os melhores de 2014 – televisão

Eu acho engraçado quando alguém diz que televisão não é bom ou emburrece. Claro que há programas super ruins que nem divertidos conseguem ser, mas geralmente, quem diz essas coisas vê a televisão como um televisor. Aquele aparelho quadrado ou retangular, com canais engessados numa grade e só com uma fórmula. Para nós, a televisão é muito mais que isso. É onde estão as melhores ideias, as histórias mais bem contadas e onde vive o entretenimento mais ambicioso e inteligente. 2014 foi um ano muito bom, mesmo sem Breaking Bad, mas com excelentes novidades. Esta é a lista do que gostei mais na tv.

True Detectivetrue detective Gosto muito deste formato mais reduzido e autoral de temporada, escrita por um só cara (no caso, Nic Pizzolato) e dirigida também por uma só pessoa, Cary Fukunaga. Revendo o primeiro episódio, a vontade é de aplaudir ainda mais a série. Matthew McConaughey e Woody Harrelson simplesmente zeraram em cada cena. O ponto alto pra mim foi o episódio Who Goes There, com um plano-sequência de seis minutos de tirar o fôlego!

Penny Dreadfulpenny dreadful O prazer de ficar boquiaberto com um texto refinadíssimo, direção de arte de babar e um elenco perfeito. Sem surpresas, Eva Green se destacou como a sensitiva Vanessa Ives. Ela simplesmente fez coisas que ninguém nunca tinha visto, e isto num gênero manjadíssimo. Um série empolgante e de uma beleza impressionante. Achei ridículo o Globo de Ouro ter esquecido dela.

Game of Thrones – 5a temporadagame of thrones A cada temporada a série melhora e fica mais complexa. Não é pouca coisa, trata-se da adaptação de uma série de livros ainda mais complexa e de escala nunca antes vista. Aconteceram tantas coisas incríveis nesta temporada que eu fico até atordoado para escolher uma. Mas nada supera o julgamento do Tyrion e seu discurso. É o subtexto, a genialidade do texto, o elenco, a direção e… Peter Dinklage! Globo de Ouro, cadê a indicação dele?

Transparenttransparent A Amazon decidiu se aventurar pelo drama e jogou cinco pilotos para o público decidir quais deveriam ter continuidade. Vários dos projetos tinham bastante apelo junto ao público, mas eles ficaram curiosos com Transparent, que conta a história de Mort. Divorciado e pais de três filhos adultos, ele decide se abrir sobre a vontade de mudar de sexo. É uma série bastante delicada, algo que a gente já viu nos outros trabalhos da Jill Soloway, uma série sobre a busca da identidade. Jeffrey Tambor está equilibradíssimo num papel muito difícil.

The Good Wife – final da 5a e início da 6aThe Good Wife A morte repentina de Will ficou para trás ainda na 5a temporada. O texto foi bastante generoso para que Julianna Margulies e Christine Baranski dessem um show. Ainda houve a introdução de um novo personagem, Finn, tão bom que entrou para o elenco regular. Já o início da 6a temporada teve altos e baixos. O humor estava forçado, as subtramas estavam picotando demais a história central… mas a série voltou aos trilhos e teve momentos brilhantes, como quando Alicia é forçada a encarar o lado B desua família.

Shameless – 4a temporadaEpisode 411 A série sempre rodou com o volume lá em cima, com um tom quase exagerado, mas a última temporada decidiu se acalmar e fincar os dois pés no drama. Houve uma melhora radical no texto (não que fosse ruim), o que possibilitou o elenco inteiro mostrar que ele é a melhor coisa da série. Emmy Rossum, mais fantástica do que nunca, foi a imagem da desolação, raiva e impotência com sua Fiona passando por maus bocados. E Jeremy Allen White estava estupendo como Lip, que precisou assumir as responsabilidades da família e provar para ele mesmo que seu destino poderia ser diferente.

masterchefTodo mundo fala muito mal da tv aberta. Eu vejo pouco, é verdade, minha paciência é cada vez menor. Mas quando ela acerta, merece ser elogiada. Meu Pedacinho de Chão veio com roupa de fábula nesta nova versão. Uma novela totalmente artesanal e de um capricho raro. O elenco super enxuto emocionou ao evoluir seus personagens com a chegada da professora Juliana. Foi lindo ver Gina ter sua feminilidade despertada e Zelão descobrir o amor. Outra novela de destaque, e outro remake, foi O Rebu. Poderia ter sido mais curta, mas a trama foi um luxo só, de muito bom gosto.

E por fim, o Masterchef. É verdade que a versão brasileira não teve aquele galpão imenso como cenário, também não teve super provas nem a masterclass, mas a competição foi emocionante sem ser piegas. Os jurados foram duros e, ao mesmo tempo, corações mole. Eles mergulharam fundo na competição. Não deu para não se apaixonar pela Paola Carosella, a mais afiada dos três jurados. As redes sociais explodiram e todo mundo ficou chocado com a eliminação dos favoritos Flávio e Cecília. Ninguém conseguiu conter as lágrimas com a eliminação do Estefano e a redenção do Mohamad. Foram pra final as merecedoras. Mas o mais legal é que a cozinha brasileira foi celebrada.

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