todo mundo ganha

É muito fácil detestar Paul Giamatti, o cara faz sempre personagens deprimidos, chatos, neuróticos e repetitivos. Mas é um bom ator. Em Ganhar Ganhar (Win Win), ele é Mike, um advogado de velhinhos que acaba encontrando uma solução para aumentar a renda da família: virar guardião de um senhor com princípios de demência, interná-lo em uma casa de repouso e ganhar 1500 dólares por mês. Sim, ele parece não ser uma pessoa boa, mas é. Suas intenções são boas e ele ainda é técnico de luta greco-romana na escola! As coisas complicam quando um neto perdido deste velhinho aparece de repente, sem mãe nem pai. Rapidamente, o garoto de 16 anos acaba adotado pela família de Mike. Ele volta a estudar, a ter uma rotina e o melhor, é um ótimo lutador e acaba animando a equipe de perdedores de Mike. Como em toda história, a virada acontece quando a mãe do garoto reaparece e tudo parece perdido para todos.

Numa atmosfera Pequena Miss Sunshine, Ganhar Ganhar é uma típica comédia independente, mas é sincera e bem resolvida. No final, como se espera, todo mundo aprende algo valoroso e todo mundo sai ganhando, inclusive o espectador. Pode não ser um filmão, mas certamente você vai parar para rever caso passe na televisão. Ainda no elenco, Amy Ryan, Jeffrey Tambor, Melanie Lynskey e uma pontinha da ótima Margo Martindale. A direção e roteiro são de Thomas McCarthy, do excelente O Agente da Estação.

as vitrines de paris

Já virou uma tradição (de 2 anos, mas é tradição) do blog mostrar as vitrines caprichadas de Paris e Nova Iorque, e estes posts são sempre muito acessados. Este ano, a loja de departamentos Printemps pediu a colaboração da Maison Chanel e de seu diretor criativo, Karl Lagerfeld para decorar suas vitrines natalinas. No total são 11 vitrines retratando 11 cidades, algumas estão logo abaixo:

amadores

É uma pena quando filmes muito bons passam despercebidos, completamente fora do radar. É o caso de Toda Forma de Amor (Beginners, no original), dramédia  -romântica e autobiográfica do diretor Mike Mills (Impulsividade) e protagonizada pelos sempre ótimos Ewan McGregor e Christopher Plummer.

Oliver (McGregor) é solitário desde crianças – ele é charmoso, divertido, bacana, mas não consegue progredir nos seus relacionamentos – e conhece a atriz Anna (Mélanie Laurente, de Bastardos Inglórios) alguns meses depois da morte de seu pai. A partir daí, a história vai e volta para explicar como Oliver se tornou a pessoa que é hoje, principalmente a influência de seu pai, que se assumiu gay aos 75 anos, após a morte da mulher.

Christopher Plummer, bom ator como ele é, não deixa o seu personagem fugir do tom, até nas cenas com o namorado Andy (Goran Vinsjic, o Dr. Kovac de E.R.), mas o filme é de Ewan McGregor. Assim como Oliver, o filme tem sua melancolia, porém, é ainda mais gentil, delicado e caloroso.

Toda Forma de Amor acaba de sair para locação.

aos queridos

Meu queridos, a falta de atualizações deste blog é por motivos pessoais – eu desabafo tudo se alguém quiser saber! Felizmente, as coisas estão caminhando para frente e em breve ele retornará a sua programação normal!

Desculpem a falta de notícias e muito obrigado pela assídua presença de vocês! Nos vemos daqui a pouco!!!

a diferença entre o charme e o funk

Certa vez, o sempre citado John Lasseter disse que a maior preocupação da Pixar é com a história, o roteiro, o coração que faz o filme ganhar vida, e não com o visual do filme. Isso, os diretores têm certeza de que ficará lindo de morrer. Essa é a principal diferença entre as animações da Pixar e dos outros estúdios, como a DreamWorks, com quem está sendo muito comparada desde que lançou o trailer de Valente, mas especificamente com o melhor dos filmes da DreamWorks, Como Treinar Seu Dragão. Não me entendam mal, eu adoro Como Treinar Seu Dragão, tem uma direção muito sensível, trilha sonora impecável e cenas belíssimas, mas comparar Pixar com DreamWorks é sacanagem! Abaixo, o trailer de Valente, o filme de 2012 da Pixar.

novamente desesperadas

Desperate Housewives estreou num período de ouro da televisão americana, quando a tv passou a ser mais interessante que o cinema. Tinha Sopranos, Six Feet Under e Roma na HBO, a tv aberta tinha acabado de lançar uma série chamada Lost e Sex and the City tinha acabado de terminar, dando espaço para outras quatro personagens, mas do confortável subúrbio da fictícia Fairview. Com muito humor negro e diálogos impagáveis, a primeira temporada de Desperate Housewives mereceu todos os elogios, mas a segunda tomou decisões erradas, tornando-a muito irregular. Ao apostar na fórmula “misterinho da temporada/todo mundo esconde a sujeira debaixo do tapete”, a série deixou de ser cínica para ser hipócrita, e o drama deu o tom dos episódios.

Depois de perder consistência, apostar em tramas bobas e em personagens chatos – houve episódios muito bons, para ser honesto -, Desperate chegou a sua última temporada, e começou muito bem! O plot não poderia ser melhor, as quatros se tornaram cúmplices de um assassinato. É claro que ainda está cedo para dizer se a série vai fechar com chave de ouro, mas levando em conta os últimos episódios da temporada anterior, tudo indica que sim. Se você nunca viu a série e está interessado, há um resuminho abaixo!

Desperate Housewives é sobre quatro vizinhas de Wisteria Lane. Susan Delfino é a pateta que está sempre no lugar errado e na hora errada. Ela tem um filha de vinte e tantos anos que nunca mais apareceu (ainda bem) e depois de muita lenga-lenga, casou-se com a encanador Mike, com quem tem um filho, MJ, tão patetinha quanto a mãe. Lynette Sacavo é a pessoa mais próxima da vida real. Tem cinco filhos (todos feinhos) e um marido legal, mas meio bundão. De qualquer forma, todo mundo gosta deles. Ela já teve câncer, já largou o empregou, voltou, teve uma pizzaria que faliu e hoje, financeiramente, está bem de vida, mas está se separando do marido.  Gabrielle Solis foi top model (apesar de ser uma nanica) até se casar com Carlos. Egoísta, carente e superficial, ela foi perseguida na temporada passada pelo padrasto que a estuprou quando ela era adolescente. Quando ele estava atacando ela, Carlos o bateu com um castiçal e ele morreu, mas quem teve a ideia de encobrir o “crime” foi Bree, que tem culpa no cartório. Bree era a dona de casa perfeita e ainda é. Dois filhos, viúva, teve uma penca de namorados e atualmente está com um detetive. O filho Andrew atropelou e matou a mãe de Carlos na primeira temporada, então a ajuda para encobrir o crime é meio que uma forma de ficarem quites. A série começou com o suicídio de Mary Alice, uma vizinha e mulher de Paul Young, e é quem narra a história. A primeira temporada toda foi sobre os motivos que fizeram Mary Alice se matar, ela estava sendo chantageada através de uma carta, e é exatamente isso que está acontecendo com as donas de casa, ou pelo menos com a Bree.

the walking dead é o novo heroes?

Estamos no quinto episódio da segunda temporada de The Walking Dead e  parece que ainda estamos no primeiro, porque de concreto, nada ainda aconteceu. Para resumir, a trupe do xerife Rick tentava ir para uma base militar mas acabou empacada num “engarrafamento”. Nesse meio tempo, a filha da Carol desapareceu durante um ataque zumbi e o filho do xerife levou um tiro acidental. Com isso, todos foram para a fazenda do Hershel, onde estão até agora, à procura da menina. Carl, o filho do xerife, felizmente se recuperou.

A sensação de que nada acontece na série é porque nenhum dos personagem é realmente empolgante ou carismático – para exemplificar, só agora descobri que a mulher que parece a Jena Malone com Jamie Lee Curtis se chama Carol – e esta segunda temporada tem focado individualmente nos personagens. São cenas e cenas de redundância e repetições gastas em personagens por quem ninguém torce. T-Dog, Andrea e Dale fazem figuração, enquanto Lori e Shane dão raiva. Gosto apenas do Daryl, que tem cara de ser fedidinho desde criança. Mas por que eu continuo vendo? Porque eu sou um trouxa. A última cena dos episódios sempre promete que as coisas vão melhorar. Um empolga que não empolga. Um engana trouxa. The Walking Dead, tá na hora de importar um Sylar!

algumas coisas que você não sabia sobre o senhor dos anéis

– Foram usados 1.828.800 metros de filme para rodar os três filmes da série.

– As versões estendidas têm 158 minutos a mais que as que foram exibidas no cinema (560 minutos contra 718 minutos).

– 27 cópias dos livros foram usadas para escrever o roteiro. Desde anotações, destaque de trechos e páginas arrancadas.

– 1800 pares de pés de hobbit foram confeccionados para o filme.

– Todo o elenco usou peruca ou aplique, com exceção de Billy Jackson, filho de Peter, que tinha o cabelo perfeito de hobbit.

– Apesar de ser jardineiro profissional, Sam só é visto trabalhando em uma cena, e ela está na versão estendida de A Sociedade do Anel.

– O nome original de Galdalf era Olórin.

– Christopher Lee é o único ator do elenco que conheceu Tolkien pessoalmente.

– O retrato dos pais de Bilbo são de Peter Jackson e sua mulher, a roteirista e produtora Fran Walsh.

– Andy Serkis fez outro bico na trilogia, ele fez a voz do Cavaleiro Negro que chega no Condado.

– Algumas cenas foram invertidas, ou espelhadas. Elas podem ser identificadas pelo broche que os Elfos dão aos membros da Sociedade do Anel.

– O ator Brad Dourif teve que raspar as sobrancelhas cinco vezes para fazer Língua-de-cobra.

– Viggo Motersen quase foi levado pela corrente na cena em que ele bóia no rio. Ainda em As Duas Torres, ele quebrou um dedo do pé, motivo pelo qual ele aparece ajoelhado e gritando.

– Elijah Wood teve que colocar pastilhas efervescentes na boca para poder espumar quando a aranha o “picou”.

– O primeiro Orc que Aragorn mata na batalha em Pelennor Fields (Minas Tirith) é feito por seu filho, Henry Motersen.

– Nem todos os elfos podem escolher a mortalidade. Como Arwen tem antepassados humanos, ela pôde.

– Na árvore genealógica dos Elfos, Arwen é neta de Galadriel, que nasceu antes da Primeira Era da Terra Média (os acontecimentos de OSDA são na Terceira Era).

– Galadriel dá a Frodo a Estrela de Earendil, que não é apenas uma estrela, mas também seu pai de Elrond. Ou seja, avô da Arwen.