abrindo – parte 5 halloween

As partes outras partes estão aqui.

O horror voltou à televisão americana com The Walking Dead, a aguardadíssima série de zumbis da AMC. Mas antes mesmo da estreia, um nome não ligado à produção se tronou bem conhecido daqueles que viram o piloto vazado: Daniel Kanemoto. Este animador criou por conta própria uma abertura para série e esta chamou muito mais atenção que a oficial. Confira as duas:

Fã de Frank Darabont e Robert Kirkman, autor da HQ em que a série se baseia, Kanemoto começou seu projeto quando viu a prévia apresentada na Comic-Con deste ano. E foi também uma oportunidade para divulgar sua empresa, a Ex Mortis Films, que estava se mudando de NY para Los Angeles. O prazo imposto por ele era de seis semanas, trabalhando apenas na parte da noite. O primeiro passo foi encontrar uma música forte o bastante para uma abertura. A escolhida foi Flesh Blood, da banda Eels, que ilustra muito bem o apocalípse zumbi em que o sangue é a única coisa que importa.

Nenhuma ilustração usada na abertura  é original, tudo saiu dos quadrinhos, afinal, não havia dinheiro nem tempo para criar. O que Kanemoto fez foi passear em 3D por ilustrações 2D, mostrar o mundo em que os sobreviventes são os walking deads e intercalando-os com os zumbis. E para isso ele usou referências que já conhecemos de outras produções do gênero. Todo mundo sabe que basta uma mordida de zumbi para virar um zumbi.

A técnica usada é parecida com a de Carnivàle. As ilustrações foi escaneadas em alta resolução e depois trabalhadas digitalmente formando camadas. É mais fácil entender vendo as figuras. No After Effects foram feitos os movimentos de câmera e os efeitos adicionais. Como as ilustrações eram em duas dimensões, Kanemoto trabalhou com iluminação para dar profundidade e utilizou filtros para colorir.

Segundo Kanemoto, a maior dificuldade que ele teve foi encontrar o tom da abertura, já que ele não teve acesso aos episódios, apenas ao trailer exibido na Comic-Con. No final, ele ficou muito feliz com o resultado. Seu vídeo virou um “viral” e sua empresa ganhou a atenção que ele tanto queria, mas ele reitera que só fez a abertura por ser fã de Frank Darabont e Robert Kirkman.

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aos amantes de miyazaki

Em agosto de 2008, um concerto comemorou a estreia de Ponyo no Japão e também a parceria de 25 anos entre Hayao Miyazaki com o compositor das trilhas de seus filmes, Joe Hisaishi. Sim, é coisa de dois anos atrás, mas um concerto com 200 músicos e um coro de 400 cantores é um evento eterno, ainda mais quando se celebra um ícone do cinema mundial. Para quem não conhece o nome Miyazaki, ele é considerado um dos melhores cineastas do mundo, seus filmes ultrapassam qualquer conceito bobo de que animações são um subgênero do cinema.

– No final do vídeo 6, Miyazaki e John Lasseter cantam juntos a música de Totoro. Lasseter é diretor de animação da Disney/Pixar e fã declarado de Miyazaki. A admiração é tanta que ele próprio supervisiona as dublagens em inglês dos filmes Ghibli e ainda organizou uma retrospectiva do cineasta. Em Toy Story 3, Totoro faz uma silenciosa participação.

Nausicaa do Vale do Vento, Princesa Mononoke

Kiki’s Delivery Service

Ponyo

Laputa, Porco Rosso

O Castelo Animado

A Viagem de Chihiro, Meu Vizinho Totoro (O Caminho do Vento)

Meu Vizinho Totoro, Porco Rosso, Princesa Mononoke

abrindo – parte 4 (séries)

Parte 1, 2, 3.

A abertura de Dexter brinca com nosso prazer de ser voyeur, e nesse caso, sem perigo de sermos flagrados. O diretor e editor Eric Anderson (que também editou a abertura de Six Feet Under) foi o responsável pela abertura e se inspirou no livro Strange Ritual, de David Byrne, para criar algo mundano, ordinário, comum. A ideia de mostrar a rotina matinal de Dexter foi perfeita. Na cabeça de Anderson, essa rotina poderia ser mostrada de forma violenta, mas depois concluiu que todo ato tem sua dose natural de violência, bastava mudar a forma de mostrar estas ações.

A rotina matinal é bastante íntima e por isso ela é sempre usada em filmes para que a gente conheça e desenvolva empatia pelo personagem. No caso de Dexter, um serial killer de serial killers, esta empatia é mais que necessária e vem da sensação de controle que nós temos sobre o personagem, porém há uma pegadinha. Nós conhecemos a intimidade de Dexter e não estamos expostos, mas ele ainda tem certo controle por não se expor totalmente. Seu rosto está sempre desfocado, coberto ou em sombra, e a partir do momento em que seu rosto é revelado, nos vemos na obrigação de compreender seus motivos para ser o monstro/anjo que amamos e torcemos para não ser pego.

Definir Dexter apenas como um serial killer não diz tanto quanto dizer que o Super-Homem e Clark Kent são a mesma pessoa. Nesta última afirmação, não há nada que prove o contrário, é algo já definido e incontestável, mas Dexter está longe de ser simplemente um serial killer. Isto tem a ver com a evolução dos espectadores, que passaram a ser mais ativos, e a abertura acaba funcionando como uma transição. A rotina da manhã não deixa de ser um ritual, é o momento em que se passa do sono para a exposição ao mundo. Quando a música de Rolfe Kent começa e uma mão mata o mosquito (a mão não é de Michael C. Hall, o diretor teve Michael por apenas 10 minutos), somos transportados para o universo da série e nos tornamos cúmplices de cada assassinato.

O predadorismo em várias facetas. Seja a planta prendendo o sapo, a intolerância racial, a exploração sexual, o invasismo religioso, tudo faz parte de True Blood.

Quando Alan Ball anunciou uma série sobre uma garçonete telepata que se apaixona por um vampiro, eu não soube o que imaginar. Mas depois que ver a abertura improvisada do episódio vazado – e realmente foi vazado, porque faltavam cenas – deu para entender um pouco melhor. Talvez foi a música.

A abertura final é totalmente artesanal, incluindo os créditos. Uma colagem de filmagens originais, documentários e imagens de arquivo. O making of é melhor explicado neste vídeo.

Continua… Bônus de Halloween.

um ponto de lucidez

Alguém ainda tem saco para falar de eleições? Eu já não suporto este drama mais chato que o Resgate de Jessica. A única graça que consigo tirar dessa bagaça é que o segundo turno cai no dia das bruxas e os dois candidatos são Dilma e Serra. Mais eis que surge um dirscurso lúcido:

Eu estou com o Tas e copio aqui o final de seu post dedicado aos indecisos, nulos e em cima do muro. “Estou com vocês , literalmente, não vou detalhar em qual das três sub-categorias. O que importa dizer é que o que me leva a oscilar entre os três estados é principalmente as certezas redondas e orgulhos flácidos e iludidos daqueles que cegamente votam com muita convicção em Dilma ou Serra. Nós, os que ainda não se decidiram por nenhum dos dois, justamente somos a parte do todo que pode decidir as Eleições 2010.

Aproveitando o dia das bruxas, pensei em ir fantasiado, mas seria uma mensagem subliminar.

uno!

O blog fez 1 ano – em agosto passado – e eu nem comemorei. Tinha certeza absoluta que o aniversário era em novembro, mas ontem eu estava dando uma olhada nele, achando bem bonitinho, quando fui verificar a certidão de nascimento. Tá certo que os primeiros meses foram bem relapsos, com pouquíssimos posts e bem diferente do que é agora. Não costumo fazer comemorações, mas é um recorde para mim, já tive outros blogs e nenhum deles teve esta longevidade.

O Bloody não é nenhum campeão de audiência nem de comentários, mas não me importo, posto porque gosto. Pelas estatísticas e termos de pesquisa, vejo que o blog já tem um grupinho fiel de leitores e isso é um máximo. Um ano atrás, eu vibrava quando tinha cinco visualizações num dia – a maioria por acidente de percurso. Hoje, esse número já subiu para uma média de 50 por dia (os números variam bastante, um dia dá 45 e no outro, 120). Até agora, foram 15.082 visualizações e 280 artigos postados.

Como disse no outro parágrafo, faço o Bloody porque gosto e só publico o que quero, por isso agradeço a oportunidade de poder compatilhar meus interesses com vocês, seja você leitor fiel ou acidental. Muitíssimo obrigado!

 

Abraço,

 

Alexandre.

abrindo – parte 3 (séries)

Parte um e dois.

“Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação”. Tin tin tin tin… Ou o “good evening” de Alfred Hitchcock na introdução de sua série. Poucas são as aberturas realmente originais e memoráveis antes da televisão americana atingir sua maturidade, talvez a calmaria da bucólica Twin Peaks, mas isso é David Lynch. Diferente de uma abertura de filme, a das séries precisa ser interessante o bastante para que o espectador assista semanalmente sem enjoar. Hoje comento Six Feet Under, e Carnivàle.

A HBO procurou Alan Ball logo depois de Beleza Americana para criar uma série sobre uma família dona de funerária. Eles adoraram o roteiro, mas pediram para deixar menos certinho, mais f., seria a melhor tradução, segundo o próprio. Ele ganhou liberdade criativa e criou a melhor série já feita, na minha modesta opinião. Com a primeira temporada sendo produzida, deram a Thomas Newman o trabalho de compor a música tema. O resultado da música com as imagens deu o tom perfeito da série.

De forma muito elegante e sofisticada, a morte é tratada como uma separação, como é visto logo no início. Os acordes celestiais são irrompidos pelos dois braços indo em direções opostas. Os pequenos detalhes do processo funerário e a luz no fim do túnel. O corvo apenas acompanha este processo. Em todas as ideias apresentadas pela agência Hell’s Kitchen, a árvore era o símbolo da série, com suas raízes envolvendo o caixão Six Feet Under. Uma das curiosidades da abertura é que o corvo não é um corvo. Estranhamente, é proibido filmar corvos para fins comerciais nos EUA, a solução foi pintar o peito de uma ave semelhante. Na cena em que o caixão é puxado do carro, havia um anel de caveira para dar um pouco de humor, mas ele foi retirado, assim como os efeitos nos créditos que desfragmentavam os nomes. Confira abaixo a primeira versão:

Outras curiosidades: Houve grande dificuldade para encontrar uma árvore solitária em um colina, e com folhas, já que era inverno. Em cima da hora, souberam de uma mulher que queria cortar uma árvore de seu quintal. Eles pagaram 400 dólares por ela e a replantaram na colina. A árvore não existe mais. A foto da mulher de chapéu é da mãe do diretor da abertura.

Agora veja a abertura final.

Em Carnivàle, os anos 30 representa a última era da magia com a ascensão de um ser de luz e outro de treva. Nas cidades, a depressão econômica, no interior, pragas e tempestades de areia castigavam a população. Um momento em que o bem e o mal se manisfestavam claramente. Longe um do outro, Ben se junta à trupe do parque itinerante e descobre seu poder de curar e ressuscitar moribundos, enquanto o pastor Justin tenta endender os pequenos milagres que realiza.

Simbolizando uma era confusa, a abertura utiliza imagens que retratam a realidade da época, pinturas clássicas e cartas de tarô para fazer uma viagem fantasmagórica do bem e mal, do moderno e antigo. O zeppelin, a construção da Golden Bridge, a KKK, a estiagem… Imagens de obras de arte foram escanedas em transparência e depois trabalhadas  digitalmente para criar camadas e poder passear entre elas. No final, as cartas do Sol, da Lua e do Julgamento aparecem cobrindo uma caixa com o título da série escrito. No tarô, o Sol representa o princípio celeste, luz, razão e concórdia.  A Lua representa o momento de reavaliar a direção, de buscar inspiração no retorno à fonte, reflexão e reflexos. Aparências e ilusões. Já o Julgamento é a redenção, a avaliação dos rumos da existência, a renovação.

Continua com Dexter e True Blood – última parte.

abrindo filmes – parte 2

A parte 1 esta aqui.

Os créditos iniciais deixaram de ser simples amostras de ambientação para virar verdadeiras introduções. Vez ou outra, é claro, homenagens são feitas, como o início da comédia/suspense  Beijos e Tiros, que remete aos romances noires dos anos 60, e Quase Famosos, que praticamente faz um remake da abertura de O Sol É Para Todos.

Já O Reino, filme de 2007, traz uma aula política com linha do tempo e gráficos  sobre as relações da Arábia Saudita com os Estados Unidos. Depois do início, o filme pouco se importa com a importância política e parte para as ótimas sequências de ação. Veja aqui.

Filmes de terror e ficção científica costumam ter introduções explicativas para não obrigarem o espectador a enfrentar as terríveis cenas de didatismo. Quando os filmes são bons, estas aberturas são lembradas, como em Gattaca, ficção científica de 1997, que adianta o que será explicado posteriormente de forma inteligente e muito elegante. Sendo um filme que discute os limites genéticos, a medida que os nomes surgem na tela, as letras A C G T ganham destaque.

Tão lembrado quanto os crédito iniciais de Prenda-me Se For Capaz é o de Watchmen, adaptação dos quadrinhos de Alan Moore. Para alguns, a melhor abertura já feita. O passado glorioso e a decadência numa realidade em que super-heróis existem e enfrentam as consequências de seus poderes.

Há inúmeras referências históricas e pops na abertura, sempre com alterações e ao som de The Times They Are a-Changin, de Bob Dylan: o beijo da enfermeira no dia em que o Japão anunciou sua rendição, o assassinato de Kennedy, Andy Warhol. A hippie colocando uma flor na arma é uma referência à Flower Power, foto de Bernie Boston, e a cena em que Sally Jupter se aposenta recria a Última Ceia, de Leonardo DaVinci. Quando Neil Armstrong diz “boa sorte, sr. Gorsky” é uma brincadeira sobre a lenda de que Armstrong, quando criança, estava procurando sua bola no quintal do vizinho e ouviu a voz da sra. Gosrky para o marido: “Sexo oral? Vou fazer sexo oral quando o menino da casa ao lado puser os pés na lua”.

Continua com a televisão…

i got you, babe

Sei que Mad Men não é para todos, mas ainda tenho esperanças de que todos que lêem este blog um dia amarão a série tanto quanto eu, por isso não darei spoilers, bem que eu gostaria. A quarta temporada terminou domingo passado nos EUA e para muita gente, Don cometeu uma grande burrada. A única coisa que posso prever é que nada será tão simples quanto ele espera,  isso é óbvio, ainda mais quando na última cena, ele olha pela janela, talvez tentando responder a pergunta da temporada: Quem é Don Draper. Durante a fantástica temporada, passado e presente se misturaram a partir de todas as rejeições afetivas que o personagem sofreu. Com o título de Tomorrowland, o último episódio deixou tudo montado para as transformações que o mundo do final dos anos 60 ainda passaria. Foi bem diferente do final da temporada anterior, mas as apostas foram tão ambiciosas quanto. Agora é esperar um ano!

abrindo filmes – parte 1

Feche os olhos e diga qual é a primeira lembrança que você tem quando pensa em “Prenda-me Se For Capaz”.

A sequência sessentista de perseguição casada com a música tema de John Williams. As sequências de abertura podem ser tão marcantes que viram o cartão de visita de um filme. Nasceram como letreiros lá no início do século passado, desde o cinema mudo, quando tinham a função de ambientar e conduzir a narrativa. Abaixo, Intolerância, de 1916. O fundo preto com a letra branca facilitava a leitura, além das informações essenciais.

Com o desenvolvimento do cinema, os letreiros passaram a adotar tipologias de acordo com o enredo do filme. Romances ganhavam flores e pássaros, faorestes remetiam aos cartazes de procurado, como em Outlaws of Boulder Pass, de 1942.

Mesmo com o fim do cinema mudo, a abertura dos filmes não mudou muito, afinal, até hoje ele mantém a mesma função. Porém, em 1955, O Homem do Braço de Ouro revolucionou ao sincronizar imagem e música numa sequência. Feito do designer Saul Bass. Décadas depois, em 2001, uma homenagem em Monstros S.A. Aliás, a Pixar é mestra em desenvolver aberturas e créditos, como a aula de história da arte em Wall-E.

Depois de O Homem do Braço de Ouro, as aberturas com imagens metafóricas viraram um amuse bouche dos filmes, adotados pela série de James Bond e A Pantera Cor de Rosa.

Na década de 1980, as aberturas adotaram a simplicidade, ou minimalismo, como em Alien. Durante a passagem do eclipse, o título vai se formando, traço por traço.

Segundo filme

A chegada da era digital não mexeu exatamente com o desenvolvimento das aberturas. É claro que houve um casamento melhor entre o material feito à mão e o gerado em computação gráfica.

O jornal New York Times chamou a abertura de Seven (ou S7ven), de David Fincher, de “um dos designs mais inovadores da década de 1990”. É é com certeza, um dos mais lembrados. Criado por Kyle Cooper, um desconhecido na época, o filmete de dois minutos mostra os preparativos do serial killer. Como fã de filmes de terror, Cooper se frustrava quando mostravam o monstro apenas no final do filme. Tudo que ele quis foi atiçar a curiosidade sobre um homem tão mau, antes que a polícia o pegasse.

A ideia original era usar o personagem do Morgan Freeman pegando um trem até uma casa de campo onde ele moraria depois de se aposentar, mas o estúdio precisava de uma abertura temporária para testes de exibição. Cooper fotografou o caderno de anotações do serial killer e editou de acordo com a música que Fincher havia sugerido, Closer, do Nine Inch Nails.

A sequência de imagens estáticas agradou e Fincher pediu ideias novas, cogitou passar tudo para o diretor Mark Romanek, que havia dirigido o clipe da banda (e mais tarde dirigiu Retratos de uma Obsessão e Never Let Me Go), mas Cooper pediu para se manter no projeto. Não há efeitos gráficos, tudo foi feito à mão, escaneando imagens, filmando contra luz etc.

O assassino corta a palavra God porque ele é Deus, é quem julga e sentencia quem cometeu os pecados capitais. É também uma alusão ao filme Ambição em Alta Voltagem, em que uma nota de dolar queima com destaque para a palavra God.

As palavras escritas no caderno não têm nenhum siginicado. Um designer free lancer foi escrevendo, escrevendo, como Rain Man.

David Fincher não entendeu porque Cooper contratou o dono desta mão. “Não tem nada a ver com a de Kevin Spacey”. O dono era um taitiano bem gordo e estranho. Ele era tão divertido que fizeram ele tirar a camisa, passaram vaselina em seu corpo e depois o amarraram com barbante. Só não o avisaram que aquilo não entraria no projeto.

Continua…

numa galáxia muito distante

Em 1980, sim, trinta anos atrás, George Lucas se via na corrida para lançar o segudo Star Wars, ou o quinto, se contarmos por episódios. Star Wars – O Império Contra-Ataca talvez seja o preferido dos fãs, e eu me incluo neste grupo. Com o lançamento do livro The Making Of Star Wars: The Empire Strikes Back, agora sabemos que um dos motivos para que Han Solo fosse congelado em carbonita foi porque Harrison Ford não tinha contrato para as sequências (O Retorno de Jedi e um possível quarto filme), como Mark Hamill e Carrie Fisher tinham. Luke Skywalker foi atacado em Horth para explicar as plásticas no rosto que seu intérprete sofreu depois de sofrer um acidente, pouco tempo antes das filmagens. E Yoda era uma incógnita, cogitou-se até em colocar um macaco fantasiado, ideia rapidamente descartada e substituída por um boneco manipulável. Além dessas historinhas, o livro traz fotos raras dos bastidores: