don quixote de el sorkin

Tudo o que Aaron Sorkin escreve é aguardado com muita expectativa, afinal, além dos Emmys e outros prêmios, ele tem um Oscar pelo roteiro de A Rede Social. The Newsroom recebeu críticas mistas. A principal queixa é que o jornalismo da série se afasta muito da realidade. É bastante utópico, idealizado e carregado de otimismo. Fora as semelhanças com outros trabalhos de Sorkin, como Studio 60 on the Sunset Strip, The West Wing e Sports Night. Para alguns, The Newsroom não se encaixa no perfil HBO. É verdade, o início do episódio é idêntico ao início de Studio 60, até os nomes dos personagens são os mesmos, Sorkin está se repetindo também nos diálogos e nas lições de moral, mas isso realmente me incomoda? Não… Eu amo o sorkismo.

A série se passa em 2010 e mostra os bastidores de um canal de notícias, em especial, o noticiário apresentado pelo âncora Will McAvoy (Jeff Daniels), que cometeu sincericídio durante um debate e foi obrigado a tirar férias. Ao retornar, a produção de seu programa foi deslocada e só restaram duas pessoas: a assistente Maggie (Alison Pill), que ele nem sabe o nome, e o redator Neal (Dev Patel). Seu produtor executivo também se mandou para outra equipe e em seu lugar foi chamada Mckenzie (Emily Motimer), que tem relacionamento mal acabado com Will.

O caos que se tornou a vida de Will acaba sendo contornado quando Jim, (John Gallagher Jr.), o produtor que veio com McKenzie, insiste em fazer a cobertura do vazamento de petróleo no Golfo do México. A equipe encontra sintonia e eles dão um furo de reportagem. Foi nesse momento que a série me prendeu e toda a artificialidade que apareceu no início se dissipou. Pois bem, fiz vista grossa em alguns momentos bem previsíveis e clichês, mas fiz porque vale a pena. Emily Motimer me pareceu um pouco perdida em algumas cenas, mas tenho certeza de que vai brilhar nos próximos episódios. Alison Pill, John Gllagher Jr. e Thomas Sadoski já estão entrosados e à vontade.

Há de se acrescentar que Aaron Sorkin, assim como muitos de sua geração, Cameron Crowe, por exemplo, são homens otimistas e têm grande fé na humanidade. E como seus personagens, eles acreditam que podemos fazer melhor.

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