o melhor amigo de uma mãe deve ser seu filho

bates motelToda vez que alguém inventa de fazer algum remake, prequel ou continuação de algum filme do Hitchcock, eu fico meio irritado. Graças ao bom Deus, o ramake de Os Pássaros não foi para frente, mas aí eu paro e lembro que o próprio Os Pássaros já ganhou remakes e continuações. Psicose também, incluindo uma reprodução frame por frame de Gus Van Saint, e nem por isso os filmes originais perderam a graça e a genialidade. Logo, por que não dar uma chance a Bates Motel, afinal, tem uma ponta de ideia do Carlton Cuse e Vera Farmiga no elenco?

Bates Motel não é exatamente um prequel de Psicose. A história se passa nos dias de hoje, com iPhones e tudo. Norman Bates (Freddie Highmore) tem 17 anos e sua mãe Norma (Vera Farmiga) ainda é viva. Após a estranha morte do pai, Norman e a mãe se mudam e compram o famoso motel com o casarão incluso no preço. A gente sabe, e isso é mostrado explicita e implicitamente, que Norma é controladora e que Norman é sua sombra. Sabemos também que num futuro próximo, Norman se tornará um serial killer, e a série trabalha bem esta antecipação. É meio assustador ver Norman de costas com algumas mexas  do cabelo fora do lugar, assim como seu olhar de cervo e o sorriso tímido. Gosto quando a série está neste tom, mas não tanto quando a violência se torna mais explícita. A última cena do piloto, que serve como um gancho para o que vem por aí, para mim, é um balde água fria.

“Norma e Norman?”

“Garotos ganham o nome do pai o tempo todo”

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