quando a televisão virou a nova televisão

sfuHá exatamente 13 anos estreava Six Feet Under, ou A Sete Palmos, como ficou conhecida no Brasil, na época em que ainda se traduzia o título de séries. Na opinião de quem vos escreve e também na de alguns leitores, Six Feet Under é a melhor série já feita. É a junção do elenco certo para um texto maduro, dirigida por um time de diretores vindos do cinema independente com carta branca para fazer o contrário do que se esperava da televisão: reflexão. Todos os dilemas cotidianos e existências estão nos diálogos e na imperfeição e contradição dos personagens, tão reais e parecidos com nós mesmos.

Conhecemos a família Fisher no seu pior dia, quando o patriarca Nathaniel (Richard Jenkins) morre num acidente estúpido indo buscar o primogênito Nate (Peter Krause) no aeroporto, que assim que pôde, se mudou para fugir dos negócios da família, uma funerária em Los Angeles. Como se supõe desde o começo, Nate acaba ficando na casa e administrando a funerária ao lado do irmão David (Michael C. Hall), o filho colocado em segundo plano e praticamente uma granada sem pino de tantos conflitos internos, medos e desejos. Nate traz consigo Brenda (Rachel Griffiths), que busca um ponto de normalidade depois de crescer numa família desequilibrada.

Quem primeiro recebe a notícia da morte de Nathaniel é sua mulher, Ruth (Frances Conroy), uma dona de casa ansiosa, carente e reprimida por ela mesma. O frescor da família fica por conta  de Claire (Laura Ambrose), a filha temporã que usa o antigo carro da funerária para ir à escola.

O texto de Alan Ball, que tinha acabado de escrever o roteiro de Beleza Americana quando foi chamado pela HBO para criar SFU, captura instantaneamente a sua atenção. E você se apaixona por cada um dos personagens (menos a Maggie, mas ela só aparece bem mais tarde). Em troca, a família Fisher e seus agregados despem camada por camada as complexidades e sutilezas humanas. Não vou me estender, para saber por que amo e por que você deve ver a série, clique aqui, é um post que fiz um tempinho atrás.

 

Anúncios

3 comentários em “quando a televisão virou a nova televisão”

  1. Estava na escola quando vi a postagem da HBO hoje falando do assunto. Meus olhos se encheram de lagrimas no mesmo momento. Série para ver e rever a todo momento. Sempre tem uma resposta para algo que preciso.
    E sim, gostamos de todos os personagens, menos a Maggie e LISA ahahaha

    1. Eu também vi no FB, mas era da página da série. Fiquei super emocionado.

      Não existe pessoa no mundo que goste da Maggie. É humanamente impossível!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s