jurassic park: island of adventure

jurassic worldAntes de mais nada, deixa eu falar sobre meu amor por O Parque dos Dinossauros. Eu vejo filmes desde os meus 3 anos e sempre amei. Quando os dinossauros do Spielberg estrearam no longínquo ano de 1993, eu enchi o saco da minha mãe para ela me levar ao cinema. Não, ela não me levou, mas passou a tarefa pro meu primo. Quando fomos, numa noite de quarta-feira (vocês não sabem como era raro sair fora do fim de semana), no finado cinema da Galeria Condor, o filme já estava em cartaz há um mês e todos os meus amigos já o tinham visto. Minha alegria foi tanta que a pipoca acabou antes dos trailers começarem. Quando o filme acabou, eu já tinha morrido e ressuscitado umas cinco vezes só nas sequências do carro e da cozinha. Ali eu descobri que eu realmente amava o cinema, essa coisa de contar uma história através de imagens em movimento. Passei um mês falando de dinossauros (do filme, na verdade) e meu desejo de ser astronauta migrou para a paleontologia.

Dando um pulo de 22 anos, fui todo feliz ver Jurassic World, a terceira continuação. Fui todo feliz, mas sem expectativas, já que O Mundo Perdido e o terceiro filme não foram lá uma Brastemp. E, de fato, Jurassic World é um filme irregular, alterna momentos empolgantes com outros quase blasés. Porém, o roteiro dos bons Rick Jaffa, Amanda Silver (ambos do reboot de O Planeta dos Macacos), mais Derek Connolly e do diretor Colin Trevorrow dá uma piscadinha com um olho, de forma bem discreta, brincando com os clichês do gênero. Chris Pratt é o cara rude que vive num “bangalô”, Bryce Dallas Howard corre pra lá e pra cá de salto num estranho conjuntinho branco, o adolescente vivido por Nick Robinson vive no celular e seu irmão, Gray, sabe tudo de dinossauros. São praticamente os mesmos arquétipos do primeiro filme (tirando a Claire), e não há nada de errado nisso. Pra que complicar algo que não precisa?

De fato, não adianta fazer uma mega análise do filme. É um filme para divertir, não é um documentário. Só esperava que o diretor Colin Trevorrow tivesse construído melhor algumas sequências, como a dos velociraptores correndo atrás do carro – quanta tensão a mais poderia ter saído dali – e se divertido mais com os pterodáctilos tocando o terror no povo. Há trocentas referências ao primeiro filme e Jurassic World tem suas metalinguagens – a necessidade de fazer um dinossauro maior e mais feroz, por exemplo, foi a mesma necessidade que fez o terceiro filme adotar o espinossauro como estrela (sabemos que o rex nunca perde a majestade), além de dar uma leve alfinetada na forma como os blockbusters são produzidos atualmente. Ah, e claro, ao Tubarão do Spielberg.

E sim, eu adoraria ir ao Jurassic World. Não seria tão diferente de ir num parque de Orlando. Quer dizer, seria mais emocionante.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s