meio-dia em são paulo

Não foi dessa vez que fui ao Butantã, mas ao meio-dia de ontem, já estava exausto e morto de fome. Foi apenas um dia na cidade, mais de seis quilômetros a pé e mais alguns de metrô, ônibus e táxi. Conheci lugares novos, tomei o melhor sorvete da minha vida e ainda fui paqueradinho (!!!). Bom, não foi a minha primeira vez em São Paulo, já tinha certa bagagem, então dá para fazer uma lista, ou um mini guia de sugestões para se divertir na cidade.

Começando pelo Centro. Vou confessar que nunca entrei no Theatro Municipal, nunca andei pelo Anhangabaú, 25 de Março nem na Sé. Já fui na Santa Ifigênia e não quero voltar lá – se for fazer compras lá, peça sempre nota fiscal, pois se um guarda te parar e você não tiver como comprovar que comprou a mercadoria, ela será confiscada.

No Centro fica um dos lugares mais legais da cidade, o Mercado Municipal. Além dos tradicionais pastéis de bacalhau e sanduíche de mortadela (não gosto de nenhum dos dois, acho o pastel enjoativo e o sanduíche é como comer um naco de mortadela), você encontra uma aquarela de frutas – muitas não são comuns em mercados – secos e molhados, açougues e peixaria. O lugar é tão legal que dá vontade de fotografar estas coisas.

Perto do mercado fica a Estação da Luz, o anexo Museu da Língua Portuguesa e do outro lado da rua, a Pinacoteca do Estado. Os três lugares merecem sua atenção, principalmente a Pinacoteca. A Estação da Luz não é um museu, mas para mim, é o símbolo do progresso de São Paulo, de sua industrialização, de que os tempos modernos chegaram. Acho que no Brasil não há estação de trem tão imponente e em funcionamento como a da Luz.

Ao lado fica o Museu da Língua Portuguesa, ele tem três andares e o percurso começa pelo terceiro, onde há um auditório e você vê um filminho sobre a importância da palavra, da língua e como a nossa está em plena construção. Esse filminho tem hora certa e número limitado de público. O segundo andar é a exposição permanente do museu, e o primeiro abriga exposições temporárias (infelizmente perdi a do Jorge Amado). É bom conferir a programação no site.

Do outro lado da rua fica a Pinacoteca e o Jardim da Luz. O prédio é lindo, por dentro e por fora, abriga exposições temporárias e seu acervo é bem interessante. A lojinha da Pinacoteca também vale visita, os livros e souvenires têm preços camaradas. Aos sábados, tanto a Pinacoteca quanto o Museu da Língua têm entrada gratuita.

Perto dali fica a Estação Julio Prestes, e dentro dela fica a Sala São Paulo, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a OSESP. Não importa se você não entende ou não é familiarizado com música erudita, se tiver a oportunidade, vá! Garanto que você não vai sair indiferente! A Sala São Paulo é uma das melhores do mundo, é linda e todos os lugares são bons. Os ingressos não são tão caros assim, mas há concertos populares (R$ 15,00 – o próximo é em setembro e os ingressos se esgotam rapidinho) e você pode comprar pela internet.

Num outro ponto do Centro, existe o bairro da Liberdade, outrora bairro japonês. Hoje em dia, quem manda ali são os chineses, mas a fama ainda é nipônica. Há sempre um ar de renascimento no bairro, com novos restaurantes e lojas, mas é um bairro meio abandonado. As ruas são sujas, os prédios são feios e os tradicionais portais vermelhos precisam de uma pintura. Uma coisa que detesto no bairro é o cheiro de fritura nos fins de semana, que vem das barracas de comida na Rua dos Estudantes.

Gosto da região da Consolação, Cerqueira Cesar e Jardins (pra mim é tudo a mesma coisa). Como bem diz a piada, a Av. Paulista, assim como o casamento, começa no Paraíso e termina na Consolação. Gosto porque tem um monte de lugar bacana e é de fácil acesso. O Masp tem um acervo que gosto muito, além do prédio ser um símbolo da cidade. Andado um pouquinho, você chega ao Conjunto Nacional, onde fica a livraria Cultura. Há outras filiais pela cidade, mas gosto desta Cultura por causa do ambiente. Ela é gigantesca, mas acolhe todo mundo que gosta de ler, sem esnobismo. As crianças gostam, os adolescente, adultos e avós também. Ainda dentro do Conjunto, há divisões da Cultura, como a Geek.etc.br, voltado para o público nerd, com colecionáveis, livros, jogos, DVDs e HQs. Na outra Cultura há apenas livros sobre arte, gastronomia, viagem e cinema. A única coisa ruim desta última é que faz um calor danado!

O Conjunto fica entre as ruas Padre João Manoel e Augusta. A rua Augusta tem lojinhas interessantes, mais alternativas. Gosto da El Cabritón, que vende camisetas, mas é só descer a rua que você encontra lojas de tênis, sapatos, roupas, objetos pop etc. As transversais da Augusta têm cafés e restaurantes (a própria Augusta tem clubes, pubs e boates), mas o que me atrai mais é o Empório Santa Luzia ou Casa Santa Luzia. É um supermercado, mas um supermercado casado com delicatessen. Lá você encontra dezenas de marcas de café e chás, chocolates importados, geleias, compotas, framboesas, polpas de frutas… Enfim, se você gosta de mercado, de cozinhar e de comer, é uma passagem obrigatória.

Descendo, descendo e descendo mais um pouco, a mítica rua Oscar Freire se mostra toda rica e cheia de manobristas e seguranças. Não tenho paciência para bater perna e ver vitrine, mas há lojas que fazem bem aos olhos, como a da Zwilling. Como eu tenho cabeça de gordo, minha atenção vai toda para o Bacio di Latte, a melhor sorveteria que existe. E para ela eu dedico um parágrafo exclusivo.

Meu, é o melhor sorvete que já tomei na vida. Você pode escolher três sabores (o copinho pequeno custa R$ 8 e o médio custa R$ 10), e essa missão é difícil. Acabei escolhendo chocolate, pistache e pera. Eu não sei qual dos dois últimos foi o melhor. O de pistache tinha uma cor linda, um verde seco. O sabor é de salivar, a gordura do pistache deixa o sorvete mais cremoso e você consegue sentir o sabor da torra, e claramente percebe que todos os ingredientes são de primeira qualidade. É como se o sabor do pistache fosse potencializado. Já o de pera equilibrou os dois sorvetes cremosos. Até agora eu consigo sentir o gosto. Fresco, parece até que a pera é um derivado do sorvete. Perfeito!

Na rua da Consolação fica a Limited Edition, uma loja para nerds ricos. São réplicas, estátuas e colecionáveis de filmes, séries, desenhos, rock e HQs. É mais para ver que qualquer coisa. Dá para comprar um presente ou uma lembrancinha para você mesmo, só não comprei porque já tenho trambolho demais em casa. Na Augusta também tem uma loja semelhante, mas mais infantilizada, a Coleciona.

 

Ops, o post ficou comprido, vou terminar por aqui. Se fizer sucesso, eu continuo, qualquer dúvida, é só colocar nos comentários!

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