rapidinha nos bastidores – cenários

desventurasDesventuras em Série. Eu acho o design deste filme fantástico! O filme em si, nem tanto. O designer de produção Rick Heinrichs construiu um mundo de 360º para ambientar um filme que condensa os três primeiros livros da série. Há uma praia desolada, uma mansão incendiada, um casarão assustador, um vilarejo pesqueiro, uma ferrovia, uma casa no desfiladeiro, uma caverna e outro casarão. Foram mais de 70 cenários. E tudo de forma harmoniosa, elegante, bucólico, triste e levemente reconfortante.

O filme foi inteiramente rodado em estúdio, na verdade, quatros estúdios, pois os cenários foram construídos de verdade e em diferentes escalas. Pouco foi adicionado digitalmente a eles. A praia era tão grande que foi construída num depósito da força aérea.  Os livros são bastante descritivos, mas não situam a história num tempo específico. Hora parece se passar séculos atrás, mas de repente o autor, Daniel Handler, descreve algo moderno. Este foi o desafio de Heinrichs. O ponto de partida foram as descrições dadas pelos livros e também as ilustrações de Brett Helquist, que deu um ar vitoriano à história. O que Heinrichs queria era dar o máximo de detalhes e permitir que diretor e elenco pudessem se movimentar como num lugar de verdade. Depois dos primeiros rascunhos, Heinrichs passou a bola para a equipe de arte. Desde o design até as filmagens, foram nove meses.desventuras praia desventuras cavernadesventuras tio monty 2 desventuras tio montydesventura tio monty 3

O Terminal. É simplesmente um dos maiores cenários de interior já construídos. Tão grande, o equivalente a dois campos de futebol americano, que foi construído num hangar perto do aeroporto de Palmdale, Los Angeles. Obviamente, rodar um filme num aeroporto de verdade seria impossível, ainda mais depois do 11 de Setembro. Algumas cenas foram feitas no aeroporto de Los Angeles e Montreal, como as que se passam na imigração e nas esteiras de bagagem, também as cenas de exterior, mas o resto foi feito no hangar. Tudo ali funcionou de verdade, inclusive as lojas, que funcionavam como filiais. Ou seja, o Burger King era um Burger King no set, a loja da Hugo Boss vendia roupa de verdade etc. As quatro escadas rolantes foram compradas de uma loja de departamentos que entrou em falência e a maior parte dos uniformes e equipamentos usados por funcionários de aéreas foi fornecida pela Star Alliance. Curiosamente, é um filme do Spielberg que não usou os serviços da IML, o chroma key só foi usado apenas quando mostravam um avião chegando ou partido, de resto, pintaram a maior tela de fundo já feita e inseriram milhares de pequenas lâmpadas para mudar os tempos do dia.

Para que tudo funcionasse, o designer Alex McDowell precisou se preocupar com a engenharia do cenário, pois eram três andares funcionais mais a necessidade de esconde muitos kms de cabos e geradores. Fora o ar condicionado. Para que tudo fosse feito com segurança, um engenheiro aprovou o projeto. O diretor de fotografia Janusz Kaminski trabalhou junto com McDowell para que a luz fosse inserida no cenário de forma adequada. Nos meses de preparativos, o cenário sofreu várias adaptações, não apenas por sugestões de Spielberg, mas também para reduzir os custos. No final, você acredita que é um aeroporto de verdade.00/00/0000. Film "The Terminal" by U.S director Steven Spielberg with Tom Hanks and Catherine Zeta-Joneso terminal hangaro terminal 3d vs realo terminal panoramica

Silent Hill. A cidade de Silent Hill passa por quadro fases durante o filme: como ela é hoje, como era há 30 anos, como é encoberta pela névoa e depois da escuridão. Foram mais de cem cenários foram construídos, alguns com várias versões. A designer de produção Carol Spier trabalhou em cima dos storyboards do diretor Christophe Gans. As externas foram feitas numa cidade de Brantford, perto de Ontário. Havia uma rua que já estava parcialmente fechada para obras de renovação, então eles puderam fazer alterações e disfarçar as modernidades, assim como as cenas passadas dentro da escola e na fábrica, que sofreram mais alterações.

A igreja foi totalmente construída, assim como os corredores do hospital. Enquanto o cenário da igreja era construído, madeira era queimada atrás do estúdio para ser acrescentada ao cenário depois. Para a deterioração, Spier se baseou em fotos de Chernobyl e hospitais abandonados do estado de Nova Iorque. Os cenários ficaram tão incríveis que a atriz Radha Mitchell não poupou elogios. Pena que o roteiro não recebeu o mesmo tratamento.silent hill igreja silent hill silent hill escola

 

 

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