apanhadão: dexter/nashville/elementary

Dexter. A sexta temporada não foi das melhores, mas ainda sim foi melhor que a terceira, tudo por conta do gancho final. “Oh my God”, disse Dexter. Nós também. Debra finalmente conheceu o dark passenger do irmão adotivo, a pessoa que ela descobriu ser o homem de sua vida. Gostei que a série não fez Dexter enrolar Debra e que ela decidiu ser seu rehab. Acho interessante que em Breaking Bad, por mais que a gente goste do Walter e Jesse, sabemos que seus destinos não serão felizes, é um caminho sem volta, mas em Dexter, há uma esperança de final feliz – à sua maneira, é claro. Porém, algo muito trágico deve acontecer nesta reta final. Rehab de serial killer não tem grandes chances de sucesso. Se o Titus Pullo vai ser o grande vilão da temporada, isso não sei, me interessa mais o cerco contra Dexter.

Nashville. E não é que eu gostei! Diferente do que haviam dito, não é uma série musical nem Dallas disfarçada, mas um drama com música country para pessoas que não curtem ou não se interessam pelo universo country americano. Ou seja, quem esperava country de raiz, que veja o ótimo A Última Noite. Aqui, Connie Britton (nunca gostei dela, mas aqui ela está perfeita) faz uma diva da música caipira de raiz que tem um péssimo relacionamento com o pai, o homem mais rico e influente de Nashville, que quer eleger o genro banana para prefeito, contrariando o desejo da filha. Ela, por sua vez, tem um pedregulho na carreira: os CDs estão encalhados e a turnê não está vendendo como antes. A solução da gravadora é juntá-la à estrelinha do momento, uma não muito talentosa mas ambiciosa mini bitch, vivida por Hayden Panettiere. Na órbita da história estão produtores, assessores, empresários, compositores procurando um lugar ao sol e jovens talentos. Pode parecer adolescente, mas a série é bastante adulta.

Elementary. Hum, Sherlock Holmes nos dias de hoje… depois de oito temporadas de House, dois filmes do Guy Richie e, principalmente, duas temporadas de Sherlock (BBC), fica a pergunta: era preciso? A série é OK, nada extraordinária, mas também não é uma bomba. Falta estilo e afiação, mas por outro lado, se beneficiou de não precisar explicar quem é quem e como é a dinâmica de Holmes. A única diferença em Elementary é que Holmes se mudou para Nova Iorque e Watson é uma mulher, uma cirurgiã que perdeu a licença e que foi contratada para acompanhar Sherlock depois de um período na reabilitação. Ainda não sei se Jonny Lee Miller foi uma boa escolha. Como disse acima, a série precisa ser amolada, e isso pode vir com o tempo.

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2 comentários em “apanhadão: dexter/nashville/elementary”

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