grandes expectativas

Posso dizer que achei a season premiere bem mais ou menos? Como excelente ator que é, Michael C. Hall salvou o texto mal escrito e preguiçoso de um grande desastre. Depois de quatro temporadas, diante das consequências de se ver espelho e não saber se é o médico ou o monstro, Dexter se encontra num momento confudo onde assusta e está assustado, paralisado, racional e humano. No final, é tudo sobre Dexter. Mas vâmo que vâmo, porque o Quinn deu uma secada e está juntando as peças.

PS: Dexter entrou na funerária e encontrou o David. Não deu para segurar o riso.

esperando pelo super-homem

O Super-Homem é um ícone pop com seu uniforme colante, a sunga por cima e a capa vermelha. Nasceu como um vilão no inícios dos anos 30 e depois virou um herói para combater as injustiças da América em depressão e, ao longo das décadas, se consolidou como símbolo de super-herói.

No cinema, a imagem do azulão ainda é associada a de Christopher Reeve. A versão de Brian Singer, de 2006, não agradou (eu gostei – podem jogar pedras) e foi praticamente enterrada com o sucesso dos dois Batman. Pois bem, a Warner precisa lançar um novo Superman até 2012 para manter os direitos e já anunciou Superman: Man of Steel para depois do terceiro Batman, no segundo semestre de 2012. A produção está nas mãos de Chris Nolan e Emma Thomas, parceiros desde sempre e com credibilidade no estúdio. Nolan chegou a sugerir o nome do irmão, Jonathan, para a direção, mas a Warner quer um nome de peso e experiência.

Quem está na cadeira elétrica? Darren Aronofsky (Cisne Negro), Duncan Jones (Lunar), Jonathan Liebesman (Battle: Los Angeles), Matt Reeves (Cloverfield, e o remake de Deixe Ela Entrar) e Tony Scott (O Sequestro do Metrô 1 2 3). Quem eu gostaria? Duncan Jones. O que ele fez em Lunar foi apaixonante e com apenas 5 milhões de dólares. Talvez sua visão do Superman o afaste um pouco de Jesus.

profissão fotógrafo

Toda vez que a gente vê um filme bem mais ou menos, mas com cenas belíssimas, tipo Memórias de uma Gueixa, o melhor elogio que podemos fazer é que a fotografia é espetacular. Pois bem, se um filme é basicamente uma animação de fotografias, o diretor de fotografia tem grande importância na colaboração para se contar uma história, responsável pela iluminação e o enquadramento. Em poucas palavras, ele é o olho do espectador. A Empire fez um guia para iniciantes, uma lista com 10 importantes diretores de fotografia.

Ilustrando o post (foi difícil escolher), um frame de Sangue Negro,  fotografado por Robert Elswit.

PS: O Hollywood Reporter noticiou que Gloria Stuart faleceu no último domingo, em Los Angeles, aos 100 anos (completados em julho). Para quem ainda não identificou o nome, em 1997 ela foi a Rose em Titanic.

todo mundo ama holmes

Sherlock Holmes é tão adorado que rivaliza com Jesus um números de filmes estrelados, fora os personagens inspirados nele, como House – além da incrível capacidade de observação, mora no apartamento 221, levou um tiro de um homem chamado Moriarty e tem seu Watson, Wilson – citações fáceis de perceber. Pois bem, no rastro do sucesso do Holmes de Guy Ritchie, a BBC exibiu em julho deste ano uma minissérie chamada Sherlock, que transporta o herói para os dias de hoje em três episódios independentes, cada um com 90 minutos.

O primeiro episódio chama-se Um Estudo em Rosa, uma referência ao primeiro livro em que Holmes aparece, Um Estudo em Vermelho. Minuciosamente escrito e produzido por Steven Moffat e Mark Gattis (ambos veteranos de Doctor Who), que também participa como Mycroft, o Estudo em Rosa não economiza no bom rítmo texto e nem comete o eterno erro de didatizar as observações de Holmes. Aqui, muitas delas são explicadas através de videografismos, sem tempo a perder. O estranho Benedict Cumbermatch (Desejo e Reparação) parece não precisar fazer muito esforço para viver o detetive, chicoteia suas falas friamente até chegar a uma conclusão, enquanto Martin Freeman (O Guia do Mochileiro das Galáxias, e talvez o próximo Bilbo Bolseiro) faz o que só os ingleses conseguem fazer – não sei explicar bem o que é, mas é como um estado de espírito.

Trazer Holmes do final da era vitoriana para a Londres moderna pareceu bastante natural. O endereço continua o mesmo, na Baker Street, mas as ferramentas de investigação são tecnológicas: internet, iPhone, notebooks… Sherlock deixa seu cachimbo para usar adesivos de nicotina, e a biografia que Watson escreve de seu colega agora é um blog. Embora o primeiro episódio tenha sido ótimo, o segundo caiu numa história cafona com descuidos amadores. Como assim o museu não tem seguranças nem alarmes? O andamento também caiu bastante, parece até que investiram muito no piloto e não sobrou ideias para o segundo. 90 minutos bastante demorados.

Para fechar a temporada, o terceiro precisaria correr contra o tempo, e foi isso que aconteceu. Vários casos a serem investigados em tempo cronometrado até descobrirmos a identidade de Moriarty – nem é tão difícil assim. Um corre-corre que nos lembra que o “como” é melhor que o “quem”. O único problema, e isso não é exclusivo de Sherlock, é que o espectador sabe que toda cena em uma produção de suspense tem sua função na estória. Fazendo a prova dos nove, Sherlock é uma pipoca divertida e inteligente. Os britânicos também gostaram, o último episódio foi visto por mais de sete milhões de pessoas (é bastante por lá) e uma segunda temporada está prevista para outubro de 2011. Sim, vai demorar porque Moffat e Gattis estão envolvidos com Doctor Who e uma produção com Sherlock exige muito tempo, além disso, Cumbermatch e Freeman, alçados ao status de astros da tv, estão com a agenda cheia. O primeiro está filmando War Horse com Steven Spielberg, e o segundo pode ser Bilbo nos dois filmes de O Hobbit.

PS: Achei a trilha bem parecida com a que Hans Zimmer fez para o filme do Guy Ritchie.

PS2: Só mais um detalhe nada relevante que só eu faço e que é um mega spoiler (tipo quem matou Odete Roittman). Selecione para ler: Que barriguinha maldita a do Moriarty, não? Precisei rever a sequência final por causa da barriguinha do homem.

documentando os villas bôas

Na minha cabeça, tudo que envolve o centro-oeste brasileiro é grandioso. Sejam as histórias de desbravamento, sempre épicas, ou as lendas de índios que escondem uma civilização perdida. Enfim, é meu lado Indiana Jones. E é por isso que me interesso muito pelo filme que Cao Hamburger dirige sobre os irmãos Villas Bôas, projeto que circula na O2 há quatro anos e ideia de Noel Villas Bôas, filho de Orlando, o mais velho dos quatro irmãos.

Tal como em Ensaio Sobre a Cegueira, todo o processo de produção do filme pode ser acompanhado por um blog, com vídeos e fotos, mas se fosse escrito pelo próprio Cao, seria melhor. O filme estreia em 2011 e, paralelamente, a O2 prepara uma minissérie para a Globo, misturando imagens originais com as do filme.

habemus oscar?

Incrível como o ano voa. Daqui a pouco começa a temporada de ouro de Hollywood, mas os favoritos já estão sendo delineados. A Rede Social (ou filme do Facebook), The King’s Speech , A Origem, Um Lugar Qualquer e Never Let Me Go estão na frente.

A Rede Social foi ovacionada na abertura do Festiva Internacional de Cinema de Nova York. Com um elenco de jovens promessas – Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake e Rooney Mara (que Fincher atualmente dirige como Lisbeth em Os Homens Que Não Amavam as Mulheres), Fincher conta os primórdios do Facebook. Não é sobre a rede social, mas sobre a relação destes jovens prodígios, que sentem inveja, amor e ambição. Veja os trailers aqui e aqui. Roteiro de Aaron Sorkin.

The King’s Speech parece muito sério pelo título, mas nem tanto. Veja o trailer. Ao assumir o trono depois da abdicação de seu irmão, o rei George VI pede ajuda a um fonoaudiólogo para ajudá-lo com seus soluços nervosos. A direção é de Tom Hooper, vindo da tv com as miniséries Elizabeth I (com a diva Helen Mirren), Longford e John Adams. Ano passado dirigiu o bom Maldito Futebol Clube. No elenco, a trinca de ouro Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter (que eu amo de coração).

A Origem todo mundo já viu. Eu e outros quinhentos amamos, outros não acharam grande coisa e alguns não entenderam muito bem. Dentro destes quinhetos estão a crítica americana e o povo que não entendeu, mas diz que entendeu para não fazer papel de burro. Sim, tem chances em filme, direção, roteiro original e em categorias técnicas.

Acostume-se com Um Lugar Qualquer, pois este é o título nacional de Somewhere. Pode não ser tudo isso que a gente espera, mas venceu o Festival de Veneza deste ano. Bom, é Sophia Coppola, ela é sempre indicada. Tentarei ver no Festival do Rio, pois a estreia no Brasil é só no ano que vem.

Never Let Me Go era quente, mas amornou. Agradou a grande maioria, mas já não chama tanta atenção. Mesmo assim continua no páreo. Do mesmo diretor de Retratos de uma Obsessão, Mark Romanek, o filme é a adaptação do romance de mesmo nome de Kazuo Ishiguro. No Brasil, o livro ganhou o título de Não Me Abandone Jamais.  Assim como A Rede Social, também tem um elenco centrado em jovens. A veterana Keira Knightley trabalha novamente com Carey Mulligan (a primeira foi em Orgulho e Preconceito). agora na companhia de Angrew Garfield, também em A Rede Social.

Quanto ao Oscar para um filme brasileiro, ainda vamos ter que esperar por outro ano. O filme do Lula não foi uma boa escolha, não digo pelo protagonista, mas como cinema.

não precisa correr

Mas em alguns casos, corra se você tem pressa. Grande parte dos filmes do Festival fazem apenas uma pré-estreia. Foram anunciados os que já têm distribuição garantida por aqui. As datas não são definitivas!

A Casa Muda (La Casa Muda). Playarte – 14/01/11

Dois Irmãos (Dos Hermanos). Imovision – 8/10/10

Machete. Sony – 15/10/10

Rio Sonata. Imovision – sem data

O Assassino em Mim (The Killer Inside Me). Paris Filmes – 17/12/10

Atração Perigosa (The Town). Warner – 29/10/10

Avatar – Edição Especial 3D . Fox – 15/10/10

O Ciúme Mora ao Lado (Haarautuvan Rakkauden Talo). Imovision – 26/11/10

Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, Love). Sony – 01/10/10

Contos da Era Dourada (Amintiri Din Epoca de Aur). Imovision – 15/10/10

Cyrus. Fox – 29/10/10

Cópia Fiel (Copie Conforme). Imovision – 18/02/11

Des Hommes et Des Diex. Imovision – 10/05/11

Federal. Europa Filmes – 29/10/10

Film Socialisme. Imovision – 03/12/10

Gainsbourg – Vida Heróica (Gainsbourg – Vie Héroïque). Imovision – 03/06/11

Garfield 3D. Playarte – 22/10/10

O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy) – Imagem Filmes – 01/10/10

Je Suis Heureux que Ma Mere Soit Vivant. Imovision – sem data

José e Pilar. Sony – 5/11/10

Um Homem Misterioso (The American). Universal – 12/11/10

Lope. Warner – 26/11

Um Lugar Qualquer (Somewhere). Universal – sem data, mas em 2011

MicMacs. Sony – 22/10/10

Mine Vaganti. Imovision – 01/04/11

Minhas Mães e Meus Pais (The Kids Are All Right). Imagem – 12/11/10

Ondine. Imagem – 03/12/10

O Pecado de Hadewijch (Hadewijch). Imovision – já em cartaz em São Paulo

Poesia (Shi). Imovision – 11/02/11

Um Quarto em Roma (Habitacións en Roma). Imovison – 19/11/10

The Runaways. Paris Filmes – 08/10/10

Scott Pilgrim Contra o Mundo. Universal (não era Paramount?) – sem data.

Sentimento de Culpa (Please Give). Sony – 29/10/10

A Suprema Felicidade. Paramount – 29/10/10

Turnê (Tournée). Imovision – 28/01/11

A Última Estação (The Last Station). Sony – 12/11/10

A Vida Durante a Guerra (Life During Wartime). Imagem – 19/11/10

Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos (You Will Meet a Tall Dark Stranger). Paris Filmes – 29/10/10

quando os moluscos não deixam falar

Para quem não é do Rio, o Extra é o irmão pobre do Globo. Geralmente nem merece atenção, mas hoje a sua capa foi sensacional. Trouxe um outro Belo. Outro dia fui chamado de alienado em outro blog por ter criticado o teatrinho entre Brasil e Irã, e isso me encheu o saco, mas não dá para ficar caladinho com o que este homem anda fazendo. E nós permitindo.