007 platinum edition

Eu adorei Skyfall, mas não tão quanto Casino Royale. Veja bem, é James Bond, garantia de locações extraordinárias, cenas de ação implacáveis e ternos bem cortados, mas faltou o “martini, girls and guns”. Talvez seja a direção mais autoral do Sam Mendes (Beleza Americana; Foi Apenas um Sonho) ou esta estranha necessidade atual de fazer filmes mais sombrios e realistas. Skyfall é elegantíssimo, há simbolismos e os enquadramentos obedecem uma simetria quase editorial da Vogue. A história é muito boa e trabalha bem o conflito do novo vs tradicional, e também tem a necessidade de plantar as novas diretrizes da franquia – contar mais estragaria o filme, mas nada que um bom espectador não suspeite.

Em Skyfall, um ciberterrorista está expondo a identidade de agentes do MI6 infiltrados em organizações terroristas. Tudo não passa de uma vingança contra M (Judi Dench), que mais do que nunca, passa a contar com a lealdade de Bond. Há pouco martini no filme e apenas uma bondgirl, Bérénice Marhole, que tem uma participação rápida. Ou melhor, a bondgirl de Skyfall é M. E se ela é o objeto de desejo do filme, o vilão não poderia ser ninguém menos que Javier Bardem – divertidíssimo ao cubo, pena que não há mais diálogos entre Bond e ele. Aliás, este filme tem bastante humor.

Skyfall é um filmaço, mas é diferente dos outros filmes da franquia. Só isso. Exatamente como a música da Adele para o filme.

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