as mulheres da televisão

Viola Davis arrives at the 2015 HBO Primetime Emmy Awards After Party at Pacific Design Center on Sunday, Sept. 20, 2015, in West Hollywood, Calif. (Photo by Rich Fury/Invision/AP)
Viola Davis arrives at the 2015 HBO Primetime Emmy Awards After Party at Pacific Design Center on Sunday, Sept. 20, 2015, in West Hollywood, Calif. (Photo by Rich Fury/Invision/AP)

Goste você ou não, Sex and the City mudou muito o papel da mulher na televisão. Na época em que foi ao ar o derradeiro episódio, em 2004, Will & Grace fez um episódio (No Sex ‘n’the City) em que Jack e Karen procuravam por uma nova série para substituir Carrie e cia. A regra era dar 5 segundos para cada programa.

Jack: – Homem gordo, mulher magra. Homem gordo, mulher magra. Homem gordo, mulher magra.

Karen: – Homem feio, mulher bonita? A América não está preparada para isso.

No fim dos anos 1990, a tv americana era recheada de sitcoms, e a maioria era assim. As personagens tinham quatro arquétipos: a adolescente nerd e atrapalhada, a adolescente bonitona mas não muito esperta, a mãe destrambelhada ou a mãe esperta e chata. Poucas eram as mulheres independentes com mais de 30 anos. Passados 10 anos, quanta coisa mudou para melhor.

O Emmy 2015 teve a proeza de confirmar que o papel da mulher na tv cresce em quantidade e qualidade. Entre as atrizes indicadas em drama, duas eram negras. E venceu Viola Davis (How to get Away With a Murder, da midas Shonda Rhimes), que cobrou mais oportunidades para atrizes negras. Em outras categorias, Regina King levou o Emmy de atriz coadjuvante em minissérie/telefilme (American Crime), e Uzu Aduba ganhou o Emmy de atriz coadjuvante – drama (Orange is the New Black). E de todas as atrizes indicadas, apenas três não tinham mais de 40 anos.

Duas diretoras foram vencedoras. Lisa Cholodenko, por Olive Kitteridge, uma minissérie essencialmente feminina e que também corou a escritora Jane Anderson e a protagonista e idealizadora Frances McDormand. A outra diretora foi Jill Soloway, criadora, produtora e roteirista de Transparent. Assim como Soloway, Lena Dunham também acumula várias funções. A criadora e protagonista de Girls já ganhou um Globo de Ouro como atriz e teve oito indicações ao Emmy nos últimos três anos. Não é um feito pra qualquer um.

As melhores séries da atualidade, mesmo não tendo mulheres como protagonistas, são guiadas por elas. São personagens fundamentais para que a história avance: The Good Wife, Homeland, Game of Thrones, Penny Dreadful, How to Get Away, American Horror Story, The Americans, Orphan Black e tantas outras. O cenário da tv ainda não é de igualdade. Há pouco tempo, Jane Fonda e Lily Tomlin reclamaram que seus cachês como protagonistas de Grace and Frankie foram menores que dos coadjuvantes Sam Waterston e Michael Sheen. Mas pelo menos já é bem melhor que no cinema, onde apenas quatro mulheres foram indicadas ao Oscar de direção. E isso numa história de 87 anos. Entre 15 diretores, apenas uma é mulher.

Os estúdios dizem que querem contratar mais diretoras, mas que atualmente, estão investindo menos em comédias e dramas – gêneros “mais femininos”, segundo eles. O boom ainda pertence aos super heróis. Vale lembrar que hoje, as mulheres estão indo mais ao cinema que os homens. Mas e na tv? Bom, na tv, heroínas já são realidade. Agente Carter estreou muito bem na ABC e volta para a segunda temporada, enquanto Supergirl e Jessica Jones estreiam até novembro. No mais, a evolução continua.

*post singelo e que merecia mais aprofundamento, mas de coração.

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4 comentários em “as mulheres da televisão”

  1. Estava esperando algum post pós-Emmy. Não foi o tema que eu imaginava, mas mesmo assim, foi interessante.
    Eu nao sabia dessa homenagem de Will and Grace a Sex and The City.

    Realmente a TV abraçou a ousadia e as mudanças com mais velocidade que a sétima arte.

    1. Bem mais rápido! Quanto aos vencedores, eu nem fiquei triste. Queria muito que Mad Men tivesse vencido – ainda mais pela controversa temporada de GoT. Mas fiquei hiper feliz pelo Jon Hamm. Ele estava magnífico na temporada.

      No quesito festa, eu achei beeem morna. Com indicados tão criativos, a tv podia remodelar o formato. Já o Andy Samberg foi aquilo que eu já sabia: sozinho ele não funciona. Mas tem quem goste.

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