o lado bom do filme

o lado bom da vidaTudo bem que eu já não simpatizava muito com O Lado Bom da Vida, mas depois de vê-lo, minha opinião não mudou muito. Pois é, estou na contramão das opiniões sobre o filme.

O Lado Bom da Vida é sobre Pat (Bradley Cooper), um homem que surta e é diagnosticado com transtorno bipolar depois de flagrar a traição da mulher. O filme começa com a mãe de Pat (Jacki Weever) tirando-o do hospital depois de oito meses de internação. De volta, Pat acredita que se endireitar sua vida, terá a mulher de volta – só que ela já está em outra há muito tempo. Aí ele conhece a personagem de Jennifer Lawrence, uma jovem viúva que também tem seus distúrbios mentais, e os dois acabam se ajudando.

Antes de O Lado Bom…, David O. Russell dirigiu o ótimo O Vencedor, filme que muitos classificam como o “salvador” da carreira dele. Havia uma história bem escrita e quatro atuações fenomenais – Christian Bale, Mark Wahlberg, Melissa Leo e Amy Adams. Ali, ele conseguiu fazer um filme super natural, sem exageros, dando bastante liberdade aos atores. Ele tentou repetir isso em O Lado Bom…, mas o resultado me soou forçado e artificial. As atuações são boas na medida do possível (até Robert De Niro voltou a atuar), mas é um exagero indicar Bradley Cooper, Robert De Niro e Jacki Weaver ao Oscar.

Você pode me dizer que um bom filme não precisa necessariamente de uma história com início, meio e fim, clímax, virada e tudo mais, mas é obrigatório que os personagens tenham atritos e conflitos, e os personagens de O Lado Bom… não têm. Pat saiu da clínica disposto a ter sua mulher de volta e para  isso precisa aprender a se controlar, apenas isso, já Tiffany (Lawrence) tem um desenvolvimento melhorzinho, é a mulher que não conseguiu os mesmos méritos da irmã, se casou e ficou viúva muito jovem, caiu em depressão e foi demitida por transar com todo mundo do escritório. Pois bem, o jeito é abraçar a jornada do Pat e seguir com o filme, e aí vem outro problema: o roteiro.

O Lado Bom… foi adaptado pelo próprio O. Russell e já era um projeto antigo dentro da Weinstein Company, seria uma produção do Sydney Pollack e Anthony Minghella. Foi natural que O. Russell dirigisse, pois ele tem um filho bipolar. Porém, o roteiro é esquisito, preguiçoso e embaraçoso – com o perdão da palavra, é bipolar. Parece que havia cinco cenas muito boas e o resto foi um “ligue os pontos e trate de colocar um clímax”. É como se uma pessoa com pernas e braços engessados tentasse dançar a macarena. Para mim, é um filme superestimado.

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5 comentários em “o lado bom do filme”

  1. Tenho vontade de ver só por causa da Jennifer e para ver o Cooper(somente pela beleza), mas ao mesmo tempo estou com uma preguiça. Quando ouvi as primeiras sinopses do filme eu me surpreendi que um filme com o enredo tão sessão da tarde estivesse com tantas indicações nas principais premiações.

  2. Eu tenho de confessar que gostei. De alguma forma, o elenco me tocou. Cheguei a chorar (confesso q foi pela personagem da Jennifer).
    Poderia dizer q o desenvolvimento é raso da história, mas nao vou criticar. Foi um filme q mexeu um pouco comigo.

    1. É sempre ótimo quando um filme mexe com a gente. Jennifer Lawrence foi a única coisa que gostei por inteiro – o resto do elenco está bem, mas acho um exagero as indicações ao Oscar.

      1. Eu achei q eles levariam elenco no Sag. Qto a Jennifer, vc acha merecido o possivel Oscar dela? Ou será uma premiação precoce?

        Eu torço pra ela, mas me recordo de 2002, qd tento Renne e Nicole levaram globos de ouro, mas a primeira garantiu o Sag por Chicago e a outra, o Oscar por As Horas. Será q ocorre isso de novo entre Jennifer e Jessica?

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