compre compre compre

Todo mundo sabe que não há xampu no mundo que faça o cabelo se movimentar num doce balanço como uma cortina de seda ao vento, e que o Big Mac vendido na lanchonete mais próxima vem mais sambado que a Globeleza. Mas a gente acredita na imagem. E a publicidade sabe disso. Pelo menos na foto e no vídeo, a ilusão conta muito mais que a realidade.

Como vender um produto para cabelo? A regra primordial é andar, porque cabelo parado não vende. Pode ser numa praia, num iate, numa mansão… Não importa, para fazer efeito, tudo é gravado com chroma key. Ou seja, o cenário é inserido na pós-produção. A gravação é com um fundo verde justamente para que a iluminação possa ser controlada e para que um cara vestido de verde possa fazer os movimentos mágicos no cabelo. Difícil de entender? Só ver o vídeo abaixo.

Por que o sanduíche da propaganda é lindo e o que eu compro parece que foi atropelado? Porque sim. Quer dizer, o sanduíche que a gente compra deveria vir lindo e maravilhoso, mas… A boa notícia é que os ingredientes do sanduíche da foto e da realidade são os mesmos. O McDonald’s do Canadá resolveu mostrar como é a sessão de fotos de um sanduíche. A ideia é que todos os ingredientes fiquem bem visíveis. A rodela de cebola dá altura, o queijo é levemente derretido com secador de cabelo e gotas de catchup e mostarda são estrategicamente pingados.

Mas a carne do hambúrguer e o churrasco  leva uma pincelada de graxa para sapato e tem marcas de grelha milimetricamente marcadas.

Há algo estranho nos modelos de cueca. Bom, é de conhecimento geral que o homem tem pênis e saco escrotal. Ou seja, há traços identificáveis na cueca. Mas por que que nas fotos o volume é suavizado? Bom, o discurso varia de marca para marca. No geral, elas não querem chamar atenção pro volume, e elas acham até que pode ser meio ofensivo se o contorno do pênis (o chamado VPL – visible penis line) estiver evidente. Logo, há alguns truques, mas o mais comum é simplesmente fazer o modelo colocar uma fatia de pão de forma (sem casca) dentro da cueca. Outro jeito é o modelo usar uma jockstrap (suporte atlético), mas o efeito pode ser o oposto. Alguma marcas querem mesmo é pacotão, aí vale colocar anel peniano, meia, fazer um casting mais ousado…

Alguns alimentos simplesmente não aguentam horas e horas de fotografia. Um refrescante copo de refrigerante bem gelado tem gelos de mentira e antiácidos para fazer bastante gás toda vez que é necessário. Já a cerveja tem espuma de detergente para fazer o colarinho e o sorvete nunca é sorvete. Ou é purê de batata (mistura pronta) com corante ou uma mistura de amido de milho com açúcar de confeiteiro e gordura. E chantilly quase sempre é espuma de barbear. Nem frutas e legumes escapam dos truques, tacam uma camada de laquê ou desodorante para dar aquele brilho!bolo

Mais um: Como fazer o cereal não afundar no leite? Simplesmente substitua o leite por cola branca!

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os 10 anos do fim de sfu

sfuHá um histórico de posts sobre Six Feet Under neste blog. E a razão de celebrar os 10 anos do seu episódio final é simplesmente porque ela é, na minha opinião, a melhor série já produzida. E com o melhor final de todos os tempos. Para relembrar um pouco a família Fisher, um apanhado do que foi o apoteótico final.

SPOILER, obviamente. E não leia se você nunca viu a série – SFU é uma experiência de vida.

  • Quando os roteiristas começaram a trabalhar a quinta temporada, eles sabiam que seria a última. Embora a ideia era que Nate morresse – e isso estava certo desde o início, já que “Nate era um cara que estava fugindo de sua mortalidade desde sempre”, nas palavras do criador Alan Ball – eles não queriam que o final fosse com a morte dele. Até que um dos roteiristas sugeriu matar todos os personagens. A equipe toda riu no início, então viram que era uma boa ideia. Depois acertaram que Nate deveria morrer três episódios antes do final.
  • Alan Ball se isolou numa cabana para escrever o episódio final – Everyone’s Waiting. Ele disse ter chorado copiosamente. Os sete minutos finais foram escritos como uma montagem bem específica, já com a música Breath Me em mente.
  • Breath Me foi uma sugestão do supervisor musical Gary Calamar. Sia ainda estava longe de ser a estrela que é hoje, aliás, ela é grata pelo bom uso de sua música na série. E Breath Me já tinha sido escolhida para o vídeo promocional da temporada. Cold Wind, do Arcade Fire, quase foi a música do promo, mas acabou entrando num dos episódios.
  • Como cada parte da sequência final foi escrita com precisão, não havia material extra para a edição, o que fez o editor Michael Ruscio penar. Ele também teve que alongar a música, que começa a ser cantada exatamente quando o carro de Claire começa a andar, uma referência a abertura da série, quando a roda da maca gira. E no trecho “be my friend”, Claire reencontra Ted.
  • A última cena filmada foi a de Claire dirigindo na estrada para uma nova vida. Usaram um helicóptero e uma van. Ball quis que a série terminasse assim porque começou com uma morte no carro. E Claire foi a última a morrer porque ela era a artista, a que via tudo.
  • Lauren Ambrose ainda chora quando lembra da gravação da cena em que tira a foto da família na varanda de casa. Ela disse que o fim da série mexeu muito com ela, afinal, a série foi praticamente sua formação como atriz.

Parei de rever o final porque comecei a me descontrolar e meu coração começou a doer. É sério.

Por onde anda o elenco?

Peter Krause terminou de fazer Parenthood e já está no elenco de The Catch, série da ABC, produzida pela Shonda Rhimes. A série deve estrear no fall season deste ano.

Depois de Dexter, Michael C. Hall tem diversificado bastante sua área de atuação. Fez os filmes Versos de um Crime e Julho Sangrento. Tem feito bastante dublagens e fez Hedwig and the Angry Inch. Em 2016, ele estará no elenco do filme Christine.

Lauren Ambrose fez participações em séries e estará nos novos episódios de Arquivo X.

Frances Conroy esteve nas quatro temporadas de American Horror Story, onde reencontrou a colega Kathy Bates. Ela não foi confirmada para a quinta temporada – Hotel – e tudo indica que ficará mesmo de fora, pois está no elenco da série Casual, do Jason Reitman.

Rachel Griffiths tem alternado trabalhos nos Estados Unidos e na Austrália. Depois de Brothers & Sisters, ela chegou a fazer mais uma série em solo americano, Camp, que teve só uma temporada, e uma participação em Walt nos Bastidores de Mary Poppins. Na Austrália, tem feito filmes e minisséries.

Matthew St. Patrick tem feito várias participações em séries. A última foi na temporada final de Sons of Arnachy.

filmes para ver em 2015

2015 tem tudo para bater recorde de bilheteria: Os Vingadores: A Era de Ultron, Jurassic World, Star Wars…

No Coração do Mar. Ron Howard volta para o mar, agora renovando a parceria com o Chris Hemsworth depois de Rush. A história baseada em fatos reais, foi a inspiração para Moby Dick. Um navio baleeiro é atacado por uma baleia, que deixa a tripulação à deriva lutando para sobreviver. No elenco, só gente boa: Cillian Murphy, Brendan Gleeson, Ben Whishaw, Tom Holland, Benjamin Walker e Michelle Fairley. 

Mad Max: Fury Road. O diretor George Miller volta para o universo que o consagrou. Pelo o que é mostrado nos trailers, vai ser alucicrazy! Onde compra o ingresso. 

Os Vingadores: A Era de Ultron. A aguardadíssima sequência de Os Vingadores vai dar o que falar. O que mudou desde o último filme? A excelente continuação do Capitão América. 

Jurassic World. Nem precisa ser bom, é meu filme obrigatório de 2015. Curioso pra ver a direção do Colin Trevorrow. 

Star Wars: O Despertar da Força. Pra dizer a verdade, minhas expectativas estão bem calmas. Mas é J. J. Abrams, então as chances de ser melhor que os episódios I, II e III são bem altas. 

Jogos Vorazes: A Esperança – parte 2. Esperando estrear para ver a parte um. Porque é ridículo e desnecessário demais dividir um filme em dois.

007 – Spectre. Nunca morro de vontade de ver um filme do James Bond, mas sempre vejo e acabo gostando muito. Minha única preguiça quanto ao filme é o Christoph Waltz, ele só sabe fazer Coronel Landa.spectre

Macbeth. É Michael Fassbender como protagonista e Marion Cotillard como Lady Macbeth. Aí sim as expectativas vão lá em cima. macbeth

Crimson Peak. Não sei muito bem do que se trata, mas é um filme de terror e romance gótico com Mia Wasikowska, Tom Hidleston, Jessica Chastain e Charlie Hunnam, dirigido pelo Guillermo del Toro, então quero ver.crimson peak

Pan. A origem do Peter Pan contada pelo Joe Wright. Então vai ser aquele filme visualmente deslumbrante e com boas chances de ser, no mínimo, bom e arriscado. 

Divertida Mente (Inside Out). Na minha opinião, vai ser o filme mais genial do ano. 

Estes são os filmões que quero ver este ano. Mas espero que apareçam vários excelentes filmes independentes.

não era bem assim

Alguns filmes eram bem diferentes do resultado final.

genio indomavelGênio Indomável. O filme todo mundo já viu. Will é zelador do MIT e um gênio da matemática que precisa da ajuda do psicólogo interpretado pelo Robin Williams para encontrar uma direção. No entanto, o roteiro original do Matt Damon e Ben Affleck era um thriller sobre o FBI tentando transformar Will num criptologista. Por conselho do presidente da produtora Castle Rock e do diretor Rob Reiner, que revisou o roteiro, Damon e Affleck reescreveram o roteiro focando na relação do Will com o psicólogo Sean.

uma linda mulherUma Linda Mulher. Esta história já apareceu uma ou duas vezes aqui no blog. O título original era $3000, uma referência ao valor que a prostituta Vivian receberia por uma semana de trabalho e que possibilitaria realizar seu sonho: conhecer a Disney. A história original era um drama bem pesado, tão pesado que muitas atrizes recusaram o papel principal, a prostituta viciada em cocaína que morria de overdose no meio da estrada. Julia Roberts era uma estrela em ascensão na época e o roteiro foi transformado numa comédia romântica.

ouijaOuija – O Jogo dos Espíritos. Aqui o brinquedo não é muito conhecido, mas a brincadeira sim. É a famosa brincadeira do copo, que nos EUA tem esse nome por conta do jogo da Hasbro. A ideia da empresa, feliz da vida com os lucros de Transformers, era fazer um filme de aventura bem família, como Transformers e Piratas do Caribe (o sonho de todo estúdio). Mas a Universal e a Hasbro decidiram não correr riscos, então o orçamento de 100 milhões para um filme de aventura virou um terrorzinho adolescente de 5 milhões, que já faturou mais de 55 milhões.

hancockHancock. O roteiro final era bem melancólico, deprê e sombrio, comparado a Despedida em Las Vegas, mas com um super herói. O título era Tonight He Comes. A ideia era tão interessante que Tony Scott e Michael Mann tentaram dirigir o filme, mas ele acabou nas mãos de Will Smith e do diretor Peter Berg. Well…

os fantasmas se divertemOs Fantasmas Se Divertem. O filme é mais comédia que terror, mas o roteiro original era só terror. O acidente que mata o casal no início do filme era bem explícito e Beetlejuice era um fantasma assassino e estuprador que queria matar todos na casa. Ainda bem que mudaram, imagina ficar sem uma cena assim!

10 anos de lost

Acredito que Lost tenha sido a série que fez as pessoas olharem com outros olhos o que a televisão estava fazendo em 2004. Pelo menos por aqui, séries pararam de ser chamadas de “enlatados”. Foi nessa época que a televisão aberta americana viu que tinha que dar um passo para frente, impulsionada pelos sofisticados dramas da televisão paga, como Família Soprano e Six Feet Under, por exemplo. Não enxergo nenhuma imitação em Lost, pelo contrário, o que a série pegou das primas ricas foi a certeza de que para se contar uma boa história, é preciso ter personagens complexos e, claro, bons desenvolvedores. O telespectador estava pronto para receber uma produção que o propusesse se perguntar o que estava vendo.lost

Soube da série enquanto assistia o Globo de Ouro. Sua primeira temporada tinha acabado de ganhar o Globo de melhor série dramática. Menos de dois meses depois, ela estreou no AXN. O episódio duplo de estreia me prendeu de tal maneira que nem vi o tempo passar. Foi o suficiente para eu gravar a primeira temporada numa fita VHS e fazer a família toda ficar viciada. É verdade que a série se complicou muito e encontrou saídas não muito interessantes que não satisfizeram 90% dos fãs, mas eu faço parte do pequeno grupo que realmente amou o seu final. Nesses 10 anos de Lost, estes foram meus momentos que mais me marcaram.

Quando Sawyer era babaca

Sawyer Harry Potter

A morte do Boone. Chorei e passei a odiar o Locke. 

Quando a Escotilha deu sinal de vida

O esperado e demorado beijo entre Kate e Sawyer. Porque eu sempre fui TeamSawyer em tudo. 

A kombi do Hurley. Não aconteceu nada de relevante em Tricia Tanaka is Dead, mas adorei ver o rolezinho. 

Desmond e Penny. The Constant, um dos meus episódios preferidos. 

Not Penny’s boat. Muitas lágrimas. 

A morte da Alex. Chocado. 

Sawyer/James e Juliet. ❤ 

I love you, Sun

We have to go back

The end. Eu não consigo odiar este final. Odiei a parte do templo, do japonês e toda aquela lenga lenga, mas adoro a cena final. Para alguém que já perdeu muita gente, é realmente reconfortante e emocionante. 

E para reafirmar meu amor pelo Sawyer

 

 

o que está acontecendo com este blog?

Todo dia eu abro o WordPress pensando em escrever um post super bacana. O pobrema é que não vem ideia alguma! Aí eu penso em escrever sobre algo que vi, mas as séries estão de férias e nos cinemas… bem, acho que a lista do Rotten Tomatoes nunca foi tão verde!Bom, vou forçar minha cabeça mais um pouco. Mas domingo que vem tem The Good Wife!

o presente

o passadoEm certo momento de O Passado, um personagem diz que ninguém pode mudar o passado, mas pode decidir o futuro. Ele está certo, mas o que o diretor Asghar Farhadi quer mostrar é que passado e presente andam de mãos dadas, estão fundidos e não é possível separá-los. Para seguir, é preciso fazer as pazes com o passado. Farhandi já havia impressionado o mundo com A Separação, de 2012, aquela história do casal brigado que se vê num imbróglio depois que a empregada diz que foi agredida. Com O Passado, ele confirma sua relevância no cenário internacional.

A história é aparentemente banal: Ahmad (Ali Mosaffa) volta a Paris para acertar o divórcio com Marie (Bérénice Bejo). O divórcio poderia ter sido finalizado por procuração, mas Ahmad quer rever as duas filhas de Marie, Lucie (Pauline Burlet) e Léa (Jeanne Jestin). Ao chegar na casa, Ahmad descobre que Marie está namorando Samir (Tahar Rahim) e que Lucie se mostra totalmente contra a relação dos dois, permanecendo longe da casa o máximo do tempo que pode. Como espectadores, suspeitamos que há algo entre Lucie e Samir, e realmente há, mas Farhadi não é nada óbvio. Ahmad e Marie acertam o divórcio, e mesmo sem ter nenhum laço sanguíneo, ele permanece em Paris para ajudar a ex. É difícil falar do filme sem dar spoiler, só posso adiantar que a história rende muito bem e Farhadi consegue mais uma vez nos fazer pensar depois que os créditos passam.

depois do final feliz

Para ver o post sobre filmes de terror baseados em fatos reais, clique aqui.

Quase todo filme baseado em fatos tem um final feliz, mas nem sempre o final feliz foi realmente feliz. Vejamos!

schindlerA Lista de Schindler. Depois de salvar a vida de 1200 judeus durante a Segunda Guerra, Oskar Schindler ficou na pindaíba. Ele pediu ressarcimento pelos gastos que teve (construções, subornos…) e com esse dinheiro partiu com a mulher e a amante para a Argentina, onde ele comprou uma fazenda para criar galinhas e um roedor parecido com a capivara. A fazenda não deu certo e ele foi à falência novamente. Ele deixou a mulher e a amante na Argentina e voltou para a Europa (nunca mais as viu), onde tentou a sorte no ramo do cimento. Não deu certo e ele passou a viver com doações dos judeus que ele salvou. Schindler morreu em 1974, na Alemanha, e foi sepultado em Israel.

erin brockovichErin Brockovich. No final do filme, Erin e o advogado Ed conseguem a maior indenização já paga até então na justiça americana, 333 milhões de dólares, e todos saem felizes. Mas não foi bem assim. Sim, eles conseguiram a indenização, mas o escritório segurou o dinheiro por seis meses e só o liberou para as vítimas depois de ameaças de processos (Erin permaneceu esse tempo todo inacessível). Dos 333 milhões, 133 foram para o escritório (40%), que abocanhou mais 10 milhões para cobrir despesas extras (o que é ilegal). O restante foi para os moradores da cidade de Hinkley, que acharam bem pouco o valor recebido. Erin e Ed entraram e ganharam mais processos como o de Hinkley. Atualmete, Ela tem uma firma de consultoria, dá palestras e é ativista ambiental.

jessicaO resgate de Jessica. Para quem nunca viu este filme na Sessão da Tarde, trata-se do resgate de Jessica McClure, que caiu num poço abandonado no quintal de sua casa quando tinha pouco mais de um ano. Jessica foi resgata dois dias depois. O caso foi todo televisionado e comoveu o mundo. Depois de ser resgatada, Jessica teve um dedo do pé amputado (gangrena) e ficou com uma cicatriz na testa. Ela precisou ser submetida a 15 cirurgias ao longo dos anos. Atualmente, ela vive uma vida pacata com seu marido e dois filhos numa cidadezinha do Texas. Quando fez 25 anos, em 2011, ela recebeu um fundo de 800 mil dólares proveniente de doações da época do acidente. Segundo um tio, este dinheiro será usado para financiar a faculdade dos filhos e parte foi usado para comprar a atual casa onde moram, a 3 km do poço.

112210Abagnale.jpgPrenda-me Se For Capaz. O filme termina dizendo que Frank Abagnale Jr. continuou trabalhando com o FBI e amigo do agente Carl Hanratty. Isso é verdade, ele continua trabalhando como consultor contra fraudes e abriu sua própria firma. Já Carl Hanratty, que na verdade se chamava Joe Shea, morreu em novembro de 2013. Frank se casou depois das acusações terem sido retiradas e teve três filhos, um deles trabalha no FBI. Atualmente, ele vive em Charleston, na Carolina do Sul.

o freguês tem sempre razão

mr. selfridgeA máxima do título tem como autor Harry Gordon Selfridge, o fundador das lojas de departamento Selfridges & Co. Quer dizer, a paternidade da expressão ainda carece de mais informações, há quem diga que a autoria é de Marshall Field (que mais tarde virou Macy’s), quando Selfridge ainda trabalhava na loja, mas foi dele a ideia de fazer contagem regressiva para o Natal (“Faltam….. dias para o Natal”). A grande verdade é que Harry Selfridge foi um grande empreendedor com fortíssimo faro para o marketing. Começou a vida entregando jornais e se aposentou aos 46 anos, milionário. Cansado da aposentadoria, se mudou para Londres com a família e abriu a Selfridges & Co. É esta etapa que a série Mr. Selfridge conta, baseada no livro Shopping, Seduction and Mr. Selfridge, de Lindy Woodhead.

Quem faz Harry Selfridge é Jeremy Piven, um ator que não gosto muito, mas que está muito bem no papel do homem sedutor, pai de família, mulherengo e… inseguro. O drama é light, mas nem por isso é desinteressante. Pelo contrário, todos os personagens que orbitam naquele universo de luvas, chapéus e colônias são fascinantes. Tem Agnes, a jovem trabalhadora e promissora, Victor, o garçom ambicioso e Lady Mae, a socialite mais astuta de Londres. Resumindo, é uma delícia de se assistir!

Atualmente, Mr. Selfridge roda sua terceira temporada. A primeira entrou para o catálogo da Netflix em agosto.