quem vê cara não vê bunda

depois da terraWill Smith era a primeira escolha de Tarantino para Django. Ele rejeitou porque “Django não era o protagonista, e eu preciso ser o protagonista”, disse ele para a EW. É interessante como a justificativa de Smith, tão arrogante aos nossos olhos, se encaixa no resultado da bilheteria do último fim de semana nos Estados Unidos, provando que um grande nome (e Smith já foi o ator mais rentável de Hollywood) já não garante mais nada. Absolutamente nada, Julia Roberts e Tom Hanks já sabem disso. Seu novo filme, Depois da Terra, estreou em terceiro lugar, atrás de Truque de Mestre e Velozes e Furiosos 6 (o ganha pão da Universal) – já na segunda semana de exibição.

Muito dificilmente o orçamento de 135 milhões de dólares  (mais alguns muitos milhões de publicidade) se pagará apenas com a arrecadação nos Estados Unidos. No primeiro fim de semana, primordial para qualquer filme, Depois da Terra faturou menos de 30 milhões. Soma-se a isso as péssimas críticas (“Se você ainda está imaginado se Depois da Terra é um desastre, a questão aqui não é o se, mas qual o tamanho do desastre!”, Los Angeles Times) e a antipatia de parte do público com Jaden Smith, o apático herdeiro eternamente com cara de bunda e dicção incompreensível. Não, não é implicância minha.

Depois da Terra é um filme nascido da vaidade de Will Smith, produzido por ele, a mulher Jada Pinkett e o cunhado Caleeb Pinkett para alavancar a carreira de Jaden. O roteiro e a direção é das mãos podres de M. Night Shyamalan, baseada na história original do próprio Smith, e com altas doses de Cientologia. Circula na internet boatos de que Will Smith recusou participar de pelo menos dois filmes (Independence Day 2 seria um deles) por não terem oferecido um papel para Jaden. Boatos à parte, a família Smith e a Sony Pictures, que distribui o filme, têm um abacaxi de Itu para descascar.

Cada vez mais pressionada por seus acionistas, a Sony viu em Depois da Terra a chance de faturar alto, agora precisa intensificar a campanha internacional. Tá vendo o que dá quando o executivo se mete na criação? Já há alguns anos que blockbusters miram no mercado internacional para pagar suas contas e garantir o FGTS, então provavelmente ainda veremos muitos cartazes, clipes,  comerciais e entrevistas de Will Smith contando como é sua relação com o filho. Não sei se vai funcionar e vai dar tempo, provavelmente vai desencavar comparação com outro desastre: A Reconquista, filme de 2000 com John Travolta.  Depois da Terra estreia nesta sexta, dia 7.

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