oscar – as surpresas e o de sempre

amor

Oscar é sempre a mesma coisa, mas às vezes surpreende, mesmo que por “acidente”. Estranhamente, Quentin Tarantino (Django Livre), Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura), Ben Affleck (Argo) e Tom Hooper (Os Miseráveis) não foram incluídos na lista de Direção, embora estejam na lista da DGA, e 95% dos votantes do DGA também votem na Academia. Porém, dois nomes não esperados e um mais ou menos pegaram as vagas para fazer companhia a Steven Spielberg (Lincoln) e Ang Lee (As Aventuras de Pi): Michael Haneke (Amor), Benh Zeitlin (Indomável Sonhadora) e David O. Russell (O Lado Bom da Vida). Acho que nem nos sonhos mais ambiciosos o Benh Zeitlin imaginou ser indicado ao Oscar.

E em Atriz, Emmanuelle Riva (Amor) e a pequena de nome impronunciável Quvenzhané Wallis (Indomável Sonhadora) surpreenderam. São as atrizes mais velha e mais jovem a serem indicadas ao Oscar. Amor conseguiu a proeza ainda de ser indicado a Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro (Áustria). Ainda em Filme Estrangeiro, o favorito Os Intocáveis nem foi indicado. Em Animação, uma das minhas categorias preferidas, nada de DreamWorks (Rarararara. Risada maléfica), fiquei felicíssimo com a indicação a ParaNorman, tão subestimado!

A razão destas surpresas então sendo especuladas em mil teorias em Hollywood, mas duas devem ser levadas em consideração, e que contrariam o discurso da Academia de que todo mundo votou e tudo deu certo. Sabemos que o perfil dos votantes não é lá uma maravilha, soma-se a isso as picuinhas, antipatias e invejas. Com a antecipação do anúncio dos indicados, muitos simplesmente não sabiam em quem votar porque não tinham visto os filmes – e os que estrearam em dezembro se deram especialmente mal. A abrupta substituição das cédulas de papel pelo voto eletrônico também fez muita gente não votar, especialmente os mais velhinhos. Logo, os votos dos mais moderninhos e antenadinhos tiveram mais força, o que não é ruim. A antecipação do Oscar no calendário talvez não tenha sido uma boa ideia, ainda mais para o ano que vem, que vai bater no mesmo período das Olimpíadas de Inverno, que vai dominar o interesse do público e o espaço na tv.

Particularmente, achei uma injustiça um Oscar sem Paul Thomas Anderson e seu O Mestre. Ainda não vi o filme, estou contando os dias para o dia 25 de janeiro, mas PTA é PTA. Entendo que o filme é cerebral demais para o Oscar, mas deve ser melhor que alguns dos indicados. Outra injustiça é o total esquecimento de O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Nem a esmagadora trilha sonora do Hans Zimmer foi indicada! Não é choro de fã, qualquer pessoa minimamente conhecedora de cinema vê que o roteiro é um dos mais bem estruturados do ano e que Chris Nolan conseguiu fazer entretenimento sofisticado.

Haverá um dia em que todo mundo vai ficar satisfeito com os indicados?

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3 comentários em “oscar – as surpresas e o de sempre”

  1. Oscar como post 1001 é outro ponto de ouro para o blog.

    Mantendo a desatualização, só fiquei sabendo q as indicações sairam, na sexta de manha, no Bom Dia Brasil. Nem fazia ideia q iam sair.

    Gostei da lista. Está cheia de imprevisoes. Não faço ideia de quem leva atriz e coadjuvantes.

    1. Acho que provavelmente quem levar o Globo de Ouro e o SAG. Por enquanto, Jennifer Lawrence é a favorita, mas acho que a Jessica Chastain pode virar o jogo, já que A Hora Mais Escura só estreou no circuitão ontem. Em coadjuvante, tá entre Anne Hathaway e Sally Field.

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