as cabeças do david fincher

garota exemplarFilme visto com bastante atraso, diga-se de passagem.

Garota Exemplar começa e termina com o close da cabeça de Amy (Rosamund Pike), a garota exemplar do título brasileiro e também da série de histórias infantis que enriqueceu seus pais. Ela é linda, seu corte de cabelo é perfeito (um exemplo de caracterização) e sua vida também parece ser impecável. Mas ela desaparece no dia do seu aniversário de casamento com Nick (Ben Affleck),a Gone Girl do título original, transformando o marido no principal suspeito de assassinato.

O filme inteiro é sobre como a gente lê fatos, inventa as próprias histórias e acredita piamente nelas. Seja Amy, a menina perfeita, Nick, o escritor e jornalista frustrado que volta para a cidade natal e depende da mulher para sobreviver, ou o público, que busca qualquer revelação do caso para montar uma teoria definitiva. E assim, as quase duas horas e meia do filme passam voando, como numa sessão de hipnotismo.

Do outro lado da câmera estão Gillian Flynn, que adaptou seu livro para as telas, e o diretor David Fincher, com sua precisão assustadora. Rosamund Pike surpreende e rouba a cena, ela não é mais uma irmã Bennet de Orgulho e Preconceito – dizer mais seria spoiler -, e Ben Affleck deixa uma pulga atrás da orelha. Às vezes parece ser o ator perfeito, com aquela estranheza e sorriso sem graça, e nos outros momentos, a gente adoraria que fosse outro ator.

Garota Exemplar é um grande filme que merecia mais atenção do que recebeu. É para ver e não desgrudar os olhos.

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