fim do desespero

Se o Sony exibiu o último episódio de Desperate Housewives, é por que a série realmente acabou. E acabou bonitinha, mais ou menos no mesmo tom de sua primeira e única temporada realmente boa. Só o bom faturamento explica a sobrevivência da série por oito temporadas e os cachês de US$ 325 mil, por episódio. E também terminou tristinha, pois coincidiu com a morte da atriz Kathryn Joosten, a Karen McCluskey, sua personagem morreu no último episódio, também em decorrência de um câncer. Sua participação foi sempre muito querida e foi fundamental para o encerramento da série.

A primeira temporada foi um sopro de originalidade nas comédias da tv aberta, em 2004, uma sátira abarrotada de humor negro, abertamente inspirada em Six Feet Under – aliás, o final foi claramente uma homenagem. Tudo era amarrado pelo mistério “por que Mary Alice se matou?”. Revelado o segredo da dona de casa suicida, a segunda temporada decidiu seguir a mesma fórmula e colocou uma nova família como centro dos mistérios, e foi aí que a série errou feio. E depois insistiu no erro seguidamente.

Desperate Housewives foi uma série com grandes ideias, realmente promissoras, mas que errou na execução, sempre escolhendo o caminho mais óbvio e fácil. Houve momentos de brilho e cenas memoráveis. O que fica da série é Bree indo ao médico porque teve um orgasmo, Lynette alucinando com Mary Alice lhe oferecendo uma arma, Gaby dando uns tapas na freira dissimulada e Susan… bom, Susan era tapada demais para qualquer coisa.

E a pergunta que não quer calar: onde raios foi parar o Andrew?

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