quando a piriguete é a melhor coisa

paperboyLee Daniels é melhor diretor de atores que de filmes. Preciosa, seu filme anterior, se destacou mais pelas interpretações absurdas de Gaborey Sidebe e Mo’nique – até a Mariah Carey estava ótima – que pelo filme em si. O mesmo acontece com The Paperboy, o problema é que este te deixa na dúvida se é um filme muito bom ou muito ruim.

O filme muda de estilo algumas vezes, e consequentemente, o foco. Quando decide que o paperboy é o personagem de Zac Efron, tudo fica barato demais para a gente comprar. No entanto, todas as atuações são tão incríveis que não fica difícil acompanhar a história. A crítica não foi muito simpática e disse que Daniels foi fiel demais ao livro de Peter Dexter, aliás, Dexter é co-roteirista junto de Daniels.

The Paperboy é um filme fetiche: todo mundo suado, Efron só de cueca branca em 40% das cenas e Nicole Kidman como piriguete louca apaixonada em cenas impensáveis. Na história, Charlotte Bless (Kidman) é apaixonada por um condenado a morte (John Cusack), acusado de ter matado o delegado de uma pequena cidade da Flórida. Certa de que ele é inocente, ela envia carta a um jornalista de Miami, Ward Jansen (Matthew McConaughey), famoso por cobrir casos de injustiça social. Ele volta para sua cidade natal e passa a investigar o caso ao lado de Bless, do parceiro Yardley (David Oyelowo) e do irmão caçula Jack (Efron). Completa o elenco Macy Gray, perfeita como a empregada da casa dos Jansen e quem conta a história.

Nicole Kidman é uma bonequinha de porcelana, foi garota propaganda da Chanel e tem porte de estrela, mas sempre fez papéis que exigiram dela o avesso, mas em The Paperboy ela está irreconhecível e protagoniza cenas absurdas como uma masturbação no presídio e um salvamento com xixi. Merecidas as indicações ao Globo de Ouro e SAG. Já Zac Efron, que precisava desesperadamente de um papel adulto para se livrar de vez de High School Musical, agora precisa apenas mostrar que é mais talentoso que bonito. Acho que ele consegue. Esse é o lado bom de The Paperboy.

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2 comentários em “quando a piriguete é a melhor coisa”

    1. The Paperboy eu baixei, nem tem previsão de estreia no Brasil.Ia ver Django ou Amor no sábado, mas como ainda não estava 100%, resolvi não sair.
      Não é possível que nenhum cinema de JF não vai exibir Django, deve entrar em circuito em breve. No Rio isso também acontece com alguns filmes.

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