coisa boa vem por aí

narcosPor causa de Tropa de Elite e sua continuação, o nome de José Padilha (e de Wagner Moura) ganharam projeção internacional. Depois do segundo Tropa, Padilha foi escolhido para dirigir o reboot de Robocop. O filme não foi uma unanimidade de crítica, mas Padilha brigou muito para que a montagem final tivesse o seu gosto. De Robocop, ele pulou para uma série na Netflix, algo bem maior e mais ambicioso. Narcos já teve sua temporada inteira gravada na Colômbia – e dizem que a segunda já está mais que engatada -, e tem Wagner Moura como o mega traficante Pablo Escobar. A série vai focar na aliança feita entre os Estados Unidos e o governo colombiano para desestruturar o Cartel de Medelín. O querido Pedro Pascal também está na série, que estreia mundialmente no dia 28 de agosto. narcos 2

E quem finalmente volta depois de muitos boatos é Arquivo X. Aparentemente, estão todos muito amigos desta vez. A última aparição de Mulder e Scully foi no filme de 2008 – Eu Quero Acreditar. Muita coisa se passou e o criador Chris Carter já disse que não se trata de um reboot, mas uma continuação da série, com acontecimentos nos dias atuais. No primeiro episódio, Scully e Mulder investigam um suposto caso de abdução.

Depois de ressuscitar 24, a Fox traz Arquivo X novamente para uma temporada de seis episódios. Ainda não há data de estreia. ew arquivo x ew arquivo x 2arquivo xarquivo x 3

A Gillian Anderson continua linda! Mas eu a prefiro mais ruiva.

jurassic park: island of adventure

jurassic worldAntes de mais nada, deixa eu falar sobre meu amor por O Parque dos Dinossauros. Eu vejo filmes desde os meus 3 anos e sempre amei. Quando os dinossauros do Spielberg estrearam no longínquo ano de 1993, eu enchi o saco da minha mãe para ela me levar ao cinema. Não, ela não me levou, mas passou a tarefa pro meu primo. Quando fomos, numa noite de quarta-feira (vocês não sabem como era raro sair fora do fim de semana), no finado cinema da Galeria Condor, o filme já estava em cartaz há um mês e todos os meus amigos já o tinham visto. Minha alegria foi tanta que a pipoca acabou antes dos trailers começarem. Quando o filme acabou, eu já tinha morrido e ressuscitado umas cinco vezes só nas sequências do carro e da cozinha. Ali eu descobri que eu realmente amava o cinema, essa coisa de contar uma história através de imagens em movimento. Passei um mês falando de dinossauros (do filme, na verdade) e meu desejo de ser astronauta migrou para a paleontologia.

Dando um pulo de 22 anos, fui todo feliz ver Jurassic World, a terceira continuação. Fui todo feliz, mas sem expectativas, já que O Mundo Perdido e o terceiro filme não foram lá uma Brastemp. E, de fato, Jurassic World é um filme irregular, alterna momentos empolgantes com outros quase blasés. Porém, o roteiro dos bons Rick Jaffa, Amanda Silver (ambos do reboot de O Planeta dos Macacos), mais Derek Connolly e do diretor Colin Trevorrow dá uma piscadinha com um olho, de forma bem discreta, brincando com os clichês do gênero. Chris Pratt é o cara rude que vive num “bangalô”, Bryce Dallas Howard corre pra lá e pra cá de salto num estranho conjuntinho branco, o adolescente vivido por Nick Robinson vive no celular e seu irmão, Gray, sabe tudo de dinossauros. São praticamente os mesmos arquétipos do primeiro filme (tirando a Claire), e não há nada de errado nisso. Pra que complicar algo que não precisa?

De fato, não adianta fazer uma mega análise do filme. É um filme para divertir, não é um documentário. Só esperava que o diretor Colin Trevorrow tivesse construído melhor algumas sequências, como a dos velociraptores correndo atrás do carro – quanta tensão a mais poderia ter saído dali – e se divertido mais com os pterodáctilos tocando o terror no povo. Há trocentas referências ao primeiro filme e Jurassic World tem suas metalinguagens – a necessidade de fazer um dinossauro maior e mais feroz, por exemplo, foi a mesma necessidade que fez o terceiro filme adotar o espinossauro como estrela (sabemos que o rex nunca perde a majestade), além de dar uma leve alfinetada na forma como os blockbusters são produzidos atualmente. Ah, e claro, ao Tubarão do Spielberg.

E sim, eu adoraria ir ao Jurassic World. Não seria tão diferente de ir num parque de Orlando. Quer dizer, seria mais emocionante.

entre aranhas e escorpiões

Penny Dreadful é uma série tão viciante e intrigante pra mim que é a única que está em dia – mega atrasado em GoT, The Good Wife e outras. A única coisa que não gosto muito, além do Reeve Carney (não odeio, só acho ok pro papel), é da abertura. Não gosto de aberturas que usam imagens da série porque depois de um tempo, ficam obsoletas. Aí que vi a abertura original da série. Na minha modesta opinião, é bem melhor e elegante.