para ver com antidepressivo

Sex and the City, gostem ou não, mudou muita coisa na nossa cultura de entretenimento e consumo. Pela primeira vez na televisão, mulheres solteiras, independentes e acima dos 30 anos falaram abertamente sobre sexo e relacionamentos. Enfim, foi um conto de fadas moderno, divertido e despudorado. Girls, nova série da HBO, é uma filha de Sex and the City, mas não herdou seus genes e por isso é tão difícil não compará-la a sua mãe.

Girls é criada, escrita, dirigida e protagonizada por Lena Dunham, que faz Hanna, uma jovem de 24 anos que quer ser escritora e tem a mesada cortada pelos pais e por isso precisa arranjar um emprego que lhe dê o suficiente para pagar metade do aluguel do apartamento que divide com Marnie, um menina que não suporta mais o namorado. A outra garota do título é Jessa, que não para quieta em nenhum canto e volta para Nova Iorque.

Há menção à Sex and the City no piloto, vindo da prima de Jessa, Shoshanna, obcecada pela série, mas assim como ela, as outras também não tem o glamour, ambição e frenesi de Carrie e suas amigas. Tudo que querem é um trabalho remunerado, mesada infinita, escrever um livro com experiências ainda não vividas e fazer um monte de coisas que elas não sabem o quê.

Há alguma beleza no fracasso e fraqueza de Hanna e suas amigas, e claro que a vida delas é mais parecida com o mundo real que a de Carrie, mas o excesso de passividade, complacência e depressão faz com que a série não seja para qualquer um. Eu, por exemplo, não tenho paciência. É como ver A Lula e a Baleia numa versão adolescente.

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5 comentários em “para ver com antidepressivo”

  1. Po, eu gostei! Não é mesmo pra qualquer um, mas a série tem uma honestidade em lidar com temas que não são mesmo muito confortáveis, algo que eu acho que as vezes falta na tv. Claro que no futuro pode ficar um pouco irritante, mas por enquanto to gostando.

  2. Também fui com a cara! Só me incomoda um pouco o cenário, sei lá, me parece triste de mais. Mas vou acompanhar. Veremos.

  3. Não é Sex and the City. É o q pulsava na minha mente o tempo todo.

    Por isso, me desapontei. Queria pelo menos alguma coisa das minhas quatro queridas de NY, e quase não há. Confesso q seja interessante, devo continuar vendo, mas se vão ser 4 amigas, em NY, solteiras, relatando suas confusões, isso tudo é um passaporte para q se lembrem de Sex and The City e venham um MONTE de comparação.

    Não senti mto potencial. Talvez eu tenha me visto na protagonista: sem saber o q fazer do futuro, ainda bancada pelos pais. É ruim se ver refletido e exposto.

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