baseado em uma história real

evocandoEu jurava que já havia feito um post sobre filmes de terror baseados em fatos, mas não encontrei nada parecido nos arquivos. A ideia veio de um dos posts mais acessados do blog, sobre os bastidores de O Silêncio dos Inocentes. O filme é a adaptação do livro homônimo de Thomas Harris, que se inspirou no caso real de um professor de criminologia que pediu ajuda a um serial killer para investigar um outro assassino.

Quando falam que O Silêncio dos Inocentes foi baseado no caso de Ed Gein, que também inspirou personagens de O Massacre da Serra Elétrica e Psicose, não se trata nem da história nem de Hannibal Lecter, mas de Jame Gumb/Bufalo Bill, o serial killer que costurava uma roupa de pele humana para se transvestir.

Ed Gein era muito próximo da mãe, uma fanática religiosa que impedia que os filhos mantivessem relações com outras pessoas. Depois da morte do pai, o irmão de Ed, Henry, passou a se distanciar da mãe e a criticá-la na frente de Ed. Apesar de não haver provas, acredita-se que Ed matou Henry durante um incêndio. A mãe morreu um tempo depois, deixando Ed sozinho. Ele passou a roubar corpos no cemitério e fazer objetos como abajures de pele, puxadores feitos de bocas, pratos de crânio, uma caixa de vulvas, uma roupa de pele para se transvestir etc. A polícia chegou até ele ao suspeitar que ele estava por trás do desaparecimento de uma jovem. Ed foi preso acusado da morte de duas pessoas e suspeito pelo desaparecimento de mais cinco. Ele passou o resto da vida internado em um manicômio.

Menina Má.com. O produtor David W. Hggins pensou na história após ler um artigo sobre jovens estudantes japonesas que seduziam executivos para bater e roubar. No filme, a personagem de Ellen Page se deixa seduzir por um fotógrafo (Patrick Wilson) para torturá-lo

Evocando Espíritos. Al e Carmen Snedeker queriam ficar mais perto do hospital em que o filho mais velho tratava de um linfoma. O orçamento era apertado, mas eles encontraram o que parecia ser a casa ideal. No porão, onde dois dos filhos dormiam, havia uma saleta com duas mesas funerárias. Pouco tempo depois da mudança, estranhos fenômenos começaram a ocorrer. O filho mais velho, que estava no meio de um tratamento de radioterapia, passou a ficar mais agressivo e a escrever poemas sobre necrofilia. Ele tentou estuprar a prima, que vivia com eles. As crianças viam estranhos na casa e ocasionalmente eram agredidas por uma força. Carmen, Al e a sobrinha foram estuprados por uma força desconhecida. Foi aí que chamaram o casal de demonologistas Ed e Lorraine Warren, que exorcizaram a casa. Há inúmeras controvérsias e contradições sobre a história, mas rendeu um filme.

A Última Profecia. No filme, Richard Gere faz um repórter que vai até a cidadezinha de Point Pleasent investigar o Mothman – Homem-Mariposa – depois de sua mulher descrevê-lo antes de morrer. O Homem-Mariposa é uma criatura alada de dois metros de altura que, segundo dizem, aparece para alertar desastres. De fato, em 1966 e 1967, a polícia de Point Pleasent recebeu diversos chamados relatando a aparição da criatura. Em 1967, a ponte da cidade desabou. Há relatos de aparições antes do terremoto de 1985, na Cidade do México, da explosão da Usina de Chernobyl e do 11 de Setembro.

O Brinquedo Assassino. O autor Don Mancini se inspirou no caso do Boneco Robert para criar Chucky. No início do século passado, em Key West (Flórida), uma empregada deu ao filho do patrão, Robert Eugene Otto, um boneco feito por ela. Dizem que ela era mal tratada e por isso amaldiçoou o boneco com um encanto vudu. Eugene se apegou ao boneco assim que ganhou, tanto que deu seu primeiro nome a ele. Na época, sua irmã tinha acabado de morrer e o boneco se tornou um consolo. Eugene só se separou de Robert quando se mudou para concluir os estudos. O reencontro foi depois que Eugene se casou com Ana e fez do sótão a casa de Robert. Ana sempre achou o boneco esquisito, mas não disse nada. Com o passar dos anos, Eugene ficou cada vez mais abusivo com a mulher, o que seria uma influência de Robert. Com a morte do marido, Ana foi morar com sua família e pôs a casa para ser alugada, mas com uma cláusula: Robert deveria ser o único morador do sótão. Os novos moradores relataram ter ouvido passos, risadas e barulhos, também notaram que Robert mudava de posição constantemente. Por fim, um inquilino trancou Robert dentro de um baú, que só foi aberto anos depois, no depósito de um museu em Key West, Flórida. Ele está exposto no museu e os relatos de movimento continuam.

A Bolha Assassina. Sim, o filme é fantasiosamente baseado num acontecimento.Em 1950, na Filadélfia, policiais encontraram uma enorme “gelatina espacial”, que se dissolveu quando eles tentaram pegá-la. Deve ter sido um super acontecimento na época. A “gelatina espacial” é como uma bola gelatinosa encontrada no alto de árvores ou no gramado. Alguns acreditam que caem em chuvas de meteoros, outros dizem que não passa de muco de sapos e outros animais. Não há grandes estudos sobre elas, pois evaporam muito rapidamente.

A Hora do Pesadelo. Como já mostrado neste outro post, Wes Craven teve a ideia para o filme depois de ler várias reportagens sobre um grupo de refugiados cambojianos que morreram depois de terem um pesadelo. Estes homens tiveram um pesadelo tão traumático que se recusaram a dormir com medo de sonhar com a mesma coisa novamente. Vencidos pela exaustão, acabaram dormindo, mas acordaram gritando e morreram logo em seguida. Os médicos não souberam explicar a causa das mortes, e descartaram problemas cardíacos.

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