no deserto da loucura

mad max fury roadMad Max: Estrada da Fúria, ou Fury Road, como preferir é cinema puro. São imagens espetaculares em movimento. É a luz, a câmera e a ação. E que ação! Os olhos ficam sem piscar por quase duas horas e você não consegue acreditar que, em tempos de computação gráfica avançada, o louco do George Miller filmou tudo na Namíbia (aí você entende o que o Tom Hardy sofreu com aquela mordaça), e que todas as explosões, pessoas voando pra lá e pra cá… tudo foi realmente feito. Aí você fica com medo de que o caos e a loucura sem freios vai desandar, mas não, Miller sabe exatamente o que está fazendo. Ao contrário dos outros filmes de ação, aqui, cada ato tem uma consequência e um significado.

A ação de passa depois do terceiro filme – Além da Cúpula do Trovão (ou We Don’t Need Another Hero), e Max (Tom Hardy) anda pelo deserto, atormentado por seus fantasmas. Ele é caçado pelos War Boys de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) e seu destino cruza com o da Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) e de Nox (Nicholas Hoult, irreconhecível). Atenção para cada detalhe desta primeira parte, pois nada é explicadinho num diálogo de exposição, Miller usa a imagem e é seu trabalho entender como aquela sociedade funciona. Tudo desencadeia na fuga de Furiosa e das outras reprodutoras, e Max se vê no meio (literalmente) dessa insanidade.

Não é necessário contar mais, mas Estrada da Fúria é um grande road movie em que tudo é um conflito, os personagens se entendem por olhares e também mudam, embasbacados com o que vêem. Querendo ou não, Miller fez um filme que dialoga com os problemas do mundo de hoje e dá um ultimato: mulheres no poder!

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