a rainha do sci fi

zoe saldanaLá nos idos de 2002, Zoe Saldana estava fazendo filme com Britney Spears. Talvez nem em seus sonhos mais ambiciosos, ela imaginava se tornar a rainha do sci fi. Não é exagero, Zoe co-estrela Star Trek, Avatar e Guardiões da Galáxia. Star Trek já teve dois filmes e caminha para o terceiro (previsto para 2016), Avatar terá mais três continuações a partir de 2016, e Guardiões da Galáxia, que estreou esta semana, ganhou sinal verde para um segundo filme. Se pudesse, ainda faria o novo Star Wars, mas sua agenda está ocupadíssima com as sequências de Avatar.

Zoe não é rainha apenas por estar em três franquias intergaláticas, mas porque suas personagens têm o que dizer e fazer. “Eu gosto de estar no espaço porque há papéis melhores para mulheres no espaço. Eu não tenho que ser apenas o interesse romântico, ou fazer um papel que não tem relevância alguma para a história, ou uma mulher que não parece uma mulher de verdade”, disse numa entrevista. E ela está coberta de razão. A maioria dos papéis femininos, especialmente em blockbusters, é mal resolvido. São papéis de encaixe, que exigem apenas que a atriz fique bonita e seja uma boa vítima.

Ao ser perguntada se essa sequência de personagens é uma estratégia, ela respondeu que não. Simplesmente aconteceu. Em O Terminal, de 2004, Zoe interpretou a agente da imigração Dolores, uma trekker (fã de Star Trek), praticamente uma premonição do que viria. Em Star Trek, ela faz Uhura, uma personagem ícone. Em 1966, no auge dos protestos pelos direitos civis dos negros, Nichelle Nichols entrou para o elenco de Jornada nas Estrelas como a primeira tenente Uhura. Nichelle foi uma das primeiras atrizes negras a fazer uma personagem negra não estereotipada (como disse Woopi Goldberg, “tem uma negra na televisão e ela não é empregada”) e a primeira a dar um beijo inter-racial na televisão (com kirk – William Shatner), o que lhe rendeu uma enxurrada de cartas. As coisas evoluíram (aparentemente) para os atores negros, mas que a partir das personagens de Zoe, os papéis femininos melhorem, não apenas no sci fi, onde ela já dividereinado com Sigourney Weaver.

safra de trailers

Em tempos de Comic-Con, os estúdios se empolgam e liberam teasers de suas promessas. Mad Max: Fury Road me fez bater palminhas de alegria, mas estreia só em 2015. Até lá, tem o derradeiro capítulo do Hobbit e mais Cumberbatch.

O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos. Pippin cantando me deu calafrios. 

Estreia dia 11 de dezembro.

The Imitation Game. A história do matemático, criptologista, herói de guerra e um dos pais da computação, Alan Turing. Numa época em que ser homossexual era crime, Alan precisou escolher entre a castração química ou a prisão. 

Sem data definida.

Jogos Vorazes – Esperança parte 1

Estreia dia 20 de novembro.

O Pacto. Adaptação do livro de mesmo nome, de Joe Hill, filho de Stephen King. Quando a namorada de Ignatius , Merrin, é estuprada e morta, ele se torna o principal suspeito. Ignatius passa a ser a pessoa mais odiada da cidade, embora não haja evidências contra ele. Um ano depois, chifres começam a nascer em sua cabeça e eles lhe dão o poder de deixar as pessoas em transe, revelando seus pecados. José Eduardo viu numa exibição teste. Estreia prevista para 31 de outubro. 

Sin City 2 – A Dama Fatal. Não sou grande fã do primeiro, mas tem Eva Green. O trailer é tão longo que já me cansou. Estreia dia 11 de setembro. 

Interstellar. O novo do genial Christopher Nolan. No entanto, ainda não me empolgou. 6 de novembro nos cinemas. 

 

50 Tons de Cinza. Gosto da história de que 50 Tons é a mesma coisa que O Diabo Veste Prada. Sem muita paciência, só acho que o Jamie Dornan fica melhor de barba e matando mulheres em The Fall. Estreia mundialmente no dia 12 de fevereiro, Dia dos Namorados em vários países.

 

mad max again

Depois de anos enfrentando todas as adversidades para não acontecer, Mad Max: Fury Road finalmente vê a luz do sol. Quer dizer, a gente finalmente vê alguma coisa. E que trailer!

Mad Max se passa num mundo apocalíptico. Depois de perder a família, Max (Tom Hardy) se vê como a última chance de ordem numa sociedade de caos. Seu destino cruza com o da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), que quer cruzar o deserto até sua cidade natal. Geroge Miller retorna para o reboot de sua franquia. O filme estreia em 2015. 

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os gatos no cinema

insideJoel Coen disse que Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum não tem exatamente um argumento. “Isso nos preocupou num momento, por isso colocamos um gato nele”, disse. Um arrependimento. Como disse uma vez Manoel Carlos, gatos só fazem o que querem, nunca o que os outros querem, e os Coen aprenderam isso. Tiveram melhor experiência com o abutre de Bravura Indômita que com os gatos do filme. Oscar Isaac, o protagonista, tem trauma de gatos. Uma vez ele pegou uma infecção após ser mordido por um.

banguelaBanguela, o dragão de Soluço em Como Treinar Seu Dragão, foi inspirado no gato do animador Gabe Hordos, Stufen. Stufen sofreu maus tratos de seus antigos donos, por isso era bastante arisco quando Hordos o adotou. Assim como Soluço e Banguela, Hordos entendeu que era Stufen quem deveria se aproximar dele. O comportamento e movimentos de Stufen foram a base para Banguela. Hordos achava que sua principal tarefa como animador era fazer o público enxergar seu animal de estimação nos dragões. Conseguiu.

o poderoso chefaoO gato de Don Corleone não estava no roteiro. Perambulando pelos estúdios da Paramount, o gato entrou no set de O Poderoso Chefão e subiu no colo de Marlon Brando. O gato acabou entrando para o elenco do filme e serviu para humanizar o personagem de Brando.

alienJones ou Jonesy é o gato de Alien. Além de servir como companheiro de Ripley e dar sustos na tripulação, ele deixou o público na dúvida se carregava um alien dentro dele. Jones é referenciado várias vezes nos jogos Halo e World of Warcraft.

kikiEm O Serviço de Entrega da Kiki, Kiki é uma bruxa que acaba de fazer 13 anos. Como rito de passagem, ela precisa sair de casa e se estabelecer em outra cidade por um ano. Ela leva consigo seu fiel escudeiro Jiji, um gato preto com quem ela se comunica. O diretor Hayao Miyazaki disse que Jiji representa a imaturidade de Kiki, por isso… bem, seria um grande spoiler dizer o que acontece. Na dublagem original, Jiji é dublado por uma atriz, enquanto na dublagem americana, a voz é de um homem. E a versão americana ainda acrescentou falas de Jiji, mesmo depois do acontecido.

O gato de Bonequinha de Luxo se chama Gato porque Holly (Audrey Hepburn) acha que não tem o direito de dar nome a nada. Hepburn disse que a pior coisa que fez num filme foi a cena em que Holly abre a porta do táxi e joga Gato fora. Foram usados nove gatos pbonequinhaara as filmagens, e o livro que Paul (George Peppard) escreve se chama Nine Lives (Nove Vidas), uma referência ao Gato. Em alguns países, os gatos têm nove vidas, e não sete.

Mais gatos no cinema no blog Cats on Film.

especial john hughes – curtindo a vida adoidado

curtindoEscritor compulsivo, John Hughes escreveu o roteiro de Curtindo a Vida Adoidado em apenas seis dias. Sendo roteirista, diretor e produtor, ele tinha liberdade para fazer mudanças. Muitas das cenas foram improvisadas e sequer estavam descritas, como quando o diretor Ed Rooney e a secretária Grace enrolam o pai de Sloane (Cameron, na verdade) no telefone. O título, Ferris Bueller’s Day Off, é uma homenagem ao seu amigo Bert Bueller. Cameron também foi inspirado num amigo de adolescência. Aliás, muito do filme vem do próprio diretor, como o endereço da casa de Ferris, que é o mesmo de sua infância. O quarto também foi projetado por ele, quase uma réplica do seu quando era adolescente, e as cenas externas da escola foram feitas onde Hughes estudou.

A história de Curtindo se passa na primavera, mas as filmagens ocorreram no outono. Folhas amareladas das árvores precisaram ser pintadas, mas é possível vê-las amarelas/vermelhas em algumas cenas e no reflexo no para-brisa da Ferrari, que não era uma Ferrari de verdade, mas uma réplica (três, para ser exato)- o aluguel e o seguro custariam muito caro para o orçamento do filme. A elogiada trilha sonora foi escolhida por Hughes, um apaixonado por música, que queria que o filme soasse novo. Ele se recusou a lançar um disco da trilha, alegando que as músicas não funcionariam se fossem ouvidas seguidamente.

curtindo hughes

A edição modificou e clareou algumas coisas. Quando Hughes achava que uma cena não estava funcionando, ele a alterava. Na cena em que Ferris e Cameron buscam Sloane na escola, Ferris e ela se beijam longamente, para estranhamento de Ed. O beijo era rápido, mas a edição fez parecer demorado para debochar de Ed. Duas cenas que “arranhariam” a reputação de Ferris foram deletadas. A primeira explicava de onde ele conseguiu dinheiro para bancar o dia de folga, e a segunda mostrava o maitre do restaurante rindo de Ferris, que pediu uma comida francesa sem saber que era feita de timo. Na cena em que Cameron diz que eles não fizeram nada de bom durante o dia, Ferris enumera tudo que fizeram e diz que até comeram pâncreas. Na cena que explicaria o dinheiro, Ferris pergunta ao pai onde estão os títulos que ele comprou quando ele nasceu. Ferris pega um desses título e o desconta no banco. Hughes retirou a cena para que o público não visse Ferris como um ladrão.

Charlie Sheen ficou sem dormir por 48 horas para parecer drogado. Seu personagem se chama Garth Volbeck (segundo um documentário). O sobrenome Volbeck aparece duas vezes ao longo do filme: é o sobrenome do cliente da mãe de Ferris e também o nome da empresa de guincho que reboca o carro do diretor Rooney.

curtindo a vida adoidado

Molly Ringwald e Anthony Michael Hall foram cogitados para fazer Sloane e Cameron. Ringwald já não tinha a mesma relação que tinha com Hughes (ele chegou a dizer que Mia Sara tinha mais classe), e Hall quis trabalhar com outros diretores, já que vinha de três filmes seguidos com ele. Emilio Esteves e até John Candy foram cotados para o papel do Cameron. O primeiro não aceitou e Candy foi considerado velho demais. Alan Ruck ficou com o papel, tinha 29 anos na época, seis a menos que Candy. Tanto Alan quanto Cameron fazem aniversário no mesmo dia, 1º de julho.

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A sequência do desfile foi feita durante o Dia de Von Steuben, uma homenagem ao herói da independência Friedrich Wilhelm Von Steuben, que tinha origem germânica. Parte do público visto no filme compareceu ao chamado feito pela equipe. Foram feitas coreografias, mas prevaleceu o “calor do momento”. Muitos dos que aparecem dançando estavam só de passagem e Matthew Broderick foi orientado por Hughes a esquecer a coreografia. A música Danke Schoen é cantanda quatro vezes durante o filme: Ferris a canta no chuveiro, depois Ed a canta enquanto toca a campainha da casa de Ferris, vem a cena do desfile e no final, quando Jeanie vai embora da delegacia.

Inicialmente, Ferris tinha irmãos menores, por isso há desenhos de criança pela casa e no escritório do pai, feitos pelo filho mais novo de Hughes, que tinha seis anos na época. Depois do filme, Matthew Broderick e Jennifer Grey engataram um namoro. Cindy Pickett e Lyman Ward, os pais de Ferris, também começaram a namorar, mas foram mais longe e se casaram. John Hughes faz uma rápida aparição numa das tomadas da cidade, ele é um homem que atravessa a rua de jaqueta azul.

Segunda parte do especial John Hughes, que começou com o perfil do diretor.

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Justo quando pensei em criar uma comunidade no Orkut, ele resolve acabar. Já que sou moderno, pensei “por que não o Facebook?”like me

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don’t you forget about me – john hughes

E agora começamos o especial John Hughes:

Você pode não saber quem foi John Hughes, mas tenho certeza de que ama seus filmes – seja como diretor, roteirista, produtor ou tudo isso junto. Quer ver? curtindo a vida adoidadouncle buckesqueceram de mimgatinhas e gatoesmulher nota 1000 The Breakfast Clubferias frustradasE isso é só uma amostra.

John Hughes se consagrou ao colocar o seu adolescente nas telas. Aquele que ele era e entendia perfeitamente. “Não há faixa etária que se leva mais a sério que os adolescentes. Nessa idade, se sentir mal é tão bom quanto se sentir bem”, disse uma vez. Quando se é adolescente, todos os dias têm o potencial de ser o pior dia da vida, como em Gatinhas e Gatões, ou o melhor, como em Curtindo a Vida Adoidado. Hughes nasceu no pós-guerra e detestava sua geração. Dizia que era egocêntrica demais, por isso dava atenção aos jovens, que buscavam uma identidade e queriam ter voz. Os adultos de suas história não faziam ideia do que se passava na cabeça de seus filhos, ou eram simplesmente patéticos. Ninguém ainda conseguiu decifrar como foi a adolescência do próprio Hughes. Seus comentários e entrevistas dão a entender que ele era, ao mesmo tempo, nerd e tão popular quanto Ferris Bueller. Talvez ele fosse um pouco de todos os seus personagens de O Clube dos Cinco. Assim como o personagem de Matthew Broderick, ele também encontrou seu grande amor durante a adolescência, com quem foi casado até a sua morte, em 2009.

A morte de Hughes foi totalmente inesperada. Durante uma visita para conhecer o neto, em Nova York, ele sofreu um ataque cardíaco quando saía para se exercitar, tinha apenas 59 anos. Sua carreira como diretor foi breve, oito filmes em apenas sete anos. Depois de A Malandrinha (Curly Sue), ele saiu de Hollywood e passou a apenas  escrever e produzir. Seu último filme como roteirista foi Meu Nome é Drillbit, Drillbit Taylor, e os anteriores também não foram muito impressionantes, como a franquia Beethoven. No set, quando exercia as três funções, ele se mostrava muito colaborativo e alterava seu roteiro constantemente. Partes inteiras de seus filmes saíram do improviso e da montagem.

Molly Ringwald foi sua musa e protegida antes mesmo de ser escalada para fazer Gatinhas e Gatões. Hughes se tornou seu mentor, educando-a culturalmente e dando-lhe conselhos. E era fácil se identificar com ele, um homem de 3o e poucos anos que usava mullets, tinha um largo conhecimento  musical e pop, além de conseguir se lembrar com exatidão de momentos de sua adolescência. A relação dos dois se tornou muito estreita, tanto que ele se magoava facilmente se ela não lhe desse a mesma atenção. Durante a produção de O Clube dos Cinco, ela e o colega Anthony Michael Hall engataram um namoro, para desagrado de Hughes. A relação dos dois foi cortada naquele momento. Para a surpresa de Ringwald, ele passou a direção de A Garota de Rosa-Shocking (Pretty in Pink) para seu colega Howard Deutch. Com Hall, Hughes fez mais um filme, Mulher Nota Mil (Weird Science). Mas a relação dos dois foi interrompida depois que Hall manifestou interesse em trabalhar com outros diretores.

Matthew Broderick também conheceu a mágoa do diretor, que achou que ele não estava dando a devida atenção ao filme (Curtindo a Vida Adoidado). Mas com a mesma facilidade que ele se sentia ofendido, ele também era capaz de fazer os outros se sentirem especiais. Nenhum dos pupilos guarda ressentimentos de Hughes, pelo contrário, ainda nutrem muito respeito, admiração e gratidão.

Hughes nunca se sentiu confortável em Los Angeles e não tinha amizades com pessoas da indústria. No final dos anos 1980, depois de A Malandrinha, ele comprou uma fazenda em Chicago, para onde seu mudou e levou sua empresa. Seu único amigo de longa data em Hollywood era o ator John Candy, que tinha uma história muito parecida com a dele. As famílias viraram uma só. Os dois fizeram Antes Só do que Mal Acompanhado (Planes, Trains and Automobiles), Férias Frustradas de uma Família Americana (National Lampoon’s Vacation) , Quem Vê Cara Não Vê Coração (Uncle Buck) e Esqueceram de Mim (Home Alone). A morte de Candy, em 1994, abalou Hughes. Segundo o ator Vince Vaughn, que tinha contato com Hughes, ele teria dirigido mais filmes se Candy não tivesse morrido.

Os últimos anos foram dedicados a ele mesmo e sua família. Escritor compulsivo, deixou mais de 300 cadernos de anotações – histórias, relatos, piadas, ideias etc. Uma pena ter partido tão cedo e ter dirigido tão pouco. Ele, como ninguém, entendeu uma geração. Um eterno jovem. “A vida passa muito depressa. Se não paramos para curti-la de vez em quando, ela passa e você nem vê!”

A homenagem no Oscar 

Curtindo a Vida Adoidado – Bastidores

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o filho do gelo e fogo?

A teoria circula já há algum tempo. Afinal, quem são os pais do Jon Snow. Ele não sabe, mas dizem que ele é fruto da relação da irmã de Ned Stark, Lyanna, com o irmão de Daenerys, Rhaegar, o que o tornaria herdeiro do trono. A teoria completa está no vídeo abaixo. 

Não seria lindo tia e sobrinho dividindo o trono? Faz isso, seu George!