o fim de uma era

mad men person to person donComo eu terminaria Mad Men? Acho que quando a gente quer terminar algo, devemos voltar para o início de tudo. Logo, eu encontraria um lar para Don, mas para que ele realmente tenha um lar, ele teria que finalmente se encontrar e fazer as pazes com Dick. Não sei exatamente como faria isso, mas acho que o Matthew Weiner deu desfecho absolutamente lindo a todos os seus personagens. Não teve essa coisa de “felizes para sempre’, e sim um lampejo do que Betty, Roger, Sally, Pete, Joan, Peggy e Don vão fazer. Ainda bem.

Depois de ver Person to Person, o derradeiro episódio, vi o piloto, Smoke Gets in Your Eyes. É impressionante como este episódio, e toda a primeira temporada, estão nos últimos episódios da sétima (Lost Horizon, 7×12, entrou pra lista de melhores). São os mesmos temas e até os mesmos arcos, só que num volume mais alto. Veja a fuga de Don a partir de de Lost Horizon, ele revisita seu passado: a pobreza, a guerra, o fracasso, a encruzilhada… Tudo o que fez de Don sua maior invenção. Ao reconhecer o buraco que cavou, Don e Dick finalmente se fundem (person to person) no cenário mais improvável para um homem da Madison Avenue.

Numa cena em que Jon Hamm tem um dos momentos mais comoventes de seu personagem, Don encontra o auto-perdão. Em Smoke Gets in Your Eyes, ele vai tomar um drink com Rachel Menken, que assim como Peggy, o vê exatamente como é: “Mr. Draper, eu não sei no que o senhor acredita, mas eu sei como é se sentir deslocado. Desconectado. De enxergar o mundo como as pessoas vivem. Algo me diz que você também disso.” Ele desconversa, mas Rachel sabe do que está falando. Talvez ela tenha sido a única mulher que balançou seu coração de verdade, e como parte de um desfecho, ele foi atrás dela nos últimos episódios.

Já Peggy, a menina que entrou na série ouvindo as piadinhas de Ken, Pete, Paul e Harry, atravessou a década de 1960 como uma flecha. Os melhores momentos de Mad Men foram os compartilhados entre ela e Don (The Suitcase – imbatível), e claro que Weiner deu uma última conversa aos dois. O futuro de Peggy é incerto, mas feliz ao lado (finalmente) de Stan. Pode ser que ela vire a diretora de criação, pode ser que ela vire sócia de Joan… O importante é que sejam quais forem suas decisões, ela já aprendeu que pode ter tudo, assim como Joan.

Outro paralelo entre a primeira e a última temporadas é Betty. A esposa linda e aparentemente perfeita se desiludiu ao ver que as coisas não eram como a ensinaram. Ela passou a fazer terapia após crises de ansiedade, e na última temporada, precisou ir ao médico após perder o fôlego e cair. O Lucky Strike que deixou Don nervoso no episódio piloto deu um câncer para Betty, que, surpreendentemente, a fez crescer. Sally então tomou as rédeas da família, não apenas dos irmãos, mas também do pai, sempre tão ausente.

Na costa da Califórnia, onde tudo termina, Don encontra sua redenção e percebe que não precisa mais fugir, pode voltar para casa. Não mais para a casa no subúrbio, de porta azul, onde ele chegava no meio da noite e ia cobrir os filhos como num comercial de seguro de vida, mas para um lugar onde ele não é mais atormentado pelos esqueletos no armário. O mad man agora pode vender qualquer coisa, e usou sua experiência num retiro riponga para fazer o comercial da Coca-Cola que encerra o episódio. Embora muitos tenham achado esse final cínico, eu achei apropriado e juro que não vi cinismo.

Este comercial (No Brasil virou “Isso é que é”) é conhecido por ser a primeira campanha a não vender diretamente um produto, mas um conceito. Não é uma bebida, mas uma bebida que celebra a união. It’s toasted.

>Pra quem quer saber o que o próprio Weiner quis dizer com este final, é só clicar aqui.

bruxas de verdade

Obrigado, sinal aberto da HBO, que me permitiu colocar Penny Dreadful em dia e ver um episódio tão maravilhoso. The Nightcomers foi um primor de texto (tão cheio de simbolismos), atuações, direção de arte, fotografia e tudo mais. Fora Patti Lupone, irreconhecível como a bruxa mentora de Vanessa. Dá gosto ver uma série assim. penny dreadful

no deserto da loucura

mad max fury roadMad Max: Estrada da Fúria, ou Fury Road, como preferir é cinema puro. São imagens espetaculares em movimento. É a luz, a câmera e a ação. E que ação! Os olhos ficam sem piscar por quase duas horas e você não consegue acreditar que, em tempos de computação gráfica avançada, o louco do George Miller filmou tudo na Namíbia (aí você entende o que o Tom Hardy sofreu com aquela mordaça), e que todas as explosões, pessoas voando pra lá e pra cá… tudo foi realmente feito. Aí você fica com medo de que o caos e a loucura sem freios vai desandar, mas não, Miller sabe exatamente o que está fazendo. Ao contrário dos outros filmes de ação, aqui, cada ato tem uma consequência e um significado.

A ação de passa depois do terceiro filme – Além da Cúpula do Trovão (ou We Don’t Need Another Hero), e Max (Tom Hardy) anda pelo deserto, atormentado por seus fantasmas. Ele é caçado pelos War Boys de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) e seu destino cruza com o da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) e de Nox (Nicholas Hoult, irreconhecível). Atenção para cada detalhe desta primeira parte, pois nada é explicadinho num diálogo de exposição, Miller usa a imagem e é seu trabalho entender como aquela sociedade funciona. Tudo desencadeia na fuga de Furiosa e das outras reprodutoras, e Max se vê no meio (literalmente) dessa insanidade.

Não é necessário contar mais, mas Estrada da Fúria é um grande road movie em que tudo é um conflito, os personagens se entendem por olhares e também mudam, embasbacados com o que vêem. Querendo ou não, Miller fez um filme que dialoga com os problemas do mundo de hoje e dá um ultimato: mulheres no poder!

rapidinha nos bastidores – reality shows

Sabe quando um participante de reality show justifica a crise de choro dizendo que estava num momento de muito estresse? Então, é verdade. Vejamos:

Project Runwayproject runway O reality de moda não tem muito material cortado, pois os participantes realmente fazem as roupas num curto tempo – cada programa demora dois ou três exaustivos dias para ser gravado. Todos os episódios, tirando a final, são gravados em pouco mais de um mês, em agosto, quando a escola que serve de base, a Parsons, está de férias e só oferece alguns cursos livres. O dia dos participantes começa às cinco da manhã, quando são acordados e uma equipe faz a “realidade da manhã”, que nada mais é que eles se arrumando, tomando café e indo para a Parsons ou pra onde o desafio do dia será anunciado. O tempo que o Tim Gunn dá para eles fazerem os esboços é aquele mesmo, enquanto isso, a equipe telefona para a loja de tecidos e aviamentos Moods para avisar que eles estão indo pra lá em 30 minutos. A Moods fecha a loja para atendê-los, depois reabre normalmente e nunca teve problema com isso.

A produção aprendeu que almoço e boas horas de sono são imperativos para os competidores, por isso eles têm até às 23h pra trabalhar e não podem levar a roupa para casa. O almoço é em rodízio para que sempre tenha alguém trabalhando. Depois, Tim vai dar uma olhada no progresso deles e manda as modelos para a primeira prova. Eles são entrevistados três vezes por dia, o que acaba servindo como uma pausa para descanso. A produção tem três turnos de 10 horas – afinal, depois que eles voltam pro apartamento, é preciso limpar, arrumar e preparar a sala para o dia seguinte, e é preciso ter uma equipe de plantão durante a madrugada.

No segundo dia, eles precisam estar na Parsons às 8h. Em três horas, eles devem terminam a roupa e mandar as modelos para fazer cabelo e maquiagem. Ah, e sim, aquela parede de acessórios não é tudo. Nos bastidores há mais sapatos, pulseiras etc – e de vários tamanhos. Depois de tudo pronto, os competidores ficam separados das modelos e a produção grava o desfile completo algumas vezes, são os takes em que vemos os detalhes. Quem elabora os desafios é uma equipe que trabalha exclusivamente nisso e é essa equipe que determina o tempo e o orçamento, não que eles testem antes, mas o que eles aprenderam é que quanto mais maluco e desafiador é a prova, melhor é o resultado.

O desfile para a avaliação, as entrevistas e a deliberação demoram cerca de sete horas. Então a vida da Nina Garcia e da Heidi não é tão simples assim. Project Runway não abre inscrições, os participantes são encontrados por olheiros e convidados a apresentar o portfólio. A procura é sempre por diversidade criativa e de personalidade. Este é o melhor momento ever do programa.

America’s Next Top Modelamericas next top model No programa, os participantes (porque agora tem homi) também acordam às cinco da matina e passam o dia inteirinho num desafio. Eles trabalham bastante, no mínimo, 13 horas diariamente. As avaliações e eliminações também demoram um dia inteiro, e é sempre o dia mais estressante. Dentro da casa, são eles que cozinham. E as mulheres são mais bagunceiras que os homens. Não há glamour dentro da casa, nem vários banheiros. Como no Big Brother, a privacidade é quase inexistente, como a não existência de porta no banheiro. A temporada inteira é gravada quase um ano antes de ir ao ar e algumas vencedoras processaram o programa pelo não cumprimento dos prêmios.

Top Cheftop chef 2O reality é levado a sério no mundo gastronômico e pode alavancar a carreira de cozinheiros (como fez com muitos). A produção é bastante rigorosa e não admite proximidade entre os competidores e os jurados. Aliás, ninguém da produção pode conversar com os participantes a não ser que seja necessário. Apenas os “operadores de campo”, que os entrevistam e coordenam as idas e vindas podem falar com eles. Na 5ª temporada, quando Stefan deu as rosas que sobraram de seu prato para a apresentadora e jurada Padma, uma pessoa da produção simplesmente tirou as flores das mãos dela. Os jurados, com frequência, passam a madrugada inteira deliberando o vencedor do desafio e quem deve sair – por isso todo mundo aparece moído na estufa, aguardando. Segundo a jurada Gail, enquanto eles não tomam nenhuma decisão, a produção não deixa eles descansarem. E quando não há consenso, vale a opinião do câmera e coordenador T-Bone, que filma a apresentação dos pratos e depois os come. Os chefs precisam fazer um prato a mais justamente para a tomada de apresentação. Nos desafios que envolvem público, fãs do programa são chamados e são devidamente instruídos a não olharem diretamente para a câmera, não olharem diretamente para Padma nem conversarem com ela.

Assim como Project Runway, as filmagens começam cedo. Geralmente eles preparam apenas o café da manhã, pois são poucas as noites de folga. Uma equipe cuida da casa, abastecendo a geladeira e também limpando. Celulares, computadores e outros meios de comunicação pessoal são confiscados no início da competição. Já na cozinha do programa, quem lava e limpa tudo é uma equipe especializada do gerente de produção, responsável pela montagem e manutenção de todos os eletrodomésticos e utensílios. Embora não pareça, há pouco desperdício na cozinha do Top Chef.

Hell’s Kitchen

HELL'S KITCHEN: Chef Gordon Ramsay on HELL'S KITCHEN, airing Thursday, May 29 (8:00-9:00 PM ET/PT) on FOX. CR: Patrick Wymore / FOX. Copyright 2014 / FOX Broadcasting.

Segundo alguns ex-participantes, o programa é uma fraude. Jen Yemola e Tek Moore disseram que os bastidores são um caos, com pouquíssimas horas de sono e más condições das instalações, o que só aumenta o estresse dos participantes. Gordon Ramsay, segundo elas, é pouco visto nos bastidores. Ele apenas obedece às instruções dadas pelo ponto eletrônico. Segundo Moore, a produção sabota os participantes, como trocar sal por açúcar, apenas para ter a chance de humilhá-los diante das câmeras. Aliás, outro programa de Ramsey, a extinta versão americana (também da Fox) de Kitchen Nighmares, também coleciona processos, também por sabotagens e manipulações na edição.

The Amazing Racethe amazing racePara tornar o programa financeira e logisticamente viável, o criador e produtor Brertam Van Munster começa o trabalho três meses antes do início da produção. Ele viaja pessoalmente para os países para estudar o que pode ser feito em cada local. Munster disse que foge dos guias turísticos e tenta encontrar atividades e costumes únicos de cada local. Após passar todas as informações para a produção, ele retorna aos países com os outros produtores para passar cada detalhe das locações e até marcar a posição das câmeras. Tudo deve ser muito bem planejado e organizado, a produção conta com o apoio de produtoras/escritórios em cada país, que viabiliza autorizações, veículos, hospedagem, segurança…

Com a popularização do programa, a produção precisa se disfarçar para não chamar a atenção dos turistas. Geralmente eles fingem gravar um comercial ou documentário. Cada dupla de participantes tem uma equipe, assim como o apresentador Phil, e todos os membros da produção possuem um celular. A conta já chegou a 25 mil dólares por causa do roaming. Tudo é testado antecipadamente para não colocar os participantes em risco. Os únicos imprevistos são os voos (que podem atrasar e até serem cancelados) e a meteorologia. Num caso específico, um baque nos bancos da Argentina forçou a produção a mudar o itinerário para Londres. Assim que uma dupla é eliminada, ela deve retornar imediatamente para os Estados Unidos.

mãe é mãe, paca é paca

Feliz Dia das Mães! Que a sua não seja igual a essas!

Margaret White – Carrie, a Estranhamargaret whiteDona Margaret era uma fanática religiosa, abusiva e psicótica que enchia o saco dos vizinhos pecadores. Quem mais sofria era sua filha, a pobre Carrie. Depois da morte do pai, Margaret entrou num grupo fundamentalista. Ao transar e engravidar de Ralph White antes do casamento, ela se jogou da escada para induzir um aborto. Carrie foi concebida depois do casamento, quando Ralph estuprou Margaret após uma noite de bebedeira. Ela sentiu repulsa e prazer, uma contradição que ela nunca entendeu e que só piorou seu fanatismo. Quando Carrie ainda era uma criança, Margaret botou na cabeça que a filha era uma bruxa e tentou matá-la, impedida por Ralph. De todas as coisas horríveis que Margaret fez e disse para a filha, a pior foi prendê-la no quartinho com o Jesus Medonho.

Mary Lee Johnston – Preciosamary leeEssa mulher era uma demônia. Quando ela confessou seus pecados pra Mariah Carey, eu fiquei sem palavras e completamente no chão. Mary permitia que seu homem estuprasse Preciosa, foram tantas vezes que ela engravidou duas vezes. Mary a culpava por ter seduzido seu namorado, e por isso a maltratava e agredia diariamente. Mo’nique fez um trabalho tão assustador que até hoje eu tenho medo dela.

Barbara Daekeland – Pecados Inocentesbarbara Como a realidade é sempre mais estranha que a ficção, aqui o caso é baseado na trágica vida da socialite Barbara Daekeland. De origem humilde, ela se casou com um herdeiro milionário, com quem teve um filho. O casamento acabou por diversos motivos, pela instabilidade emocional dela, o abismo social entre os dois e o fato dele não aceitar a visível homossexualidade do filho, Antony. A relação de Barbara com Antony era de extrema dependência emocional. Ao mesmo tempo em que ela permitia o relacionamento dele com homens, ela o seduzia para “curar” sua homossexualidade. Sim, eles tinham uma relação incestuosa, completamente edipiana. O desfecho não poderia ter sido menos trágico. Antony a esfaqueou até a morte e foi mandado para um hospital-prisão psiquiátrico. Ao ser libertado, foi viver com a avó materna, e também a esfaqueou (felizmente sobreviveu). No presídio, foi encontrado morto com uma sacola na cabeça.

Betty Draper – Mad Men. betty draperNeste finalzinho de série, Betty disse a Don que pretende fazer mestrado em psicologia. Mal sabe ela o quanto é infantil. Tanto que seu confidente era o Glen, da idade da sua filha Sally. Pelo que consta, Betty se formou em antropologia e depois foi modelo na Itália. Ao voltar para Nova York, conheceu Don, com quem se casou e teve três filhos: Sally, Bobby e Eugene. Insegura, vive numa queda-de-braço com Sally. Ela é fria e dá os piores conselhos aos filhos. Quando Bobby reclamou que estava entendiado, ela disse: “Vá bater a cabeça contra a parede. Só gente chata fica entediada.”

Lori Grimes – The Walking Deadlori grimesNum apocalipse zumbi, a única coisa que ela dizia era: “Cadê o Carl?”. Ela estava sempre ocupada se agarrando com o Shane, discutindo com alguém (geralmente o marido), mandando o outro arranjar pílulas abortivas ou entendendo tudo errado. Quando aparecia cuidado do garoto, ela já soltava a deixa: “Fica olhando o Carl que eu já volto” ou “Carl, fique onde o Dale possa te ver, eu já volto”.

Norma Bates – Bates Motelnorma batesEla é insegura, infantil, manipuladora e está na tênue linha de uma relação incestuosa. Enfim, é o que a gente espera da mãe do Norman. Aliás, Norma e Norman! Sua cabeça é cheia de devaneios e ela não hesita em colocar o filho nas suas enrascadas. Até cúmplices de assassinatos eles são. Filha de uma mãe autoritária, Norma vê todas as mulheres como prostitutas sujas e indecentes. Quando descobriu que Norman perdeu a virgindade, ela surtou e foi atrás da menina. Não terá um final feliz.

Livia Soprano – The Sopranoslivia sopranoLivia simplesmente não nasceu para ser mãe. Ela dizia que seus três filhos eram como cachorros para ela. Tony era o filho que ela mais odiava, especialmente depois de ele tê-la colocado num asilo. Ao descobrir, pelo grampo do FBI, que sua mãe tramou seu assassinato duas vezes, Tony planejou matá-la. Livia teve um pseudo-derrame e se livrou da morte iminente. Ao sair do hospital, Tony cortou qualquer laço, inclusive financeiro, com ela, que foi viver com a filha Janice e seu então marido Richie. As coisas não deram muito certo. No final – que foi alterado por causa da morte da atriz Nancy Marchand – Livia morreu de derrame enquanto dormia.

game of thrones manga

No Japão, tudo é diferente. Inclusive as capas dos livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. E sendo Japão, why not uma versão manga? Ou mangá. Como cada livro é gigante, em ideogramas eles ficam ainda maiores, logo, são dividido em dois ou três volumes. Ilustrações de Noriko Meguro.

A Guerra dos Tronos – com Jon Snow e Daenerys.got game of thrones jon snowgot daenerys

A Fúria dos Reis – com Arya e Sansa.got a furia dos reis arya got a furia dos reis sansa

A Tormenta de Espadas – com Margaery, Sam e Tyrion.got a tormenta de espadas margaery got a tormenta de espadas sam got a tormenta de espadas tyrion

O Festim dos Corvos – com Jaime e Cersei got o festim dos corvos jaimegot o festim dos corvos cersei

A Dança dos Dragões – com Daenerys, Bran e Jon Snow.got a dança dos dragoes daenerysgot a dança dos dragoes bran got a dança dos dragoes jon snow

 

filme ruim da semana: quarentena 2

quarentena 2Sabe quando é domingo de noite e você quer ver alguma coisa? Qualquer coisa, menos algo cabeça ou que exija sua atenção. Pois bem, no último domingo estava assim, cansado demais para encarar séries (atrasadíssimo em tudo, por sinal), mas querendo algo que eu poderia parar e esquecer sem arrependimentos. Foi aí que redescobri o prazer de ver um filme ruim que é bom. Daqueles que você não dá uma meia velha furada, mas gruda os olhos e vai dormir tranquilo. É uma arte encontrar um filme assim. Fazendo a brincadeira do copo no catálogo da Netflix, deu Quarentena 2.

Pois bem, Quarentena, o primeiro, é o remake americano de REC, o terror espanhol sensação de 2007. O filme é idêntico, só que com um orçamento maior e a Jennifer Carpenter (saudades, Debra) como protagonista. Já Quarentena 2 não se preocupa nem um pouco em seguir REC 2 – o que de cara eu achei muito bom. A trama se passa num avião e depois num terminal de cargas do aeroporto, tudo na mesma noite dos eventos do primeiro filme.

Duas belas comissárias são a tripulação do voo noturno de uma pequena companhia aérea. O voo está vazio porque um grupo de religiosos cancelou de última hora, então seus passageiros são um homem metido a bonitão (mas que não é), um garoto de 12 anos desacompanhado, uma residente com medo de avião, uma senhora com um gato, um casal meio tarado, um casal de velhinhos (em que o homem é paraplégico e mudo, tadinho), um homem que está indo fazer uma entrevista de emprego, e um homem gordo que a gente sabe que é quem vai dar problema. Dito e feito, é ele que vira zumbi e cria o alvoroço em pleno voo, mordendo uma das belas comissárias. De todos esses personagens, apenas quatro chegam ao final.

Ao pousar, o aeroporto está vazio e não há ninguém para dar nenhuma orientação, apenas um rapaz (esse presta e vai até o final do filme) em fim de expediente. Em pouco tempo eles percebem que estão isolados no terminal, e claro, o povo está virando zumbi. Outro ponto que mudou em Quarentena 2 é que não se trata de um filme de imagens encontradas, ou seja, nada de câmera tremendo. Não é a invenção da roda, há decisões bem bocós, vários momentos “eu, hein” (juro que não entendi umas coisas), mas no geral, é surpreendentemente bom. Melhor que 85% dos filmes de terror que estreiam com certa pompa nos cinemas.

o retorno de penny dreadful e mad men

penny dreadful fresh hellQuando a primeira temporada de Penny Dreadful terminou, o que a gente mais queria era que tivesse mais episódios. Ficamos num suspense por um tempo, pois a série ainda não tinha sido renovada. Nos oito episódios da primeira temporada, seguimos o desenvolvimento de todos os personagens, nos surpreendemos com a ousadia do autor de colocar o mocinho da trama na cama do Dorian Gray, ficamos estupefatos com Eva Green e sua Vanessa Ives, e claro, com o momento “eu já sabia” de Ethan Chandler (aliás, o Josh Hartnett se mostrou um ator bastante interessante).

A boa notícia é que a segunda temporada vem com 10 episódios e uma vilã poderosa e de arrepiar, a Madame Kali (Helen McCrory, a mãe do Draco Malfoy), que já deu as caras durante a primeira temporada e se mostrou bastante interessada em Vanessa. Não há passagem de tempo. Vanessa ainda está muito fragilizada dos acontecimentos da última temporada, ao mesmo tempo em que seu demônios reaparecem com força total. Chandler decide sair de Londres para não causar mais danos, mas desiste ao ver Vanessa – é claro. E Victor continua sua experiência de dar uma companheira à sua criatura. Num certo momento, todos estarão sob o mesmo teto.

É visível que a série ganhou mais investimento, mas o que a gente ama na série continua o mesmo. O texto primoroso e nunca óbvio do John Logan, o cuidado nos cenários e figurinos e a direção que respeita o tempo. Fresh Hell, o primeiro episódio da temporada, é dirigido por James Hawes, que dirigiu o season finale e o melhor episódio até então, Possession. Penny Dreadful é uma série que a gente sempre quer mais. Tomara que desta vez seja devidamente reconhecida nas premiações.

mad menJá na agência do Don Drapper, todos os sócios estão milionários e ninguém está levando as coisas muito a sério. Exceto Joan e Peggy, que precisam lidar com as meias Topaz. Donas dos próprios narizes, elas passam por uma constrangedora reunião, deixando claro a posição que cada uma tem sobre ser mulher na década de 1970. Enquanto isso, Don encara mais um esqueleto no armário. Fantasma de si mesmo, ele volta para sua cobertura, vazia desde que se separou de Megan.

Não é por menos que a temporada final de Mad Men está sendo chamada de “fim de uma era”. A série continua tão relevante quanto quando começou. É também a última grande série da safra 2005/2010 a terminar sem solavancos. Excelente do começo ao fim, pra rever e aplaudir ainda mais.