sangue bom

derekComo todo bom comediante, Ricky Gervais tem um ar meio triste, meio melancólico. Seu humor não é grosseiro, mas pode ser bastante agressivo e até desconfortável para algumas pessoas. Gosto muito dele, por isso Derek, sua nova série, me surpreendeu. Não é uma comédia, mas uma dramédia. No início não entendi bem sua proposta e até tentei ver como um deboche. Leda Nagle, ledo engano. Dramédia é realmente a melhor definição de gênero, as risadas não são constantes (não são gratuitas), geralmente vêm da sinceridade de Dougie (Karl Pilkington), mas é uma série extremamente humana e gentil, muito diferente de tudo que Gervais já fez, e aqui ele atua, escreve, dirige e produz.

Derek (Gervais) tem retardo mental e trabalha como cuidador num lar para idosos. Seus melhores amigos são seus colegas de trabalho Hannah (Kerry Godliman), que administra o lar, e o servente Dougie, além do vagabundo Kev (David Earl), que passa o dia bebendo e coçando o saco . Ao colocar a câmera numa parcela que vive tão isolada da sociedade, Gervais deixa de lado qualquer complicação ou glamour e faz uma série muito simples, que debate sem pieguices os valores atuais e deixa em destaque o coração da produção. Às vezes é tão simples que chega a ser genial.

Tomara que a série ganhe uma segunda temporada. Os sete episódios estão disponíveis na Netflix.

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