epidemia de vampiros

the strainTem coisas que a gente não tem mais saco para aturar, como Transformers e a interminável franquia Velozes e Furiosos. Os filmes do Guillermo del Toro também poderiam ser exemplos, mas são filmes do Guillermo del Toro. Por mais que ele dê voltas intermináveis e arranje soluções complicadíssimas para situações simples, a gente vê com prazer e ainda quer mais. Ou você acha que eu pagaria para ver Hellboy e Círculo de Fogo se não fossem dirigidos por ele?

The Strain estreou no domingo passado e é baseada na Trilogia do Terror (Noturno, A Queda e Noite Eterna), escrita por del Toro e Chuck Hogan, que também assina a série. Um avião vindo de Berlim pousa em Nova York, o motor para e não há mais contato com ele. A equipe de Centro de Controle de Doenças é chamada e o avião é vistoriado pelo Dr. Goodweather (Corey Stoll) e seus colegas Nora (Mía Maetro) e Jim (Sean Austin). Aparentemente, 200 pessoas morreram do nada, sem sinais de lesão ou violência. Ao saber da notícia, o dono de uma loja de penhores, Abraham (David Bradley), teme o que está por vir e corre para alertar sobre o perigo que o avião trouxe. Na setor de cargas, um enorme caixão entalhado é misteriosamente desembarcado. Sim, o avião trouxe um vampiro (vampirão, na verdade). A originalidade da história é tratar os vampiros como um perigo biológico, um parasita que filtra o sangue para se alimentar.

O primeiro episódio foi escrito e dirigido por Guillermo del Toro, e você sabe que ele desenhou o caixão, o pote, a espada, a roupa da equipe do Centro de Doenças… tudo tem o dedo dele, tanto que você passa a não se importar com a previsibilidade e os inúmeros diálogos explicativos, pois sempre vem aquele gostinho bom de alguém que sabe contar uma história. Este primeiro episódio não me deu susto, apenas a promessa de que vem algo muito bom por aí.

“O amor é a única força que não pode ser explicada, que não pode ser discriminada por um processo químico. É o farol que nos guia de volta para casa quando ninguém está lá, e a luz que ilumina a nossa perda. Sua ausência nos rouba o prazer da alegria. Faz as nossas noites mais escuras e os dias mais sombrios. Mas quando encontramos o amor, não importa o quão errado, quão triste, ou quão terrível nos apegamos a ele, ele nos dá força, nos mantém em pé. Alimenta-se de nós e nós nos alimentamos dele. O amor é a nossa graça. O amor é a nossa ruína” – essa é a diferença de uma produção Guillermo del Toro.

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