintura é uma homenagem ao estilo húngaro.

Jurassic World jurassic world Boa parte do filme foi filmada no Havaí, mas algumas externas foram feitas no parque Six Flags, em New Orleans, que ficou submerso e abandonado depois do furacão Katrina, em 2005. Para mais detalhes do parque, ver este post.

Mestres do Universo mestres do universo Frank Langella disse que Esqueleto é um dos melhores personagens que já interpretou. Não pelo lado artístico, mas porque seu filho era um grande fã do desenho. O figurino da Malígna era tão pesado e desconfortável que deixou inúmeros hematomas na atriz Meg Foster. Dolph Lundgren seria dublado, já que ele não falava inglês muito bem. Com o cronograma atrasadíssimo, ficou a voz original mesmo.

O Labirinto do Fauno labirinto do fauno Quando Doug Jones leu o roteiro, ele não sabia que o filme seria falado em espanhol, já que tinha lido um roteiro traduzido. O diretor Guillermo Del Toro sugeriu que ele decorasse a pronúncia, mas ele preferiu estudar espanhol.

A Fantástica Fábrica de Chocolate fantastica fabrica de chocolate O filme é uma adaptação do livro Charlie and the Chocolate Factory, algo como Charlie e a Fábrica de Chocolate. Para promover o lançamento do chocolate Wonka, o título do filme foi mudado para Willy Wonka and the Chocolate Factory. O chocolate Wonka, produzido pela Quaker (a da aveia), que financiou o filme, acabou não acontecendo na época, pois derretia ainda na prateleira. Outros produtos Wonka foram lançados em alguns países, e anos mais tarde, a Wonka foi pra Nestle, que financiou boa parte do orçamento do filme de 2005.

O Massacre da Serra Elétrica TCM Michael Wolfe O orçamento do filme foi tão restrito que eles filmaram tudo em quatro semanas, trabalhando todos os dias por 16 hora, sob o sol do verão texano. O ator Gunnar Hansen (Leatherface) tinha apenas uma camisa, e como ela estava tingida para as cenas, não podia ser lavada. Depois de alguns dias, ninguém queria ficar perto dele. Nem ele aguentava o cheiro. O esqueleto que aparece no final do filme é verdadeiro, pois um de plástico custava muito mais caro. A casa usada no filme foi alugada e serviu como base pra equipe, que descobriu uma plantação de maconha nela. Para evitar problemas, eles chamaram a polícia, que nunca apareceu.

Contatos Imediatos de Terceiro Grau encontros imediatos de terceiro grauOs alienígenas que aparecem no fim do filme foram feitos pelas meninas de Mobile, Alabama. Steven Spielberg achou que elas se moviam de forma mais graciosa que os meninos.

a dona da tv

shondaEm 2003, Shonda Rhimes foi indicada ao Framboesa de Ouro por ter escrito o roteiro de Crossroads – Amigas Para Sempre. Caso você não saiba, Crossroads foi a tentativa da Britney Spears de iniciar uma carreira cinematográfica. Claro, se não fosse pela Britney, o filme teria passado despercebido. Dois anos depois, ela começou sua escalada para o topo da televisão americana com um tapa buraco nas noites de domingo da ABC, nascia Grey’s Anatomy.

Nos dias atuais, sua produtora Shondaland é responsável por três dos maiores hits da tv: Grey’s, Scandal e How to Get Away With a Murder. As três séries são exibidas nas noites de quinta, conhecidas como as mais concorridas da tv. E já tem um possível próximo sucesso, The Catch, que estreia logo após a segunda temporada de How to Get Away With a Murder, em janeiro. Em comum está o fato de todas essas séries terem mulheres como protagonistas. E tanto em Scandal quanto em How to Get Away, mulheres negras.

Shonda é a terceira de seis irmãos. Nascida em Illinois, filha de uma administrada de universidade e um professor universitário, ela se formou em Língua Inglesa e Estudos Cinematográfico pela universidade Dartmouth. Anos mais tarde, em São Francisco, virou roteirista. Seu primeiro sucesso na tv foi o roteiro do telefilme da HBO Introducing Dorothy Dandridge. Grey’s Anatomy nasceu depois que o projeto de uma série sobre correspondentes de guerra foi por água abaixo com a invasão do Iraque. Ao saber que a ABC procurava uma série médica, Shonda se dedicou ao projeto com interesse, já que foi voluntária em hospital durante os anos de faculdade.

O sucesso foi instantâneo. Os seis episódios iniciais viraram nove e uma segunda temporada foi logo anunciada. Com a série, Shonda disse ter aprendido a virar chefe. Mais especificamente, quando precisou lidar com os conflitos no elenco – Isaiah Whashington acabou demitido após causar mal estar num caso homofóbico que envolveu T.R. Knight, Patrick Dempsey e Katherine Heigl. Mais que um sucesso de público e crítica, Grey’s se tornou um sucesso de faturamento pra ABC e pavimentou o caminho de Shonda como produtora executiva. E foi a partir da série que ela criou seu segundo sucesso, mais modesto, mas que durou seis temporadas, o spin-off Private Practice.

Scandal, que estreou em 2012, foi a primeira série protagonizada por uma atriz negra a ser renovada para uma segunda temporada. Pode parecer pouca coisa, mas desde 2009 isso não acontecia. A questão racial é uma preocupação para Shonda, que acredita que minorias devem se ver retratadas na ficção de forma natural. Não apenas negros, mas homossexuais também, comuns em todas as suas séries. Olivia Pope, a protagonista de Scandal, catapultou a persona Kerry Washington, que entrou para a lista de pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time. Aliás, Shonda também está na lista. Kerry trabalhou na campanha de Obama e, dizem as más línguas, causa muito ciúme em Michele Obama.

A terceira temporada de Scandal foi mais curta por causa da gravidez de Kerry. Numa entrevista, ela falou sobre a diferença entre ter um chefe e uma chefe: “Eu estava conversando com uma atriz que estava com medo de contar pro seu chefe que estava grávida. Eu disse: ‘Quando contei pra minha, ela começou a literalmente pular no meu trailer’. Duvido que um showrunner homem faria isso”. Shonda tem três filhos, dois adotados e a terceira por barriga de aluguel.  shonda, ellen, kerry, viola

Peter Nowalk foi roteirista e produtor de Grey’s Anatomy e Scandal antes de criar How to Get Away With a Murder, a sensação do último fall season. Viola Davis, a complexa protagonista, foi indicada ao Emmy 2015 e já passou pelo Globo de Ouro.

Vira e mexe, Shonda é acusada de não merecer tantos elogios, pois suas séries são popularescas sensacionalistas. Pode até ser, mas o carrinho da montanha-russa da Shondaland já a colocou no seletíssimo patamar dos grandes realizadores da tv americana, aqueles que produzem conteúdos duradouros e que rendem muitos dividendos. E quem faz dinheiro, manda e impera.

As três séries retornam no fim de setembro com novos episódios. Além da nova série, The Catch, Shonda tem mais quatro projetos anunciados.

boas notícias pra quem gosta de fantasia

miss-peregrines-home-for-peculiar-childrenA adaptação de O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares finalmente deu notícias após a escalação da Eva Green, que vai interpretar a personagem do título. Um teaser lembra o “loop day”, essencial para a trama, que zera o dia e faz os personagens viverem o mesmo dia sempre.

A direção é do Tim Burton (rezemos pra ser bom) e o roteiro é da competente Jane Goldman (Stardust, Kick-Ass, X-Men: Primeira Classe, A Mulher de Preto e Kingsman). Na história, Jacob cresce na Flórida ouvindo as surreais histórias do avô, quando vivia num orfanato. Quando este é misteriosamente morto, Jacob descobre que as histórias eram reais e parte em busca do Orfanato da Srta. Peregrine.

A escalação é bem interessante. Asa Butterfield (Hugo Cabret) como Jacob, Eva Green, apesar de muito jovem, como a Srta. Peregrine (dá pra reclamar?) e Allison Janney, curiosamente, vai ser o Dr. Golan. Completam o elenco Samuel L. Jackson, Judi Dench, Rupert Everet e Chris O’Dowd. O filme encontra-se em pós-produção e tem estreia prevista para março de 2016.

Sério, torcendo muito pro Tim Burton voltar a fazer filme bom! E tomara que minha parte favorita do livro vá pra tela.

O mundo entrou em alvoroço quando a Netflix anunciou uma série baseada em Desventuras em Série. Isso porque todo mundo espera uma continuação do filme (que nem é tão bom, ma bem interessante) até hoje. O anúncio foi feito no fim do ano passado. Desde então, apenas um trailer fan made surgiu na internet. Só agora a gente começa a ter mais detalhes, e que detalhes legais. A direção vai ficar nas mão do Barry Sonnenfeld (A Família Addams, MIB e os dois primeiros episódios de Pushing Daisies), que também será produtor executivo, assim como o showrunner Mark Huddis (True Blood).

Se tem alguém pra contar uma história sombria com humor negro é o Sonnenfeld, que chegou a quase dirigir o filme. O autor dos livros, Lemony Snicket (ou Daniel Handler), comemorou a adaptação.

A série ainda não tem elenco definido nem data de lançamento, mas cogita-se algum momento de 2016.

o line-up de ouro 2015/16

Muito cedo pra falar de Oscar, mas a certeza é de que os indicados, assim como ocorreu este ano, não serão filmes populares. Com o anúncio dos filmes que serão exibidos no seletíssimo Telluride Festival, a gente já começa a entender o extrato de 2015.

steve jobsSteve Jobs. Direção do Danny Boyle e roteiro do Aaron Sorkin. No elenco, Michael Fassbender e Kate Winslet. É aquele filme com troca maluca de atores e diretores. David Fincher era o diretor, mas a Sony não quis pagar o cachê cobrado nem dar controle criativo total. E com Fincher, Jobs seria papel de Christian Bale. Com a saída de Fincher, entraram Danny Boyle e Leonardo DiCaprio, que desistiu e passou a bola para Bale, que também recusou achando não estar pronto para o papel. E assim apareceu Fassbender. Mas o Sorkin queria o Tom Cruise. Enfim, em outubro o filme começa sua via crucis pelos festivais de Nova York e Londres, mais ou menos o caminho que A Rede Social percorreu.

carolCarol. Novo filme do Todd Haynes, sempre muito delicado com o universo feminino. Em Carol, uma jovem (Rooney Mara, ganhadora da Palma de melhor atriz em Cannes) se apaixona por uma mulher mais velha, a Carol do título (Cate Blanchett). No elenco ainda estão Sarah Paulson, Kyle Chandler e um jovem ator muito bom chamado Cory Michael Smith, que está em Gotham.

black massBlack Mass (Aliança do Crime). A volta por cima do Johnny Depp depois de tantos filmes ruins. Ele vive Whitey Bulger, irmão de senador, mafioso e informante do FBI. O elenco é tão bom que não caberia num só parágrafo, então vai só um nome: Benedict Cumberbatch. O filme acaba de ser exibido no Festival de Veneza e depois vai passar nos de Toronto e Londres.

beasts of no nationBeasts of No Nation. No dia 16 de outubro, Beasts vai estrear simultaneamente nos cinemas, na internet e na Netflix. Sim, a Netflix pagou 12 milhões pelos direitos! É também o primeiro trabalho que veremos do Cary Fukunaga, depois da alucinante primeira temporada de True Detective. O filme é baseado na história de Agu, um menino soldado obrigado a lutar na guerra civil de algum país esquecido da África. Idris Elba está no elenco. E é assustador!

o regressoThe Revenant (O Regresso). Depois da consagração de Birdman, Alejandro González Iñárritu retorna com um filme que já é uma lenda. A história é baseada em fatos reais, sobre um homem (Leonardo DiCaprio) que se vinga dos colegas que o abandonaram para morrer depois de um ataque de urso. O filme já é uma lenda por causa dos seus bastidores, um caos: estouro de orçamento, atrasos e muitas brigas, uma vez que as locações eram em lugares de condições extremas, a fotografia não usou luzes artificiais e a decisão de filmar como um plano contínuo, como em Birdman, dificultou tudo ainda mais. O filme ainda está em pós-produção, mas o trailer é de cair o queixo!

suffragetteSuffragette. Parece ser o filme britânico do ano. Carey Mulligan, Meryl Streep e Helena Bonham Carter vivem as primeira feministas britânicas a lutar com mais força pelo direito ao voto. Ao verem que manifestações pacifistas não dão resultados, elas arriscam tudo que têm para que todas as mulheres tenham seus direitos garantidos.
spotlightSpotlight
. Escrito e dirigido por Tom McCarthy (Up!, O Agente da Estação, O Visitante, Ganhar ou Ganhar) o filme é sobre a reportagem vencedora do Pulitzer que revelou décadas de casos de pedofilia dentro da igreja católica. Michael Keaton (ele voltou mesmo), Liev Shreiber, Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Stanley Tucci, John Slattery e Billy Cudrup estão no elenco. O filme acaba de passar por Veneza e ainda tem Telluride e Toronto pela frente.

macbethMacbeth. O diretor Justin Kurzel não é muito conhecido pelo público, mas já ganhou o prêmio do juri numa mostra no Festival de Cannes e foi indicado este ano por Macbeth. Ele também já grudou no Fassbender, pois também vai dirigi-lo na adaptação de Assassin’s Creed. Apesar da pouca badalação, o filme está pegando pesado no quesito “elogios da crítica”, como bem mostra o novo trailer. E a Lady Macbethe é a Marion Cotillard, ou seja… Que casal!

Vamos ver se teremos algumas surpresas. Vale dizer que Que Horas Ela Volta estreou em algumas salas nos EUA e foi muito elogiado.

yabba dabba doo

Lembra que toda vez que você via Scooby Doo, Os Jetsons, Os Flintstones e tantos outros desenhos, no final, aparecia nos créditos o nome Hanna-Barbera? Então, Hanna é o sobrenome de William (Bill) e Barbera, do Joseph (Joe). Os dois criaram também Tom & Jerry, isso na época em que trabalharam para a MGM, na década de 1940, nos tempos em que Tom era Jasper e Jerry era Jinx. O primeiro curta fez tanto sucesso que os dois criaram a série. Até 1957, quando a MGM fechou, foram 113 episódios. Depois do fechamento da MGM, Hanna convenceu Barbera a abrir uma produtora de animação para a televisão, e daí eles criaram os desenhos que gerações e gerações vêem até hoje. Os Flinstones foi o primeiro grande sucesso da nova produtora. Em 1960, a revista LIFE fez uma reportagem sobre o fenômeno, mas só agora as fotos não publicadas foram reveladas. No total, o fotógrafo Allan Grant tirou 850 fotos dos bastidores da produtora, elas estão reunidas aqui.

Como li num comentário: não seria genial se alguém fizesse uma versão Mad Men da Hanna-Barbera?

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what it feels like for a girl

divertida menteEu ficava muito irritado quando alguém dizia a máxima “criança não tem problema”. Ainda fico, pra dizer a verdade. Me dava um ódio da pessoa, porque eu tinha muitas questões, e meu maior problema era que ninguém me ouvia ou tentava me entender – assim nasceu minha síndrome de incompreendido. Talvez por isso eu amei tanto Divertida Mente. Que filme genial!

Divertida Mente é o primeiro filme original da Pixar desde Valente. Assim como o filme da arqueira celta, este também é protagonizado por personagens femininas. Riley tem 11 anos e se muda repentinamente para São Francisco com os pais. É claro que uma mudança tão drástica aos 11 anos significa muito para uma garota, e é na cabeça da Riley que o filme acontece.

Os diretores Pete Docter e Ronaldo Del Carmen encontraram um jeito muito inteligente para mostrar isso. Eles pegaram cinco emoções – Alegria, Tristeza, Nojinho, Raiva e Medo – para controlar os sentimentos de Riley. Quando Alegria e Tristeza vão parar fora da sala de controle, a fase difícil de Riley fica ainda mais difícil.

divertida mente rileyContar muito estragaria a experiência de quem ainda não viu. Digo apenas que é um filme maduro, sofisticado, profundo, simples, comovente e extremamente real. Talvez não seja apropriado para os muito pequenos – de idade e de cabeça. No fim, como eu aprendi com o tempo, alegria e tristeza andam de mãos dadas. É uma maravilha ver que Divertida Mente está fazendo bonito nas bilheterias num momento em que produções originais estão tão em baixa.

E é uma pena que a Disney disponibilizou poucas cópias legendadas. É um filme que se apoia muito no texto e no elenco – Amy Poehler, Phyllis Smith, Mindy Kaling, Bill Hader, Lewis Black e Richard Kind. Aqui no Rio as sessões legendadas foram apenas duas.

artesanato em movimento

Um dos motivos para eu detestar os episódios I, II e III de Star Wars é o excesso de computação gráfica. O George Lucas entrou na Industrial Light & Magic e fez a festa. Tenho tido cada vez menos paciência para filmes de ação e blockbusters. Mas parece que esse meu descontentamento tem um motivo, que é explicado no vídeo abaixo. 

Resumindo: O nosso cérebro precisa de uma figura real ou humana para acreditar. Até 2004, a computação gráfica era usada para inserir um elemento numa imagem real já filmada. Depois disso, os softwares avançaram tanto que passaram a criar um background e mesclar tudo, tornando a imagem linda e impecável. Só que o nosso cérebro não consegue se deixar enganar e a gente se entedia com as longas sequências geradas em computadores e que custaram uma fortuna!

Lembro de Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, o primeiro filme a ser todo feito em chroma key – ô filme pra dar sono. Se a gente pega blockusters recentes, a conclusão é que os de maior popularidade são os que apostaram em efeitos práticos e apostaram na edição – vide Mad Max: Estrada da Fúria, filmado no desertos com carros de verdade e dublês presos naquelas hastes, e Guardiões da Galáxia, que construiu sets e usou muita caracterização e figurantes. Obviamente, o roteiro fala mais alto.

Ainda bem que o novo Star Wars está sendo dirigido pelo J. J. Ambrams, que entende a importância de contar uma história e adora construção de sets, maquiagens etc. Falando nisso, já viu o novo vídeo?

Passando do cinema para a televisão, a segunda temporada de Penny Dreadful terminou domingo passado. Mais do que nunca, texto impecável e elenco afiado. Que prazer ver uma série assim (não entendo por que os americanos acham a série chata e monótona – eu poderia ver um episódio inteiro de diálogo da Vanessa com a Evelyn). A gente realmente se sente prestigiado quando a produção tem tanto capricho! Cada cenário é absolutamente detalhado, fora o figurino, o cabelo, maquiagem… É uma série artesanal, e parte dos bastidores – como a casa da Evelyn e o baile com chuva de sangue do Dorian Gray – está disponível no blog de produção.

Não é uma questão de ser contra o uso de computação gráfica. Muito pelo contrário, mas do uso inteligente do CGI.

coisa boa vem por aí

narcosPor causa de Tropa de Elite e sua continuação, o nome de José Padilha (e de Wagner Moura) ganharam projeção internacional. Depois do segundo Tropa, Padilha foi escolhido para dirigir o reboot de Robocop. O filme não foi uma unanimidade de crítica, mas Padilha brigou muito para que a montagem final tivesse o seu gosto. De Robocop, ele pulou para uma série na Netflix, algo bem maior e mais ambicioso. Narcos já teve sua temporada inteira gravada na Colômbia – e dizem que a segunda já está mais que engatada -, e tem Wagner Moura como o mega traficante Pablo Escobar. A série vai focar na aliança feita entre os Estados Unidos e o governo colombiano para desestruturar o Cartel de Medelín. O querido Pedro Pascal também está na série, que estreia mundialmente no dia 28 de agosto. narcos 2

E quem finalmente volta depois de muitos boatos é Arquivo X. Aparentemente, estão todos muito amigos desta vez. A última aparição de Mulder e Scully foi no filme de 2008 – Eu Quero Acreditar. Muita coisa se passou e o criador Chris Carter já disse que não se trata de um reboot, mas uma continuação da série, com acontecimentos nos dias atuais. No primeiro episódio, Scully e Mulder investigam um suposto caso de abdução.

Depois de ressuscitar 24, a Fox traz Arquivo X novamente para uma temporada de seis episódios. Ainda não há data de estreia. ew arquivo x ew arquivo x 2arquivo xarquivo x 3

A Gillian Anderson continua linda! Mas eu a prefiro mais ruiva.