blue valentine

alabama monroeThe Broken Circle Breakdown é o nome da banda dos protagonistas de Alabama Monroe, e também é título original desse filme belga indicado ao Oscar. Aqui no Brasil, e também em outros países latinos, ganhou esse outro título, que me deixou com a sensação de ser a pessoa mais ignorante do mundo por não saber por quê. Mas calma, Alabama Monroe se explica no final.

É um filme muito bem escrito e sua edição é ainda melhor, pois conta de forma não linear a história de um casal e como a doença da filha degrada a relação dos dois. Didier (Johan Heldenbergh) conhece Elise (Veerle Baetens, excelente) e os dois passam a morar juntos na fazenda dele. O casal é estranho, ele ama a cultura estadunidense e é um cowboy sem glamour, com barba descuidada e dentes tortos. Já ela tem o corpo todo tatuado e parece ser mais de uma banda punk. No entanto, os dois são como um um casal qualquer, que briga por coisas bobas e gosta de fazer pequenas surpresas. O que os conecta mesmo é música country (bluegrass, pra ser mais exato) e são vocalistas da banda citada no primeiro parágrafo (a trilha é ótima).

Quando Maybelle é diagnosticada com leucemia, a história ganha um outro contorno. O diretor Felix Van Groeningen não deixa a história cair no puro sentimentalismo, mas não é bom contar tudo. Nem dá. É um filme belo e tristíssimo, não é para todo mundo. Vacila apenas na metade final, com o discurso de Didier (poderia ter sido mais sutil) e o toque de Walcyr Carrasco no finzinho, mas não chega a atrapalhar.

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