como nossos pais

the killingNo primeiro episódio de The Killing, a detetive Sarah Linden estava no seu último dia de trabalho, prestes a pegar um voo para viver ao lado do noivo. Ela estava aparentemente feliz. Se dava bem com seus colegas e o filho Jack não dava problemas. Até que o casaco ensanguentado de Rose Larson foi encontrado no campo e ela não conseguiu mais sair da eternamente chuvosa e fria Seattle. O homem que devia substituí-la, Holder, acabou virando seu parceiro no caso que teve um impacto pessoal muito maior que imaginava. Depois de ressuscitar duas vezes, The Killing estreou sua quarta e última temporada fazendo diversas referências a primeira temporada. O que posso dizer sobre o último episódio, e sem dar spoiler, é que o tempo finalmente melhora em Seattle.

Antes do céu abrir na cidade, Linden e Holder passam pelo inferno, não apenas as consequências dos acontecimentos finais da temporada passada, mas por seus conflitos pessoais. Holder, um ex-viciado com tragédias familiares, precisa confiar, mais do que nunca, na parceira e em si mesmo. Já Linden nunca se sentiu confortável em lugar algum desde que foi abandonada pela mãe. À beira de um colapso, a única coisa que a acalma é investigar o assassinato de uma família cujo único sobrevivente é um cadete de uma escola militar.

O abandono familiar é o tema de The Killing. Nas duas primeiras temporadas, Rose Larson tinha uma vida que a família desconhecia, todas as vítimas da terceira temporada eram crianças abandonadas e, Kyle, desta última, é um estranho para a família, odiado pelos próprios pais. Linden se enxerga nas vítimas e tenta solucionar os casos como se isso fosse resolver sua vida. Felizmente temos o retorno de Jack, seu filho, o não-abandonado, que começa a preencher as lacunas da vida da mãe.

A quarta temporada foi produzida apenas pela Netflix e conta com meros seis episódios, a gravidez de Mireille Enos (sabia que ela é casada com o Cameron, de Curtindo a Vida Adoidado?) nem precisou ser camuflada por conta do figurino. Oito episódios, como em True Detective, teria conduzido melhor a trama, mas seria pedir demais para uma série cancelada duas vezes. No mais, Enos e Joel Kinnaman fazem o excelente trabalho de sempre, contando com a participação especial de Joan Allen e um ótimo elenco jovem, encabeçado por Tyler Ross.

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