birdman, o oscar e a plateia

_AF_6405.CR2Lá pelas tantas de Birdman (ou A Inesperada Virtude da Ignorância), Riggan (Michael Keaton) atravessa a Times Square apenas de cueca e meias. Ele precisa dar a volta no quarteirão e atravessar uma multidão com seus celulares e pedidos inconvenientes. Sua vida depende disso, é sua aposta para sair do ostracismo e provar sua relevância. Essa sequência (há muitas outras também) sintetiza o que é o filme, uma sátira atual cravejada de metalinguagem. Absolutamente genial!

Riggan, um ator que fez sucesso como o super herói Birdman numa série de filmes, decide adaptar um romance para os palcos. Não só isso, ele também atua, produz e dirige a sua estréia na Broadway;  são os últimos ensaios que acompanhamos no filme. Alejandro Gonzáles Iñárritu também aposta alto no seu filme, ele faz um falso plano-sequência, como se o filme tivesse sido rodado num take só e não economiza em ousadia. Da trilha sonora, praticamente solos de baterias, ao realismo fantástico (ou realismo mágico, como é chamado lá fora), que está quebrando a cabeça do público americano.

Assim como Riggan, Michael Keaton também é lembrado por outro super herói. Apesar de ter trilhado um caminho diferente do seu personagem, Birdman não deixa de ser seu retorno ao estrelato. Ao longo das quase duas horas, não faltam metalinguagens como essa. Aliás, o filme todo é uma grande metalinguagem que dá esperança aos cinéfilos de plantão. Num momento em que Hollywood segue a dieta do blockbuster e de filmes qualquer coisa, ver algo autocrítico e extremamente autoral é um deslumbre.

O elenco inteiro está bárbaro! Michael Keaton brilha como nunca, assim como Edward Norton e Emma Stone, que eu sempre amei, mas nunca a tinha visto numa papel que não fosse a menina esperta e legal. A fotografia do ousadíssimo Emmanuel Lubezki (Filhos da Esperança, Gravidade) não dá nem pra comentar, fora a edição, injustamente e inexplicadamente não indicada ao Oscar.

É interessante ver os indicados ao Oscar deste ano. Nenhum dos filmes é exatamente popular. Pelo contrário. Pelo menos três, os que estão na dianteira – Birdman, Boyhood e O Grande Hotel Budapeste -, são absolutamente autorais e independentes. É a indústria, cansada dos Transformers da vida, dando o recado de que é preciso melhorar a qualidade dos filmes. Mas a plateia quer melhores filmes ou prefere continuar com os blockbusters?

Birdman, Boyhood e O Grande Hotel Budapeste têm qualidades sutis e de delicadezas ímpares, não perceptíveis para a maioria do público, já massificado pela velocidade que não leva a lugar algum das grandes bilheterias. Ele não aceita mais a ambiguidade e já não consegue digerir metáforas. Tudo está ao pé da letra. Mas na contramão disso, filmes independentes estão sendo cada vez mais celebrados. Para ver a urgência, o Festival de Sundance mal acabou e já especulam os prováveis indicados da temporada 2016 – ainda é muito cedo, porém falam em Brooklyn, Grandma e The End of the Tour.

Numa outra sequência de Birdman, a feroz (e estúpida, de certo modo) crítica do NYT, destila todo o mal que é a indústria do entretenimento de hoje, numa tentativa de livrar o teatro, o seu meio, da espetacularização. O que se sabe é que essa dieta que os grandes estúdios estão seguindo é tão maluca e insustentável como qualquer dieta da moda.

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o mundo da pixar

Neste ano de 2015, a mega exposição da Pixar vai aportar nesta cidade não tão maravilhosa. A expo vai fazer parte das comemorações dos 450 anos do Rio e deve chegar no CCBB em outubro. Provavelmente deve ir para São Paulo em seguida (nada confirmado, não há futuras datas no site).

Alguns dizem que todos os filmes estão conectados num único universo – isso já foi negado pela Pixar, mas alguns detalhes fazem a gente acreditar que sim!

O lixeiro de Toy Story 3 é o vizinho Sid do primeiro filme.pixar toy sid

De alguma maneira, Andy conhece Carl e Ellie. Há um cartão postal dos dois no quadro.pixar toy cartao

 

Em Procurando Nemo, o guri na sala de espera do dentista lê um gibi dos Incríveis. Buzz Lightyear também aparece.pixar procurando gibipixar procurando buzz

Já em Toy Story 2, a Senhora Cabeça de Batata lê Vida de Inseto.pixar toy batata

 

Linguini, de Ratatouille, usa cueca dos Incríveis.pixar ratatouille cueca

 

 

Há diversos cameos em todos os filmes. Como a sombra do Doug (Up!) em Ratatouille.pixar cameopixar cameo 2pixar cameo 4 pixar cameo 3pixar cameo rexpixar cameo mike

A bola Luxo apareceu no primeiro curta da Pixar. Desde então tem sido presença constante nos 3 Toy Story, Up! (um dos broxes do Russell e no quarto da menina, perto do Lotso, de Toy Story 3), Monstros S.A. (Nemo aparece junto), Universidade Monstro, Os Incríveis e no curta Preto.pixar luxo 3 pixar luxo 4pixar luxo 2 pixar luxopixar luxo russel

O número A113 aparece em quase todos os filmes. A113 é o número de uma sala da CalArts (California Institute of the Arts), por onde passaram não apenas os diretores e animadores da Pixar (como John Lasseter, Andrew Staton, Pete Docter – na foto), mas também gente como Tim Burton, Henry Sellick e muitos outros. Tem um post neste blog sobre a turma da CalArts.pixar a113 diretores pixar a113 4 pixar a113 3 pixar a113 2 pixar a113E não é só nos filmes da Pixar. Aparece também em Os Vingadores, Protocolo Fantasma (dir. pelo Brad Bird)…a113 os vingadores

 

O grande misturador de universos é o carro de entrega da Pizza Planet. Apareceu primeiro, claro, em Toy Story. pixar pizza procurando pixar pizza montros pixar pizza walle pixar pizza carros pixar pizza valentepixar pizza ratatouille

 

 

rapidinha nos bastidores – o sexto sentido

o sexto sentidoO Sexto Sentido foi um boom. Ninguém esperava o sucesso mundial que fez assim como ninguém imaginava o final do filme. O diretor M. Night Shyamalan explodiu como a nova promessa do cinema (falhou feio) e o garoto Haley Joel Osment virou o queridinho de todo mundo. Fora que “I see dead people” virou uma das falas mais populares do cinema.

Bruce Willis fez O Sexto Sentido porque ele precisou fazer um acordo de dois filmes com a Disney depois de demitir o diretor de The Broadway Brawler, que acabou cancelado. Pelo papel, ele recebeu 10 milhões de dólares, um cachê baixo para a época. O segundo filme foi Duas Vidas.

o sexto sentido - shyamalanLiam Aiken, de Desventuras em Série, foi cogitado para o papel de Cole, mas sua mãe acho que ele não devia fazer um filme tão “pesado”.

Haley Joel Osment tinha 11 anos quando fez o papel, que era de um menino de 9 anos. Ele não só arrasou nos testes como também foi o único que apareceu de terno e leu o roteiro inteiro três vezes numa noite,

Tony Collette disse que ficou tão envolvida no lado sentimental da história que só descobriu que o filme era de terror quando ele foi lançado.

O filme foi rodado em ordem cronológica.

Todos os irmãos e o pai de M. Night Shyamalan são médicos. Por isso ele sempre faz aparições como médico em seus filmes. Sua cena em O Sexto Sentido era para ser maior, mas ele se achou tão ruim que decidiu cortá-la ao máximo.

Toda vez que algo vermelho aparece, um fantasma aparece.

Bruce Willis, que é canhoto, aprendeu a escrever com a mão direita para que o público não visse que Malcolm estava sem a aliança.

Todas as roupas que o Dr. Malcolm veste nas cenas com Cole já tinham sido usadas ou mostradas na primeira parte do filme.

o sexto sentido - bruceDonnie Wahlberg, irmão do Mark, perdeu cerca de 20 kg para fazer o paciente transtornado do Dr. Malcolm.

O Sexto Sentido foi o terceiro filme de terror a ser indicado ao Oscar de melhor filme. O Exorcista e Tubarão foram os primeiros. O Silencio dos Inocentes também poderia entrar na lista, mas é mais suspense que terror.

O filme foi inspirado no episódio The Tale of the Dream Girl, do Clube do Terror.

teste para piloto

juriComo um ator é escolhido para um piloto de série? A diretora de elenco Marci Liroff, que trabalhou em E.T., Blade Runner, Meninas Malvadas etc, explica.

Primeiro ela se reúne com o diretor, produtores e executivos para saber o que eles procuram e como será a produção. A próxima etapa é selecionar possíveis atores e fazer uma pré-leitura do roteiro, só com ela. A partir desta primeira leitura ela consegue ver quem tem o perfil para o papel, e ela consegue fazer observações para que o ator consiga uma melhor abordagem.

A maioria das séries é produzida por estúdios e produtoras, e só depois conseguem uma casa num canal – exceto séries originais da Netflix, Amazon, Showtime e HBO. O primeiro teste “oficial” é diante de uma banca de executivos do estúdio. Geralmente são selecionados quatros atores por papel, eles assinam um pré-contrato de 10 dias exatamente para esta etapa. O clima quase sempre é um misto de cordialidade com ansiedade e nervosismo. Entra um por um e a resposta dos executivos é sempre neutra ou fria – mesmo quando eles amam o ator. Marci lembra seus atores a não desanimarem com isso, pois faz parte.

O resultado sai depois de uma deliberação. Ela dispensa dois atores e os outros voltam para mais uma leitura. O fato de serem dispensados não significa que sejam ruins ou que não trabalharão na série – é muito normal um ator fazer teste para um personagem e acabar escalado para outro. Mas os dois atores escolhidos precisam assinar um novo contrato com trocentas cláusulas, inclusive uma que impede fazer teste para outras produções durante a seletiva final. Essas negociações são feitas diretamente com o agente.

Com dois atores em jogo, é feito mais um teste. Agora para o estúdio/produtora e o canal. O teste é ainda mais intimidador. Marci diz aos seus “atores” que não conseguiram o papel para se manterem firme na carreira, pois é muito difícil e só de ter sido escolhido para fazer um teste já é muita coisa. Para o ator escolhido, o caminho também é árduo, pois o piloto de uma série não significa uma temporada completa. O piloto ainda precisa passar por avaliação para que uma temporada ou uma leva de episódios sejam encomendados. E se a série fizer sucesso, vai ser compromisso para, pelo menos, cinco anos.

A Academia planeja criar a categoria de Direção de Elenco no Oscar. Alguns diretores acham isso um absurdo (não gostam nem da nomenclatura), mas o resto da indústria acha que é um reconhecimento que já devia ter sido feito há muito tempo.

quem tem medo do escuro?

Curtas de terror que são realmente assustadores. Fazia tempo que eu não gritava “corre, correr!” ou “sai daí, sua idiota, tá maluca?”

Meu terror de toda noite, desde criança. Quando era criança era pior, porque tinha um espelho no corredor. 

Baseado na história do Smiling Man

O final poderia ter sido melhor. 

Não é assustador, mas é bom. 

Se fosse um pouco mais simples, seria melhor. 

versão americana

O cinema americano sempre procurou fazer suas próprias versões de sucessos estrangeiros. O resultado quase sempre foi abaixo (ou muito abaixo) do original. Agora as séries estão indo pelo mesmo caminhos. A A&E vai estrear The Returned, sua versão da francesa (e excelente) Les Revenants, de 2012, sobre pessoas de uma cidade que retornam para suas casas depois de mortas (há pouco ou muito tempo) como se nada tivesse acontecido. Les Revenants virou um sucesso internacional. A série ganhou o Emmy Internacional de Melhor Série Drama em 2013. A segunda temporada estreia este anos, com dois anos de atraso.

The Returned estreia dia 9 de março. A segunda temporada de Les Revenants ainda não tem data confirmada.

A minissérie The Slap fez um grande sucesso na Austrália. A minissérie conta, sob vários pontos de vista, um tapa dado num garoto mimado durante uma festa de aniversário. As opiniões do grupo de amigos divergem, cada um toma um partido. Mas o tapa é apenas a ponta do iceberg da vida de todos. A minissérie foi ao ar no Brasil pelo + Globosat. A versão americana vai ao ar na NBC, que tomou gosto pelas minisséries que podem virar séries, e para isso escalou um baita elenco: Peter Sarsgaard, Thadie Newton, Zachary Quinto, Uma Thurman, Brian Cox e Melissa George, que reprisa seu papel como a mãe do garoto.

The Slap americana parece ser boa, tem direção da Lisa Cholodenko, que acabou de dirigir a fantástica Olive Kitteridge. A minissérie estreia dia 12 de fevereiro. 

rapidinha nos bastidores – substituição de atores

helen mirren mariahStuart Townsend, o ex-marido da Charlize Theron, tinha sido escalado para ser o Aragorn de O Senhor dos Anéis. No quarto dia de filmagem, o diretor Peter Jackson passou a achar Townsend jovem demais para o papel, e assim chamou Viggo Motersen.

O mesmo Jackson demitiu Ryan Gosling do elenco de Um Olhar do Paraíso, um mês antes do início das filmagens. Gosling disse que Jackson não tinha muito tempo para conversas, então decidiu construir seu papel sozinho. Ele engordou muitos quilos tomando sorvete e deixou a barba crescer. Quando encontrou Jackson, o diretor não gostou nadinha da pança de Gosling. Com a saída do ator, Jackson chamou Mark Wahlberg. Gosling não guarda rancor, disse que foi melhor assim, pois tinha uma visão completamente diferente da de Jackson. Mas “eu estava gordo e desempregado.”

Sofia Vergara teve que deixar as filmagens de Obsessão (The Paperboy) por conflito de agenda. Nicole Kidman acabou ficando com o papel. E virou a única coisa interessante do filme. O mesmo Lee Daniels, diretor de Obsessão, passou por algo semelhante em Preciosa. Helen Mirren desistiu do papel da Mrs. Weiss para fazer outro filme e Mariah Carey entrou no seu lugar quatro dias antes do início das filmagens. Não se sabe como Mariah entrou pro filme e nem como Lee a dirigiu, mas deu muito certo. Lembra de Glitter?

Kel O’Neill já estava nos sets de Sangue Negro quando desistiu do seu papel. Aparentemente, ele ficou intimidado com o método de trabalho do Daniel Day-Lewis (que se mantém no papel o tempo todo) e o diretor Paul Thomas Anderson viu que ele não iria render. No seu lugar entrou Paul Dano, que fez um excelente trabalho.

Depois de seis semanas de filmagem, James Purefoy pediu para sair de V de Vingança por diferenças criativas com os irmãos Wachowski. Hugo Weaving assumiu o papel. Algumas cenas de Purefoy estão na edição final, mas foram dubladas por Weaving.

Dogray Scott era o Wolverine do primeiro X-Men. Mas por causa de Missão Impossível 2, ele teve que deixar a produção. Hugh Jackman entrou na terceira semana de filmagem.

Annete Bening ia ser a Mulher-Gato do Batman – O Retorno, mas teve que deixar a produção quando descobriu que estava grávida. Mas a Michelle Pfeiffer foi tão incrível que a gente não consegue imaginar outra atriz no papel.

Tim Burton também precisou fazer uma substituição de última hora em Batman. Sean Young quebrou o braço num ensaio, mas o diretor decidiu continuar as filmagens e fez mudanças no roteiro para que Kim Basinger pudesse substituí-la. Segundo muitos, a saída de Sean Young foi um alívio para todos, especialmente para Burton. Desde sempre ela tem fama de ultra mega chata.

Christian Bale já estava no elenco de Psicopata Americano quando a produção decidiu contratar Leonardo DiCaprio. Mas Leo desistiu do papel depois do sucesso de Titanic, então contrataram Ewan McGregor. A pedido de Bale, McGregor não aceitou o trabalho e o papel voltou para ele.

Outras substituições de última hora: Michael J. Fox ficou com o papel de Marty depois que Eric Stoltz foi liberado da produção. Harrison Ford virou o Indiana Jones porque Tom Selleck tinha que gravar Magnum.

a noite dos ruivos

eddie redmayneE num ano sem favoritos definidos em que a gente apostava na mesmice, os Globos de Ouro surpreenderam. Os correspondentes estrangeiros deram um tapão na nossa cara e revelaram o fetiche por ruivos. Brincadeira, mas foram quatro: Julianne Moore (Para Sempre Alice), Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo), Ruth Wilson (The Affair) e Amy Adams (Grandes Olhos). Apesar de não ter levado por Birdman, nosso olhos foram só para a Emma Stone.

Mas falando sério, True Detective, que eu achava que seria barbada, saiu de mãos abanando. Fargo levou a melhor, nem eles acreditaram, e com dois prêmios – minissérie e ator (Billy Bob Thornton)! Joanne Froggatt, de Downton Abbey, desbancou a Uzu Aduba (Orange is the New Black), que eu jurava que seria premiada. O Grande Hotel Budapeste passou Birdman para trás em filme – comédia ou musical, o Wes Anderson levou um susto.

benedict-photobombMaggie Gyllenhaal, acompanhada do irmão Jake (diga-se de passagem, um dos mais bonitos da noite), levou seu globo por The Honorable Woman. Me deu certa raiva, porque Frances McDormand merecia um monumento por sua interpretação em Olive Kitteridge. Acho que ela também ficou meio decepcionada. Aí veio a maior surpresa da noite, Gina Rodriguez ganhou como melhor atriz de série de comédia ou musical por Jane The Virgin. Ela quase morreu de susto. Foi o primeiro Globo de Ouro para uma produção da CW. Transparent, como se esperava, levou o prêmio de série de comédia.

Em série drama, The Affair surpreendeu, e a protagonista Ruth Wilson saiu consagrada quando a gente esperava ver Robin Wright, Viola Davis ou a Julianna Margulies. Falando na Good Wife, que apresentou o prêmio especial para o George Clooney (cavalheiríssimo como sempre), ela parecia uma louca. Aliás, a tempestade que caiu no dia acabou com o cabelo de muita gente (“I hate . E os vestidos eram muito feios. Os únicos bonitos da noite foram, além do Jake, Jessica Chastain, Emma Stone, Benedict Cumberbatch, Matt Bomer, Diane Krueger, Jamie Dorman, Kate Hudson e a Meryl Streep – porque ela é a Meryl Streep. Até o George Clooney estava com uma maquiagem estranha. E o Prince?

Obrigado, Tina Fey e Amy Poehler, por fazerem humor inteligente, agressivo, simpático e engraçado de verdade. Vão fazer falta, mas a Kristen Wiig e o Bill Hader seriam excelentes apresentadores.

Nota: Ben Cumberbatch foi realmente escolhido ao acaso para apresentar o primeiro prêmio da noite. Ele estava meio altinho e passou o resto da noite dançando. Vendo as fotos pós-premiação, todos estavam altinhos.

um filme sobre a ambição

Whiplash-5547.cr2Jamais passou pela minha cabeça que um dia eu ia adorar um filme sobre um baterista. Em Whiplash, do desconhecido Damien Chazelle, o jovem Andrew (Miles Teller) quer se tornar o melhor baterista de jazz que o mundo já viu. Sua ambição cruza com a do severo, cruel e rigoroso professor Fletcher (J. .K. Simmons). Lendo a sinopse assim, parece mais um filme sobre um jovem prodígio que passa a ter a atenção de um professor linha dura, mas que esconde um coração de manteiga. Porém, neste filme as coisas são como são. Andrew não é bonzinho. Sua ambição o faz cometer atos horríveis, e Fletcher é realmente desumano. Os dois se merecem e se entendem.

Damien Chazelle escreveu e dirigiu Whiplash usando suas memórias como integrante de uma banda na escola. Segundo ele, a presença do seu instrutor o intimidava. Já o Fletcher de Simmons é aterrorizante na mesma medida em que consegue ser encantador. A atuação de Teller também merece elogios rasgados, ele deu, literalmente, sangue, suor e lágrimas pelo filme. É um ótimo filme sobre música sendo contada com música. E também um estudo da ambição humana. Merece todo o zunzunzum que está recebendo.