filmes 2010

Foi difícil, mas fechei a lista dos 10 filmes que mais gostei este ano. Só para deixar claro, alguns foram produzidos em 2009, mas só estrearam aqui em 2010. Vamos lá!

A Rede SocialTudo funciona neste filme. O roteiro imbatível de Aaron Sorkin, a direção minuciosa de David Fincher e o elenco muito jovem, competente e talentoso o suficiente para compreender cada nuance de seus personagens.

A OrigemParece que eu falei o ano todo sobre este filme. Como uma boneca matryoshka, um sonho dentro de sonho dentro de outro sonho. Complexo, mas no final, o que cada um quer é muito simples.

Toy Story 3Nenhum outro filme de 2010 falou melhor sobre o tempo e como ele passa tão depressa. Às vezes é doloroso, como as despedidas geralmente são.

Ilha do MedoA Ilha do Medo de Scorsese não é um terror, mas um thriller psicológico. A paranóia coletiva dos anos 1950 em entretenimento de primeira. Leonardo DiCaprio em seu melhor momento, comovente. Edição magnífica, diga-se de passagem.

Tropa de Elite 2Capitão Nacimento se tornou o herói nacional no primeiro Tropa por sua rigidez, tolerância zero e bordões. Há novos bordões no segundo filme, nenhum dito por Nascimento, que deixa as favelas para enfrentar a corrupção na origem. Roteiro sofisticado de José Padilha e Bráulio Mantovani, um panorama realista da política carioca, de apontar o dedo para a tela e dizer “olha o fulano”.

O Segredo dos Seus OlhosDe ficar cinco minutos em silêncio depois que o filme acaba. O título é romântico, mas em diferentes sentidos. Brilhante!

O Pequeno NicolauAdorável. Amável. Fofo. Dá vontade de embrulhar todos e levar para casa. Um conto inocente e divertidíssimo sobre a infância e como é enxergar o mundo nesta fase. Meus preferidos são o CDF Agnan e o pior aluno, Clotaire.

Scott Pilgrim Contra o MundoOs vinte e poucos anos num video game oitentista. We are The Sex Bob-Omb!

Enterrado VivoHitchcock se orgalharia de Rodrigo Cortés.

A Epidemia/O ProfetaSim, sim, eu sou indeciso e botei dos filmes na décima posição. Sim, sim, um filme de zumbis! Com tantos mortos-vivos andando por aí, A Epidemia se destaca por ser muito bem construído. Atores corretos, direção segura, muitas viradas e momentos de tensão. Valeu este post.

O Profeta é um filme de fibra. A ascensão de um Zé Ruela, no caso, o franco-árabe Malik El Djebena, de 19 anos. Um Poderoso Chefão francês.

 

encaixotando paul

Claustrofóbico. Desesperador. Frustrante. Paul Conroy (Ryan Reynolds) é um camioneiro tentando juntar dinheiro no Iraque. Após um ataque, ele acorda dentro de um caixão com um isqueiro, uma lanterna e um celular. Quem o colocou ali quer 5 milhões de dólares, mas ninguém quer ajudar Paul, que se frustra com a educação decorada de atendentes, supervisores e outros seres igualmente irritantes. As vozes se alternam no celular para contar as reações na superfície à história de Paul, mas a única coisa que vemos é o desespero de Paul.

O que chama atenção em Enterrado Vivo, além da sinopse claustrofóbica, é como ele foi feito. O filme todo se passa dentro do caixão e o diretor Rodrigo Cortés usa cada ângulo disponível. Foram usados sete caixões de diferentes dimensões durante os poucos 17 dias de filmagens, a câmera dá uma volta pelo caixão, filma de cima, de lado, na diagonal. O que me impressionou, fora as dificuldades de colocar uma câmera dentro do caixão, foram a iluminação e a edição, créditos  do diretor de fotografia Eduard Grau e do próprio Cortés, que editou a medida que as cenas eram filmadas (em ordem cronológica). Como editar um filme em que apenas um ator está em cena?

Ryan Reynolds, que até então não era grande coisa, brilha no filme. Num primeiro momento, ele recusou participar do filme pois o considerou infilmável. Após ver o primeiro longa de Cortés (Concursante, de 2007) e um plano de filmagem, ele aceitou participar. Talvez tenha sido uma decisão mais importante que aceitar o papel de Lanterna Verde. Não é difícil criar empatia por Paul (mesmo se fosse, sei lá, o Justin Beiber, a gente teria um mínimo de compaixão), mas o fato dele ser a vítima de uma guerra que não é dele o torna mais próximo de nós.

Enterrado Vivo foi filmado de forma independente na Espanha, ou algum estúdio aceitaria 3 minutos de escuridão total logo no início do filme? A estreia aconteceu no Festival de Sundance, no início do ano, com filas e sessões esgotadas. Rapidamente, a Lionsgate comprou os direitos de distribuição e o prestígio ajudou Cortés a juntar Robert De Niro, Cillian Murphy e Sigourney Weaver em seu próximo filme, Red Lights.

tudo culpa da paramount

É um absurdo o tratamento que o filme de Scott Pilgrim Contra o Mundo sofreu no Brasil. Primeiro, a estreia foi anunciada e depois cancelada – foi um fracasso de bilheteria nos EUA. Depois a Paramount, a distribuidora, anunciou a participação do filme no Festival do Rio como um teste de receptividade. Sessões egotadas. Contente, a distribuidora anunciou a estreia para novembro  em São Paulo e Rio de Janeiro, mas o filme só estreou em São Paulo. E só agora, dia 24, estreou numa única sala no Rio (o resto do país pode perder as esperanças).

Para quem não conhece, Scott Pilgrim (o mega nerd Michael Cera) é o baixista de uma banda e se apaixona pela misteriosa Ramona. Para ficar com ela, ele precisa enfrentar a liga dos sete ex-namorados dela, incluindo um vegan com superpoderes. Com inúmeros videografismos durante a narrativa, o filme é o casamento de um video game com uma HQ (é claro, é a adaptação de uma HQ), um festival de onomatopéias. Se for para falar de metáfora, é sobre o efeito devastador que uma mulher pode causar na vida de um cara.

A crítica geralmente conservadora dos EUA aplaudiu o filme, enquanto muito nerd surrou a adaptação de Edgar Wright (Todo Mundo Quase Morto, Hot Fuzz). De fato, não é para todo mundo. É divertido, despretensioso e original, mas veja o trailer antes para não ser pego desprevenido. Scott Pilgrim já apanhou muito nessa passagem para o cinema.

Ah, e a trilha é um barato!

hohoho/hahaha

Queridos e queridas, eu sei que o calor amazônico não está ajudando e que ver ursos polares, neve de mentira, pinguins e um senhor gordo, barbudo e coberto de camurça vermelha não condiz com nossa realidade tropical. Este Natal vendido como obrigatório me dasamina muito e não é este que eu desejo a todos vocês. Seja cercado de muitas pessoas ou sozinho, eu desejo um Natal individual. Que você, caro leitor, se sinta único e especial, que aprenda ou reaprenda a se amar para poder amar o próximo. Que a partir deste dia 25, você ria mais de si mesmo e perceba como tudo nesta vida está conectado, porque para as coisas melhorem ao seu redor, você precisa estar bem consigo mesmo. Não é um Natal egoísta, muito pelo contrário. É claro que também desejo o que todos dizem nesta época, mas quero que, pelo menos neste dia, você se sinta especial!

Feliz Natal!

séries 2010

Acho que já dá para fechar a lista de melhores na televisão em 2010. Lembro apenas que este blog não é muito certinho e empates são válidos.

Melhor Série

Mad Men – vale pelo conjunto. A quarta temporada foi de altíssimo nível e com momentos memoráveis. O poder da narrativa.

Melhor Episódio

The Suitcase (Mad Men) – a televisão num nível transcendental e uma prova de sua maturidade e sofisticação. Também serviu como uma grande virada para a série. O episódio foi tão bom que rendeu até este post.

Sanctuary/Death and All His Friends (Grey’s Anatomy) – a prova de que Shonda Rhymes sabe mandar em seu público e não fazê-lo piscar. Um dos melhores finais de temporada já escrito. Também mereceu post.

Melhor Ator

Jon Hamm (Mad Men) – a solidão e o desespero de Don Drapper em se encontrar, e a participação hilária no Saturday Night Live.

Bryan Cranston (Breaking Bad) – um ator que consegue transmitir várias emoções ao mesmo tempo e ainda nos mostra o que está pensando.

Melhor Atriz

Edie Falco (Nurse Jackie) – fantástica! Ela disseca uma personagem complexa, que se expõe e se esconde, faz coisas erradas pensando no bem coletivo e que erra sabendo suas consequências.

Julianna Margulies (The Good Wife) – no tom certo desde o piloto.  Construiu uma personagem realista, forte e vulnerável.

Elizabeth Moss (Mad Men) – rouba todas as cenas em que aparece. Assim como Cranston, nos passa todas as emoções contraditórias de Peggy.

Melhor Ator Coadjuvante

Aaron Paul (Breaking Bad)eu já disse que ele é o melhor ator da televisão. Só está nesta categoria porque seu personagem é classificado como coadjuvante. Jesse explode de tantas contradições.

Denis O’Hare (True Blood) – deitou e rolou como o rei do Mississipi Russell Edgington. Cínico, divertido, louco.

Eric Stonestreet (Modern Family) – é difícil fazer comédia com esta naturalidade. Não é ser simplesmente engraçado, é ter total sintonia com tudo, o chamado timming.

Chris Colfer (Glee) – tem sido o foco da segunda temporada de Glee, merecidamente.

Melhor Atriz Coadjuvante

Sofia Vergara (Modern Family) – perfeita. É o sotaque natural sabiamente exagerado e a inteligência de brincar com estereótipos, pena que nem todos entendem.

Jane Lynch (Glee) – não são apenas as falas impagáveis e más, mas Sue como uma personagem tão excluída e vulnerável quanto os membros do New Directions.

Sandra Oh (Grey’s Anatomy) – sempre brilhante, mas muito melhor como a cirurgiã com uma arma apontada para a cabeça enquanto decide se o marido da melhor amigo vive ou morre. É dramalhão, mas dramalhão fino.

Chandra Wilson (Grey’s Anatomy) – a dor da impotência e da ausência.

Kiernan Shipka (Mad Men) – a pequena Sally Drapper fez por merecer esta vaga. Negligenciada e incompreendida. Brigas memoráveis com Betty e o clímax no escritório.

Melhor Série Nova

The Walking Dead – não é sobre zumbis, é sobre a natureza humana, ou o fracasso dela e a pontinha de esperança.

Raising Hope – hilariante!

Melhor Adeus

Lost – sou um dos que amou o final da saga, escrevi sobre isso aqui.

Cena do Ano

Russell Edgington no noticiário – “volta que eu quero ver de novo”.

Apaga a Luz e Fecha a Porta

House – o último episódio verdadeiramente bom foi o primeiro da sexta temporada. Já deu o que tinha que dar. Hugh Laurie é excelente, mas a série está pesada demais para ele carregar nas costas.

logorama – parte 2

Parte 1.

120 milhões de brasileiros veem a marca da Globo diariamente, e nem é preciso ligar a televisão. Nos primórdios da Globo, em 1965,  a marca era uma rosa-dos-ventos, criada por Aloísio Magalhães, que representava as quatro emissoras que formavam a tv globo, que ainda não era uma rede. Mais tarde virou um globo desenhado pelo cartunista Borjalo. Em 1974, já uma rede, os globos representavam as afiliadas da emissora. No ano seguinte, trouxe a modernidade da computação gráfica e criou um globo com uma tela dentro. Nos tempos em que televisão era 4:3, a tela era quadrada. Hoje, a tela já é 16:9. Repare também que o sombreamento no globo interior forma um sorriso.O título destes posts faz uma referência ao genial curta de animação de François Alaux. Numa cidade feita de logomarcas, Ronald McDonald é o vilão e os bonequinhos da Michelin são os policiais. Tem até o Unibanco no meio da história. No final, tudo rui, nada se sustenta.

Da crise brota a criatividade, ou da necessidade nasce a criatividade. Enfim, com a última crise finaceira que o mundo viveu, que culminou em 2008, muitas empresas fecharam as portas ou fizeram demissões em massa. Assim surgiram estas paródias ou protestos. Diferente do final de Logorama, estas marcas continuam intactas.

O setor de automóveis foi um dos mais afetados pela crise. No segundo trimestre de 2008, a GM perdeu 15,5 bilhões de dólares e as vendas caíram 18% nos Estados Unidos. Fábricas foram fechadas e a GM precisava de 500 milhões de dólares para não fechar sua sede principal em Detroid. No logo, GM, General Motors, virou Give Money, “dê dinheiro”. E a Ford demitiu 850 funcionários em 2008. A Ferrari diz não ter sido afetada pela crise, pelo contrário, apresentou recorde de vendas naquele ano. De qualquer forma, uma paródia é sempre boa.

Em 1989, o navio Exxon Valdez despejou 41 milhões de litros de petróleo numa área de preservação ambiental no Alasca. O navio era da Exxon (mais tarde Exxonmobil), a maior empresa do setor e que vendia seus produtos através da marca Esso. A Exxon foi duramente criticada pela demora em tomar providências.

Como crítica ao obscuro tratamento do governo chinês aos direitos humanos, gaiatos explicaram como a logomarca das Olimpíadas de Pequim foi “concebida”.

 

 

 

 

 

Há também críticas inofensivas como a da Pepsi.

logorama – parte 1

Dia desses estava vendo Ti Ti Ti (divertidíssima, por sinal) e vi que a maior parte dos personagens masculinos vestia Reserva ou Original Penguin. Não foi preciso ligar para a Central de Atendimento ao Telespectador para saber, bastou ver o logo do pica-pau e do pinguim nas roupas.

O logotipo é a representação gráfica de uma marca, o símbolo, pode ser simplesmente escrita por extenso, ou um desenho, uma letra etc. Pergunte a uma criança de três anos, que não sabe ler nem diferenciar batata de cebola, o que dois arcos dourados representam, ou o nome da bebida cujo rótulo tem o nome escrito de forma estilizada. Esse é poder de um logotipo e todo logotipo tem uma história.

Nestlé. O alemão Heinrich Nestlé se mudou para a Suíça em 1843, onde abriu uma farmácia. Vendia de tudo, desde fertilizantes até mostardas. Como a língua falada na cidade de Geneva era o francês, Heirich mudou seu nome para Henri Nestlé e passou a vender produtos derivados do leite. Em 1904 começou a produzir chocolate ao leite. E por que o logo é um ninho de pássaros? Porque Nestlé significa “pequeno ninho” e era um comércio de família para família.

Nike. Na década de 1960, Phil Knight fundou a Blue Ribbon Sports (BRS). Em 1971, ele queria lançar uma linha de tênis e pediu sugestões para a nova marca. O conceito veio da estudante de design gráfico Carolyn Davidson (que foi sua aluna), a asa da deusa grega da vitória, Niké ou Nice. Carolyn ganhou US$ 35 pela arte final, mas foi recompensada posteriormente pelo sucesso do logo. Uma asa abstrata que remete a movimento, determinação e ambição.

Coca-Cola. Todo mundo conhece uma função para o refrigerante. Serve para limpar a cena de um assassinato, como aderente para bailarinos não escorregarem, para explodir Mentos etc. Originalmente, foi um remédio inventado pelo farmacêutico John Pemberton. Mas quem escreveu Coca-Cola em tipo Spencerian foi seu contador, Frank Mason Robinson. Na época, em 1885, esta tipologia era bastante comum. Dizem que é o logotipo perfeito, os dois Cs dão distinção à marca, a escrita corrida em branco contra o fundo vermelho seduz, dá um ar de cool. Além do mais, a pronúncia em inglês faz a pessoa enrolar a língua. A marca é tão forte que só ela vale 44 bilhões de dólares (em 2007).

Google. A ferramenta de busca foi criada em 1996 pelos estudantes  Sergey Brin e Larry Page como projeto na universidade de Stanford. O logo foi criado por Ruth Kedar é muito simples, apenas o nome Google escrito em Catull, uma forma de dizer como usar o Google é fácil. Desde 1999, em dias comemorativos, o logo muda fazendo homenagens, os chamados Doodles. O responsável por elas é o designer Dennis Hwang.

Apple. O primeiro logo da Apple parecia rótulo de remédio ou selo de editora. Isso em 1976. Uma solitária maçã na macieira pronta para cair em cima da pessoa sob a árvore, tal qual Isaac Newton e sua Teoria da Gravitação Universal. O povo da Apple achou o logo muito complicado e mudou para uma maçã mordida, o fruto da tentação, da Árvore do Conhecimento. Como Adão e Eva, nós queremos esta maçã, mesmo não sabendo direito para que funciona.

Johnny Walker. Aos 15 anos, numa cidade do interior da Escócia, John Walker começou a vender whisky de boa qualidade na frente da loja da mãe. Quando ele morreu, em 1857, o whisly era o mais famoso do país. Os negócios foram herdados pelo filho Alexander, mas foi seu irmão George quem introduziu o cavalheiro caminhante e os labels. George pediu ao cartunista Tom Browne que desenhasse a imagem de um andarilho e que casasse com a qualidade do whisky. Dizem que é a caricatura de John Walker, mas há quem conteste. Junto do logo, os irmão adicionaram a frase “keep walking”, usada até hoje.

Lacoste. Rene Lacoste venceu o campeonato de Wimbledon em 1925 e 1928. Na época, os tenistas vestiam uma camisa branca bastante desconfortável de colarinho apertado, até que Lacoste criou uma camisa bem mais flexível e apropriada – que resultou na famosa pólo. Rene fez uma aposta com o capitão da equipe francesa na Copa Davis, se ele ganhasse, o capitão lhe daria uma maleta de couro de crocodilo. A imprensa americana adorou a aposta e o apelidou de Crocodilo. Rene venceu e seu amigo Robert George desenhou um crocodilo, que foi costurado no blazer que ele ganhou no campeonato.

McDonalds. Como já me disseram, se você estiver na estrada e vir o símbolo do McDonalds, é sinal de que há civilização por perto. Os dois arcos dourados foram criado por Jim Schindler em 1962 para decorar as laterais dos restaurantes. Apesar de formarem um M, eles chamavam de Arcos Dourados porque, na época, ter uma franquia do restaurante era como ter uma mina de ouro. Além do mais, arcos simbolizam proteção, abrigo. Um lugar para uma escapada.

Pepsi. Em 1893, um farmacêutico da Carolina do Norte chamado Caleb Bradham inventou uma mistura refrescante para seus clientes. A bebida se chamava Brad’s Drink, mas só passou a se chamar Pespsi em 1898, quando ele comprou por cem dólares o nome Pepsi-Cola de um concorrente falido. A bebida ficou tão popular que virou um grande negócio. Repare que os primeiro logos eram semelhantes aos da rival Coca-Cola.

bem de perto

Fazer cinema é difícil em qualquer lugar, mesmo para quem tem reputação internacional. Os estúdios querem garantia de retorno nas bilheterias, por isso investem em blockbuster, e seus braços para filmes independentes foram decepados. Miramax, Warner Independent, Paramount Vantage… Só restou a Fox Searchlight, que traz o novo filme de Terrence Malick (Cinzas no Paraíso, Além da Linha Vermelha), Tree of Life. O filme conta a história do mundo através de uma família texana e como ela é afetada após a morte de um dos filhos nos anos 1950. Os pais são vividos por Brad Pitt e Jessica Chastain, e o filho protagonista é feito por Hunter McCracken e Sean Penn, na fase adulta.

O roteiro de Tree of Life foi escrito e reescrito desde a década de 1970. Só de filmagens e refilmagens foram dois anos e muitos prazos de entrega furados. O filme foi financiado pela produtora River Road, do bilionário Bill Pohlad. Com a crise econômica, a produtora se desfez e a Fox Searchlight comprou os direitos de distribuição. Com tanto tempo de espera, as expectativas pelo primeiro trailer eram altas, e pelo visto, deve ser tão belo quanto O Novo Mundo, que Malick estreou em 2005. Ele repete a parceria com o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki. Luz natural, câmera na mão e subjetiva.