o que esperar de 2012

O carnaval e o Oscar passaram, hora de começar o ano! No cinema, o climinha “só me acordem se necessário” começa a animar e trazer fôlego para a tela, e parece que vai ser melhor que 2011. Vejamos o que podemos esperar de bom e interessante para o cinema em 2012!

> só para deixar claro, não vou colocar datas de estreia porque a maioria ainda não tem data e nem distribuidor por aqui. E os que têm, ainda estão tão longe que as chances de serem alteradas é grande. É apenas um aperitivo.

The Master. O filme de Paul Thomas Anderson quase não aconteceu, mudou de elenco e deve estrear este ano. Conta a história do líder de uma seita chamada “A Causa”. Sem previsão.

The Wettest County. Do mesmo diretor de A Estrada. Nos anos de Lei Seca, uma família de contrabandistas de bebidas precisa lidar com autoridades que querem uma fatia dos negócios. Com Tom Hardy, Jessia Chastain, Gary Oldman, Mia Wasikowska, Guy Pearce e Shia LeBeouf. Deve estrear no Festival de Veneza.

Nero Fiddled. Antigo Bop Decameron. Depois de Londres, Barcelona e Paris, Woody Allen põe os pés em Roma. Pelo que parece, são 4 histórias independentes baseadas em Decamerão. O elenco é uma babel: Penélope Cruz, Jesse Eisenberg, Ellen Page, Roberto Benigni, Alec Baldwin e atores italianos. Esperado para junho.

Welcome to the Punch. Produção da Scott Free com James McAvoy e Mark Strong no elenco. McAvoy faz um policial que se alia a um ex-detento para derrubar uma conspiração. Filme de baixíssimo orçamento, 153 mil dólares.

The We And The I. Michel Gondry não fez nada legal desde Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Ok, ele inventou o termo “suecar” em Rebobine Por Favor, mas só. Ninguém sabe sobre o que é, nem o próprio diretor.

Looper. Ficção científica com Bruce Willis, Joseph Gordon-Levitt, Jeff Daniels, Emily Blunt e Paul Dano. Na trama, os loopers são enviados vindos do futuro para matar criminosos antes de eles cometerem. O problema é quando um deles (Willis) precisa matar a si mesmo (Gordon-Levitt).

The Place Beyond The Pines. O reencontro de Ryan Gosling com o diretor de Namorados Para Sempre. Gosling faz um motociclista que vira ladrão de bancos e Bradley Cooper é um policial que vira político. Ainda no elenco, Rose Byrne e Eva Mendes.

Stoker. Estreia de  Park Chan-wook (Old Boy) em Hollywood. A história é sobre uma adolescente (Mia Wasikowska, ela está em todas) que acabou de perder o pai e que recebe a visita de um tio distante. O roteiro é do Michael Scofield Wentworth Miller, que assina sob o pseudônimo de Ted Foulke. No elenco estão Nicole Kidman, Jackie Weaver e Dermot Mulroney.

Cosmopolis. Robert Pattinson não nos anima muito, mas David Gronenberg, sim. O diretor disse que a gente vai pirar com a atuação do ator, que faz um jovem bilionário que perde toda sua fortuna num único dia, enquanto cruza a cidade por um corte de cabelo. 

Pé na Estrada. Filme que demorou muito para acontecer. Durante décadas, muita gente já quis dirigir a adaptação do livro de Jack Kerouac, mas a missão ficou nas mão de Walter Salles, que também suou para finalizar o filme. O elenco principal não anima muito, mas… o nosso preconceito com Crepúsculo pode nos surpreender. Kristen Stewart, Garrett Hedlund, Sam Riley e Tom Sturridge. Por outro lado, ainda tem Viggo Mortensen, Kirsten Dunst, Amy Adams, Steve Buscemi, Terrence Howard e Alice Braga. Estreia no Festival de Cannes, em maio.

Moonrise Kingdom. Wes Andersen combina com dia perfeito para mim. Dois jovens apaixonados fogem e deixam todos os habitantes de uma cidade loucos à procura deles. Edward Norton, Tilda Swinton, Jason Schwartzman, Bob Balaban, Bruce Willis, Bill Murray, Frances McDormand e Harvey Keitel. Previsão de estreia para maio na França e nos EUA.

The Burial. É o próximo filme de Terrence Malick a ser lançado. Foi filmado em 2010 e finalizado no ano passado. Trata-se de um romance com Ben Affleck, Rachel McAdams, Javier Bardem, Barry Pepper, Olga Kurylenko e Michael Sheen.

Valente. Esqueçamos que Carros 2 foi o filme da Pixar em 2011. Valente conta a história da princesa Merida que prefere ser arqueira. Depois de cometer um erro, ela precisa enfrentar uma maldição para salvar seu reino. Estreia em junho.

O Espetacular Homem-Aranha. Nosso amigo do bairro volta com tudo aos cinemas. Quase certeza de que vai ser tão bom quanto o primeiro do Sam Raimi. Adrew Garfield e Emma Stone, amo os dois. Julho nos cinemas.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Não é preciso dizer nada. Christopher Nolan. Estreia em julho.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. A primeira parte da adaptação dos livros. O bom de 2013 é que a gente vai ter a mesma expectativa da época de O Senhor dos Anéis. Em dezembro.

 

a raspa do oscar

E aí, gostaram do Oscar? Bom, pra mim foi melhor que eu esperava, com exceção do Billy Crystal. E começou bem logo no tapete vermelho com O Ditador chegando carregando uma urna com as cinzas de Kim Jong-Il. Dava para esperar algo pior – e mais engraçado?

Fora isso, gostei do prêmio de montagem para Os Homens que Não Amavam as Mulheres e não acho que Hugo tenha merecido o de fotografia. Árvore da Vida, Cavalo de Guerra e Os Homens que Não Amavam as Mulheres mereciam mais.

Gostei também do ritmo da cerimônia, foi mais ágil e mudaram a ordem das categorias. Deram mais espaço para as comédias e elas arrebentaram, Zach Galafianakis e Will Ferrell apresentando o prêmio de Canção, as meninas de Missão Madrinha de Casamento e Emma Stone com Ben Stiller. Scorsese!

E como eu fui na arte Walter Mercado de adivinhação? Bom, de 24 acertei 19. Nem bem nem mal, né? Ano que vem tem mais, com O Hobbit, Paul Thomas Anderson e Meryl Streep! Se Deus quiser!

tonight is the night

Alguém está animado para o Oscar? Pois é, são poucos, mas é um evento que acontece apenas uma vez ao ano e esta noite muitas surpresas podem acontecer. Não há super favoritos, Hugo pode tirar o Oscar de O Artista e o embate entre atores promete dividir as pessoas. George Clooney ou Jean Dujardin, Meryl Streep ou Viola Davis? E o Brasil tem chances com a música de Rio? Acho que não, infelizmente, mas a música de Carlinhos Brown e Sergio Mendes é muito mais legal que a dos Muppets.

Só para lembrar, o Oscar é dado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que é dividida por departamentos e comitês voluntários.  Numa primeira votação, os integrantes de cada departamento escolhem os indicados de suas respectivas categorias mais Melhor Filme. Depois desta primeira seleção – que passa por diferentes regulamentos e avaliações – são divulgados os indicados do Oscar. Na segunda votação, todos votam em todas as categorias, menos em Filme Estrangeiro, Documentário, Curta, Curta de Animação – é preciso comprovar que se viu todos os indicados. No final das contas, os 6 mil votantes não escolhem por merecimento ou valor artístico. Há inveja, picuinha, popularidade, admiração e outros sentimentos que influem muito nos votos. É verdade quando falam nos velhinhos do Oscar, pois o votante médio, o padrão, é homem, com mais de 50 anos, semi-aposentado e que nunca foi indicado.

O Oscar deste ano vai ser mais de lamento pelos esquecimentos e esnobadas do que de celebração dos filmes indicados. Mesmo assim, e apesar da queda de audiência a cada ano, ainda é a cerimônia mais assistida do planeta. São bilhões de pessoas acompanhando e torcendo por seus favoritos.

E como todo ano, aqui estão as minhas previsões.

Filme – O Artista.

Dentre todos os indicados, meu preferido é Árvore da Vida, depois vem Os Descendentes. Mas entre O Artista e A Invenção de Hugo Cabret, prefiro Hugo. Porém, os Weinstein estão por trás de O Artista e eles jogam pesado.

Melhor Ator – Jean Dujardin
Prefiro George Clooney, mas Dujardin ganhou o SAG e apareceu em todos os programas de entrevistas dos EUA.
Ator Coadjuvante – Christopher Plummer
Adorei Toda Forma de Amor, mas Guerreiro é melhor e a atuação de Nick Nolte é comovente.
ATRIZ – Viola Davis
Histórias Cruzadas tem um elenco muito forte e Viola também ganhou o SAG. Meryl Streep tem grandes chances de vencer, mas como disse no post de A Dama de Ferro, gostaria que ela vencesse por um filme realmente bom. Meryl é excelente e provavelmente vai ser indicada nos próximos anos, esta é a segunda indicação de Viola, mas a primeira como atriz principal, e os votantes gostam de histórias assim.
Atriz Coadjuvente – Octavia Spencer
Filme de Animação – Rango
Se Gato de Botas ganhar… put!@ m&*})(
Direção de Arte – A Invenção de Hugo Cabret
Fotografia – Árvore da Vida
O Artista pode abocanhar este também, afinal, preto e branco não é nada fácil, mas gosto muito mais de Árvore da Vida.
Figurino – O Artista
Sinceramente, nenhum me chamou atenção.
Direção – Michel Hazanavicius – O Artista
No mundo ideal, Terrence Malick ou o Alexander Payne ganhariam. No mundo real, Martin Scorsese tem grandes chances.
DOCUMENTARY FEATURE – Undefeated
DOCUMENTARY SHORT – Saving Face
FILM EDITING – O Artista
Torço por Os Homens que Não Amavam as Mulheres, mas segurar 1 hora e meia sem falas também não é fácil.
Filme Estrangeiro – A Separação
Maquiagem – A Dama de Ferro
Trilha Sonora – O Artista
Canção – Man or Muppet
Prefiro Real in Rio, mas todos os críticos estão apontando a música de Os Muppets.
Curta de Animação – The Fantastic Flying Books of Mr. Morris
Lessmore
Curta-metragem – Tuba Atlantic
Edição de Som – A Invenção de Hugo Cabret
Mixagem de Som – A Invenção de Hugo Cabret
Efeitos Visuais – Planeta dos Macacos
Tem gente que aposta em Hugo e há quem aposte em Harry Potter.
Roteiro Adaptado – Os Descendentes
Roteiro Original – Meia Noite em Paris
Meia Noite é muito melhor que O Artista.
Seja o que Deus quiser!

longe dela

A Dama de Ferro não é esse horror que todo mundo está dizendo. Não é bom, mas está longe de ser um horror. Margaret Thatcher foi a figura mais controversa e importante da política britânica na segunda metade do século passado e este filme dirigido por Phyllida Lloyd (Mamma Mia!) não faz jus à ela. O roteiro se picota tanto que acaba não funcionando, tratando todos os momentos políticos importante de forma superficial, e se a ideia era retratar a intimidade de Thatcher, também não funciona. Mas acho que a pior decisão – estranhamente também não deixa de ser a melhor parte – foi ambientar a história nos dias atuais e usar flashbacks como parte da demência de Thatcher. Primeiramente, teria sido muito melhor ter focado a história num único momento (a greve dos mineiros ou a Guerra das Malvinas), e segundo, é um tanto injusto retratá-la num estado em que apenas a família e as pessoas mais íntimas conhecem. E em terceiro lugar, Meryl Streep está tão incrível que destoa e contrasta muito com o tom do filme.

É verdade que o filme só está em destaque por causa da Meryl Streep. Ela é tão boa atriz que a gente esquece que é ela, é algo sobrenatural. Logo na primeira cena a gente já vê que ela atua do dedo mindinho do pé até a ponta-dupla do cabelo. Se ela vai ganhar o Oscar? Não seria surpresa, e seria merecido, mas gostaria de vê-la ganhando por um filme extraordinário, não por um filme mediano como A Dama de Ferro.

No primeiro parágrafo, falei sobre o erro de ter ambientado o filme na “última” fase de sua vida, agora eu falo sobre o acerto. Se não fosse uma cinebiografia de Margaret Thatcher, esse momento serviria como uma boa reflexão sobre a velhice, Alzheimer e a tentativa de se convencer que se fez as escolhas certas. Mas como é um filme sobre Margaret Thatcher, esse momento dilui fases que deviam ter sido melhor exploradas. Gostando ou não de sua política conservadora, ela merecia uma cinebiografia melhor.

atividade amazônica

Só se fala em outra coisa. Mentira, no mundo das séries, só se fala em The River, bem e mal. Com má vontade vi o episódio duplo de estreia e posso dizer que a série é muito boa, mas também é ruim. Falando grosseiramente, é um apanhado de todos os filmes “vídeos encontrados” como Atividade Paranormal, REC, Cloverfield, Monstros + Lost. A comparação com Atividade é justa porque as duas produções têm a mesma fonte: Oren Peli, autor e produtor. Mas de Lost só tem o clima de mistério, e que falta faz uma trilha de Michael Giacchino. Fora isso, as duas séries compartilham a mesma Havaí, mas ao contrário de Off The Map, que também era ambientada na Amazônia, as locações são mais verossímeis.

Na história, mãe e filho se juntam a uma equipe de filmagem em busca do apresentador de um programa sobre a vida selvagem. Seu navio desapareceu na Amazônia (pelo que me pareceu, na parte venezuelana, por isso falam espanhol), equipes vasculharam os rios mas sem sucesso. Certa de que o marido está vivo, mulher vai atrás dele e surpresa, eles encontram o navio, abandonado e cheio de coisas sinistras. Aí as coisas viram um Big Brother, não só pelas câmeras instaladas em todos os ambientes do navio, mas pela marcação de personagens. O filho com daddy issues, a menina sensitiva com seu pai protetor, o diretor babaca, a outra que conhece todas as lendas da região e por aí vai. Dá vontade de dar uns tabefes na mãe e um tiro na cara do diretor, uma escala crescente de ódio em dois episódios e alguns diálogos também são sofríveis, mas por que ver The River?

A série não promete personagens bem construídos, mas quer fazer horror na tv aberta e consegue em vários momentos. As coisas melhoram muito no segundo episódio e põe a Isla de las Munecas na história (nunca que eu ia dormir ali). Há uma certa esquizofrenia nos personagens – uma hora querem ir embora, no segundo seguinte decidem ficar; acreditam no sobrenatural e ficam céticos no frame seguinte – mas a gente releva por causa dos bons momentos de tensão, o problema maior é que eles estão dando muita corda sem a certeza de que darão conta do recado.

The River vai estrear no Brasil pelo AXN, mas sem data definida. Fujão do Corpo Seco!

momento oscar 3

O Oscar de 2009 foi o que eu mais gostei nos últimos anos – falo da festa em si. Foi em plena crise econômica, o astral estava baixo, mas o tom da cerimônia foi de otimismo e esperança, o palco ficou mais próximo da plateia e se tornou mais intimista. E mesmo sendo mais discreto, foi mais glamouroso, teve Hugh Jackman como apresentador e Bill Condon (Deuses e Monstros, Dreamgirls como produtor.

Hugh Jackman já tinha apresentado o Tony e estrelado The Boy From Oz na Broadway e não fez feio no número de abertura que apresenta os filmes indicados, com a participação de Anne Hathaway. Mas o mais legal foi como eles anunciaram os indicados naquele ano. No palco, vencedores de anos anteriores falaram diretamente com os indicados. Mesmo tudo sendo previamente escrito e ensaiado, emocionou, principalmente os indicados. Foi uma forma muito bonita de homenagem. Gosto particularmente quando Penélope Cruz ganhou o prêmio de Atriz Coadjuvante por Vicky Cristina Barcelona. Ela foi fofa!

Ainda no mesmo Oscar, Lance Black ganhou o Oscar pelo roteiro de Milk, e fez um dos discursos mais incríveis que já vi (veja bem, ele acabou de ganhar o Oscar, está ao vivo para bilhões de pessoas e as mais influentes do cinema e consegue falar assim).

E para fechar a noite, o povo de Quem Quer Ser um Milionário foi jai hoar no palco. Geralmente, apenas os produtores vão receber o prêmio, mas naquele ano, o elenco todo subiu ao palco. Como eu disse lá no primeiro parágrafo, foi um ano de otimismo e esperança.

gatinhos mistério

Com um pé na Índia e outro na Inglaterra, Archie Panjabi sempre conseguiu se destacar no cinema fazendo papéis cosmopolitas (O Jardineiro Fiel, Yasmin, O Preço da Coragem, Um Bom Ano – Ridley Scott é um grande fã dela), mas é com The Good Wife que ela alcançou a popularidade. Como a investigadora Kalinda, ela rouba a cena e a atenção de todos. Não é propriamente linda, mas é tão interessante e sexy que põe qualquer bonitinha no chinelo. Já Matt Czuchry nunca teve destaque no cinema, fez participações em séries como Gilmore Girls e Friday Night Lights até cair em The Good Wife, onde ele faz o ambíguo Cary Agos. É um ótimo ator e vem correspondendo às exigências da série.

Archie e Matt se encontraram em Paris para a sessão de fotos da Watch! Magazine, a revista da CBS, dedicada ao conteúdo de entretenimento do canal. O tema do editorial não traz nada de novo, dois amantes perdidos na Cidade Luz, mas convenhamos que ela é muita areia pro caminhãozinho dele.