rodolfo valentino

O Artista é uma carta de amor ao cinema americano, uma homenagem oportuna no momento em que os grandes estúdios estão chegando ao aniversário de 100 anos. Não por acaso, Cavalo de Guerra e A Invenção de Hugo Cabret também são, cada um a sua maneira. O Artista usa o artifício do cinema mudo em preto e branco, do formato quadradão, para falar do cinema e de si mesmo, numa metalinguagem que, particularmente, só achei genial numa cena, mais para o final. É um filme de uma cartada só, como seu protagonista, George Valentin (Jean Dujardin), cheio de caras e bocas ensaiadas e repetidas inúmeras vezes, mas que se encontra defasado com o surgimento do cinema falado, sem orquestra na sala.

Ao lado de seu cão, que rouba todas as cenas (como todo bicho faz), ele amargura no ostracismo enquanto Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma estrela que ele acidentalmente “criou”, arranca aplausos, fama e dinheiro. Não é o melhor filme do mundo, não é o melhor filme do ano, não é o filme do Oscar, quer dizer, é todo calculadinho, mas não é o melhor dos indicados. É um filme carinhoso que provavelmente vai ser esquecido depois que a poeira for varrida para longe. Enquanto isso, Jean Dujardin tenta um visto permanente no mainstream , assim como Christopher Waltz fez na época de Bastardos Inglórios, e deve conseguir. Talento e carisma ele tem. Já participou do Saturday Night Live ao lado da Zooey Deschanel, tirou uma soneca nas costas do George Clooney e ganhou um Tumblr por isso. Só falta o Oscar.

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