oscar 2011 – meus votos

A gente fala do Oscar como se ele fosse o mesmo desde a primeira edição. É claro que certas coisas, como a vontade de homenagear um colega, ainda existem, mas estão cada vez mais raras. Injustiças e esquecimentos sempre existiram e continuarão a existir, assim como surpresas, boas e ruins. Alguém apostou em O Segredo dos Seus Olhos no ano passado? E Guerra ao Terror e Avatar? Muitos achavam se tratar de uma luta David vs. Golias.

Alguns esnobam o Oscar, mas é só ser indicado para mudar o discurso. São seis mil votantes, entre atores, diretores, maquiadores, produtores, etc. Gente que trabalha ou trabalhou ativamente na indústria. É certo que poucos realmente assistem aos filmes indicados e a maioria vota por amizade e admiração, por isso que ganhar um Oscar é uma questão de reconhecimento.

A cerimônia deste ano vai ser um pouco diferente, como já adiantou o Deadline ao ter o roteiro em mãos. O cenário será de projeções para Anne Hathaway, James Franco e convidados passearem por diferente períodos do cinema. O envelope também mudou, agora tem design exclusivo com o cartão impresso em ouro com os dizeres “the Oscar goes to”. Para deixar bem claro, cartões com os nomes de todos os indicados foram impressos, os auditores colocam os cartões dos vencedores nos envelopes, lacraram e timbraram. Os outros cartões são destruídos.

Prever quem vai levar as estatuetas está cada vez mais difícil, claro que há certeza em certas categorias, mas maquiagem, atriz coadjuvante, filme estrangeiro e documentário são dúvidas. Curta de documentário e ficção são praticamente chutes!

Bom, peguei meu turbante, liguei a bola de cristal na tomada e aí estão minhas previsões. Se eu acertar pelo menos 20, vou abrir uma tendinha e trazer a pessoa amada em 3 dias!

PS: Eu vi Bravura Indômita esta semana, mas eu tirei um bom cochilo porque tinha acordado muito cedo. A única coisa que posso dizer com convicção sobre o filme  é que esta garota Hailee Steinfeld é um máximo!

A TNT começa a transmissão às 21h como Tapete Vermelho. Cerimônia às 22h.

A Globo passa a exibir a cerimônia depois do Big Brother – horário indefinido.

 

oscar 2011 – trilha sonora

Dê o play, feche os olhos e tente lembrar do filme. A minha preferida é a de A Origem, assustadora, forte e moderna. Gosto também da de A Rede Social e a de Como Treinar Seu Dragão, realmente linda.

*escolhi as faixas que melhor representam, na minha opinião, seus respctivos filmes.

Como Treinar Seu Dragão – John Powell

A Origem – Hans Zimmer

A Rede Social – Trent Reznor e Atticus Ross

127 Horas – A.R. Rahman

O Discurso do Rei – Alexandre Desplat

oscar 2011 – figurino

Se fizesseem um filme sobre mim, o figurino seria basicamente jeans, camiseta e camisa pólo, com direito ao hit Onde Vivem os Monstros (sucesso absoluto). Enfim, vestir personagens não é fácil, mesmo que o filme fosse sobre minha vida, as roupas e acessórios seriam pensados para a tela, para a construção do personagem, a ambientação, a fotografia etc.

Como na direção de arte, o figurino fica mais evidente quando se trata de um musical, fantasia ou filme de época. No ano passado, Sandy Powell (indicada também este ano por The Tempest) venceu por A Jovem Rainha Victoria, um filme de época. Ao receber o prêmio, ela dedicou a estatueta às figurinistas de filme contemporâneos. Na maioria das vezes, filmes contemporâneos ficam de lado nesta categoria, o vencedor é o figurino mais visualmente deslumbrante, por isso a surpresa de ver o italiano I Am Love (Io Sono l’amore) entre os indicados.

O CDG (Costume Design Guild) Awards divide seus indicados em categorias. Cisne Negro (que era dado como certo no Oscar) levou o prêmio de figurino contemporâneo, enquanto O Discurso do Rei levou na categoria filme de época e Alice no País das Maravilhas levou o prêmio em filme de fantasia.

I Am Love – Antonella Cannarozzi

É esteticamente lindo e casa com a posição dos personagens, a alta sociedade italiana. Muito elegante e sofisticado, mas dificilmente ganhará a estatueta. Tem minha humilde torcida.

The Tempest – Sandy Powell

The Tempest é baseado na peça de Shakespeare e dirigido por Julie Taymor. Como tudo que ela faz rende livro e exposição, o figurino do filme também não fugiu a regra. É teatral, dramático, singular e muito bonito. O único problema é que o filme em si foi muito mal recebido pela crítica americana e está praticamente esquecido. O figurino, pelo menos, chama atenção. Também tem minha torcida.

O Discurso do Rei – Jenny Beavan

É o filme de época do ano e também retrata a realeza britânica, mas ao contrário de A Jovem Rainha Victória e outros filmes semelhantes, o figurino de O Discurso é bem mais austero. A figurinista Jenny Beavan precisou trabalhar com um orçamento bem mais enxuto e teve dificuldade para encontrar peças e detalhes (como as medalhas militares) de uma época ainda pouco mostrada no cinema.

Bravura Indômita – Mary Zophres

Faroestes também não são comuns nesta categoria, o de Bravura é apontado por muitos figurinistas como o melhor a se adequar ao filme. Ou seja, o que mais contribui para a narrativa.

Alice no País das Maravilhas – Colleen Atwood

É o que mais chama atenção. Collen Atwood disse não ter se prendido ao livro e outras produções de Alice, pois a história era diferente. Disse também que foi um alívio não ter que lidar com roupas encolhidas ou agigantadas. O figurino inspirado na era vitoriana deixou para trás o vestido azul da ALice da Disney, afinal, a Alice de Tim Burton já é uma mulher. No país das maravilhas, ela pôde brincar com proporções, principalmente com o figurino da Rainha Vermelha, que precisava “aumentar” a cabeça de Helena Bonham Carter. É de longe o mais vistoso e provavelmente levará o Oscar. Caso isso ocorra, será o terceiro Oscar de sua carreira – Chicago e Memórias de uma Gueixa. Ano passado ela foi indicada por Nine. Alice é o oitavo trabalho com Tim Burton e ela já trabalha em seu novo projeto, Dark Shadows.

sookie é rica

Lendo o blog oficial de True Blood, descobri que Sookie tem 3 carros! Sim, 3 daqueles Hondas. A explicação: 1 para cenas de direção de verdade, 1 para cenas em que o carro é puxado para gravar cenas de interior e o outro é para ser usados por dublês. Para quem gosta da série, o blog tem curiosidades divertidas, como as fotos e objetos de familiares da equipe na casa da Sookie.

oscar 2011 – direção de arte

O diretor de arte é o sujeito que trabalha ao lado do diretor e do diretor de fotografia. É o responsável pela tradução do roteiro em imagem, quem desenha as ideias do diretor e faz o casamento com a cenografia, figurino etc. Ou seja, é quem concebe a imagem do filme, a identidade visual.

A direção de arte é mais marcante em determinados gêneros, como fantasia, musical, ficção científica e filmes de época, justamente os gêneros indicados este ano: A Origem, Alice no País das Maravilhas, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 1, Bravura Indômita e O Discurso do Rei. Nesta categoria, são sempre indicados o designer de produção e o cenógrafo.

Uma boa direção de arte é aquela que é imperceptível, como toda boa arte. É quando não se consegue imaginar um outro lugar para a história se passar, é claro que tudo melhora quando o figurino e o trabalho do outros departamentos complementam a direção de arte. Não basta um cenário ou locação para o diretor filmar o que bem entender, é um trabalho conjunto de decidir o que mostrar na tela, por isso muitos diretores e designers repetem a parceria em muitos filmes.

A Origem – Guy Hendrix Dyas / Larry Dias e Doug Mowat

A Origem é um thriller de ficção científica contemporâneo, um jogo do que é real e imaginário, filmado em locações em diferentes países e em estúdios de Los Angeles e Londres. Os cenários desta arquitetura de sonho dentro de sonho foram construídos de verdade, sem computação gráfica, do castelo japonês que abre o filme (a inundação com água de verdade) até o quarto de hotel de Mal, em escala real. Hollywood como antigamente.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 1 – Stuart Craig / Stephenie McMillan

Junto com A Origem, é o meu favorito. Na sétima parte da série, Harry, Hermione e Ron estão desprotegidos e desolados fora de Hogwarts, no nosso mundo de trouxas e no mundo deles. As cores mudaram durante a série. O sombrio ficou mais sombrio e o colorido ficou desolado, frio. É uma combinação perfeita de belíssimas locações, cores, texturas, do que é real e o que é imaginário. A primeira parte de Relíquias da Morte conseguiu passar que a maldade de Voldemort vai além do mundo dos bruxos.

O Discurso do Rei – Eve Stewart / Judy Farr

É uma direção de arte diferente por se tratar de um drama real de época. Muitas locações e algumas reproduções em estúdio. É claro que não é fácil recriar a Inglaterra dos anos 1930, a dificuldade é pôr “vida” em locações. É como ir num museu onde viveram reis e tentar imaginar como era a vida naqueles tempos.

Bravura Indômita – Jess Gonchor / Nancy Haigh

Jess Gonchor (Capote) já havia trabalhado com os irmãos Cohen. “Você sabe como a gente gosta”, disseram os diretores. A história se passa no inverno de 1878, mas as filmagens aconteceram no meio da primavera. O desafio foi encontrar locações e uma cidade que ainda tivesse as características de uma cidade daquele tempo e transformá-la numa cidadezinha do oeste. Prédios foram construídos, as árvores perderam folhas, a pintura foi desgastada, placas de comércio e postes de eletricidade viraram árvores.

Alice no País das Maravilhas – Robert Stromberg / Karen O’Hara

Quando Alice estreou, a maioria das críticas disse que era visualmente bonito e só. Eu não sou fã desta adaptação, fiquei um tanto decepcionado e acho a direção de arte parcialmente ruim. A computação gráfica está presente em cada píxel, não tenho problema com isso, gosto também da brincadeira de escala mini/max, mas em certos momentos, a computação gráfica é gritante e exagerada, muito mais absurda que imaginativa. A paleta de cores é fantástica e tem seus contrastes, porém, algo não desce bem.

bora pro tapete vermelho

Já superei a não indicação de Christopher Nolan, Ilha do Medo e de outros (mentira, choro toda noite antes de dormir). Se os indicados são estes, então são estes.

Tire o Valentino e o smoking do armário para arejar, porque esta semana o assunto é Oscar. A partir de amanhã, vamos falar um pouco sobre os indicados nas categorias que a gente ama, mas que nunca entram em grandes discussões, começando por Direção de Arte. See you!

no sufoco com james franco

Eu já tinha tudo pensado e esquematizado para o post – como o filme é a cara do Danny Boyle, a edição, a cenografia e maquiagem etc, mas aí veio a aguardadíssima cena que todo mundo sabe como é e eu esqueci tudo. A cena em si não é tão violenta, as pessoas se remexem na poltrona, mas ninguém desmaiou nem fez a Aretuza. Em uma palavra, 127 é foda (palavra que uso raramente).

S2 bbc

Uma das coisas mais fenomenais que eu comprei nos últimos tempos foi o box multimídia BBC Investigation. Trata-se do supra sumo das produções de investigação da BBC, ou seja, as duas temporadas de Life on Mars (DVD-ROM) + a minissérie Intrigas de Estado – State of Play, que originou o filme de 2009 (DVD) + a série Wallander (online).

É impossível não gostar de Life on Mars, é entretenimento de altíssimo nível, coisa fina de doer. Sam Tyler é um detetive de Manchester que acorda em 1973 depois de ser atropelado e precisa lidar com seus conflitos e dilemas morais numa época onde não existia a expressão “politicamente correto”, tudo era mais instinto que científico. Uma comparação de digitais demorava semanas e exame de DNA ninguém nunca havia ouvido falar. John Simm, que interpreta Sam, arrebenta por estar em todas as cenas e nos fisgar de cara. É o tipo de homem comum, não é forte nem bonito, mas tem inteligência e charme para criar empatia com o espectador. O mesmo dá para dizer do chefe Gene Hunt, papel de Phillip Glenister, sujeito grosseiro, machista e dono das melhores falas da série.

John Simm e Phillip Glenister também estão em Intrigas de Estado, Glenister no papel de um policial e Simm como o jornalista que investiga a morte da assistente de um político em ascensão, aparentemente sem ligação com a morte de um traficante. Se o filme é ótimo, a minissérie é muito melhor. No elenco: Bill Nighy, Kelly Macdonald, James McAvoy e Polly Walker (a eterna Átia de Roma).

Wallander eu ainda não assisti, vou ficar devendo. Então, se você tem um dinheiro sobrando… fikdica!

um rugido, as time goes by…

Warner Bros, Paramount, 20th Century Fox, Columbia e Dreamwoks. Estes são, com a Disney, os principais estúdios de cinema do mundo e seus logos são mundialmente conhecidos, mas da onde eles surgiram? – Meio que surrupiado da Neatorama.

MGM – Metro-Goldwyn-Mayer. O leão se chama Leo e foi criado em 1924 para Samuel Goldfish, fundador da Goldwyn Picture Corporation. O autor era o publicitário do estúdio, Howard Dietz, que se inspirou no símbolo da equipe de atletismo da universidade de Columbia. Após a fusão com a Metro Pictures Corporation e a Louis B. Mayer Pictures, surgiu o nome MGM.

Desde então, cinco leões assumiram o papel de Leo. Slats foi o primeiro, sua imagem abriu os filmes de 1924 até 1928. Jackie foi o segundo, mas o primeiro a ter rugido, mesmo abrindo filmes mudos – o som vinha de um fonógrafo na sala de exibição. E também foi o primeiro leão technicolor, em 1932. O terceiro leão foi Tanner, mas Jackie continuou sendo usado para filmes em preto e branco. O quarto leão é desconhecido, mas o quinto, Leo, se tornou o definitivo desde 1958. “Ars Gratia Artis”, que pode ser lido na parte superior do círculo, significa “arte pela arte”.

20th Century Fox. O tradicional logo da Fox foi criado em 1933, mas no lugar de Fox, estava “Pictures, Inc”. Isso porque antes era apenas Twentieth Century Pictures. Em 1935 houve a fusão com a Fox Film Company e virou Twentieth Century-Fox Film Corporation (note o hífen que mais tarde foi deixado de lado). Depois da fusão, o criador, o desenhista Emil Kosa, precisou fazer apenas uma substituição. Kosa também desenhou a Estátua da Liberdade destruída de O Planeta dos Macacos (1968).

Paramount. W.W. Hodkinson criou a famosa montanha depois de uma reunião com Adolph Zukor, um dos fundadores do estúdio – em 1912, se chamava Famous Players Film Company, virou Paramount em 1916. A inspiração era a Ben Lomond Mountain, em Utah, uma imagem da infância de Zukor. Porém, a imagem usada depois, em 1952, foi a da Artesonraju, no Andes peruano. A atual é uma criação em computação gráfica.

No primeiro logo havia 24 estrelas ao redor da montanha e simbolizavam os 24 atores contratados pelo estúdio. Hoje, são 22 estrelas. Não se sabe por que duas estrelas ficaram de fora, talvez por uma questão de estética.

Warner. A história da Warner é bem curiosa. O estúdio foi fundado em 1903 por quatro irmãos judeus imigrados da Polônia: Harry, Albert, Sam e Jack Warner, que na verdade se chamavam Hirsz, Aaaron, Szmul e Itzhak Wonskolaser (não se sabe se este é o sobrenome correto, alguns dizem que é Wonsal e outros dizem que é Eichelbaum).

Os irmãos Warner foram para o Canadá e passaram a exibir filmes. Em 1903, já nos Estados Unidos, abriram um cinema na Pensilvânia e até 1918, apenas exibiam e distribuiam filmes. Oficialmente, a Warner Bros. (Brothers tá errado, tá?) só abriu as portas em 1923 e seu primeiro sucesso foi Rin Tim Tim (trazido por um soldado americano depois da 1ª Guerra) no curta Where the North Begins, mas sucesso mesmo só veio com a contratação do ator John Barrymore (avô de Drew Barrymore) para protagonizar Beau Brummell, o maior sucesso de 1924.

A Warner ficou conhecida pelo pioneirismo na sincroniação do som. Os filmes “falados” fizeram muito sucesso e permitiram a expansão do estúdio. Ironicamente, Harry disse anos antes para o irmão Sam (o grande entusiasta na tecnologia): “Que raio de gente quer ouvir atores falando?”. O logo não sofreu muitas alterações, o primeiro dividia o WB com a foto do estúdio na Califórnia. Em 1967, Jack vendeu o controle do estúdio e da divisão de música para a Seven Arts Productions e o logo ganhou o estranho título Warne Bros – Seven Arts. Ele se manteve como presidente, mas o fracasso de Camelot  o obrigou a se aposentar.

Dreamworks. Em 1994, Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg e David Geffen fundaram a Dreamworks, SKG. Spielberg queria que a imagem do estúdio fosse uma criação em computação gráfica de um homem pescando na lua. O supervisor de efeitos visuais Dennis Muren (da ILM) sugeriu que a “pintura” fosse feita à mão e consultou o desenhista Robert Hunt.

Hunt, por sua vez, fez uma versão alternativa. Um menino sentado numa lua minguante enquanto pesca. Spielberg gostou mais desta versão. Então, toda vez que vemos um filme da Dreamworks, vemos o filho de Hunt, William, que é o menino da lua.

Columbia. A Columbia foi fundada em 1919 com o nome de Cohn-Brandt-Cohn Film Sales. Os filmes eram de baixo orçamento, tão baixo que ganharam o apelido de “Corned Beef and Cabbage” (carne enlatada e repolho). Em 1924, numa tentativa de revitalizar o estúdio, a Cohn-Brandt-Cohn Film Sales virou Columbia Pictures Corporation e ganhou como símbolo a personificação da América – ou A Mulher da Tocha.

Ninguém sabe ao certo quem serviu de modelo. Betty Davis disse que foi a atriz Claudia Dell, a People Magazine disse que foi a atriz inglesa Amelia Batchler, mas o Chicago Sun-Times disse que foi uma figurante de um filme da Columbia chamada Jane Bartholomew. É possível que as três tenham servido de modelo. A atual América foi criada pelo designer Michael J. Deas, em 1993, para devolver um visual mais clásscio à Mulher da Tocha. Ao contrário do que dizem, a modelo não foi Annette Bening, e sim a artista Jenny Joseph, mas seu rosto foi modificado.

> Tente adivinhar de que filme são os logos dos estúdios. A brincadeira é da Empire. Clique aqui (as respostas eu coloco nos comentários).