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Arquivos Mensais:maio 2011

Povo do Rio e de São Paulo, atenção! Retrospectiva completa de um mestre do cinema: Alfred Hitchcock. Serão exibidos 59 filmes e 127 episódios da série de tv. Além de palestras e cursos debatendo o legado de Hitchcock e como ele mudou o cinema. Mais informações no site oficial.

RJ – de 1º de junho a 14 de julho – CCBB

SP – de 14 de junho a 24 de julho – CCBB

SP – 8 a 17 de julho – Cinesesc

É certo que não dá para ver tudo o que a gente quer, muitas vezes, a gente acaba deixando uma preciosidade de lado. Ou uma bomba. No sábado eu vi uma maravilha e uma coisa ruim de doer e de dar gargalhadas. O primeiro é O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, o segundo, Fúria de Titãs.

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus ficou para escanteio porque eu não estava muito animado com Terry Gilliam e achava que as críticas positivas eram apenas um carinho com o diretor, sempre com muitas dificuldades para realizar seus filmes, e também por ter sido o último filme de Heath Ledger. Ledo engano, Leda Nagle. O mundo do dr. Parnassus é sobre contar histórias, esse ato que surgiu com o surgimento da fala, passou de geração em geração, foi levado para a escrita, o rádio e o cinema, e que a gente não para de cometer. A direção de arte é de uma criatividade interessante, apesar de eu achar que a parte imaginária é exagerada, mas tem muito de Monty Python, o que é mais que compreensível já que Gilliam fez parte da trupe. E claro, é sempre bom ver Christopher Plummer e meu queridinho Andrew Garfield.

Já Fúria de Titãs deu vergonha de ver. Tanta vergonha que eu desliguei a tv com menos de 1 hora de filme. O roteiro parece ter sido escrito por um moleque de 12 anos: tudo acontece do nada, os diálogos são risíveis, os deuses parecem os Cavaleiros dos Zodíacos, tudo é muito cafona (realmente tudo) e mais requentado que cafezinho de repartição pública. Até as frases de efeito. A pergunta final é: por que atores como Ralph Fiennes e Liam Neeson aceitaram fazer este filme? Se você ainda não viu, não se preocupe, não está perdendo nada!

Estou cansado e um bagaço! Trabalhando há 15 dias sem folga nem sábado e domingo, por isso a ausência por aqui. Este fim de semana ficarei 3 dias fora da cidade fazendo um curso (e dando um rolê, porque eu não sou bobo) e provavelmente também ficarei longe do blog. Não faça carinha triste, aproveite este tempo para colocar a vida em dia, arrumar o armário, estudar,  se atualizar em séries, livros e filme, para namorar, borboletar, matar o mofo e os ácaros… Faça o que quiser, mas se divirta! Combinado?

> a foto é do filme A Morte Lhe Cai Bem (Death Becomes Her), comédia de 1992 com Merryl Streep, Goldie Hawn e Bruce Willis. Dirigido por Robert Zemeckis.

Houve um momento em que o cinema argentino virou moda e ficou a impressão de que todo filme argentino era bom. Um crítico de lá deu a explicação sobre esta impressão. A Argentina produz cerca de 40 filmes por ano, destes, poucos (3 ou 4) são bons o bastante para sair do país, logo, quem vê estes filme, acha que todo filme argentino é ótimo. Não é birra com os argentinos (eu amo de paixão a Argentina), mas é assim com o cinema de todo país. Às vezes, a impressão que se tem é que um país só produz um gênero de filme: os violento/pobreza do Brasil, os vingativos coreanos e os de terror da Espanha. Estes, eu adoro!

A Espinha do Diabo. Dirigido por Guillermo del Toro, a história se passa num orfanato durante a Guerra Civil Espanhola. Há um menino fantasma, um faz-tudo do mal, um diretor e uma mulher perneta. Eu indico!

Intacto. Não se trata de terror, mas um thriller sobre a sorte. Leonardo Sbaraglia é um sortudo sobrevivente de acidente aéreo  que cai num clubinho de jogos para igualmente sortudos. É uma sinopse confusa, mas ótima. Foi vendo este filme que Danny Boyle convidou o diretor Juan Carlos Fresnadillo para dirigir a continuação de Extermínio, e em breve, ele estreará outro terror, Intruders, com Clive Owen.

Os Outros. Alejandro Amenábar tinha feito Abra los Ojos e Tom Cruise queria fazer uma versão americana deste – Vanilla Sky -, em troca, Amenábar dirigiu Nicole Kidman (então madame Cruise) em Os Outros. Uma casa isolada, duas crianças que não suportam a luz, uma empregada muda e uma governanta esquisita. Tenso!

O Orfanato. Como diz minha irmã: o filme do garoto com um saco na cabeça. Terror clássico. Laura, o marido e o filho se mudam para a casa onde funcionou o orfanato onde ela cresceu. Ela, como uma mulher grata pela vida, pensa e transformar a casa num orfanato para ajudar outras crianças, até que o filho começa com um amigo imaginário e desaparece durante uma festa. Dirigido por Juan Antonio Bayona, um pupilo de Del Toro.

REC. Tem gente que não suporta estes filmes com cara de documentário e a câmera balançando. Eu não sou um grande fã, mas admiro muito quando o trabalho é bem feito (Cloverfield, Distrito 9), e REC é um exercício muito bem ensaiado e realizado. Uma repórter novata acompanha uma noite de trabalho dos bombeiros e vai com eles até um prédio onde uma senhora não para de gritar. Nada impressionável, mas o prédio é isolado e a senhora é uma zumbi. Ganhou uma versão americana idêntica e uma continuação decepcionante, REC² – Possuídos. Ainda vai ter um uma continuação e um prólogo.

Depois de vaias e aplausos, Robert De Niro e o júri de Cannes elegeram A Árvore da Vida como o grande vencedor da Palma de Ouro. O prêmio de melhor atriz foi para Kirsten Dunst, por Melancolia, filme do Lars Von Trier, e o de melhor ator foi para o francês Jean Dujardin, pelo mudo e em preto e branco The Artist. O prêmio de diretor foi para Nicolas Winding Refn, de Drive. Super diversificado.

A Árvore da Vida estreia no Brasil dia 26 de junho.

Ontem, no trabalho, soube de algumas histórias que me deixaram um tanto chocado. Estas fofocas contadas em sussurros em nada têm a ver comigo ou vão mudar quem sou, mas a forma como vou ver certas pessoas certamente já não é a mesma. Hoje, a única coisa que me veio à mente foi o promo da terceira temporada de Six Feet Under. Acho que é exatamente o que eu desejo para essas pessoas, que se reencontrem e amadureçam.

Desde ontem, o GNT vem exibindo a série concebida por Ricky Gervais e Stephan Merchant chamada An Idiot Abroad. Aqui, o título virou Um Turista Idiota. A ideia é simples, mandar o amigo Karl Pilkington, um típico inglês de cabeça fechada e que detesta sair de sua zona de conforto, para conhecer as Sete Maravilhas do mundo moderno e confrontar suas respectivas culturas. Como disse Gervais, é a pegadinha mais engraçada e cara que ele já aprontou, tudo porque Karl é um Homer Simpson em carne e osso! Sabe aquela inglês que só como peixe com fritas e diz que o resto é uma porcaria, então, é ele.

No primeiro episódio, Karl foi conhecer a Muralha da China e em suas palavras, era o “lugar que mais temia, pois os chineses tornam tudo estranho”. Na conversa com Gervais e Merchant, ele fala sobre sua preocupação com a comida. “E se eu comer sapos e gostar? Onde eu vou comer sapos em Londres?”. E é dessa cabecinha que saem as melhores observações sobre a cultura estrangeira. No final, você se pergunta: Karl é um idiota ou um gênio?

Não sei o quanto disso é encenado, fictício ou roteirizado, mas que é hilário, ah, isso é! Fernanda Young tentou fazer algo semelhante com Duas Histéricas, mas sem sucesso, eram realmente duas histéricas gritando em cada canto de Israel. Um Turista Idiota é um programa de viagens como todos deveriam ser (mentira, mas uma boa porcentagem deveria). É quase um Borat!

No programa de hoje, ele vai à Índia, onde vai tentar ficar mais espiritualizado e conhecer um homem com cara de elefante. Na semana que vem, o Rio está no roteiro. GNT, de terça a sexta, às 23:15.

Este é o trailer de As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne. Sinceramente, não vejo graça nesses filmes de captura de movimento porque, sem querer ser cafona, não vejo alma neles. É claro que é muito bem feito, mas preferia uma animação tradicional ou live action. Tomara que eu morda a minha língua!

E falando tanto em Mad Men, de todas as séries passadas nos anos 60 que a tv americana vai estrear no segundo semestre, a que eu mais quero ver é Pan Am. Tão Prenda-me Se For Capaz que usaram Come Fly With Me no trailer.

The Good Wife tinha uma sinopse muito parecida com a de outras séries, a de alguém que voltava a trabalhar para recomeçar a vida. Porém, dois nomes nos créditos fizeram toda a diferença para eu assistir: Ridley Scott e Tony Scott. Isso se chama orquestração. Tudo isso fica mais evidente quando a gente sabe que na tv americana, se um programa não dá certo, ele é cancelado sem mais explicações. Então, fazer uma primeira temporada de forma tão inteligente, realista e sem arestas é um trabalho e tanto! Depois do piloto, foram encomendados 13 episódios, mais 9 e mais 1.

Ao contrário do que o povo pensa, The Good Wife não foi inspirada especificamente no caso Clinton, mas também nos casos Dick Morris, Eliot Spitzer (ex-governador de Nova Iorque) e John Edwards. A co-autora Michelle King disse que a ideia surgiu depois que vários casos de adultério e escândalos sexuais se tornaram públicos nos EUA, e sempre acompanhados de pedidos de desculpas. Ao lado do marido infiel, sempre estava a esposa, e era essa personagem que intrigava Michelle e Robert King.

Em The Good Wife, Alicia Florrick retoma sua carreira de advogada depois que seu marido, ex-procurador, é preso por corrupção num escândalo sexual. Ela deixa uma vida de conforto no subúrbio e se muda para um apartamento na cidade com os dois filhos. No trabalho, precisa lidar com a concorrência, o peso de ser a mulher do ex-procurador (mas ainda muito influente) e a humilhação de ter sido traída publicamente. A primeira temporada mostra os progressos de Alicia no trabalho, as complicações do público/privado e a tentativa de Peter de sair da cadeia e limpar sua imagem. Já a segunda mostra todos os desdobramentos da primeira temporada e um acirrado jogo político, ou melhor, as intenções políticas ficam mais evidentes. A ironia é que Alicia é uma excelente advogada, mas sem querer, depende da figura do marido.

Uma das exigências de Julianna Margulies para ser Alicia Florrick foi que a série fosse gravada em Nova Iorque, exigência não muito difícil de ser aceita, já que os impostos são menores e a cidade é mais parecida com Chicago, onde a trama é ambientada, que com Los Angeles, onde as outras séries costumam ser gravadas. Além do mais, grande parte das cenas é ambientada em interiores. Uma das vantagens de ser gravada em Nova Iorque é que muitos atores de teatro conseguem fazer  participações especiais frequentes, na maioria das vezes, como advogados e juízes. Caso de David Paymer, Michael J. Fox, Joanna Gleason, Ana Gasteyer, Peter Riegert, Denis O’Hare e Martha Plimpton.

O elenco fixo foi escolhido perfeitamente, não há ninguém fora do lugar. Archie Panjabi consegue dar sutileza e sesualidade à Kalinda, uma personagem que poderia ter ficado muito engessada ou violenta. Josh Charles e Christine Baranski têm a ironia inteligente de Will e Diane. Matt Czuchry faz um Cary amargo, mas ao mesmo tempo muito doce (linda a cena em que ele e Alicia conversam pelo telefone de forma irônica e no final os dois ficam em silêncio e ela pergunta como ele está). E para completar, Alan Cumming (entra de vez para o elenco na segunda temporada) é divertidíssimo como Eli, o estrategista político, sempre muito respeitoso com Alicia.

Como disse a crítica do Los Angeles Times, The Good Wife é inteligente, sem ser sarcástica; realista, mas sem ser cansativa; a união é respeitada e reverenciada, mas não o amor. No primeiro parágrafo, eu falei dos irmãos Scott porque eles não colocam seus nomes em qualquer projeto, mas isso não tira os créditos de Michelle e Robert, que escrevem, de forma brilhante, muitos dos episódios. E isso, na minha opinião.

Se você nunca viu The Good Wife, aproveita que a segunda temporada está acabando e veja tudo até a estreia da terceira, em setembro/outubro. Cuidado que vicia!

Tem mês que não dá para ir ao cinema, não tem nada de bom passando ou o blockbuster do momento está ocupando todas as salas. Mas junho tem estreias bem interessantes, alguns com um bom atraso, outros de uma rapidez como nunca se viu.

03/06 – X-Men: Primeira Classe. As pessoas andam falando muito mal deste filme, eu, para contrariar, acho que será ótimo. Primeiro, pelo diretor, Matthew Vaughn, de Stardust e Kick-Ass. Segundo, pelo elenco, James McAvoy, Michael Fassbender, January Jones, Jennifer Lawrence, Kevin Bacon… E por último, os trailers. Ah, e se passa nos anos 1960 (é, eu tenho um pé nessa década).

10/06 – Namorados Para Sempre. Blue Valentine, no original. Estreia com alguns meses de atraso, estava previsto para a época do Oscar, mas a indicação de Michelle Williams não foi forte o suficiente. Ryan Gosling no elenco, um ator que eu admiro desde que vi Tolerância Zero. De verdade, um dos melhores atores de sua geração.

17/06 – Contra o Tempo. Segundo filme de Duncan Jones (já falei mil vezes que Lunar é excelente), também uma ficção científica. Jake Gyllenhaal é um soldado que precisa descobrir o autor de um  atentado a um trem, e para isso, ele precisa reviver a explosão diversas vezes. Vera Farmiga está no elenco.

17/06 – Meia-Noite em Paris. Houve um tempo em que um filme de Woody Allen demorava um ano ou mais para estrear por aqui. Meia-Noite estreou há pouco no Festival de Cannes e brinca com aquele nosso pensamento de que nossa vida seria melhor em uma outra cidade, como Paris, Tóquio, Nova Iorque…

23/06 – A Árvore da Vida. Já falei várias vezes de A Árvore da Vida. Só pelas imagens já dá para ver que é lindo. Uma história que vai desde o Big Bang até o futuro. Terrence Malick na direção, com Brad Pitt e Sean Penn.

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